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Organizações treinam comunicação intercultural para acolher afegãos

25 maio 2022

Ao longo do mês de maio, a Agência da ONU para as Migrações (OIM) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) promoveram uma oficina de comunicação intercultural para organizações da sociedade civil que trabalham na acolhida de migrantes afegãos no Brasil.

A atividade beneficiou 20 colaboradores de organizações de acolhida atuantes em Curitiba (PR) e Jundiaí (SP) e ofereceu treinamento especialmente para superação de barreiras linguísticas e culturais enfrentadas por esta população ao chegar no país.

A oficina foi realizada no âmbito da Iniciativa de Reassentamento Sustentável e Vias Complementares (CRISP), com financiamento dos governos de Portugal e dos Estados Unidos da América.

Organizações da sociedade civil recebem treinamento em Comunicação Cultural para acolhida de afegãos.
Legenda: Organizações da sociedade civil recebem treinamento em Comunicação Cultural para acolhida de afegãos.
Foto: © OIM

Com o objetivo de fortalecer a rede de acolhimento no Brasil, a Agência da ONU para as Migrações (OIM) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Coordenação-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados (CG-Conare), realizaram este mês uma oficina de comunicação intercultural. A atividade beneficiou 20 colaboradores de organizações de acolhida em Curitiba (PR) e Jundiaí (SP), além de funcionários e voluntários da Missão em Apoio à Igreja Sofredora (MAIS).

A MAIS, organização parceira da OIM, localizada em Colombo (PR), onde o workshop foi sediado, foi escolhida para receber a atividade piloto por seu trabalho de acolhimento às famílias afegãs que chegam ao Brasil com visto de acolhida humanitária. “O treinamento foi fundamental para capacitação e aprimoramento das habilidades no trato com refugiados e migrantes”, afirmou o presidente da MAIS, Luiz Renato Maia.

“Nosso primeiro foco no acolhimento é minimizar o choque cultural, cuidar da saúde emocional e prepará-los para o recomeço definitivo aqui em nosso país. Toda a abordagem ministrada no treinamento potencializou ainda mais nosso time para que esse recomeço seja digno e cheio de esperança”, completou.

Direcionada a organizações que estão acolhendo refugiados e migrantes e buscando melhor preparar as comunidades de acolhida, a oficina de comunicação intercultural forneceu ferramentas para que colaboradoras e colaboradores estejam preparados para acolher esse público de forma qualificada, levando em conta barreiras linguísticas e culturais, fatores individuais de vulnerabilidade e as dificuldades enfrentadas ao se chegar ao Brasil.

“O nosso objetivo com esta oficina é aprimorar as habilidades de comunicação intercultural e gestão de conflitos interculturais, melhorando assim a interlocução das pessoas participantes com os cidadãos afegãos e de demais nacionalidades. A abordagem baseada em direitos e no respeito à diversidade cultural também fortalece o ambiente comunitário de acolhida, favorecendo as trocas culturais e o acolhimento digno”, pontuou a coordenadora de projetos da OIM, Thamirys Lunardi.

Técnicas - A oficina proporcionou ainda a troca de conhecimento sobre a população atendida. "Com as atividades propostas, é possível compreender as angústias que o público sente no momento de chegada ao Brasil, aplicando técnicas da comunicação intercultural, como competências cognitivas, úteis na recepção de pessoas em situação de vulnerabilidade, que sofreram deslocamento forçado e foram perseguidas, por exemplo. A oficina proporcionou essa vivência", informa a chefe do Núcleo Regional da CG-Conare na cidade de São Paulo, Laís Yumi Nitta. Ela acompanhou o treinamento e pôde apresentar as atividades da Coordenação Geral do Conare, e o procedimento brasileiro para reconhecimento da condição de refugiado.

Em complemento ao treinamento, o Guia de Comunicação Intercultural e um caderno de atividades serão disponibilizados a todos os interessados na temática, de modo a ampliar a disseminação do conteúdo.

A oficina foi realizada no âmbito da Iniciativa de Reassentamento Sustentável e Vias Complementares (CRISP), com financiamento dos governos de Portugal e dos Estados Unidos da América.

A CRISP visa apoiar países e os principais atores a estabelecer, expandir ou renovar programas de reassentamento e ampliar vias complementares de admissão de pessoas refugiadas por meio de atividades específicas de capacitação, dirigidas de forma estratégica e coordenada, em parceria com os atores relevantes em nível local, nacional, regional e global.

 

 

Organizações treinam comunicação intercultural para acolher afegãos

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

OIM
Organização Internacional para as Migrações

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa