RJ e ONU-Habitat iniciam nova etapa de mobilização para resiliência climática em Petrópolis
01 abril 2026
Iniciativa RJ Resiliente, parceria entre Governo do Estado do Rio de Janeiro e ONU-Habitat, atua em 13 comunidades de Petrópolis para fortalecer a resiliência climática da região.
Segunda etapa do ciclo de mobilização, que teve início em fevereiro, promove atividades sobre percepção de risco, planejamento de evacuação, além de acolhimento humanitário.
Parceria envolve elaboração de documento com recomendações para emergências relacionadas ao clima e ao risco de desastres.
Com o objetivo de preparar territórios para os impactos crescentes da mudança climática, o ECOS Petrópolis iniciou em março a segunda etapa da mobilização comunitária em 13 comunidades de Petrópolis (RJ), consideradas entre as mais vulneráveis a desastres no município. O primeiro ciclo de atividades foi realizado de novembro de 2025 até fevereiro de 2026, e a segunda etapa segue até abril deste ano.
A iniciativa integra a estratégia do RJ Resiliente, uma parceria entre a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) voltada ao fortalecimento da resiliência urbana e climática no estado do Rio de Janeiro.
Nesta segunda etapa, as ações de mobilização comunitária seguem promovendo a inclusão de moradores das regiões mais suscetíveis de Petrópolis por meio de oficinas de conscientização sobre percepção de risco geológico, planejamento de evacuação e acolhimento humanitário. As atividades priorizam a autonomia das comunidades na identificação de sinais de risco e na tomada de decisões, como a evacuação segura para os pontos de apoio.
Ao final deste ciclo, previsto para abril, será entregue o Protocolo de Resiliência Familiar: um documento construído de forma participativa que reunirá orientações práticas para que as famílias saibam como se preparar, agir e se organizar diante de emergências e desastres. O material articula saberes locais dos moradores de Petrópolis e conhecimentos técnicos, fortalecendo a capacidade de resposta e proteção no âmbito doméstico e comunitário.
A chefe do escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes, ressalta que a construção da resiliência começa no território. “Quando envolvemos a população local e combinamos dados, informações qualificadas e o conhecimento de quem vive essas realidades todos os dias, o trabalho ganha força e se torna mais efetivo. É essa integração que permite transformar planejamento em ações concretas para proteger vidas. E esse resultado já se vê nas comunidades de Petrópolis”.
“Até a cultura da prevenção ser assimilada pelos moradores e começar a fazer efeito leva tempo, mas traz um impacto muito positivo para a comunidade e para toda a cidade de Petrópolis”, afirmou o integrante da liderança da comunidade do Neylor, Cleiton de Souza.
Próximas etapas
As novas atividades vão incluir ações de gamificação com cerca de 600 jovens de 20 escolas públicas. Para estimular a participação da juventude como multiplicadores de informações sobre resiliência climática e educação ambiental em seus territórios, os participantes serão incentivados a produzir conteúdos audiovisuais voltados à disseminação do conteúdo para a população local.
Paralelamente, serão desenvolvidas propostas participativas para melhorias de espaços públicos em quatro comunidades do município. A partir de diagnósticos construídos nas oficinas, moradores, moradoras e equipes técnicas vão elaborar soluções para os territórios, utilizando ferramentas como maquetes e mapas para apoiar a construção coletiva dos projetos.
Mobilizações comunitárias
Petrópolis está entre as áreas mais suscetíveis a eventos climáticos extremos no estado, o que demanda ações contínuas de prevenção e preparação de desastres. As atividades do RJ Resiliente compõem uma agenda de capacitação de residentes nas 13 comunidades mais vulneráveis a desastres do município: Alemão, Caxambu, Cuiabá, Floresta, Independência, Morin, Neylor, Oficina, Quitandinha, Serra Velha, Thouzet, Vila Felipe e Posse.
O primeiro ciclo de mobilização foi realizado entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. Durante essa etapa, os agentes comunitários do projeto atuaram como multiplicadores de informações e práticas voltadas à prevenção de riscos de desastres em seus territórios, mobilizando moradores para participação das oficinas nas temáticas de noções básicas de risco de desastres, monitoramento climático, sistemas de alerta e construção de sensores caseiros de baixo custo para identificação de riscos.
“Quem realmente precisa, quem de fato sofre com os impactos das mudanças climáticas, não pode esperar. O RJ Resiliente, assim como o Limpa Rio, é um programa essencial para cuidar do meio ambiente e enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, como as enchentes”, afirmou o secretário de estado do Ambiente e Sustentabilidade, Diego Faro.
As ações em Petrópolis reforçam o compromisso com a promoção de cidades mais seguras, inclusivas e resilientes. A iniciativa valoriza o protagonismo dos municípios e das comunidades na construção de soluções sustentáveis, conectadas às agendas globais. A articulação entre poder público e sociedade civil é fundamental para impulsionar territórios mais preparados para enfrentar eventos extremos, fortalecendo pessoas para transformar territórios.
Sobre o RJ Resiliente
A parceria do ONU-Habitat com o Governo do Estado do Rio de Janeiro integra o RJ Resiliente, programa da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade para promover a resiliência urbana e climática nos municípios do Rio de Janeiro, fortalecendo as metas da Agenda 2030 e os princípios da Nova Agenda Urbana em todo o estado. Além disso, trabalha para mobilizar os municípios para construir um Rio de Janeiro mais inclusivo e sustentável.
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Contato para a imprensa:
- Adônis Matos, ONU-Habitat Brasil: adonis.matos@un.org
- Aléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org