Mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, para o Dia Mundial Humanitário, assinalado em 19 de agosto.
Os trabalhadores humanitários são a última tábua de salvação para mais de 300 milhões de pessoas apanhadas em conflitos ou catástrofes.
Contudo, o financiamento dessa tábua de salvação está a esgotar-se.
E aqueles que prestam ajuda humanitária estão cada vez mais sob ataque.
No ano passado, pelo menos 390 trabalhadores humanitários — um número recorde — foram mortos em todo o mundo.
Desde Gaza ao Sudão, passando pelo Mianmar, entre outros.
O direito internacional é claro: os trabalhadores humanitários devem ser respeitados e protegidos. Nunca podem ser alvo de ataques.
Esta regra é inegociável e vinculante para todas as partes em conflito, sempre e em qualquer lugar.
No entanto, há linhas vermelhas a serem ultrapassadas com impunidade.
Os governos comprometeram-se a agir — e o Conselho de Segurança traçou um caminho para proteger os trabalhadores humanitários e o seu trabalho crucial.
As regras e as ferramentas existem. O que falta é vontade política — e coragem moral.
Neste Dia Mundial Humanitário, honremos os que caíram com ação:
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Para proteger cada trabalhador humanitário — e investir na sua segurança.
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Para pôr fim às mentiras que custam vidas.
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Para reforçar a responsabilização e levar os perpetradores à justiça.
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Para acabar com o fluxo de armas entre as partes que violam o direito internacional.
Juntos, digamos a uma só voz: Um ataque aos humanitários é um ataque à humanidade.
E vamos #AgirPelaHumanidade.
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