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A pedido do ACNUR, artista brasileira colore imagens de deslocados

09 junho 2022

Nos últimos 70 anos atuando como a Agência da ONU para Refugiados, o ACNUR reuniu mais de 100 mil fotografias que retratam a tragédia vivida por pessoas que foram forçadas a deixarem as suas casas.

Para reviver estas histórias, a artista brasileira Marina Amaral, especialista em adicionar cor a fotografias em preto e branco, foi convidada pela agência para trabalhar com este acervo. 

O ACNUR explica que seleção de fotos alternadamente alegres, comoventes e edificantes lembram o que é possível quando as nações garantem o acesso à proteção, atuam em solidariedade e trabalham em busca de soluções.

 

Esta foto mostra crianças cipriotas gregas em um campo de pessoas refugiadas em Strovolos, município de Nicósia, que na época tinha uma população de cerca de 1.600 habitantes.
Legenda: Esta foto mostra crianças cipriotas gregas em um campo de pessoas refugiadas em Strovolos, município de Nicósia, que na época tinha uma população de cerca de 1.600 habitantes.
Foto: © Jean Mohr/ACNUR

Nas últimas sete décadas, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), vem trabalhando com países de todo o mundo para ajudar as pessoas deslocadas a buscarem proteção e a reconstruírem suas vidas. Ao longo do caminho, o ACNUR reuniu mais de 100 mil fotografias que mostram o que realmente significa ser forçado a deixar sua casa, sua cidade e seu país.

Para ajudar a dar vida a algumas dessas histórias, o ACNUR procurou a artista brasileira Marina Amaral, especialista em adicionar cor a fotografias em preto e branco e nos permitir ver o passado com novos olhos. Tendo em mente o poder da cor de “influenciar e alterar nossas emoções”, Marina começou a trabalhar avidamente em uma pequena seleção de fotos que são alternadamente alegres, comoventes e edificantes.

“Acho que o que mais me afeta ao trabalhar em fotografias que retratam assuntos tão sensíveis é a percepção de que, embora essa foto específica possa ter sido tirada há décadas, pouco mudou desde então”, disse a artista em uma entrevista publicada pelo ACNUR junto com as imagens. 

Para a organização, a seleção fotos lembra o que é possível quando as nações garantem o acesso à proteção, atuam em solidariedade e trabalham em busca de soluções.

Veja algumas das imagens e histórias recuperadas pelo ACNUR:

1959 – Uma nova era de deslocamento: pessoas refugiadas da Argélia na Tunísia

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Fotógrafo: Stanley Wright

A guerra de independência da Argélia, que começou em 1954, foi uma crise humanitária que demonstrou como o deslocamento em massa estava se tornando um desafio global, não limitado à Europa. Também mostrou o potencial para uma ação internacional coordenada e eficaz para proteger e ajudar as pessoas refugiadas.

Na crise da Argélia, por exemplo, o ACNUR trabalhou em estreita colaboração com a Liga das Sociedades da Cruz Vermelha, por meio de organizações locais do Crescente Vermelho.

O apoio do ACNUR às pessoas refugiadas da Argélia no Marrocos e na Tunísia, e sua ajuda na repatriação ao final da guerra, marcaram o início de um envolvimento muito mais amplo na África.

1978 – Barcos vietnamitas chegando à Malásia

Remote file

Fotógrafo: Kaspar Gaugler

O êxodo em massa de pessoas refugiadas do Vietnã começou depois que a cidade de Saigon foi conquistada por forças comunistas, em 1975. Apesar dos perigos, incluindo a ameaça de piratas, dezenas de milhares das chamadas “pessoas dos barcos” foram para o mar.

Esta imagem mostra membros de um grupo de 162 pessoas refugiadas que chegaram à Malásia em dezembro de 1978. Outras fotografias tiradas no mesmo dia mostram sua embarcação se aproximando de longe – e depois afundando a poucos metros da costa.

1983 – Jovens refugiados do Laos em Buenos Aires, Argentina

Remote file

Fotógrafo: Alejandro Cherep

No final da guerra do Vietnã, que se espalhou para os países vizinhos, um novo governo comunista assumiu o poder no Laos. Vários milhares de pessoas, muitas delas da etnia Hmong, que lutaram ao lado das forças dos EUA, se viram em grave perigo quando os americanos partiram.

Daqueles que fugiram do Laos, a maioria encontrou um lar nos Estados Unidos, mas um número menor se estabeleceu em outros lugares, incluindo essas crianças na Argentina. Quase 40 anos depois, o ACNUR encontrou Kykeo Kabsuvan, o garoto em primeiro plano fazendo uma pose de karatê. Leia a história de Kykeo: O ‘Karate Kid’ que é ‘mais argentino que doce de leite’.

Veja todas as fotos no site do ACNUR. 

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Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

ACNUR
Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa