Não é segredo que a atividade humana levou milhões de espécies animais à beira da extinção. No entanto, prestamos muito menos atenção às plantas, as arquitetas desconhecidas do planeta.
Em todo o planeta, a flora sustenta as economias, contribui para a saúde humana e sustenta quase todas as outras formas de vida. Isso é válido especialmente para as plantas medicinais e aromáticas — tema do Dia Mundial da Vida Selvagem deste ano.
As espécies terapêuticas são vitais tanto para a medicina tradicional quanto para a moderna, apoiando a subsistência de milhões de pessoas e o bem-estar de muitas outras. As plantas aumentam a biodiversidade, estabilizam os solos e representam séculos de conhecimento e gestão por parte dos povos indígenas e das comunidades locais.
Mas hoje, esse patrimônio vivo está ameaçado. A crise climática, a destruição de habitats, a exploração excessiva e o comércio ilegal estão acelerando o declínio de milhares de plantas, colocando em risco fontes de renda e a ecologia.
Ao fortalecer a governança ambiental global por meio de pactos como o Acordo-Quadro Global sobre Biodiversidade de Kunming-Montreal, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres e o Acordo sobre Diversidade Biológica Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional, podemos tornar nosso planeta mais seguro para todos os seres vivos.
Apelo a todos os países para que se tornem jardineiros dos bens comuns globais. Juntos, podemos garantir que os ecossistemas que curaram a humanidade durante milênios nos sustentem nas gerações futuras.