O conflito no Oriente Médio desencadeou a mais grave crise energética desta geração.
E isso deixa um fato bem claro: os combustíveis fósseis não estão apenas destruindo nosso planeta – eles estão mantendo as economias como reféns.
Legenda: O secretário-geral António Guterres (à esquerda) e o chanceler da República Federal da Alemanha, Friedrich Merz, falam com a imprensa em Berlim, em 14 de maio de 2025.
As energias renováveis locais são a fonte mais barata, rápida e confiável de energia nova.
Elas oferecem o que os combustíveis fósseis nunca poderão oferecer: segurança energética real e duradoura.
Mas isso requer ação em três frentes:
1. Em primeiro lugar, devemos responder à crise energética sem agravar a crise climática.
O mundo acaba de passar pelos 11 anos mais quentes já registrados – e todos os principais indicadores climáticos estão em alerta máximo.
As medidas de curto prazo não devem consolidar a dependência e a expansão dos combustíveis fósseis a longo prazo.
Os planos de transição podem ajudar os países a lidar com escolhas urgentes, ao mesmo tempo em que promovem uma transição justa para um futuro energético limpo e seguro.
2. Em segundo lugar, precisamos construir a infraestrutura capaz de viabilizar essa transição.
Isso significa expandir redes, armazenamento e sistemas de energia modernos;
Para levar energia limpa a todos os lares.
3. Em terceiro lugar, é hora de mobilizar financiamento em grande escala.
Em muitos países em desenvolvimento, os custos de financiamento da energia limpa são de duas a três vezes mais altos do que nas economias avançadas.
Sem apoio, a transição será mais lenta, menos justa e menos segura.
No entanto, muitos países desenvolvidos estão recuando em relação aos compromissos de financiamento climático e de desenvolvimento.
Precisamos de justiça climática.
Isso significa cumprir as promessas de financiamento climático, sem retrocessos.
Repor os fundos climáticos multilaterais.
Mobilizar 1,3 trilhão de dólares americanos por ano até 2035 para os países em desenvolvimento.
E ampliar significativamente o financiamento para adaptação.
Esta é uma questão de sobrevivência.
As comunidades na linha de frente foram as que menos contribuíram para criar esta crise – mas estão pagando o preço mais alto.
A adaptação salva vidas, protege meios de subsistência e fortalece economias.
E cada dólar investido hoje economiza muito mais em perdas evitadas no futuro.
Excelências,
Podemos repetir os erros do passado – ou podemos dar início à revolução das energias renováveis.