Chefe da OMS pede “ânimo e ação” contra COVID-19

  • Até segunda-feira (25), o número de casos de COVID-19 estava perto de 99 milhões, aproximando-se de uma triste marca de 100 milhões de casos.
  • O chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lembrou que cada morte representa um pai ou uma mãe, um parceiro ou uma parceira, um filho ou uma filha, um amigo ou uma amiga. 
  • Tedros disse que as vacinas têm dado esperança ao mundo, o que torna agora “cada perda de vida ainda mais trágica”. “Precisamos ter ânimo, esperança e agir”, afirmou.
  • Ele reiterou o pedido para que todos os trabalhadores em saúde e idosos em todos os países sejam vacinados nos primeiros 100 dias de 2021.
Médico examina paciente de COVID-19 em Chernivtsi, na Ucrânia.
Médico examina paciente de COVID-19 em Chernivtsi, na Ucrânia.

A escala absoluta dos números envolvidos na pandemia da COVID-19 pode “anestesiar para o que representam”, afirmou o chefe da agência de saúde da ONU, lembrando aos jornalistas que cada número representa uma pessoa, uma história. Até segunda-feira (25), o número de casos da doença estava perto de 99 milhões, aproximando-se de uma triste marca de 100 milhões de casos.

O chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lembrou que cada morte representa um pai ou uma mãe, um parceiro ou uma parceira, um filho ou uma filha, um amigo ou uma amiga. Ele lembrou que exatamente há um ano menos de 1.500 casos de COVID-19 haviam sido registrados.

Tedros disse que as vacinas têm dado esperança ao mundo, o que torna agora “cada perda de vida ainda mais trágica”. “Precisamos ter ânimo, esperança e agir”, afirmou, reiterando o pedido para que todos os trabalhadores em saúde e idosos em todos os países sejam vacinados nos primeiros 100 dias de 2021.

Na semana passada, o chefe da OMS disse que o mundo estava “a beira de um fracasso moral catastrófico” se não distribuísse acesso equitativo a vacinas. Ele informou que dois novos estudos mostram que não “não seria apenas um fracasso moral, mas também uma falência econômica”.

Análise divulgada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que 3,7 trilhões de dólares foram perdidos no ano passado em termos de horas trabalhadas. Enquanto o relatório estima que a maior parte dos países irá se recuperar na segunda metade de 2021, dependendo do alcance da vacinação, recomenda assistência internacional para países de baixa e média renda para apoiar vacinação e promover programas de recuperação econômica e para o mercado de trabalho.

Ao mesmo tempo, um estudo encomendado pela Fundação Internacional da Câmara de Pesquisa de Comércio trouxe um forte ponto econômico pela equidade da vacina. “Nacionalismo em vacina pode custar à economia global até 9,2 trilhões de dólares e quase metade disso – 4,5 trilhões de dólares – incorreria nas economias mais ricas”, afirmou o dirigente da OMS.

Enquanto isso, a lacuna de financiamento para o Acelerador de Ferramentas de Acesso a COVID-19 em 2021 está em 26 bilhões de dólares, informou Tedros. Ele disse que se for totalmente financiada, a estratégia irá retornar até 166 dólares para cada dólar investido.

Embora o chamado nacionalismo de vacina “sirva a objetivos políticos de curto prazo”, Tedros defendeu que é interesse de médio e longo prazo de cada nação apoiar a equidade da vacina, lembrando que enquanto a pandemia não terminar em todos os lugares, não estará erradicada em lugar nenhum.

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade
OMS
Organização Mundial da Saúde