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Iniciativa para melhorar parques de São Paulo apresenta resultados e anuncia nova fase

19 dezembro 2025

Parceria entre Prefeitura de São Paulo e ONU-Habitat, Viva o Verde SP teve início em 2022 e aproxima população da gestão de espaços públicos em São Paulo, estimulando protagonismo de meninas e mulheres.

Foram realizadas uma avaliação geral dos mais de 100 parques urbanos da cidade e análises específicas de dez desses locais, além da elaboração de oito planos de gestão e capacitação de servidores e sociedade civil.

Em nova fase, projeto vai reforçar atuação em comunidades vulneráveis, desenvolver ferramentas digitais para parques e promover ainda mais acessibilidade e inclusão.

No Parque Anhanguera, em São Paulo, servidores da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) avaliam espaço e conversam com frequentadores: escuta ativa, participação popular, capacitação e avaliação estão entre os pilares do Viva o Verde SP.
Legenda: No Parque Anhanguera, em São Paulo, servidores da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) avaliam espaço e conversam com frequentadores: escuta ativa, participação popular, capacitação e avaliação estão entre os pilares do Viva o Verde SP.
Foto: © Guilherme Justino/ONU-Habitat Brasil

Contribuindo com avaliações que revelaram o cenário de mais de cem parques de São Paulo e análises específicas de 10 desses espaços públicos, com a elaboração de planos de gestão para oito parques e com a promoção da inovação no financiamento, o Viva o Verde SP – parceria entre a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) – está ganhando novo fôlego para seguir promovendo melhorias nos parques da capital paulista.

A iniciativa vem revelando um panorama inédito dos espaços públicos verdes na maior cidade da América Latina. Desde setembro de 2022, quando teve início, foram realizadas cerca de 5 mil entrevistas com frequentadores dos parques para entender como se sentem e o que pensam em relação a questões como conforto, segurança e acessibilidade na sua relação com esses locais.

As entrevistas, aliadas a visitas e avaliação técnica de 100 parques de São Paulo, resultaram em um relatório inédito que aponta os principais desafios da cidade na promoção de espaços verdes públicos acolhedores, inclusivos e sustentáveis. A partir da Avaliação de Espaços Públicos da Cidade: Parques Municipais de São Paulo, foi desenvolvido um Quadro de Priorização dos Parques de São Paulo, indicando caminhos para o poder público definir parques em que intervenções são prioritárias. 

Representantes da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo; do Viva o Verde SP; da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente; da Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ); e do Movimento Nacional ODS São Paulo, participaram do evento de apresentação da Avaliação de Espaços Públicos da Cidade: Parques Municipais de São Paulo.
Legenda: Representantes da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo; do Viva o Verde SP; da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente; da Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ); e do Movimento Nacional ODS São Paulo, participaram do evento de apresentação da Avaliação de Espaços Públicos da Cidade: Parques Municipais de São Paulo.
Foto: © Daniel Reis/SVMA

Os dados obtidos pela iniciativa levaram à definição de 10 espaços verdes públicos que necessitam de especial atenção. Atividades conduzidas pelas equipes do ONU-Habitat e da SVMA com o objetivo de ouvir as comunidades do entorno desses parques resultaram ainda em avaliações específicas, divididas por cada região de São Paulo: Centro-OesteLesteNorte Sul. Para além de diagnosticar os problemas e identificar oportunidades, a iniciativa também apresentou propostas de melhorias desses espaços. Todos os relatórios produzidos pelo Viva o Verde SP estão disponíveis no site da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

“Os parques são espaços fundamentais para o bem-estar das pessoas, e ouvir quem frequenta é essencial para avançarmos. Os resultados desta etapa mostram que estamos no caminho certo, e a próxima fase do Viva o Verde SP amplia nossa atuação para que mais comunidades se sintam acolhidas e representadas na gestão dos parques.”, afirma Rodrigo Ashiuchi, Secretário do Verde e do Meio Ambiente.

O secretário ressalta, ainda, que a produção de planos de gestão para oito parques de São Paulo foi um dos destaques do Viva o Verde SP. Esses documentos são como um guia sobre a administração, usos e normas do parque, assim como um instrumento de controle social pela sociedade civil, por meio da consolidação de diretrizes e da gestão colaborativa. Como parte da iniciativa, oito parques de São Paulo receberam planos de gestão: 

A internacionalização também é um dos enfoques dessa parceria. Em abril de 2025, foi assinada uma Carta de Intenções com o Centro de Pesquisa do Índice da Cidade Parque (RCPCI) da China, aproximando ambas as partes para o desenvolvimento na implantação das “Cidades-Parques” – conceito inovador de construção urbana alinhada à sustentabilidade e ao bem-estar social que está sendo realizado na chamada “Nova Área de Tianfu”. Nesse contexto, o Viva o Verde SP foi citado como um exemplo de ação adotada no Brasil para promover áreas urbanas alinhadas à sustentabilidade e bem-estar da população. 

Nova fase, novos enfoques – Agora, a intenção de fortalecer a capacidade do poder público em avaliar, gerir e financiar os parques será reforçada com o anúncio de uma nova fase para o Viva o Verde SP. Aprovada em 2025 pelo prazo de mais três anos, a Fase 2 está fundamentada na estratégia de espaços verdes públicos desenvolvida na Fase 1 especificamente para o contexto de São Paulo, e se estrutura em torno de três eixos estratégicos: governança, gestão e desenho urbano.

A renovação foi solicitada pela prefeitura de São Paulo para que a cidade possa continuar fortalecendo sua capacidade institucional na avaliação participativa, no monitoramento e no financiamento de parques. O Viva o Verde SP continuará contribuindo para acelerar a reaproximação da população com as áreas verdes – tanto do ponto de vista dos cidadãos quanto das administrações municipais e regionais – ao aplicar ferramentas propostas pela Nova Agenda Urbana (NAU) e a Agenda 2030.

“Estes últimos três anos foram de muito trabalho, cheios de desafios e satisfações, e penso que conseguimos aproximar os parques da população e vice-versa. Nesta parceria, a Secretaria do Verde sai fortalecida e ONU-Habitat também. Teremos uma segunda fase do projeto para consolidar os resultados e avançar ainda mais nos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), fazendo com que os parques municipais de São Paulo sejam mais inclusivos e sustentáveis”, aponta o coordenador do Viva o Verde SP, Jordi Sánchez-Cuenca.

Mantendo o objetivo de promover espaços públicos urbanos que forneçam ambientes propícios para trabalhar e socializar, contribuindo para um ecossistema próspero e biodiverso – que ajuda a cidade a absorver carbono e reduzir o impacto da poluição e das mudanças climáticas –, o Viva o Verde SP vai reforçar seu trabalho em bairros vulneráveis, reconectando a população às áreas verdes. O contato próximo com as comunidades de parques periféricos, uma marca da primeira fase da iniciativa, também continuará e será fortalecido. A nova fase terá, ainda, ênfase em promover ferramentas digitais para aprimorar a gestão dos parques paulistanos.

Protagonismo de meninas e mulheres – Desde seu início, o Viva o Verde SP tem como compromisso incorporar a perspectiva de gênero de forma transversal em todos os resultados do projeto. Isso significa que todo resultado obtido e divulgado pela iniciativa adotou, em cada etapa, um olhar voltado para a participação de meninas e mulheres. 

Com protagonismo feminino no planejamento urbano, as capacitações, oficinas e demais ações participativas contribuem para o desenho de cidades mais acolhedoras e seguras para todas as pessoas.

“Ao olharmos para os desenhos das nossas cidades, percebemos como elas não são pensadas para o cotidiano das mulheres. Muito disso se deve ao fato de que as mulheres foram sistematicamente excluídas da produção e do planejamento das cidades, que acabaram sendo conduzidos majoritariamente por homens e para homens. Essas exclusões, visíveis nos espaços públicos como os parques, refletem e reforçam a desigualdade de gênero. Por isso, pensar cidades mais inclusivas passa por repensar quem participa e quem é ouvido no planejamento, sendo fundamental a incorporação de forma transversal da perspectiva de gênero”, destaca Julia Rocha, assistente de programas e ponto focal de gênero do Viva o Verde SP.

Estratégias de incorporação da perspectiva de gênero da iniciativa Viva o Verde SP.
Legenda: Estratégias de incorporação da perspectiva de gênero da iniciativa Viva o Verde SP.
Foto: © ONU-Habitat Brasil

Ao longo de três anos, 172 crianças e adolescentes convidadas pelo Viva o Verde SP em parceria com a Secretaria Municipal de Educação – e envolvendo Centros Educacionais Unificados (CEUs) próximos aos parques priorizados – participaram de visitas a parques e colaboraram com sua percepção sobre esses espaços. Nas oficinas participativas, elas puderem detalhar seus sonhos em maquetes e mapas digitais como parte da metodologia Bloco a Bloco, que utiliza o jogo eletrônico Minecraft para desenhar, de maneira lúdica, projetos de melhoria para espaços públicos.

Em 10 parques identificados como prioritários em São Paulo (na foto, o Parque Anhanguera), Viva o Verde SP realizou oficinas com 172 meninas e adolescentes, e capacitou 18 mulheres lideranças locais para aplicarem as ferramentas do ONU-Habitat: enfoque de gênero é um dos grandes legados do projeto.
Legenda: Em 10 parques identificados como prioritários em São Paulo (na foto, o Parque Anhanguera), Viva o Verde SP realizou oficinas com 172 meninas e adolescentes, e capacitou 18 mulheres lideranças locais para aplicarem as ferramentas do ONU-Habitat: enfoque de gênero é um dos grandes legados do projeto.
Foto: © Guilherme Justino/ONU-Habitat Brasil

Além disso, 18 mulheres apontadas como lideranças locais foram capacitadas para aplicar ferramentas de avaliação de espaço público em toda a cidade. As ações tiveram como base a metodologia Her City (Cidade Dela, em tradução livre), que oferece aos líderes urbanos uma metodologia para integrar a igualdade de gênero no planejamento e no projeto das cidades.

Sobre o Viva o Verde SP – A iniciativa Viva o Verde SP é uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o ONU-Habitat que visa a contribuir para alcançar a igualdade na distribuição espacial e na acessibilidade das áreas verdes públicas na capital paulista. 

Firmado com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), o acordo inclui a realização de uma avaliação geral dos mais de cem parques urbanos da cidade, análises específicas de dez destes equipamentos, além de outras esferas, como a elaboração de planos de gestão e a promoção de inovação financeira para a manutenção dos espaços públicos verdes.

O Viva o Verde SP conta com uma equipe do ONU-Habitat atuando junto à SVMA e com um grupo de referência consultivo, formado por representantes da sociedade civil, da academia e de especialistas. Além da capacitação para que servidores e sociedade possam contribuir, monitorar e replicar as metodologias da organização, as atividades do projeto também incluem diferentes níveis de avaliação dos parques, com equipes multidisciplinares e coletas de dados primários e secundários com a aplicação das ferramentas globais do ONU-Habitat de avaliação de espaços públicos. 

Contato para imprensa
Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)
Guilherme Justino (guilherme.justino@un.org)

ONU-HABITAT

Alexia Saraiva

ONU-HABITAT
Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

ONU-HABITAT
Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa