Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio contra os Tutsi em Ruanda
07 abril 2026
Mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, para o Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio contra os Tutsi em Ruanda, em 1994, em 7 de abril.
Há trinta e dois anos, Ruanda viveu um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade. Em apenas 100 dias, mais de um milhão de pessoas foram assassinadas – principalmente tutsis, mas também hutus e outras pessoas que se opunham ao genocídio. Famílias inteiras foram brutalmente exterminadas.
No Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio contra os Tutsi em Ruanda, em 1994, lamentamos as vítimas e honramos a dignidade que lhes foi roubada. Prestamos homenagem às pessoas sobreviventes, cuja resiliência demonstra a força do espírito humano. E recordamos, com humildade e vergonha, o fracasso da comunidade internacional em dar ouvidos aos alertas e tomar medidas imediatas para salvar vidas.
Não basta lembrar os mortos. Devemos aprender com os fracassos do passado e proteger os vivos – rejeitando o ódio, a retórica inflamatória e o incitamento à violência; investindo no tecido social para aprofundar a resiliência da comunidade; e fortalecendo as instituições que ajudam a prevenir atrocidades em massa.
Legenda: O monumento “Chama da Esperança de Kwibuka”, um presente da República de Ruanda, foi instalada em 11 de setembro de 2024 na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. A chama Kwibuka simboliza a resiliência e a coragem dos ruandeses desde o genocídio contra os tutsis em Ruanda, em 1994, quando mais de um milhão de pessoas, em sua maioria tutsis, mas também hutus e outros que se opunham ao genocídio, foram sistematicamente assassinadas após anos de desinformação, desinformação e discurso de ódio que exacerbaram as tensões étnicas. A inscrição no monumento diz: “O Genocídio de 1994 contra os Rutsis em Ruanda: Lembrar – Unir – Renovar”.
As Nações Unidas estão ao lado do povo de Ruanda. E estamos ao lado de todas as pessoas, em todo o mundo, que se recusam a entregar nosso futuro ao medo, à divisão ou ao silêncio.
Que este dia reafirme nosso compromisso de lembrar, ouvir e agir. Com a história como nosso guia e a prevenção do genocídio como nosso objetivo.