Dia Internacional de Reflexão e Memória do Genocídio de 1995 em Srebrenica
As Nações Unidas reafirmam o compromisso com a memória, a justiça e a prevenção de futuras atrocidades.
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30 anos do massacre
Em julho de 1995, mais de 8 mil homens e meninos muçulmanos bósnios foram assassinados em Srebrenica, no maior massacre ocorrido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. O crime foi reconhecido como genocídio pelos tribunais internacionais.
Em 2024, a Assembleia Geral da ONU instituiu oficialmente o 11 de julho como o Dia Internacional de Reflexão e Memória do Genocídio de Srebrenica, reafirmando o compromisso com a memória, a justiça e a prevenção de futuras atrocidades.
Lembrar as vítimas, honrar a memória
O genocídio deixou marcas profundas nas pessoas sobreviventes, nas famílias das vítimas e em toda a sociedade bósnia, criando obstáculos duradouros à reconciliação entre os diferentes grupos étnicos do país.
Em 2025, são lembrados os 30 anos do genocídio de Srebrenica, no qual mais de 8 mil pessoas foram assassinadas, milhares foram deslocadas e comunidades inteiras foram devastadas.
Assessoras e assessores especiais da ONU vêm expressando preocupação com a negação contínua dos crimes cometidos entre 1992 e 1995 — incluindo a negação do genocídio de Srebrenica e a glorificação de criminosos de guerra condenados.
“Depois de Srebrenica, mais uma vez o mundo disse: Nunca Mais. No entanto, o discurso de ódio está em ascensão — alimentando a discriminação, o extremismo e a violência. Vemos novamente a glorificação de criminosos de guerra. Vemos novamente as mesmas correntes perigosas que levaram aos crimes atrozes do passado.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, 8 de julho de 2025
Um dia para reflexão e homenagem
A guerra que seguiu à dissolução da antiga Iugoslávia deixou mais de 100 mil mortos na Bósnia e Herzegovina entre 1992 e 1995 — a maioria de muçulmanos bósnios — e forçou mais de dois milhões de pessoas a deixarem suas casas.
O massacre em Srebrenica foi um dos capítulos mais sombrios desse conflito.
Em julho de 1995, o Exército servo-bósnio invadiu Srebrenica — então declarada “área de segurança” pelo Conselho de Segurança da ONU por meio da Resolução 819 — e assassinou brutalmente milhares de homens e adolescentes muçulmanos. Cerca de 25 mil mulheres, crianças e idosos foram forçados a deixar a cidade.
Esse foi o maior massacre em solo europeu desde o Holocausto.
Até hoje, poucos eventos foram reconhecidos por tribunais internacionais como genocídio. A Corte Internacional de Justiça (CIJ) e o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII) reconheceram o massacre de Srebrenica como crime de genocídio.
Em maio de 2024, a Assembleia Geral da ONU adotou, por iniciativa da Alemanha e de Ruanda, a resolução que estabeleceu o 11 de julho como o Dia Internacional de Reflexão e Memória do Genocídio de 1995 em Srebrenica.
A Assembleia também solicitou ao secretário-geral da ONU a criação de um programa de conscientização sobre o genocídio de Srebrenica, em preparação para o 30º aniversário.
Além disso, a resolução condena qualquer forma de negação do genocídio como fato histórico, e convida os Estados-membros a preservar os fatos estabelecidos — inclusive por meio da educação — para prevenir a distorção, o negacionismo e a repetição de genocídios no futuro.
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Leia a mensagem do secretário-geral da ONU: “Srebrenica, 30 anos depois: Verdade, Justiça e Compromisso com o Nunca Mais”.
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Foto de capa: Munira Subašić, Presidente da Associação de Mães de Srebrenica e Zepa.
O evento comemorativo foi organizado pela Iniciativa das Nações Unidas de Conscientização sobre o Genocídio de Srebrenica, o Escritório de Prevenção do Genocídio e Responsabilidade de Proteger (OSAPG) e o Departamento de Comunicação Global da ONU.