Participação social marca planos de saneamento e gestão de resíduos em São Paulo
26 janeiro 2026
Ações participativas são parte da elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Ambiental Integrado e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, parceria da Prefeitura de São Paulo com o ONU-Habitat.
Seminários e oficinas alcançaram mais de 1.500 pessoas presencialmente e 2.400 pessoas online. Ações de comunicação levaram o impacto dos planos para mais de 940 mil visualizações.
Encontros e consultas públicas permitiram identificar desafios estruturais, além de coletar apontamentos para o saneamento da capital.
Em uma cidade como São Paulo, onde vivem 11,9 milhões de pessoas, a participação social é um elemento imprescindível na construção de políticas públicas eficazes. Por isso, a Prefeitura de São Paulo vem dialogando com a população na elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Ambiental Integrado (PMSAI) e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS). Desenvolvidas com o apoio do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), as ações participativas realizadas ao longo do último ano somaram 1.341 pessoas em oficinas e 226 pessoas em seminários, além de mais de 2,4 mil espectadores online. Nas redes sociais, ações sobre o plano somam um alcance de 940 mil visualizações.
Desenvolvidos de forma integrada – o PMSAI pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) e o PGIRS pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) – os planos orientam o planejamento e a qualificação dos serviços de saneamento ambiental na capital, com foco na sustentabilidade e na escuta da população. Em 2025, as ações participativas permitiram que a população fosse ouvida para compor o conteúdo dos planos.
Seminários
O primeiro evento público da iniciativa foi realizado em fevereiro de 2025. O Seminário sobre os Planos Municipais de Saneamento e Gestão de Resíduos reuniu especialistas, gestores públicos, técnicos e representantes da sociedade civil para discutir os principais desafios e perspectivas relacionados ao saneamento ambiental e à gestão de resíduos sólidos no município.
O encontro ocorreu na Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ) e contou com palestras técnicas e debates sobre a universalização do acesso aos serviços de saneamento, segurança hídrica, soluções baseadas na natureza e inovações tecnológicas. Ao todo, 141 pessoas participaram presencialmente, além de 1.912 pessoas que acompanharam o evento online.
Em outubro, o seminário Avanços e Desafios no Saneamento Ambiental e Gestão de Resíduos reuniu representantes do poder público, especialistas, técnicos, pesquisadores e pesquisadoras, além de membros da sociedade civil. Seu objetivo foi apresentar os principais resultados dos diagnósticos do PMSAI e do PGIRS e indicar seus próximos passos, orientados para a fase de prognóstico e para a construção de cenários e diretrizes para o planejamento de médio e longo prazo do saneamento em São Paulo.
Realizado no Edifício Martinelli, o evento foi parte da programação do Circuito Urbano 2025, iniciativa do ONU-Habitat. A atividade contribuiu para ampliar a transparência do processo de elaboração dos planos, fortalecer o diálogo com diferentes públicos e estimular a participação informada nos debates sobre saneamento e gestão de resíduos no município. O seminário registrou 522 visualizações online e contou com um público presente de 85 participantes.
Oficinas participativas
Entre julho e setembro, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento e o ONU-Habitat promoveram 33 oficinas em toda a cidade voltadas aos Planos de Ação das Subprefeituras e ao PMSAI. Os encontros reuniram 1.199 participantes e resultaram em 615 contribuições relacionadas aos diferentes componentes do saneamento. Houve participação igualitária entre mulheres e homens, além da predominância da faixa etária entre 41 e 60 anos, o que indicou forte engajamento de pessoas com ampla vivência nos territórios.
As contribuições evidenciaram desafios estruturais e territoriais, como o acesso desigual à água, falhas na infraestrutura de abastecimento, lançamento irregular de esgoto, ocorrência recorrente de enchentes, degradação de nascentes e descarte inadequado de resíduos. Ao mesmo tempo, foram apresentadas propostas e recomendações voltadas à modernização das redes, à integração entre saneamento e políticas de urbanização, à adoção de soluções baseadas na natureza, à ampliação da coleta seletiva, ao fortalecimento da educação ambiental e à melhoria dos serviços de limpeza urbana, entre outras.
No âmbito do PGIRS, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente e o ONU-Habitat organizaram cinco oficinas entre os dias 18 e 22 de agosto, com a participação de 142 pessoas. Os encontros tiveram como base a metodologia Waste Wise Cities, desenvolvida pelo ONU-Habitat, na qual a população pôde analisar diferentes aspectos da gestão de resíduos considerando forças, fragilidades, oportunidades e riscos.
Dessa forma, foram analisados diferentes aspectos da gestão de resíduos, como reciclagem, economia circular, logística reversa e o papel dos catadores e das cooperativas de reciclagem. Para apoiar as discussões, foram utilizados mapas em grande formato, que possibilitaram a identificação, a localização e a marcação de áreas e pontos de interesse nos territórios.
Consultas públicas
Ampliando ainda mais a participação para a elaboração dos planos, uma consulta pública do diagnóstico PMSAI foi realizada entre os dias 11 e 30 de novembro, por meio da plataforma digital Participe+, instrumento oficial de participação social da cidade de São Paulo. O processo permitiu que a população, organizações da sociedade civil, especialistas e interessados pudessem acessar os conteúdos do diagnóstico e encaminhar contribuições e comentários. Ao todo, foram registradas cerca de 50 sugestões.
As contribuições abrangeram tanto aspectos técnicos quanto considerações de natureza territorial, social e institucional, contribuindo para o aprimoramento do diagnóstico e para a incorporação de diferentes perspectivas sobre a realidade do saneamento no município.
Já a consulta pública do PGIRS foi conduzida entre os dias 24 de novembro e 15 de dezembro, também por meio do Participe+. O processo contou com 53 colaborações, que abordaram temas como a governança dos resíduos, a atuação de catadores e cooperativas, a logística reversa, os instrumentos econômicos e financeiros do setor, entre outros aspectos.
Audiência Pública
No dia 11 de dezembro, o PGRIS foi tema de uma audiência pública, na Subprefeitura de Santana Tucuruvi, na zona norte da capital. A audiência reuniu representantes do poder público, técnicos, especialistas e cidadãos, constituindo um espaço aberto de diálogo e escuta qualificada sobre os desafios e as perspectivas da gestão de resíduos sólidos no município.
Durante o encontro, foram abordados temas como a organização dos serviços de limpeza urbana, a ampliação da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva de catadores e os instrumentos de financiamento do setor, entre outros aspectos relevantes para a implementação do plano. A audiência foi transmitida ao vivo e registrou mais de 100 visualizações.
Ações de comunicação
As ações de comunicação digital realizadas ao longo do período contribuíram ainda mais para ampliar o acesso à informação e fortalecer a transparência do processo de elaboração dos planos. As publicações nas redes sociais, como Instagram, LinkedIn e YouTube, registraram, em conjunto, mais de 940 mil visualizações, alcançando públicos diversos e ampliando significativamente a disseminação dos conteúdos.
Foram divulgados tanto os principais marcos dos projetos, como o lançamento de etapas, a realização de eventos, oficinas, contratações de especialistas, consultas públicas e audiências, quanto conteúdos temáticos relacionados ao saneamento ambiental e à gestão de resíduos sólidos.
Os conteúdos foram elaborados em diferentes formatos, como cards informativos, vídeos curtos, transmissões ao vivo, infográficos e textos explicativos, de modo a facilitar a compreensão dos temas técnicos e estimular o interesse e o engajamento da população. Essa diversidade de formatos e abordagens contribuiu para ampliar o alcance das mensagens e promover uma comunicação mais acessível e inclusiva.
Paralelamente, foram realizados disparos de e-mails para mais de 70 mil pessoas, por meio dos canais institucionais da Prefeitura de São Paulo, alcançando tanto o público interno de servidores e colaboradores quanto a população em geral. A divulgação foi complementada por envios em aplicativos de comunicação instantânea, como WhatsApp e Telegram.
Saiba mais
Em 2026, os processos de participação social e as ações de comunicação continuam no centro das próximas etapas de desenvolvimento dos planos, envolvendo prognósticos e estudos de soluções. Para mais informações, acesse a página da iniciativa.
Contatos para a imprensa:
- Alex Gomes, ONU-Habitat Brasil: alex.gomes@un.org
- Aléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org