Conselho de Segurança pede "adesão total" ao cessar-fogo em Gaza com foco na solução de dois Estados
24 maio 2021
- O Conselho de Segurança da ONU fez no sábado (22) sua primeira declaração sobre o conflito que eclodiu entre Israel e grupos armados palestinos em Gaza, pedindo uma "adesão total ao cessar-fogo" que encerrou 11 dias de combate na manhã de sexta-feira.
- Além de lamentar as vidas perdidas, os embaixadores destacaram a necessidade imediata de assistência humanitária à população civil palestina, particularmente em Gaza.
- “Os membros do Conselho de Segurança sublinharam a urgência da restauração total da calma e reiteraram a importância de se alcançar uma paz abrangente baseada na visão de uma região onde dois Estados democráticos, Israel e Palestina, vivam lado a lado em paz com segurança e fronteiras reconhecidas”, disse a declaração.
O Conselho de Segurança da ONU fez no sábado (22) sua primeira declaração sobre o conflito que eclodiu entre Israel e grupos armados palestinos em Gaza, pedindo uma "adesão total ao cessar-fogo" que encerrou 11 dias de combate na manhã de sexta-feira.
Em um comunicado à imprensa, o órgão de paz e segurança de 15 membros saudou o anúncio do cessar-fogo e deu reconhecimento aos esforços de mediação diplomática desempenhados pelo Egito, outras nações da região, a ONU, o Quarteto do Oriente Médio - composto por ONU, União Europeia, Rússia e Estados Unidos - e outros parceiros internacionais.
Custo humano - De acordo com dados divulgados pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) para o Território Palestino Ocupado e verificados pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), houve 242 palestinos mortos no total desde 10 de maio; 23 meninas, 43 meninos, 38 mulheres e 138 homens.
Pelo menos 230 deles foram aparentemente mortos pelas forças israelenses, embora o OCHA tenha relatado que algumas das vítimas palestinas podem ter sido resultado de foguetes disparados de Gaza.
O Ministério da Saúde de Gaza informou que 1.948 palestinos foram feridos, incluindo 610 crianças e quase 400 mulheres.
De acordo com fontes israelenses, o OCHA relatou que 12 israelenses foram mortos por foguetes palestinos ou algum outro disparo quando corriam para se abrigar durante os ataques; cinco homens, cinco mulheres e duas crianças. Além disso, cerca de 710 israelenses ficaram feridos.
Luto por vidas perdidas - Em sua declaração, os membros do Conselho de Segurança disseram que “lamentam a perda de vidas de civis, resultante da violência”.
Os embaixadores também destacaram “a necessidade imediata de assistência humanitária à população civil palestina, particularmente em Gaza”. Na sexta-feira, o chefe de assistência da ONU, Mark Lowcock, anunciou que US $ 22,5 milhões estavam sendo alocados de fundos de emergência para a resposta humanitária.
Destruição em Gaza - Entre a infraestrutura civil afetada pelo bombardeio israelense, 53 escolas foram danificadas, juntamente com 6 hospitais, 11 centros de saúde primários e o laboratório central de testes COVID-19. Mais de 77 mil civis em Gaza tiveram que fugir de suas casas para buscar proteção.
Cinco em cada dez linhas de força que fornecem eletricidade vinda de Israel foram danificadas, reduzindo a energia em todo o enclave em cerca de 45%. Um total de 258 edifícios com residências e empresas foram destruídos, e quase 770 outras casas não são mais habitáveis, disse o OCHA.
Pacote de suporte 'robusto' - A declaração do Conselho ofereceu apoio ao apelo do secretário-geral, António Guterres, para que a comunidade internacional trabalhe com a ONU “no desenvolvimento de um pacote integrado e robusto de apoio para uma reconstrução e recuperação rápida e sustentável”.
“Os membros do Conselho de Segurança sublinharam a urgência da restauração total da calma e reiteraram a importância de se alcançar uma paz abrangente baseada na visão de uma região onde dois Estados democráticos, Israel e Palestina, vivam lado a lado em paz com segurança e fronteiras reconhecidas”, disse a declaração.