Notícias

Semana tem estreias de atletas da Equipe Olímpica de Refugiados em Tóquio

27 julho 2021

  • Esta semana os Jogos Olímpicos de Tóquio contarão com estreias de atletas que integram a Equipe Olímpica de Refugiados do Comitê Olímpico Internacional (COI), em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
  • As modalidades a serem disputadas por esses atletas são judô, badminton, atletismo, natação e levantamento de peso.
  • A Equipe Olímpica de Refugiados do COI de Tóquio 2020 inclui atletas refugiados competindo em 12 modalidades olímpicas. Juntos, eles enviam uma mensagem poderosa de solidariedade e esperança ao mundo e chamam a atenção para a situação de todos aqueles que foram forçados a deixar suas casas por causa de conflitos, perseguição e violação dos direitos humanos.
Legenda: Membros da Equipe Olímpica de Refugiados encontram-se com o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, e o presidente do COI, Thomas Bach, na Vila Olímpica de Tóquio

Foto: © Stephen Pattison

Após um fim de semana repleto de estreias e muita competitividade na Olimpíada de Tóquio 2020, esta semana contará com outras 13 participações de atletas que integram a Equipe Olímpica de Refugiados do Comitê Olímpico Internacional (COI), em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). As modalidades a serem disputadas por esses atletas, entre terça (27) e sábado (31), são judô, badminton, atletismo, natação e levantamento de peso.

Equipe de Refugiados - A Equipe Olímpica de Refugiados do COI de Tóquio 2020 inclui atletas refugiados competindo em 12 modalidades olímpicas. A delegação foi a segunda a se apresentar na abertura dos jogos e é composta por 29 atletas de 11 países. Juntos, eles enviam uma mensagem poderosa de solidariedade e esperança ao mundo e chamam a atenção para a situação de todos aqueles que foram forçados a deixar suas casas por causa de conflitos, perseguição e violação dos direitos humanos.

Esta é a segunda vez que uma Equipe de Refugiados participa dos Jogos Olímpicos, após a estreia da delegação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Os esforços dos atletas refugiados nos Jogos Olímpicos mostram ao mundo a força e resiliência dos atletas que foram forçados a deixar seus países de origem. Entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2020, 3,9 milhões de pessoas se tornaram refugiadas em todo o mundo, sendo que aproximadamente metade dessa população é composta por crianças.

quipe Olímpica de Refugiados na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Legenda: A Equipe Olímpica de Refugiados foi a segunda delegação a entrar na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Foto: © Greg Martin/COI

Como parte da parceria de mais de 25 anos, o ACNUR trabalha com o COI e a Fundação Refugiados Olímpicos (ORF, na sigla em inglês) para usar o poder do esporte na criação de um mundo onde todas as pessoas forçadas a deixar seus locais de origem possam construir um futuro melhor.

Próximas competições - Os judocas sírios Sanda Aldass e Ahmad Alika não conseguiram avançar em seus confrontos realizados na madrugada do dia 26, mas nos próximos dias estarão nos tatames japoneses os seguintes atletas: o congolês que vive no Brasil, Popole Misenga (27, às 23h); a afegã Nigara Shaheen (27, às 23h), que enfrentará a judoca brasileira Maria Portela na luta inicial; e o iraniano Javad Mahjoub (28, às 23h).

Além dos judocas, entram também nas disputas desta semana nos Jogos Tóquio 2020 o nadador sírio Alaa Maso (30, às 7h) e o levantador de peso camaronês Cyrille Fagat (30, às 23h50).

Também estarão competindo os atletas do time de atletismo: o sudanês Jamal Eisa (30, às 7h00), os sul-sudaneses Rose Nathike (30, às 21h) e James Nyang (31, às 21h), assim como o congolês Dorian Keletela (31, às 21h).

O judoca Popole e os atletas Rose e James participaram dos Jogos Rio 2016 e tiveram um ciclo olímpico de treinamento em seus respectivos países de acolhida.

Mensagem de apoio - O alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, enviou uma mensagem pessoal de esperança e apoio à Equipe Olímpica de Refugiados do Comitê Olímpico Internacional (COI), comemorando a participação dos atletas refugiados que competem nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Em sua mensagem, Grandi refletiu sobre a notável determinação pessoal e perseverança dos atletas refugiados em um ano de muitas dificuldades e os desejou muito sucesso.

Grandi está em Tóquio esta semana para conhecer e demonstrar apoio aos membros da Equipe Olímpica de Refugiados do COI.

“Tive a alegria e o privilégio de conhecer alguns dos 29 atletas da Equipe Olímpica de Refugiados do COI nesta semana e incentivá-los em nome do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados”, disse Grandi.

“Esses jovens inspiradores superaram imensos desafios, como o deslocamento forçado e, agora, representam na Olimpíada a esperança e as aspirações das mais de 82 milhões de pessoas que tiveram que deixar seus lares. Vou torcer por eles enquanto competem em suas modalidades e espero que consigam chegar ao pódio”, completou.

Acompanhe o time - Como forma de referenciar o potencial humano dos atletas refugiados, o ACNUR criou a página oficial do Time de Refugiados. Acesse para ver fotos, perfis, horários das competições e outras informações atualizadas sobre a participação da Equipe Olímpica de Refugiados.

Semana tem estreias de atletas da Equipe Olímpica de Refugiados em Tóquio

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

ACNUR
Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa