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Com apoio do WFP, Brasil participa de consulta de alto nível sobre fortificação alimentar na África

08 setembro 2021

  • O Centro de Excelência contra a Fome do WFP apoiou a participação do Governo do Brasil em uma consulta de alto nível com o governo da Costa do Marfim e com oCentro Regional de Excelência contra a Fome e Desnutrição. 
  • A ação contou com a colaboração com a União Africana (UA) e a Organização da Saúde da África Ocidental, e tratou das deficiências de micronutrientes na África e de possíveis abordagens nutricionais para reduzi-las.
  • O evento reuniu representantes de governos regionais e sub-regionais, de organizações da Rede de Parlamentares Africanos, parceiros de desenvolvimento, agências de controle e reguladoras, o setor privado, academia e organizações da sociedade civil. 
  • Na troca de experiências, o governo brasileiro apresentou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), iniciativa que atinge hoje 20% da população brasileira por meio de parcerias com a FAO, o WFP e a OPAS.
Legenda: O objetivo do encontro era propor intervenções implementáveis aos governos, parceiros de desenvolvimento e outras partes
Foto: © Arne Hoel/Banco Mundial

Nos dias 2 e 3 de setembro, o Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) na Costa do Marfim, o governo local e o Centro Regional de Excelência contra a Fome e a Desnutrição (CERFAM) realizaram uma consulta virtual de alto nível. A ação contou com a colaboração com a União Africana (UA) e a Organização da Saúde da África Ocidental, e teve como tema “Fortificação de alimentos: qual abordagem nutricional para reduzir as deficiências de micronutrientes na África?”. 

A iniciativa está alinhada com a Agenda 2063 da União Africana, a Estratégia Nutricional Regional da África 2015-2025, a Agenda 2030 das Nações Unidas e outras principais estratégias e prioridades continentais.

Participação brasileira - O Centro de Excelência apoiou a participação do Governo do Brasil no evento, que destacou as boas práticas brasileiras em fortificação alimentar na sessão de trocas de experiências globais com a Índia e a Costa do Marfim. Eduardo Nilson, da Coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde do Brasil, apresentou as principais diretrizes nacionais de fortificação em larga escala e as metodologias de monitoramento e uso de evidências para ajuste da política. 

“O Brasil tem um longo histórico no combate à deficiência de nutrientes. Não existe uma estratégia única para combater a má nutrição, a abordagem é multissetorial com foco tanto na promoção de dietas saudáveis, como na suplementação e fortificação alimentar em larga escala. A articulação com outras políticas é essencial”, destacou o representante do Ministério da Saúde do Brasil.

A transversalidade e a inovação das políticas brasileiras de combate à má nutrição também foram ressaltadas por Maria Sineide dos Santos, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), dentro do escopo do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). 

“O PNAE começou apenas servindo regiões e populações em situação de extrema vulnerabilidade e hoje é um programa de abrangência nacional, atingindo 20% da população brasileira. O programa está sendo constantemente aprimorado, buscando alinhar-se não apenas com as políticas de saúde brasileiras, mas também com agendas globais de segurança alimentar, através de fortes parcerias com a FAO, o WFP e a OPAS”, lembrou Maria Sineide Santos.

A sessão também contou com a apresentação dos aprendizados e desafios em fortificação alimentar pelo Ministério da Saúde e Bem-Estar Familiar da Índia e pelo Governo da Costa do Marfim. O Prof. João Bosco Monte, Presidente do Instituto Brasil África (IBRAF) e moderador da sessão, ressaltou as semelhanças entre muitos dos desafios enfrentados no Sul Global em questões nutricionais e a rica oportunidade de aprendizado mútuo que a consulta virtual proporcionou.

O evento reuniu representantes de governos regionais e sub-regionais, de organizações da Rede de Parlamentares Africanos, parceiros de desenvolvimento, agências de controle e reguladoras, o setor privado, academia e organizações da sociedade civil. A ideia era propor intervenções implementáveis aos governos, parceiros de desenvolvimento e outras partes interessadas para acompanhar e apoiar os esforços dos países africanos para eliminar a má nutrição em todas as suas formas.

Com apoio do WFP, Brasil participa de consulta de alto nível sobre fortificação alimentar na África

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

FAO
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura
PAHO
The Pan American Health Organization
WFP
Programa Mundial de Alimentos

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa