Por gerações, os povos da África enfrentaram e superaram as consequências destrutivas da escravidão e do colonialismo, construindo unidade e determinação a partir da adversidade.
Hoje, essa determinação comum está impulsionando objetivos compartilhados: concretizar o potencial do livre comércio continental e das energias renováveis, promover a inovação, estimular o desenvolvimento sustentável e estabelecer as bases para uma paz, estabilidade e prosperidade duradouras.
O tema deste ano se concentra em outra prioridade comum: água e saneamento. Esses serviços são a base da saúde pública, da dignidade humana e das oportunidades econômicas.
No entanto, milhões de pessoas em todo o continente — especialmente mulheres e jovens — ainda não têm acesso a esses serviços essenciais devido ao investimento limitado, à infraestrutura fraca ou ausente e aos impactos cada vez mais intensos das mudanças climáticas.
Construir e manter sistemas de água e saneamento seguros, resilientes e acessíveis requer uma mobilização mais forte de recursos internos e um investimento sustentado na governança do setor.
Exige também muito mais solidariedade global para ajudar os países africanos a acessar fundos e mecanismos de alívio da dívida, bem como a aproveitar parcerias público-privadas.
E exige um investimento maciço na eletrificação da África e na transição para a energia renovável – para viabilizar o abastecimento universal de água e saneamento, reduzir a exposição da África à frequente volatilidade do abastecimento global de petróleo e ajudar a quebrar a dependência mundial dos combustíveis fósseis.
Hoje e todos os dias, as Nações Unidas têm orgulho de trabalhar com os países africanos para construir o futuro pacífico, próspero e sustentável que todos os africanos – e nosso mundo – merecem.