Aumento da COVID-19 na Europa é grande preocupação, afirma chefe regional da OMS

  • A COVID-19 é agora a quinta causa de morte na Europa, onde quase 700 mil casos foram relatados esta semana: a maior incidência semanal desde o início da pandemia, em março, disse o chefe regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) a jornalistas na quinta-feira (15).
  • Hans Henri P. Kluge disse que a ampliação das restrições por parte dos governos é "absolutamente necessária", pois a doença continua a aumentar, com "avanços exponenciais" nos casos e mortes.
  • “A evolução da situação epidemiológica na Europa suscita grande preocupação: o número diário de casos aumenta, as internações hospitalares aumentam, a COVID-19 é agora a quinta causa de morte e a barra de 1.000 mortes por dia já foi atingida”, relatou.

 

Uma mãe e um médico cuidam de uma jovem com COVID-19 em uma unidade de terapia intensiva na região oeste de Chernivtsi, Ucrânia. Foto: UNICEF/Evgeniy Maloletka

A COVID-19 é agora a quinta causa de morte na Europa, onde quase 700 mil casos foram relatados esta semana: a maior incidência semanal desde o início da pandemia, em março, disse o chefe regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) a jornalistas na quinta-feira (15).

Hans Henri P. Kluge disse que a ampliação das restrições por parte dos governos é "absolutamente necessária", pois a doença continua a aumentar, com "avanços exponenciais" nos casos e mortes.

“A evolução da situação epidemiológica na Europa suscita grande preocupação: o número diário de casos aumenta, as internações hospitalares aumentam, a COVID-19 é agora a quinta causa de morte e a barra de 1.000 mortes por dia já foi atingida”, relatou.

Casos atingem recordes

Kluge disse que, no geral, a Europa registrou mais de 7 milhões de casos de COVID-19, com o salto de 6 milhões em apenas dez dias. No último fim de semana, o total de casos diários ultrapassou 120 mil pela primeira vez, e no sábado e no domingo atingiu novos recordes.

No entanto, ele ressaltou que a região não voltou aos primeiros dias da pandemia. “Embora registremos duas a três vezes mais casos por dia em comparação com o pico de abril, ainda observamos cinco vezes menos mortes. O tempo de duplicação nas internações hospitalares ainda é duas a três vezes mais longo”, disse ele, acrescentando “entretanto, o vírus não mudou; não se tornou mais nem menos perigoso.”

Kluge explicou que uma das razões para as taxas de casos mais altas é o aumento do teste de COVID-19, inclusive entre pessoas mais jovens. Essa população também é parcialmente responsável pela diminuição das taxas de mortalidade.

“Esses números dizem que a recuperação da curva epidemiológica é muito maior, mas a inclinação é menor e menos fatal por enquanto. Mas tem o potencial realista de piorar drasticamente se a doença se espalhar para grupos de idade mais avançada após mais contatos sociais internos entre gerações”, alertou.

Olhando para o futuro, Kluge admitiu que as projeções “não são otimistas”. Modelos epidemiológicos confiáveis ​​indicam que o relaxamento prolongado das políticas pode resultar em níveis de mortalidade quatro a cinco vezes maiores do que em abril, com resultados visíveis até janeiro de 2021.

Ele ressaltou a importância de manter medidas simples já em vigor, uma vez que a modelagem mostra como o uso de máscaras, juntamente com o controle estrito da reunião social, pode salvar até 281 mil vidas em toda a região até fevereiro. Isso pressupõe uma taxa de 95% para o uso de máscara, acima da taxa atual, que é inferior a 60%.

 

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade
OMS
Organização Mundial da Saúde