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Em São Gonçalo, crianças propõem projeto de praça para promover melhorias no bairro

17 dezembro 2025

Oficinas reuniram crianças e adolescentes do bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo (RJ), para propor melhorias em um espaço público do bairro.

Contribuições da comunidade vão orientar o desenvolvimento de projetos urbanísticos e futuras intervenções no território.

As atividades foram realizadas pela Prefeitura de São Gonçalo em parceria com o ONU-Habitat. As ideias apresentadas vão subsidiar ações táticas do Plano de Ação do Periferia Viva, iniciativa do Ministério das Cidades.

Participantes das oficinas de desenho de espaços públicos no Jardim Catarina junto com a equipe do ONU-Habitat e da Prefeitura de São Gonçalo.
Legenda: Participantes das oficinas de desenho de espaços públicos no Jardim Catarina junto com a equipe do ONU-Habitat e da Prefeitura de São Gonçalo.
Foto: © Mariana Calendário/Prefeitura Municipal de São Gonçalo

O bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo (RJ), foi palco da imaginação de crianças de 11 a 16 anos para desenhar a praça que desejam. Realizada nos dias 11 de novembro e 10 de dezembro, a oficina de Desenho de Espaços Públicos foi promovida pela Prefeitura de São Gonçalo e Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), no CIEP Municipalizado Anita Garibaldi. Com base nas ideias apresentadas, serão sugeridas ações táticas que farão parte do Plano de Ação do Periferia Viva, do Ministério das Cidades. Desde novembro, as atividades têm reunido crianças e adolescentes para identificar desafios do território e propor soluções para a melhoria da infraestrutura urbana e dos espaços de convivência da comunidade.

A metodologia estimula crianças e adolescentes a analisar o bairro, refletir sobre sua relação com o território e apresentar propostas concretas para qualificar os espaços de convivência. O objetivo é organizar essas percepções e transformá-las em diretrizes que orientarão futuros projetos e intervenções urbanas no território.

As oficinas incluem atividades de escuta e reflexão comunitária, como a construção de mapas afetivos, a identificação de problemas e desejos em uma nuvem de necessidades, bem como sessões de brainstorming. Além disso, há o desenvolvimento de maquetes físicas, permitindo testar soluções e visualizar o potencial de transformação de um espaço público do bairro. 

No primeiro encontro, crianças e adolescentes participaram de exercícios de reconhecimento do território, criando materiais que ajudaram a mapear percepções e desafios do cotidiano. Na sequência, o grupo construiu maquetes físicas com propostas para o espaço público. 

Ao longo das atividades, o processo estimulou a escuta ativa e o sentimento de pertencimento. Um dos participantes, aluno do CIEP Anita Garibaldi, Alexsandro, compartilha sua experiência: 

“Foi uma experiência muito legal, muito maneira. Tinham vários adesivos e tinha um mapa do bairro Jardim Catarina. Cada adesivo representava uma coisa: onde têm árvores, lugares barulhentos. A nuvem era pra colocar uma coisa que você achava que deveria ter no projeto. Se fossem iguais às ideias que estavam ali, a praça ia ficar muito braba. Me senti muito feliz. As tias estavam me ouvindo direito. Gostei muito de hoje.”

A proposta elaborada para o Jardim Catarina propôs a construção de duas quadras esportivas, plantio de árvores, bancos, banheiros, palco, bebedouros, chuveirões, conjuntos de mesas, uma fonte de água e instalação de brinquedos e iluminação pública adequada – abarcando a inclusão da população por meio do lazer, conforto e acessibilidade.

As sugestões do grupo participante respondem a demandas do dia a dia. Hoje, por exemplo, não há uma praça a menos de 20 minutos de caminhada das residências, o que impulsionou a criação de múltiplas áreas de lazer.
Legenda: As sugestões do grupo participante respondem a demandas do dia a dia. Hoje, por exemplo, não há uma praça a menos de 20 minutos de caminhada das residências, o que impulsionou a criação de múltiplas áreas de lazer.
Foto: © Mariana Calendário/Prefeitura Municipal de São Gonçalo

“O mais interessante é que as técnicas funcionam como jogos, e isso gera muito engajamento. Para nós, é uma oportunidade de ouvir quem vive no território e levantar informações valiosas sobre o lugar. As atividades são práticas e lúdicas, e a construção das maquetes se transforma em um material catalisador para desenvolvermos um projeto adequado às necessidades locais. Eles também passam a pensar nas crianças menores, nas pessoas idosas, nas famílias que vão usar o espaço. É um processo muito envolvente para todos”, afirma a consultora do ONU-Habitat e facilitadora das oficinas, Tâmara Maysa de Souza Ribeiro.

A Secretária Municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais de São Gonçalo, Rafaela Santana, também destacou o impacto das atividades. “Tem sido muito significativo o envolvimento e a participação ativa da juventude do Jardim Catarina. As propostas apresentadas por eles nos mostram exatamente o que é necessário para projetar espaços públicos que respondam às suas necessidades reais. A parceria com o ONU-Habitat fortalece nossa gestão, promovendo práticas urbanas mais inclusivas e garantindo que as soluções sejam construídas junto com quem vive e sente o território todos os dias”, afirmou.

As atividades contaram ainda com a participação das equipes de arquitetura e paisagismo da Secretaria de Gestão Integrada de Projetos Especiais (SEMGIPE) da Prefeitura de São Gonçalo e da equipe do ONU-Habitat.

Próximos passosAlém de orientar o projeto urbanístico final, os resultados das oficinas vão apoiar a Prefeitura de São Gonçalo a identificar possibilidades de intervenções táticas, possibilitando uma apropriação mais rápida pelas pessoas e facilitando a criação de novos espaços comunitários de lazer e convivência.

As atividades do Periferia Viva em São Gonçalo seguem em expansão. Em 2026, serão realizadas duas novas oficinas no bairro de Ipuca, voltadas para a proposição de uma nova área de lazer e convivência junto ao CIEP David Quinderé, ampliando o envolvimento de crianças e adolescentes no planejamento urbano local.

A partir destas oficinas, o ONU-Habitat desenvolverá os projetos para as praças e realizará devolutivas públicas aos grupos envolvidos e à comunidade. Em seguida, a Prefeitura dará início aos trâmites necessários para viabilizar as obras, garantindo que as melhorias sejam implementadas de forma alinhada às demandas locais.

Periferia Viva - Por meio da Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais da Prefeitura de São Gonçalo, o projeto Nova Ipuca foi desenvolvido e selecionado para receber recursos federais do programa Periferia Viva, coordenado pelo Ministério das Cidades. 

A iniciativa vai contribuir para oferecer serviços públicos e promover uma infraestrutura urbana adequada, incluindo saneamento básico, construção de equipamentos públicos, pavimentação, iluminação pública, áreas de lazer, regularização fundiária e melhorias habitacionais. As ações são apoiadas pelo ONU-Habitat, por meio da parceria Fortalece São Gonçalo, para fortalecer a escuta ativa e o envolvimento comunitário para avaliar, imaginar e projetar melhorias para a comunidade.


Contato para imprensa: 
Flávia Scholz (flavia.scholz@un.org
Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org

ONU-HABITAT

Alexia Saraiva

ONU-HABITAT
Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

ONU-HABITAT
Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa