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OIM assegura atividades de geração de renda para indígenas em Roraima

24 maio 2021

  • Tijolos, cimento, caixa d´água, canos e telhas são alguns dos materiais de construção entregues pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), na última semana, para as comunidades indígenas venezuelanas de Sorocaima 1 e Bananal, em Pacaraima (RR).
  • Os itens serão usados na construção de espaços coletivos que vão propiciar geração de renda, como hortas, galinheiros e tanque para a criação de peixes.
  • O objetivo é apoiar as comunidades através de projetos coletivos para a integração socioeconômica e geração de renda.
  • Na fronteira do Brasil com a Venezuela, as comunidades indígenas brasileiras Taurepang, que vivem na região, passaram a receber em suas terras nos últimos anos indígenas venezuelanos da etnia indígena transfronteiriça Pemón. Esse acolhimento é feito por se tratar do mesmo povo indígena, que compartilha a mesma origem linguística e laços familiares ancestrais.
indígenas em frente à caminhão com doação de material de construção
Legenda: Doação de materiais de construção permitirá a brasileiros e venezuelanos obterem autonomia financeira de forma duradoura
Foto: © Bruno Macinelle/OIM

Tijolos, cimento, caixa d´água, canos e telhas são alguns dos materiais de construção entregues pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), na última semana, para as comunidades indígenas venezuelanas de Sorocaima 1 e Bananal, em Pacaraima (RR). Os itens serão usados na construção de espaços coletivos que vão propiciar geração de renda, como hortas, galinheiros e tanque para a criação de peixes.

Na fronteira do Brasil com a Venezuela, as comunidades indígenas brasileiras Taurepang, que vivem na região, passaram a receber em suas terras nos últimos anos indígenas venezuelanos da etnia indígena transfronteiriça Pemón. Esse acolhimento é feito por se tratar do mesmo povo indígena, pois compartilham a mesma origem linguística e laços familiares ancestrais.

Entre as aldeias que mais acolheram os Pemón em Pacaraima, estão Sorocaima 1, Bananal, Tarauparu e Sakomota. Um levantamento realizado pela OIM em novembro de 2020 mostrou que cerca de 1.800 pessoas vivem nestas aldeias, sendo 52% indígenas brasileiros e 48% indígenas venezuelanos.

Com o aumento no número de moradores na região, as comunidades de Sorocaima 1 e Bananal solicitaram à OIM apoio para aprimorar as estruturas locais e apoiá-los em atividades de geração de renda. As propostas dos espaços foram então escolhidas após diálogo entre moradores e baseadas em afinidades e habilidades pré-existentes.

O objetivo é apoiar as comunidades através de projetos coletivos para a integração socioeconômica e geração de renda. A implementação das hortas, galinheiro e tranque de peixes permitirá gerar equilíbrio entre as populações acolhedoras e a recém-chegada. Em Sorocaima 1, dos 458 indígenas, 136 são venezuelanos e no Bananal, de quase 350 moradores, 121 são venezuelanos.

A escolha das atividades foi definida em conjunto com as comunidades, quando avaliaram que o plantio e criação de animais, principais atividades econômicas locais, eram insuficientes para todos, seja por falta de equipamentos ou mesmo de estrutura para uma produção maior. Foram assim pensadas ações de médio a longo prazo para complementar as atividades emergenciais já realizadas no âmbito da Operação Acolhida, resposta humanitária do governo federal.

indígenas com doações de tijolos recebidas pela OIM
Legenda: A implementação das hortas, galinheiro e tranque de peixes permitirá gerar equilíbrio entre as populações acolhedoras e a recém-chegada.
Foto: © Bruno Macinelle/OIM

“A oferta de ferramentas e meios para que a comunidade venezuelana possa alcançar a autonomia são extremamente importantes para o desenvolvimento das aldeias, uma vez que os indígenas da Venezuela podem encontrar mais barreiras para ingressar no mercado de trabalho. É uma grata experiência para OIM trabalhar com povos originários e apoiá-los de forma consistente e duradoura”, afirma a assistente de projetos de Integração Socioeconômica da OIM, Tainá Aguiar.  

Conforme o presidente da Associação de Sorocaima 1, Manuel Bento, toda comunidade será mobilizada para realização das atividades. “Para mim é uma satisfação. Há muito tempo buscávamos apoio, e essa é a primeira oportunidade de se fazer esse tipo de projeto. Estou muito grato, pois a OIM nos abraçou para trabalharmos”, disse.

 “Estou no Brasil há três anos e sempre fizemos reuniões com lideranças para realização dessas atividades. Queremos apoiar a comunidade nisso, saber como se cria, se cultiva para vendermos os produtos em Pacaraima e depois para Boa Vista”, relata o indígena Maturino, da etnia Pemón da Venezuela e morador de Sorocaima 1.

Soluções Duradouras - Em 2020, a OIM lançou a publicação “Soluções Duradouras para Indígenas Migrantes e Refugiados no Contexto do Fluxo Venezuelano no Brasil”. A obra é produto de um amplo processo de consulta com indígenas Warao, Pemón e Eñepa nas cidades de Boa Vista, Manaus e no município fronteiriço de Pacaraima (RR) e tem o intuito de contribuir com a construção de alternativas de políticas públicas para os indígenas venezuelanos no Brasil.

Essas atividades contam com o apoio financeiro do Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM) do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América.

OIM assegura atividades de geração de renda para indígenas em Roraima

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

OIM
Organização Internacional para as Migrações

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa