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ONU-Habitat apoia cidades no planejamento participativo do Programa Periferia Viva

03 julho 2026

Coordenado pelo Ministério das Cidades, o programa integra o Novo PAC. ONU-Habitat atua em parceria com governos locais contemplados pelo programa.

ONU-Habitat atua no papel de assessoria técnica, apoiando a elaboração de Planos de Ação por meio de metodologias participativas que fortalecem a escuta ativa e o envolvimento comunitário.

As ações estão em andamento em cinco cidades, incluindo São Gonçalo e Rio de Janeiro (RJ), Mauá, Santo André e Franco da Rocha (SP).

Equipe do ONU-Habitat realiza a metodologia do Mapa Rápido Participativo em Mauá (SP).
Legenda: Equipe do ONU-Habitat realiza a metodologia do Mapa Rápido Participativo em Mauá (SP).
Foto: © Gabriela Güllich/ONU-Habitat

Da conversa porta a porta com moradores à produção de estratégias para enfrentar desafios urbanos nas periferias: é assim que o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) atua como Assistência Técnica Territorial em cinco diferentes municípios brasileiros contemplados pelo Programa Periferia Viva - Rio de Janeiro, São Gonçalo (RJ), Mauá, Santo André e Franco da Rocha (SP).

A iniciativa do Governo Federal integra o Novo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e contempla municípios com investimentos para melhorar a vida nas periferias e fortalecer políticas públicas para atender as necessidades da população local. Com um braço destinado à urbanização de favelas, o programa visa ampliar o acesso à moradia adequada com ações de pavimentação, iluminação pública, saneamento ambiental, áreas de lazer, regularização fundiária e melhorias habitacionais.

Para auxiliar nesse processo, o ONU-Habitat atua em parceria com as prefeituras para elaborar o Plano de Ação, um instrumento de planejamento participativo para definir, junto da população, as prioridades de ação para cada território. 

Baseado em ações de mobilização comunitárias e na construção participativa de soluções urbanas, o ONU-Habitat fortalece a escuta ativa e o envolvimento de moradores para avaliar, imaginar e projetar melhorias para a comunidade. O trabalho promove atividades participativas como reuniões comunitárias e oficinas para garantir que as prioridades identificadas pela população contribuam para orientar os Planos de Ação e as intervenções futuras.

Morador se informa das ações do programa Periferia Viva na Ipuca, São Gonçalo (RJ).
Legenda: Morador se informa das ações do programa Periferia Viva na Ipuca, São Gonçalo (RJ).
Foto: © Flávia Scholz/ONU-Habitat

Além disso, todos os territórios de atuação contam com um espaço dedicado à escuta e ao atendimento da comunidade: o Posto Territorial. Esse é o principal canal de diálogo com a população local, onde as equipes do ONU-Habitat estão disponíveis diariamente para tirar dúvidas e orientar a participação dos moradores.

Associado à mobilização está o levantamento de dados dos territórios para direcionar as ações propostas de forma embasada. Em alguns municípios, é aplicada a metodologia de Mapa Rápido Participativo (MRP), que consiste em uma pesquisa qualitativa para levantar dados primários sobre as condições de regiões vulnerabilizadas, identificando questões ligadas aos temas de infraestrutura, moradia e serviços públicos. Coletados a partir da observação do espaço e de breves entrevistas com moradores, essa avaliação inclui, por exemplo, a presença de infraestrutura para mobilidade, abastecimento de água, coleta de lixo, padrão das moradias e fornecimento de energia elétrica.

Saiba mais sobre a atuação do ONU-Habitat em cada território:

São Gonçalo (RJ) 

Na Ipuca, em São Gonçalo, oficinas participativas promoveram a escuta de mulheres para contribuir com orientações de segurança urbana, de crianças para propor melhorias para espaços públicos do bairro, e de lideranças comunitárias e moradores para identificar desafios de infraestrutura, mobilidade e saneamento ambiental. Atualmente, a iniciativa está consolidando o planejamento da estratégia da ação – documento que será base das ações de urbanização e melhorias habitacionais por parte da Prefeitura de São Gonçalo, que aguarda a autorização para o início das obras.

Rio de Janeiro (RJ) 

Agentes de campo mapearam condições de infraestrutura urbana no Complexo da Maré.
Legenda: Agentes de campo mapearam condições de infraestrutura urbana no Complexo da Maré.
Foto: © Flávia Scholz/ONU-Habitat

No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, o ONU-Habitat aplicou a metodologia do Mapa Rápido Participativo, levantando dados específicos sobre a infraestrutura da região. Além disso, a iniciativa promoveu oficinas com estudantes de escolas do território, escutas com mães atípicas e cartografias sociais com lideranças comunitárias, que apoiaram a identificação de desafios relacionados à acessibilidade, iluminação pública e gestão de resíduos. Com isso, foram desenvolvidas propostas de ações e sugestões para futuras intervenções urbanas, fortalecendo o planejamento participativo e a produção de evidências para apoiar a tomada de decisão do poder público.

Mauá (SP) 

Equipe do Periferia Viva Mauá analisa os dados coletados em campo, cruzando informações técnicas com a percepção dos moradores para identificar prioridades no território do Chafick-Macuco.
Legenda: Equipe do Periferia Viva Mauá analisa os dados coletados em campo, cruzando informações técnicas com a percepção dos moradores para identificar prioridades no território do Chafick-Macuco.
Foto: © Salmom Lucas/ONU-Habitat

Na comunidade Chafick-Macuco, a aplicação do Mapa Rápido Participativo, realizada em abril,  contribuiu para a elaboração de um diagnóstico territorial, que também analisou dados públicos e estudos técnicos da região. A Leitura Técnico-Comunitária contou com a participação de moradores e representantes da rede pública, que validaram informações, complementaram o diagnóstico e apontaram as prioridades da comunidade. As contribuições desse processo serão incorporadas ao documento, que orientará as próximas etapas do Periferia Viva no território.

Santo André (SP)

Equipe do ONU-Habitat acompanha moradores e moradoras de Nova Centreville, em Santo André (SP) durante uma caminhada de reconhecimento territorial.
Legenda: Equipe do ONU-Habitat acompanha moradores e moradoras de Nova Centreville, em Santo André (SP) durante uma caminhada de reconhecimento territorial.
Foto: © Tatiana Oliveira/ONU-Habitat

Em Santo André, as atividades são realizadas nos assentamentos Nova Centreville, Padre Donizete, Eldízia I e II, Antônio Trajano e Anhaia Melo, com aproximadamente 826 domicílios. Já no território mais amplo contemplado pelo Plano de Ação do programa serão beneficiados 5.561 domicílios por meio da requalificação de espaços públicos e das ações de Trabalho Social. Reuniões de alinhamento com lideranças locais, encontros comunitários para apresentação do projeto, oficinas de escuta sobre a memória do bairro e uma caminhada pelo território foram realizadas nas primeiras semanas de atuação. Para as próximas etapas, estão sendo organizados grupos focais com crianças, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade, além de oficinas temáticas sobre memória, direito à moradia, esporte e outros temas relacionados ao território.

Franco da Rocha (SP) 

Em Franco da Rocha, as ações do Periferia Viva para urbanização de favelas e moradia adequada vão trazer benefícios para os bairros de Jardim dos Reis, Vila Bela, Vila Ida, Jardim União e Parque Paulista, onde vivem 14.726 pessoas. A primeira ação dos projetos foi a inauguração do Posto Territorial, realizada em 10 de junho. Nos próximos meses, as equipes realizarão visitas às ruas e residências da área de atuação para ouvir moradores e moradoras, compreender as principais demandas locais e incentivar a participação ativa da população no planejamento e na implementação das ações. O município também será contemplado pelo PAC Drenagem, que tem como foco a redução das inundações na bacia do Ribeirão Água Vermelha, beneficiando cerca de 70 mil habitantes.

Participação popular  

A participação da população é fundamental para a construção de um Plano de Ação que reflita as demandas e prioridades da comunidade. Por isso, ao fortalecer mecanismos de participação e apoiar processos de planejamento territorial, o ONU-Habitat contribui para que moradores e moradoras tenham papel ativo na construção das transformações urbanas de seus territórios, promovendo soluções desenvolvidas a partir das realidades e potencialidades de cada comunidade. Com o Plano de Ação do Periferia Viva, as ações vão melhorar diretamente a qualidade de vida da comunidade, trazendo mais dignidade, reduzindo desigualdades e construindo um futuro mais justo e sustentável, sem deixar ninguém e nenhum território para trás.

Contato para imprensa: 

ONU-HABITAT

Alexia Saraiva

ONU-HABITAT
Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

ONU-HABITAT
Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa