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Na COP30, Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe emite o primeiro título regional de resiliência com o apoio da ONU

14 novembro 2025

O Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), em parceria com o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, anunciou, nesta sexta (14), em Belém, a emissão do primeiro título de resiliência para financiar infraestruturas resilientes na região. 

Totalizando US$ 100 milhões, os recursos do título serão destinados a projetos de água e saneamento, drenagem e controle de inundações, gestão de resíduos, energia distribuída para serviços críticos, soluções baseadas na natureza e mobilidade segura. 

Os primeiros projetos selecionados para financiamento estão localizados no Brasil, país anfitrião da COP30.  

O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, Kamal Kishore, e o diretor de Análise e Avaliação Técnica de Desenvolvimento Sustentável da CAF, Jorge Concha, celebram assinatura de parceria na COP30, em Belém do Pará.
Legenda: O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, Kamal Kishore, e o diretor de Análise e Avaliação Técnica de Desenvolvimento Sustentável da CAF, Jorge Concha, assinalam a emissão do primeiro título regional de resiliência na COP30, em Belém do Pará.
Foto: © UNDRR

O Banco de desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), em parceria com o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), anunciou na COP30 o primeiro título de resiliência da América Latina e Caribe para financiar infraestruturas resilientes que reduzam as vulnerabilidades diante de ameaças e garantam a continuidade de serviços essenciais.  

O título, no valor de US$ 100 milhões e alinhado à Taxonomia de Resiliência dos Títulos Climáticos (Climate Bonds Resilience Taxonomy), financiará infraestruturas resilientes destinadas a reduzir vulnerabilidades diante de ameaças climáticas e a garantir a continuidade de serviços essenciais na América Latina e no Caribe. Os primeiros projetos identificados estão localizados no Brasil, país anfitrião da COP30.  

O UNDRR atuou como coordenador técnico na seleção dos projetos e na verificação de sua elegibilidade, com base na Metodologia da Taxonomia de Resiliência dos Títulos Climáticos (2024) e no documento Desenho de um Marco de Classificação para a Resiliência Climática, desenvolvidos em conjunto pela UNDRR e pela Climate Bonds Initiative (CBI). 

“Este é o primeiro título de resiliência para a América Latina e o Caribe, e o segundo no mundo, e reflete o compromisso do CAF de mobilizar recursos em grande escala para financiar infraestruturas críticas que permitam à região se adaptar à crise climática e reduzir a vulnerabilidade de suas populações diante de eventos extremos”, disse o presidente executivo do CAF, Sergio Díaz-Granados. 

“O título de resiliência do CAF acelera o investimento para reduzir o risco de desastres e o direciona para onde as pessoas estão mais protegidas, com infraestrutura resiliente que mantém os serviços de água, energia e mobilidade em operação diante de eventos. O UNDRR se orgulha desta parceria com o CAF para mobilizar financiamento que contribua para comunidades mais seguras e economias mais fortes”, afirmou o representante especial do secretário-geral da ONU para a Redução do Risco de Desastres e chefe do UNDRR, Kamal Kishore. 

Investimentos em resiliência 

O título de resiliência é um instrumento de dívida que mobiliza recursos do mercado de capitais para projetos que fortalecem a resiliência da infraestrutura crítica, protegendo os serviços essenciais e o bem-estar das pessoas.   

Os recursos do título serão destinados a projetos de água e saneamento, drenagem e controle de inundações, gestão de resíduos, energia distribuída para serviços críticos, soluções baseadas na natureza e mobilidade segura, com prioridade para investimentos locais que contribuam para fortalecer a infraestrutura crítica e os serviços essenciais. 

Os projetos deverão demonstrar redução da exposição e vulnerabilidade, capacidade operacional durante eventos extremos e tempos de recuperação mais curtos. 
A abordagem está alinhada com a Prioridade 3 do Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres, o Artigo 2.1(c) do Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e 13 (Ação Climática). 

A América Latina e o Caribe registram um crescimento sustentado de instrumentos temáticos, mas o investimento direto em resiliência continua sendo menor do que os gastos com resposta e recuperação. De acordo com o Relatório de Avaliação Regional sobre o Risco de Desastres na América Latina e no Caribe (RAR), os países destinam uma proporção limitada de seu orçamento à redução do risco de desastres e a ajuda oficial ao desenvolvimento destinada à prevenção é mínima. Por meio dos títulos de resiliência, é possível contribuir para fechar parte dessa lacuna, direcionando capital para projetos que reduzem perdas, protegem meios de subsistência e impulsionam a resiliência urbana. 

A aliança entre o CAF e o UNDRR representa um marco na mobilização de recursos para a resiliência na América Latina e no Caribe. Com o título de resiliência, mais cidades estarão melhor preparadas, os serviços essenciais continuarão funcionando quando mais forem necessários e as economias locais poderão se recuperar mais rapidamente. 

Para saber mais, siga @undrr nas redes e visite a página: https://www.undrr.org 

Contato para a imprensa

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Luís Burón

UNDRR
Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres

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