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“Tarde demais para os que estão morrendo hoje”, diz OMS sobre promessas de doações de vacinas em 2022

21 junho 2021

 

Homem na Costa do Marfim recebe sua primeira dose da vacina contra COVID-19

Foto: © Enquanto países mais ricos avançam em suas taxas de imunização e começam a retornar a uma normalidade, países na África e na América Latina enfrentam aumento dos casos

Em mais um apelo por equidade na vacinação, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse a jornalistas na sexta-feira (18) que se os países ricos e as empresas farmacêuticas esperarem até 2022 para doar e produzir mais doses será “tarde demais para aqueles que estão morrendo hoje”.

De acordo com Tedros, milhões de doses extras de vacinas contra a COVID-19 precisam ser doadas agora para salvar vidas e ajudar a OMS a atingir sua meta global de vacinar 70% de todas as populações nacionais até a primeira metade de 2022.

O diretor da agência de saúde da ONU felicitou o anúncio de Guiné, no sábado (19), de que seu último surto da doença do vírus Ebola foi contido após apenas quatro meses. Para Tedros, isso mostra o que poderia ser feito em uma escala muito maior com o coronavírus.

“No entanto, mesmo após 18 meses, o uso ineficaz de medidas sociais e de saúde pública, o aumento da mistura social e da iniquidade da vacina, continuam a dar a COVID-19 a oportunidade de sofrer mutação, se espalhar e matar”, disse.

Falha global na vacinação - Para o diretor da OMS, o fracasso global em compartilhar vacinas equitativamente está alimentando uma pandemia de “duas vias”, que agora está afetando algumas das pessoas mais pobres e vulneráveis ​​do mundo.

Cada região tem países que agora enfrentam um aumento acentuado nos casos e mortes. A situação é particularmente preocupante em países latino-americanas e na África, onde os casos aumentaram em 52% apenas na semana passada.

“E esperamos que as coisas só piorem. Menos de 1% da população da África foi vacinada. As vacinas doadas no próximo ano serão tarde demais para aqueles que estão morrendo hoje, ou sendo infectados hoje, ou em risco hoje”, alertou Tedros.

Metas - As metas globais da OMS são vacinar pelo menos 10% da população de cada país até setembro, pelo menos 40% até o final de 2021 e 70% até o meio do próximo ano.

“Esses são os marcos críticos que devemos alcançar juntos para acabar com a pandemia”, disse Tedros.

Atualmente, a taxa atual de vacinação total em mais da metade das nações mais ricas é de 20%. O mesmo acontece em apenas três países de renda baixa e média. 

“Agradecemos muito as doações de vacinas anunciadas pelo G7 e outros. E agradecemos a esses países, incluindo os Estados Unidos, que se comprometeram a compartilhar as doses em junho e julho. Instamos os outros a seguirem o exemplo. Precisamos doar vacinas agora para salvar vidas”, reforçou o líder da OMS.

“Tarde demais para os que estão morrendo hoje”, diz OMS sobre promessas de doações de vacinas em 2022

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

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