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ONU lamenta número recorde de funcionários mortos em ação em 2021

23 junho 2022

As Nações Unidas realizaram nesta quarta-feira (22) um evento para honrar os funcionários que perderam suas vidas no ano passado, enquanto trabalhavam para a organização.

Em 2021, 485 funcionários da ONU morreram, sendo 414 civis, 70 militares e um policial. Durante a cerimônia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou o número recorde de servidores que morreram em ação. 

Desde sua fundação, a ONU já perdeu mais de 3,5 mil funcionários em serviço.

Em 2021, 485 funcionários das Nações Unidas morreram em ação.
Legenda: Em 2021, 485 funcionários das Nações Unidas morreram em ação.
Foto: © Mark Garten/ONU

As Nações Unidas organizaram nesta quarta-feira (22) um evento para honrar os funcionários que perderam suas vidas no ano passado, enquanto trabalhavam para a organização.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2021 aconteceu o maior número de mortes de servidores em um ano. 

Ao total, 485 funcionários da ONU morreram, sendo 414 civis, 70 militares e um policial. Eles eram de 104 países.

Desde sua fundação, a ONU já perdeu mais de 3,5 mil funcionários em serviço.

O chefe da ONU prestou homenagem a todos os colegas que morreram em serviço em 2021, seja por ações criminosas, desastres naturais ou doenças. “Juntos, eles representam a incrível diversidade de nossa família das Nações Unidas”, afirmou.

“Eles trabalharam para fazer a diferença – não importa quão alto fosse o obstáculo; não importa quão distante a recompensa; não importa, mesmo, quão difícil seja o desafio”, disse Guterres.

Segundo o secretário-geral, eles trabalharam para garantir a paz em lugares esquecidos; alimentaram os famintos; abrigaram aqueles que foram expulsos de suas casas; ajudaram a proteger o planeta; prestaram assistência para salvar vidas; e lutaram para dar às crianças um futuro melhor. 

“Resumindo, eles defenderam a visão e os valores das Nações Unidas”, declarou o chefe da ONU.

Depois de um momento de reflexão silenciosa sobre suas vidas e serviço, Guterres falou sobre a instabilidade mundial, “marcada por conflitos, ameaçada por crises e sobrecarregada por emergências”.

Na esperança de unir forças e trabalhar juntos “como uma comunidade internacional”, o secretário-geral lembrou que a ONU é “o instrumento e a expressão dessa comunidade”.

“São os colegas que homenageamos hoje que encarnaram essa promessa e dão vida a esta esperança”, disse ele.

“Nossos colegas perderam suas vidas, mas seu espírito de ajudar os outros continua vivo – hoje e todos os dias”, afirmou o chefe da ONU, acrescentando que sua memória seja “uma bênção e uma inspiração para todos nós”.

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