Notícias

ONU: 16 fatos sobre desigualdades entre homens e mulheres

30 novembro 2017

1. Menos recursos para agricultoras





Três quartos da parcela mais pobre da população mundial vivem em zonas rurais. A maioria dos homens e mulheres vivendo no campo em situação de miséria depende da agricultura para ter renda e para se alimentar. As agricultoras têm tradicionalmente menos acesso do que os homens a insumos, serviços e infraestrutura e tecnologias de produção. Fonte: Banco Mundial


Agricultoras do Quênia em comunidade atingida por seca severa em 2011. Foto: Banco Mundial / Flore de Preneuf
Legenda: Agricultoras do Quênia em comunidade atingida por seca severa em 2011. Foto: Banco Mundial / Flore de Preneuf




2. Trabalho no meio rural





Mulheres representam 43% da mão de obra rural. Fonte: FAO


Mulher trabalha em plantação de chá no Sri Lanka. Foto: FIDA/G.M.B.Akash
Legenda: Mulher trabalha em plantação de chá no Sri Lanka. Foto: FIDA/G.M.B.Akash




3. Contribuições invisíveis





Em países em desenvolvimento na África, na Ásia e no Pacífico, mulheres trabalham, por semana, em torno de 12 a 13 horas a mais do que os homens. No entanto, com frequência, suas contribuições não são valorizadas nem remuneradas. Fonte: FIDA


A nutrição infantil durante os primeiros 2 anos de vida é crítica para o desenvolvimento e a sobrevivência. Foto: UNICEF
Legenda: A nutrição infantil durante os primeiros 2 anos de vida é crítica para o desenvolvimento e a sobrevivência. Foto: UNICEF




4. Renda para as mulheres e suas famílias





Mulheres chegam a gastar até 90% de sua renda com a família, enquanto, entre os homens, o gasto fica em torno de 30 a 40%. Colocar recursos nas mãos das mulheres aumenta o gasto familiar com a educação e a saúde das crianças. Fonte: Instituto Internacional de Pesquisa em Pecuária


Três quartos dos mais pobres do mundo vivem em zonas rurais. Para erradicar a miséria e a fome no campo, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) investe em pequenos agricultores, levando tecnologia e infraestrutura. Agência da ONU já investiu 18,5 bilhões de dólares em 123 países, beneficiando mais 464 milhões de pessoas.
Legenda: Três quartos dos mais pobres do mundo vivem em zonas rurais. Para erradicar a miséria e a fome no campo, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) investe em pequenos agricultores, levando tecnologia e infraestrutura. Agência da ONU já investiu 18,5 bilhões de dólares em 123 países, beneficiando mais 464 milhões de pessoas.




5. Má nutrição infantil





O empoderamento feminino é um dos meios mais eficazes para reduzir a má nutrição crônica infantil. As mulheres desempenham um papel vital tanto na produção quanto na preparação de comida para crianças durante seus mil primeiros dias de vida. Foto: FIDA


Uma mãe e seu bebê recém-nascido no Instituto de Treinamento de Saúde Materno-infantil em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park
Legenda: Uma mãe e seu bebê recém-nascido no Instituto de Treinamento de Saúde Materno-infantil em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park




6. Agricultoras sem terra





Mulheres rurais dependem principalmente da agricultura para sua subsistência. Apesar de seu papel fundamental no setor, as agricultoras têm menos chances de possuir ou administrar uma propriedade — ou de arrendar um pedaço de terra. Quando têm acesso a terra, as propriedades adquiridas são frequentemente de qualidade inferior ou tamanho reduzido. Fonte: FIDA


A FAO desenvolveu um plano estratégico de três anos para a bacia do Lago Chade, a fim de melhorar a segurança alimentar da população da região. A medida foca nas mulheres e nos jovens. Foto: FAO/Pius Utomi Ekpei
Legenda: A FAO desenvolveu um plano estratégico de três anos para a bacia do Lago Chade, a fim de melhorar a segurança alimentar da população da região. A medida foca nas mulheres e nos jovens. Foto: FAO/Pius Utomi Ekpei




7. Tempo perdido





Nas zonas rurais, mulheres e meninas gastam até quatro horas por dia para coletar água e combustível para uso doméstico. O tempo poderia ser utilizado em atividades escolares ou de geração de renda. Fonte: FIDA


Mulher carrega latas de água enquanto as tropas da UNAMID realizam uma patrulha de rotina no campo para pessoas internamente deslocadas em Khor Abeche, em Darfur do Sul. Foto: UNAMID/Albert González Farran
Legenda: Mulher carrega latas de água enquanto as tropas da UNAMID realizam uma patrulha de rotina no campo para pessoas internamente deslocadas em Khor Abeche, em Darfur do Sul. Foto: UNAMID/Albert González Farran




8. Analfabetismo





Mulheres representam dois terços dos 750 milhões de adultos sem habilidades básicas de leitura e escrita. No mundo, existem mais meninas do que meninos fora da escola. Cerca de 16 milhões de garotas passarão a vida inteira sem pisar numa sala de aula. Fonte: UNESCO



[caption id="attachment_119178" align="aligncenter" width="1024"]Menina em sala de aula na Guatemala. Na América Latina e no Caribe, mais de 78% das mulheres com emprego ocupam postos de setores da economia considerados de baixa produtividade. Foto: Banco Mundial/Maria FleischmannMenina em sala de aula na Guatemala. Na América Latina e no Caribe, mais de 78% das mulheres com emprego ocupam postos de setores da economia considerados de baixa produtividade. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann Menina em sala de aula na Guatemala. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann[/caption]


9. Salários menores





Em média, mulheres ganham 23% a menos do que os homens. Fonte: OIT



[caption id="attachment_119211" align="aligncenter" width="1024"]Mulheres representam 20% da mão de obra do setor agrícola na América Latina e Caribe. Foto: Banco Mundial/Romel Simon Mulheres representam 20% da mão de obra do setor agrícola na América Latina e Caribe. Foto: Banco Mundial/Romel Simon[/caption]


10. Violência de gênero





Em todo o mundo, 35% das mulheres já sofreram, em algum momento das suas vidas, violência física e/ou sexual por um parceiro íntimo ou violência sexual por um agressor que não era seu parceiro. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas


Mulher em um abrigo para meninas e mulheres que sofreram violência sexual e de gênero, em Mogadíscio, capital da Somália. Foto: UNICEF / Kate Holt
Legenda: Mulher em um abrigo para meninas e mulheres que sofreram violência sexual e de gênero, em Mogadíscio, capital da Somália. Foto: UNICEF / Kate Holt




11. Quando o parceiro é o agressor





Em metade dos países em desenvolvimento, pelo menos 30% das mulheres já sofreram violência física e/ou sexual por seu parceiro ao longo da vida. O índice é maior na Oceania, chegando a mais de 60% em alguns países. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas


Em Bangladesh, a jovem Rina Begum, de 14 anos, teve que abandonar os estudos para se casar. Ela é vítima de agressões do marido, que enviou a menina de volta para os pais, na esperança de conseguir um dote maior. Foto: UNICEF / Humayra Yasmin Seba
Legenda: Em Bangladesh, a jovem Rina Begum, de 14 anos, teve que abandonar os estudos para se casar. Ela é vítima de agressões do marido, que enviou a menina de volta para os pais, na esperança de conseguir um dote maior. Foto: UNICEF / Humayra Yasmin Seba




12. Grupos vulneráveis





Pesquisas comprovaram que meninas indígenas, adolescentes e jovens mulheres são mais vulneráveis a violência, agressões, exploração trabalhista e assédio do que outras meninas e mulheres. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas


Mulheres indígenas estão mais suscetíveis à violência de gênero. Foto: Banco Mundial/Yosef Hadar
Legenda: Mulheres indígenas estão mais suscetíveis à violência de gênero. Foto: Banco Mundial/Yosef Hadar




13. Sem decisão sobre a própria renda





Em países em desenvolvimento, pode chegar a níveis alarmantes a proporção de mulheres casadas que não participam das decisões sobre como a renda de seu próprio trabalho é utilizada. Enquanto no Camboja, na Colômbia e em Honduras, a taxa é de 2%, o índice chega a mais de 20% na República Democrática do Congo, na Libéria, em Serra Leoa e na Zâmbia. No Malauí, o valor estimado é de 42%. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas


Mulheres e homens refugiados e migrantes participaram da oficina sobre igualdade de gênero. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney
Legenda: Mulheres e homens refugiados e migrantes participam da oficina sobre igualdade de gênero no Brasil. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney




14. Trabalho decente





A população mundial em idade economicamente ativa está divida igualmente entre homens e mulheres. Contudo, para cada três homens em postos assalariados, há apenas duas mulheres na mesma situação. Para cada quatro homens donos de negócios, há apenas uma mulher na mesma posição. Fonte: Overseas Development Institute (ODI)


Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC
Legenda: Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC




15. Participação política





Em 70 países — ou quase um terço de todos os países com parlamentos —, mulheres ocupam menos de 15% das cadeiras das câmaras do Legislativo — seja a câmara baixa ou a câmara única, no caso de países em que não há dois organismos em diferentes posições hierárquicas. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas


Brasil ocupa a 32ª posição em ranking latino-americano e caribenho de participação de mulheres no parlamento. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom
Legenda: Brasil ocupa a 32ª posição em ranking latino-americano e caribenho de participação de mulheres no parlamento. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom




16. Violência em relacionamentos





Uma em cada cinco meninas e mulheres — com idade de 15 a 49 anos, que já foram casadas ou estiveram em uma união — relatou ter sido submetida a violência física e/ou sexual por um parceiro íntimo ao longo dos últimos 12 meses. A estimativa é de pesquisas realizadas de 2005 a 2016 em 87 países. Fonte: Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2017


Foto: Agência Brasil / Elza Fiúza
Legenda: Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza