Infecções globais por COVID-19 crescem pela quarta semana consecutiva
- O número de novas mortes por coronavírus se estabilizou após uma baixa de seis semanas, com pouco mais de 60 mil novas mortes notificadas.
- Europa e Américas continuaram a representar cerca de oito em 10 de todos os casos e óbitos, enquanto a única região a relatar um declínio nas mortes foi o Pacífico Ocidental, com queda de quase um terço em comparação com a semana anterior.
- As infecções aumentaram notavelmente no Sudeste da Ásia, no Pacífico Ocidental, na Europa e no Mediterrâneo Oriental, de acordo com o Informe Epidemiológico Semanal da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O número de novas mortes por coronavírus se estabilizou após uma baixa de seis semanas, com pouco mais de 60 mil novas mortes notificadas.
Europa e Américas continuaram a representar cerca de oito em 10 de todos os casos e óbitos, enquanto a única região a relatar um declínio nas mortes foi o Pacífico Ocidental, com queda de quase um terço em comparação com a semana anterior.
As infecções aumentaram notavelmente no Sudeste da Ásia, no Pacífico Ocidental, na Europa e no Mediterrâneo Oriental, de acordo com o Informe Epidemiológico Semanal da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na região da África e das Américas, os números de infectados permaneceram estáveis nas últimas semanas, ainda que a OMS tenha apontado para “tendências preocupantes” em alguns países destas regiões.
Isso inclui o Brasil, onde o maior número de novos casos foi notificado: 508.010 mil novos casos em uma semana, representando um aumento de 3%.
Os Estados Unidos registraram 374.369 novos casos - uma redução de 19% -, enquanto a Índia registrou 240.082 novos casos, um aumento de 62%, a França registrou 204.840 novos casos (aumento de 27%) e a Itália registrou uma pequena mudança, com 154.493 novos casos registrados.
Preocupantes variantes - A OMS afirmou que os últimos dados sobre as preocupantes variantes coronavírus indicaram que a chamada cepa do Reino Unido está presente em 125 países, em todas as seis regiões globais.
A variante - VOC 202012/01 - pode ser associada com um aumento de risco de hospitalização, gravidade e mortalidade, observou a OMS, apontando um estudo analisando (para dar mais clareza à frase) 55 mil pacientes de COVID-19 entre outubro e janeiro passados. Na análise, as mortes resultantes da variante do Reino Unido foram de 4.1 por 1.000, em comparação com 2.5 por 1.000 entre aqueles infectados com o coronavírus anteriormente circulante.
Eficácia da vacina - Em tom mais positivo, os dados dos testes da vacina conduzidos na Inglaterra de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021 - quando a VOC 202012/01 estava vigente - “mostraram uma inicial eficácia da Pfizer/BioNTech (vacina BNT162b2) e da AstraZeneca ( vacina ChAdOx1) confirmada contra a COVID-19, hospitalizações e mortes”, explicou a OMS.
A chamada variante da “África do Sul” - 501Y.V2 - está agora presente em 75 países em todas as regiões, continuou a OMS, em “cerca de 90% das amostras sequenciadas em alguns locais”.
Ressaltando os resultados de um estudo comparando as internações hospitalares na África do Sul durante o pico da primeira onda do coronavírus (em meados de julho de 2020), com a segunda onda (que culminou em janeiro de 2021, quando a variante 501Y.V2 era a variante predominante), a OMS apontou que “o risco de mortalidade intra-hospitalar aumentou em 20%”.
Terceira variante - A terceira variante que preocupa, P.1, foi notificada em mais três países na última semana, atingindo o total de 41 nações em todas as regiões.
A OMS citou uma análise recente de hospitalizações e incidências de P.1 na cidade de Manaus, no Amazonas, onde ela foi primeiro detectada, observando que ela se espalhou consideravelmente.
“Baseado nas descobertas preliminares, a P.1 é considerada 2.5 vezes mais transmissível comparada com a variante anteriormente circulante, enquanto a probabilidade de reinfecção foi considerada baixa, em 6.4%.”
Globalmente, em 23 de março, foram 123.419.065 casos confirmados por COVID-19, incluindo 2.719.163 de mortes, relatados à OMS.
Até 22 de março de 2021, um total de 403.269.879 doses de vacina foram administradas.