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Sertão Vivo fortalece escolas rurais e protagonismo juvenil no Semiárido

23 setembro 2026

Projeto Sertão Vivo reuniu parceiros na Bahia para fortalecer escolas rurais e ampliar o protagonismo dos jovens na transformação de seus territórios.

Formação realizada na Escola Família Agrícola de Sobradinho (BA) entre os dias 2 e 3 de setembro contou com a participação de representantes dos cinco estados que integram o projeto Sertão Vivo: Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe 

Iniciativa conjunta do Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do BNDES, com apoio do Fundo Verde para o Clima, o Sertão Vivo busca fortalecer a resiliência climática das comunidades rurais do Semiárido nordestino.

Estudantes e equipe da Escola Família Agrícola de Sobradinho (BA) reunidos durante o encontro do projeto Sertão Vivo sobre o protagonismo das juventudes rurais.
Legenda: Estudantes e equipe da Escola Família Agrícola de Sobradinho (BA) reunidos durante o encontro do projeto Sertão Vivo sobre o protagonismo das juventudes rurais.

Foto: © Caio Leal/FIDA.

As escolas rurais desempenham um papel que vai além da sala de aula: conectar educação, comunidade e desenvolvimento dos territórios. Essa foi uma das principais ideias discutidas durante encontro do projeto Sertão Vivo, realizado nos dias 2 e 3 de setembro, na Escola Família Agrícola (EFA) de Sobradinho, na Bahia.

A atividade reuniu representantes dos cinco estados atendidos pelo projeto Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe —, a Unidade de Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem do Projeto (PMEL), organizações da sociedade civil, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), representantes do Projeto Dom Hélder Câmara III (PDHC III), equipes territoriais e outros parceiros para construir uma estratégia comum de atuação junto às escolas rurais. O objetivo foi articular diferentes experiências e realidades territoriais em torno de uma visão compartilhada.

Representantes de organizações parceiras do Sertão Vivo, entre elas IRPAA e MOC, ao final do encontro na Escola Família Agrícola de Sobradinho, na Bahia.
Legenda: Representantes de organizações parceiras do Sertão Vivo, entre elas IRPAA e MOC, ao final do encontro na Escola Família Agrícola de Sobradinho, na Bahia.
Foto: © Caio Leal/FIDA.

Um dos principais eixos da discussão foi o papel das juventudes. O projeto Sertão Vivo, cofinanciado pelo FIDA e pelo BNDES, com apoio do Fundo Verde para o Clima (GCF), estabelece como referência que 50% das pessoas beneficiárias sejam jovens. A proposta discutida no encontro é que essa participação não se limite à preparação de uma futura geração, mas que os jovens sejam protagonistas/sujeitos ativos do se próprio desenvolvimento e contribuam, já no presente, para as transformações de suas comunidades.

A partir dessa perspectiva, estudantes podem atuar como multiplicadores, mobilizando famílias, participando de organizações locais e contribuindo para a construção de novas oportunidades de trabalho, renda, educação e qualidade de vida no campo.

Legenda: Apresentação teatral com o tema "Caatinga Viva" ilustra os vínculos entre educação, território e meio ambiente discutidos no encontro.
Legenda: Apresentação teatral com o tema "Caatinga Viva" ilustrou os vínculos entre educação, território e meio ambiente discutidos no encontro.
Foto: © Caio Leal/FIDA.

“Escutar os jovens” foi um dos princípios destacados durante as discussões. As estratégias deverão considerar diferentes interesses, conhecimentos, identidades e projetos de vida, e considerar abordagens e atividades concretas que respondam a diversidade de vocações existentes no meio rural, que não se restringem à agropecuária.

Educação conectada ao território

Estudantes participam da apresentação artística que abriu o encontro do Sertão Vivo, na Escola Família Agrícola (EFA) de Sobradinho, Bahia.
Legenda: Estudantes participam da apresentação artística que abriu o encontro do Sertão Vivo, na Escola Família Agrícola (EFA) de Sobradinho, Bahia.
Foto: © Caio Leal/FIDA.

As Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) foram identificadas como espaços importantes para a implementação dessa estratégia, devido à experiência acumulada com educação contextualizada, formação técnica, alternância entre escola e comunidade e valorização dos conhecimentos do Semiárido. A proposta também considera a articulação com escolas públicas de ensino médio, buscando alcançar a rede educacional dos territórios atendidos.

Uma das possibilidades discutidas foi fortalecer as escolas como espaços comunitários de conhecimento, cultura, formação e convivência, aproximando estudantes, famílias, associações e conselhos da definição de prioridades e estratégias.

A ideia é que questões concretas dos territórios também possam fazer parte dos processos pedagógicos. Entre os exemplos debatidos estão mudança climática, queimadas, alimentação, agroecologia, infraestrutura, preconceito e direitos sociais. A pesquisa-ação foi apontada como uma abordagem possível para conhecer a realidade local, analisá-la coletivamente e construir respostas com a participação das comunidades.

Estudantes da EFA de Sobradinho se apresentam para representantes dos parceiros do Sertão Vivo durante a programação cultural do encontro.
Legenda: Estudantes da EFA de Sobradinho se apresentam para representantes dos parceiros do Sertão Vivo durante a programação cultural do encontro.
Foto: © Caio Leal/FIDA.

Próximos passos

O encontro também resultou em uma agenda de trabalho que inclui o mapeamento de escolas e territórios em cada estado, a definição de critérios para sua participação, a elaboração de objetivos, metas, indicadores e metodologias e o fortalecimento das equipes de assistência técnica e extensão rural (ATER).

Entre as propostas está ainda a criação de um grupo de trabalho com pontos focais de juventude nos estados e nas equipes envolvidas, para promover o intercâmbio de experiências, acompanhar desafios e apoiar a construção de soluções comuns. A estratégia deverá considerar as especificidades de cada território, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a coordenação entre os cinco estados e as instituições parceiras. A expectativa é que a atuação conjunta contribua para aproximar educação, participação juvenil e desenvolvimento rural sustentável no Semiárido.

Assista ao vídeo e conheça mais sobre o encontro e as perspectivas para fortalecer a participação das escolas e das juventudes nos territórios do Sertão Vivo.

Participantes visitam o viveiro de mudas e sistema agroecológico da Escola Família Agrícola de Sobradinho durante a programação técnica do encontro.
Legenda: Participantes visitam o viveiro de mudas e sistema agroecológico da Escola Família Agrícola de Sobradinho durante a programação técnica do encontro.
Foto: © Caio Leal/FIDA.

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Sobre o FIDA

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.

FIDA

Justina Tellechea

FIDA
Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

FIDA
Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola
ONU
Organização das Nações Unidas
UNIC
Centro de Informação das Nações Unidas

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa