Iniciativa ONU80
Reforçando a ONU para os desafios do nosso tempo
Entidades da ONU envolvidas nesta atividade
UNObjetivos de Desenvolvimento Sustentável
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faleconosco@onu.org.brSobre a campanha
Diante de crises crescentes, desigualdades profundas e da erosão da confiança nas instituições globais, as Nações Unidas lançaram um esforço sistêmico para se fortalecer e continuar cumprindo seu papel central na promoção da #Paz, dos #DireitosHumanos e do #DesenvolvimentoSustentável.
Anunciada em março de 2025 pelo secretário-geral António Guterres, a Iniciativa ONU80 é uma ampla reforma que busca modernizar o funcionamento da ONU, aumentar seu impacto e reafirmar sua relevância em um mundo em rápida transformação.
“Este é um bom momento para olharmos para nós mesmos e avaliarmos quão preparados estamos para enfrentar um cenário desafiador para o multilateralismo e para a própria ONU”, afirma o secretário-geral adjunto da ONU para Políticas e presidente do Grupo de Trabalho da Iniciativa ONU80, Guy Rider.
A iniciativa atua em três frentes principais:
1. Mais eficiência e menos burocracia
O primeiro eixo da ONU80 foca na eficiência interna: revisar processos, cortar burocracias desnecessárias e otimizar a presença global da ONU — inclusive com a realocação de funções para locais com custos mais baixos. O objetivo é tornar a estrutura mais ágil e eficaz, maximizando recursos em benefício das populações atendidas.
2. Revisão de mandatos
Ao longo das décadas, a ONU acumulou milhares de mandatos aprovados pelos Estados-membros. Muitos se sobrepõem ou já não refletem as realidades atuais. Com apoio de tecnologias como inteligência artificial, a ONU está revisando cerca de 4 mil documentos ativos para identificar redundâncias e atualizar prioridades.
“Esses mandatos pertencem aos Estados-membros. Nós podemos apresentar os dados e análises, mas são eles que tomarão as decisões. O que buscamos é oferecer as melhores evidências para apoiar esse processo”, destaca Ryder.
3. Ajustes na estrutura e nos programas
A terceira frente examina a necessidade de alinhar a arquitetura institucional da ONU às exigências contemporâneas. Isso inclui rever estruturas, funções e programas para fortalecer a coerência entre as diferentes partes do sistema ONU.
“O sistema como um todo está respondendo a esse momento de pressão. Não é uma iniciativa apenas da sede ou do Secretariado — é uma resposta coletiva, que abrange toda a ONU”, enfatiza Ryder.
Reforma, não retração
Apesar das preocupações com cortes orçamentários, a ONU80 não é apenas uma iniciativa de contenção de gastos. Seu objetivo central é fortalecer a atuação multilateral e assegurar que a ONU continue cumprindo seu papel com impacto, mesmo diante de recursos limitados.
“Sim, enfrentamos desafios financeiros. Mas esta não é uma operação de corte ou enxugamento. Queremos tornar a ONU mais forte”, afirma Ryder.
Uma ONU mais preparada para servir
Mais do que mudanças administrativas, a ONU80 trata de melhorar a vida das pessoas. Reformar a ONU significa tornar suas ações mais efetivas para quem mais precisa — em contextos de crise, conflitos, desastres ou desenvolvimento.
Hoje, a ONU fornece alimentos para mais de 120 milhões de pessoas que enfrentam situações de conflito ou desastres, fornece vacinas a quase metade das crianças do mundo, apoia mais de 130 milhões de pessoas deslocadas e atua em mais de 100 países promovendo paz, direitos humanos e resiliência climática.
“Se conseguirmos transformar a ONU, mesmo com decisões difíceis, poderemos garantir que essas intervenções salvadoras cheguem às pessoas com mais rapidez e eficácia. Isso é a ONU levando a sério sua responsabilidade com quem serve”, conclui Ryder.
➡️ Para saber mais, visite a página especial da ONU Brasil sobre os 80 anos das Nações Unidas e acompanhe a cobertura da ONU News em português: https://news.un.org/pt/tags/onu-80-0
Foto de capa: Mural "Desenvolvimento Sustentável", de Eduardo Kobra, instalado na sede das Nações Unidas em Nova Iorque durante as celebrações do 200° aniversário da Independência do Brasil, em setembro de 2022. Crédito: ONU/Rick Bajornas.