Notícias

Atletas da Síria e Eritreia são os porta-bandeiras da Equipe Olímpica de Refugiados nos Jogos Tóquio 2020

23 julho 2021

  • A nadadora síria Yusra Mardini e o maratonista da Eritreia Tachlowini Gabriyesos carregam a Bandeira Olímpica em nome da Equipe Olímpica de Refugiados nos jogos que começam hoje. 
  • Nesta edição dos jogos olímpicos vão competir 29 atletas de 11 nacionalidades diferentes. Eles representam mais de 26 milhões de pessoas refugiadas no mundo e contam com o apoio do ACNUR.
  • Antes da guerra na Síria, Yusra era uma nadadora de competição que representava seu país em competições internacionais.
  • Tachlowini fugiu da insegurança na Eritreia quando tinha apenas 12 anos. De lá, ele passou pela Etiópia e pelo Sudão, antes de finalmente fazer a difícil jornada do Sinai até Israel. Já se passaram oito anos desde a última vez que viu a família que deixou para trás.
Legenda: Yusra Mardini e Tachlowini Gabriyesos
Foto: © COI/Divulgação

Nesta sexta-feira (23), os olhos de boa parte da população mundial estarão voltados para a cidade de Tóquio. Após o adiamento de um ano por causa da pandemia da COVID-19 e ameaças de cancelamento, a 32ª edição da Olimpíada de verão terá a abertura oficial a partir das 8h (horário de Brasília) no Estádio Olímpico de Tóquio. Nesta edição vão competir 29 atletas de 11 nacionalidades diferentes, que compõem a Equipe Olímpica de Refugiados. A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) apresenta ao público as histórias desses competidores. 

Conheça as trajetórias de Yusra Mardini e Tachlowini Gabriyesos.

A nadadora síria Yusra Mardini, que competiu no Rio 2016 como parte da primeira Equipe Olímpica de Refugiados, expressou sua empolgação: 

“É uma honra carregar a bandeira porque para mim significa que estou representando todos os refugiados ao redor do mundo, também carregando suas esperanças de um melhor mundo”, disse. “Estarei representando toda a equipe e transmitirei nossa mensagem de que os refugiados podem sonhar e ter sucesso como qualquer outra pessoa”.

Tóquio 2020 será a primeira participação do maratonista Tachlowini Gabriyesos, da Eritreia, nos Jogos Olímpicos. Ele carrega a bandeira junto com Yusra, também agradecido pela oportunidade de fazer parte do time criado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em parceria com o ACNUR.

Duas jornadas, um sonho - Antes da guerra na Síria, Yusra era uma nadadora de competição que representava seu país em competições internacionais. Com a intensificação da guerra, ela e sua irmã deixaram Damasco em agosto e chegaram a Berlim em setembro de 2015. Desde então, Yusra tem treinado no clube Wasserfreunde Spandau 04, que é parceiro das Escolas de Esporte Elite em Berlim. Ela foi selecionada para competir no Rio 2016 como parte da primeira Equipe Olímpica de Refugiados, e foi nomeada a mais jovem Embaixadora da Boa Vontade do ACNUR em abril de 2017.

Tachlowini fugiu da insegurança na Eritreia quando tinha apenas 12 anos com um amigo de 13 anos. De lá, ele passou pela Etiópia e pelo Sudão, antes de finalmente fazer a difícil jornada do Sinai até Israel. Ele se lembra do amigo ensinando-lhe um truque que aprendeu com o pai: antes de dormir, eles tiravam os sapatos e os deixavam apontando na direção da viagem para que, ao acordarem na manhã seguinte, não se perdessem.

Ao chegar a Israel, Tachlowini passou um tempo detido antes de ser mandado para uma escola em Hadera, onde conheceu seu treinador de corrida. Já se passaram oito anos desde a última vez que viu a família que deixou para trás.

Passo adiante -  Pela primeira vez, em Tóquio 2020, todos os Comitês Olímpicos Nacionais (CONs) participantes tiveram a oportunidade do COI de enviar uma mensagem positiva de Jogos Olímpicos inclusivos, onde mulheres e homens têm igual proeminência. No início deste ano, o Conselho Executivo do COI aprovou uma mudança nas diretrizes do protocolo para permitir que uma atleta feminina e um atleta masculino de cada CON carreguem a bandeira conjuntamente durante a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos.

Mais informações sobre a Equipe Olímpica de Refugiados e o calendário de competições da equipe podem ser acessados na página oficial do ACNUR sobre os Jogos Tóquio 2020.

Veja a seguir os detalhes sobre as competições dos dois atletas:

Natação | Yusra Mardini

  • 24/07, das 7h00 às 9h30 e de 22h30 às 00h20 (horário de Brasília)
  • 25/07, 22h30 às 00h40 (horário de Brasília)

Maratona | Tachlowini Gabriyesos

  • 07/08, das 7h00 às 9h45 (horário de Brasília)

Atletas da Síria e Eritreia são os porta-bandeiras da Equipe Olímpica de Refugiados nos Jogos Tóquio 2020

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

ACNUR
Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa