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ONU enfatiza importância de alimentação nutritiva no tratamento de HIV/AIDS

22 julho 2010

Uma dieta simples porém nutritiva pode melhorar a eficácia do tratamento para pessoas vivendo com HIV/AIDS, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) nesta terça-feira (20), estimulando os prestadores de cuidados de saúde, governos e outros parceiros a incorporarem uma boa nutrição nos tratamentos.

Há cada vez mais evidências de que os alimentos e o suporte nutricional são essenciais para manter as pessoas portadoras do HIV vivas de forma saudável por mais tempo e melhorar a eficácia do tratamento, apontou Martin Bloem, chefe do Departamento de Nutrição e HIV do PMA, na Conferência de AIDS 2010 em Viena, um encontro mundial de especialistas sobre a doença.

Ele acrescenta que, caso as pessoas não tenham acesso aos alimentos, será difícil tomar os medicamentos antiretrovirais e o risco de sair do tratamento aumenta. Entre os pacientes desnutridos que iniciam a terapia antiretroviral (ART), o risco de morrer é duas a seis vezes maior em comparação àqueles que recebem alimentação adequada. Segundo o PMA, crianças soropositivas precisam entre 50% e 100% mais calorias, comparadas às soronegativas, enquanto os adultos necessitam de até 30% mais calorias com a doença em progresso.

O Programa é o maior fornecedor mundial de ajuda alimentar a pessoas com HIV e suas famílias, assim como pessoas com tuberculose. A agência ajudou aproximadamente 3 milhões de pessoas afetadas pela doença em 47 países no ano passado.

A abordagem do PMA para HIV/AIDS foca dois objetivos: melhorar o sucesso do tratamento através de nutrição e apoio de alimentos e reduzir os efeitos da AIDS nos indivíduos e seus familiares por meio de redes de segurança sustentável, tais como refeições domésticas, transferência de dinheiro ou vales que possam ser trocados por alimentos.

ONU enfatiza importância de alimentação nutritiva no tratamento de HIV/AIDS