Guterres: “A responsabilização continua sendo um passo essencial para a paz duradoura, a confiança e a reconciliação”
27 agosto 2026
Declaração do porta-voz do secretário-geral António Guterres sobre o falecimento de Ratko Mladić, em 27 de agosto de 2026.
O secretário-geral toma nota do falecimento de Ratko Mladić, ex-comandante das forças armadas sérvias da Bósnia.
O Sr. Mladić cumpria pena de prisão perpétua após ter sido condenado por genocídio, crimes contra a humanidade e violações das leis da guerra pelo Tribunal Internacional para a ex-Iugoslávia, em 2017. A condenação e a sentença foram confirmadas pela Câmara de Apelações do Mecanismo Residual Internacional para os Tribunais Criminais em 8 de junho de 2021.
O secretário-geral manifesta sua solidariedade às vítimas, aos sobreviventes e às suas famílias que sofreram os crimes pelos quais o Sr. Mladić foi considerado culpado.
Legenda: A presidente da Associação das Mães de Srebrenica e Zepa, Munira Subašić, discursa na cerimônia de inauguração do memorial “Flor de Srebrenica”, em homenagem às vítimas do Genocídio de 1995 em Srebrenica, em 17 de novembro de 2025. Vinte e dois membros da família imediata de Munira Subašić foram assassinados durante o Genocídio de Srebrenica, incluindo seu marido e seu filho mais novo. Entre 11 a 25 de julho de 1995, mais de 8 mil bósnios muçulmanos foram assassinados por unidades do Exército Sérvio-Bósnio na região de Srebrenica, no leste da Bósnia-Herzegovina. O memorial permanente “Flor de Srebrenica” está localizado no jardim da sede da ONU em Nova Iorque.
Essas decisões judiciais são definitivas, e os fatos por elas conclusivamente estabelecidos fazem parte do registro histórico. O secretário-geral reitera seu apelo a todas as pessoas em posições de poder para que se abstenham de negar a gravidade dos crimes que foram julgados.
Ele condena veementemente qualquer negação do Genocídio de Srebrenica como um evento histórico, bem como quaisquer ações que glorifiquem aqueles condenados por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio por tribunais internacionais.
A responsabilização continua sendo um passo essencial para a paz duradoura, a confiança e a reconciliação na região. As Nações Unidas permanecem totalmente comprometidas em apoiar os esforços para alcançar a responsabilização e a justiça para todas as pessoas.