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OIM lança cartilha sobre fluxos de atendimento às vítimas de tráfico de pessoas

13 maio 2022

A Agência da ONU para as Migrações (OIM) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública lançaram nesta terça-feira (10) a “Cartilha de Construção de Fluxos de Atendimento a Vítimas de Tráfico de Pessoas”.

Resultado de uma série de consultas realizadas no último ano com os Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, o material apresenta diretrizes e boas práticas para que os núcleos estaduais organizem o atendimento multiagencial às vítimas brasileiras e migrantes, em especial venezuelanas.

O guia apresenta 14 passos para a estruturação de um fluxo local eficiente, que deve integrar ao menos cinco etapas: denúncia, enfrentamento, resgate, pós-resgate e atendimento às vítimas.

Como dependem de múltiplas organizações, os fluxos de atendimento são complexos e se concretizam de maneira diferente em cada rede local.

Lançado pela OIM e MJSP, o documento reúne diretrizes e boas práticas direcionadas ao atendimento multiagencial local às vítimas brasileiras e migrantes internacionais, incluindo pessoas venezuelanas.
Legenda: Lançado pela OIM e MJSP, o documento reúne diretrizes e boas práticas direcionadas ao atendimento multiagencial local às vítimas brasileiras e migrantes internacionais, incluindo pessoas venezuelanas.
Foto: © Amanda Martins/OIM

A Agência da ONU para as Migrações (OIM) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública lançaram nesta terça-feira (10) a “Cartilha de Construção de Fluxos de Atendimento a Vítimas de Tráfico de Pessoas”. Produto de uma série de consultas realizadas no último ano com os Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETPs), o material apresenta diretrizes e boas práticas para que os núcleos estaduais organizem o atendimento multiagencial às vítimas brasileiras e migrantes, em especial venezuelanas.

O guia apresenta 14 passos para a estruturação de um fluxo local eficiente, que deve integrar ao menos cinco etapas: denúncia, enfrentamento, resgate, pós-resgate e atendimento às vítimas. Como dependem de múltiplas organizações, os fluxos de atendimento são complexos e se concretizam de maneira diferente em cada rede local.

“Um dos aspectos mais importantes deste trabalho é promover o alinhamento sobre a importância desses fluxos”, declarou o coordenador-geral de enfrentamento ao tráfico de pessoas do Ministério da Justiça, Valdson Rabelo. Ele complementa destacando a importância de que os fluxos “atentem a realidade e especificidade de cada local”.

A construção da cartilha de orientação faz parte de um amplo esforço da OIM para a facilitação da estruturação de processos de atenção as vítimas. “Além dessa cartilha, estamos trabalhando na construção de um protocolo de escuta qualificada de outro de atividade judicial”, explicou a coordenadora de enfrentamento ao tráfico de pessoas da OIM Brasil, Natália Maciel. “Até o fim do ano esses mecanismos complementares estarão disponíveis fortalecendo a atuação das redes”.

O Brasil conta atualmente com 19 núcleos e postos de enfrentamento ao tráfico de pessoas. Como parte integrante de políticas públicas, os NETPs têm a função de acolher as vítimas e encaminhá-las para os serviços especializados disponíveis.

O processo de consulta aos NETPs para a elaboração do material contou com várias reuniões durante o ano de 2021 e foi apoiado pelo projeto Oportunidades, financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e pelo Fundo da OIM para o Desenvolvimento, como parte dos esforços para mitigar as vulnerabilidades criadas pelo incremento do fluxo migratório entre a Venezuela e o Brasil.

Acesse a cartilha aqui.

OIM lança cartilha sobre fluxos de atendimento às vítimas de tráfico de pessoas

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

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