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Sebrae-RS e GEF Biogás Brasil conversam com empresas do Rio Grande do Sul sobre oportunidades

06 agosto 2021

  • O Webinar discutiu desenvolvimento regional por meio de modelos de negócio baseados no biogás e na economia circular.
  • Os palestrantes debateram sobre a economia circular e as potencialidades que a cadeia produtiva do biogás pode gerar para empresas, municípios e habitantes, possibilitando o desenvolvimento regional por meio da geração de energia limpa. 
  • O projeto GEF Biogás Brasil é liderado pelo MCTI, implementado pela UNIDO, financiado pelo GEF e conta com o CIBiogás como principal entidade executora.
Legenda: Webinar contou com a participação de empresas e entidades setoriais do Rio Grande do Sul
Foto: © UNIDO

O Projeto GEF Biogás Brasil participou, nesta quarta-feira (4), do webinar “3º GD em Foco”, uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS),  Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul  (SEBRAE-RS) e Instituto Euvaldo Lodi - Núcleo Regional do Rio Grande do Sul (IEL-RS), com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul  (SENAI-RS) e da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Governo do Estado do RS (Sema).

No evento, os palestrantes debateram sobre a economia circular e as potencialidades que a cadeia produtiva do biogás pode gerar para empresas, municípios e habitantes, possibilitando o desenvolvimento regional por meio da geração de energia limpa. 

O projeto GEF Biogás Brasil é liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e conta com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) como principal entidade executora. O webinar contou com apresentações de integrantes do Projeto e parceiros estratégicos.

Consultor da UNIDO e especialista em Cadeia de Valor pelo projeto GEF Biogás Brasil, Emilio Beltrami chamou atenção para a nova realidade da agroindústria: “o mundo todo está indo na direção da sustentabilidade. Para as empresas, a sustentabilidade não é mais uma opção, é uma obrigação. Sobretudo quando se fala em agroindústria”.

Beltrami ressaltou as atividades do projeto no Sul do país, que desde 2020 trabalha com o Paraná e, em 2021, abriu diálogo com Santa Catarina e com o Rio Grande do Sul. “Temos grande possibilidade de colaboração no setor. O trabalho em cadeia através da rede de parceiros e o impulsionamento de novos modelos de negócios são necessários para gerar impacto na cadeia de valor”.

O consultor exemplificou o impulsionamento de modelos inovadores com o resultado da seleção de plantas de biogás no Sul do Brasil divulgado na terça-feira (3/8) pelo projeto. O edital oferece um investimento total de cerca de R$ 4 milhões para a otimização da infraestrutura e das operações das propostas selecionadas. Além disso, vincula as plantas de biogás escolhidas ao Projeto GEF Biogás Brasil como unidades de demonstração (UDs), apresentando ao mercado brasileiro cases de sucesso que podem ser replicados em todo o país.

Potencialidades do biogás - De acordo com a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), só em 2020, o setor teve crescimento de 27% na produção de biogás e a construção de 69 novas usinas pelo Brasil. Até 2030, há a expectativa de que o país invista até R$ 70 bilhões em geração de energia elétrica por fontes renováveis, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Vinicius Fritsch, consultor da UNIDO e especialista em Biogás pelo Projeto GEF Biogás Brasil, destacou as potencialidades do mercado de biogás:

“O biogás contribui muito para os indicadores ESG das empresas, porque transforma um passivo ambiental em ativo energético, monetizando o que antes não seria aproveitado. O Brasil tem grande oferta de resíduos orgânicos, com destaque na Região Sul”.

Os indicadores Environmental, Social and Corporate Governance (ESG) são implementados pelas empresas para mostrar aos consumidores e investidores o compromisso com a responsabilidade e a sustentabilidade ecológica, social e econômica de seus empreendimentos. 

“Mesmo com todo esse investimento, o biogás ainda representa só 2% da matriz elétrica brasileira. Precisamos convencer as empresas de que a produção de biogás vale a pena. Além de monetizar transformando o biogás em biometano, a alta do dólar torna cada vez mais rentável a produção de biofertilizante. É uma múltipla fonte de receita”, concluiu Fritsch. 

Também palestraram no evento Rael Mairesse, sócio executivo da Luming inteligência energética e Breno Carneiro Pinheiro, engenheiro eletricista do CIBiogás. O webinar foi uma prévia para o V Fórum de Geração Distribuída de Energia com Fontes Renováveis no RS. O Fórum acontecerá no dia 07 de outubro de 2021 durante a 30ª edição da Mercopar – Feira de Inovação Industrial, em Caxias do Sul (RS), com o tema principal “Transição da Matriz Energética: Planejamento e Tecnologias para o futuro da GD”, focando nas temáticas: cadeias produtivas, armazenamento, eficiência energética, políticas públicas e inovação. 

Contato para a imprensa:

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Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

UNIDO
Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial

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