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OMS anuncia nomenclaturas simples para variantes do SARS-CoV-2

01 junho 2021

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) atribuiu nomenclaturas simples, fáceis de pronunciar e lembrar para as principais variantes do SARS-CoV-2, o vírus causador da COVID-19, utilizando letras do alfabeto grego, ou seja, Alfa, Beta, Gama.
  • Elas foram escolhidas após ampla consulta e revisão dos diversos sistemas de classificação utilizados e serão utilizadas para as chamadas variantes de preocupação e de interesse.
  • As novas nomenclaturas não substituem os nomes científicos. No entanto, eles podem ser difíceis de pronunciar e lembrar e estão sujeitos à notificação incorreta. Como resultado, muitas vezes as pessoas chamam as variantes pelos locais de origem onde são detectadas, gerando estigma e discriminação.
  • Para evitar esse cenário e simplificar as comunicações públicas, a OMS incentiva as autoridades nacionais, meios de comunicação e outros a adotarem essas novas nomenclaturas.
vírus sars-cov-2
Legenda: A OMS recomenda o uso de letras do alfabeto grego, ou seja, Alfa, Beta, Gama, para se referir às variantes do vírus SARS-CoV-2
Foto: © CDC

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atribuiu nomenclaturas simples, fáceis de pronunciar e lembrar para as principais variantes do SARS-CoV-2, o vírus causador da COVID-19, utilizando letras do alfabeto grego.

Essas nomenclaturas foram escolhidas após ampla consulta e revisão dos diversos sistemas de classificação utilizados. Para fazer isso, a OMS reuniu um grupo de especialistas parceiros de todo o mundo, incluindo especialistas que fazem parte dos sistemas de nomenclatura existentes, especialistas em nomenclatura e taxonomia de vírus, cientistas e autoridades nacionais.

A OMS atribuirá nomenclaturas às variantes designadas como Variantes de Interesse (VOI) ou Variantes de Preocupação (VOC), que serão publicadas no site da Organização.

As nomenclaturas não substituem nomes científicos existentes (por exemplo, aqueles atribuídos pelas iniciativas GISAID, Nextstrain e Pango), que transmitem informações científicas importantes e continuarão sendo usadas ​​em pesquisas.

Embora tenham suas vantagens, os nomes científicos podem ser difíceis de pronunciar e lembrar e estão sujeitos à notificação incorreta. Como resultado, muitas vezes as pessoas chamam as variantes pelos locais de origem onde são detectadas, gerando estigma e discriminação. Para evitar esse cenário e simplificar as comunicações públicas, a OMS incentiva as autoridades nacionais, meios de comunicação e outros a adotarem essas novas nomenclaturas.

Rastreamento de variantes - Todos os vírus, incluindo o SARS-CoV-2, que causa a COVID-19, mudam com o tempo e com muita frequência. A maioria das mudanças tem pouco ou nenhum impacto nas propriedades do vírus. No entanto, algumas alterações podem afetá-las, como a facilidade com que ele se espalha, a gravidade da doença associada ou, até mesmo, o desempenho das vacinas, medicamentos terapêuticos, ferramentas de diagnóstico e outras importantes medidas de saúde pública e sociais.

A OMS, em colaboração com parceiros, redes de especialistas, autoridades nacionais, instituições e pesquisadores, têm monitorado e avaliado a evolução do SARS-CoV-2 desde janeiro de 2020.

Ao fim de 2020, com surgimento de variantes que representavam um risco maior para a saúde pública global, a OMS solicitou a caracterização de Variantes de Interesse (VOI) e Variantes de Preocupação (VOC) específicas, a fim de priorizar o monitoramento e a pesquisa globais e, em última instância, informar com maior clareza a resposta em andamento à pandemia de COVID-19.

A OMS e suas redes internacionais de especialistas estão monitorando as mudanças no vírus para que, se mutações significativas forem identificadas, seja possível informar aos países e ao público sobre quaisquer mudanças necessárias para reagir à variante e prevenir sua propagação. No mundo, os sistemas foram estabelecidos e estão sendo fortalecidos para detectar “sinais” de potenciais variantes de interesse e variantes de preocupação e avaliá-los com base no risco apresentado à saúde pública global. As autoridades nacionais possuem a liberdade de escolher e  designar outras variantes de interesse/preocupação locais.

As estratégias e medidas atuais recomendadas pela OMS contra as variantes do vírus identificadas desde o início da pandemia continuam funcionando.

Nomenclaturas de variantes do SARS-CoV-2 - Atualmente, o grupo de especialistas convocado pela OMS recomenda o uso de letras do alfabeto grego, ou seja, Alfa, Beta, Gama, que serão mais fáceis e práticas de serem discutidas por qualquer público e comunicadores.

Sendo assim, a variante P.1, inicialmente identificada no Brasil, por exemplo, passa a ser denominada Gamma. Já as variantes B.1.1.7 e B.1.351, inicialmente identificadas no Reino Unido e na África do Sul respectivamente, passam a ser chamadas de Alfa e Beta (ver tabela).

Variantes de preocupação - Uma variante do SARS-CoV-2 que atende à definição de uma variante de preocupação e, por meio de uma avaliação comparativa, demonstrou estar associada a uma ou mais das seguintes alterações em um grau de significância para a saúde pública global:

  • Aumento da transmissibilidade ou alteração prejudicial na epidemiologia da COVID-19; ou
  • Aumento da virulência ou mudança na apresentação clínica da doença; ou
  • Diminuição da eficácia das medidas sociais e de saúde pública ou diagnósticos, vacinas e terapias disponíveis.

Variantes de interesse - Já a variante de interesse é assim considerada se, em comparação com a variante original, seu genoma contiver mutações que mudem o fenótipo do vírus e se:

  • Tiver sido identificada como causadora de transmissão comunitária, de múltiplos casos ou de clusters (agrupamentos de casos) de COVID-19 ou tiver sido detectada em vários países; ou
  • Ser de outra forma avaliada como uma VOI pela OMS em consulta com o Grupo de Trabalho de Evolução do Vírus SARS-CoV-2.

OMS anuncia nomenclaturas simples para variantes do SARS-CoV-2

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