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16 junho 2023
Compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar na América Latina e no Caribe
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16 junho 2023
UNODC apoia combate ao tráfico de pessoas em região impactada pelo garimpo no Pará
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Com apoio do PNUD, Virada ODS ocorre nos dias 17 e 18 de junho em São Paulo
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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20 março 2023
Ações urgentes contra mudança climática são necessárias para garantir um futuro habitável, alerta IPCC
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) lançou nesta segunda-feira (20) o Relatório Síntese sobre Mudança Climática 2023, após uma semana de sessões em Interlaken, na Suíça. O relatório traz à tona as perdas e danos que vem sendo causados pela mudança global do clima e quais tendências devem continuar no futuro. O IPCC alerta que os desastres naturais relacionados ao clima estão atingindo especialmente as pessoas mais vulneráveis e os ecossistemas mais frágeis, como os manguezais, áreas costeiras e semidesérticas.
A temperatura média mundial já subiu 1,1 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais – uma consequência direta de mais de um século de queima de combustíveis fósseis, bem como do uso desordenado e insustentável de energia e do solo. A elevação da temperatura aumenta tanto a frequência quanto a intensidade dos eventos climáticos extremos, que causam impactos cada vez mais perigosos às pessoas e à natureza em todas as regiões do mundo.
O Painel também alerta que o aumento da temperatura média tende a causar o agravamento da insegurança alimentar e hídrica, em todo o mundo.
O tempo é curto, mas há um caminho claro a seguir
Para que as temperaturas médias sejam mantidas em 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais (meta do Acordo de Paris), serão necessárias reduções profundas, rápidas e sustentadas das emissões de gases de efeito estufa em todos os setores no decorrer desta década, afirma o relatório síntese do IPCC.
As emissões precisam cair imediatamente e ser cortadas quase pela metade até 2030, para que esta meta tenha alguma chance de ser alcançada.
A solução proposta pelo IPCC é o “desenvolvimento resiliente ao clima”, que envolve a integração de medidas de adaptação às mudanças climáticas com ações para reduzir ou evitar as emissões de gases de efeito estufa de forma a proporcionar benefícios econômicos e sociais mais amplos e igualmente distribuídos.
Alguns exemplos de soluções que devem ser adotadas incluem a expansão do acesso à energia limpa, eletrificação com baixa emissão de carbono, a promoção de transporte com zero e baixa emissão de carbono e a melhora da qualidade do ar. Tais medidas geram benefícios diretos para a saúde e qualidade de vida das pessoas.
Além disso, o novo relatório aponta que os benefícios econômicos proporcionados pelas melhorias da qualidade do ar seriam aproximadamente os mesmos, ou possivelmente até maiores, do que os custos de adoção das soluções limpas.
“Os maiores ganhos podem vir da redução do risco climático para comunidades de baixa renda e marginalizadas, incluindo pessoas que vivem em assentamentos informais”, explicou um dos autores do relatório, Christopher Trisos.
“A ação climática acelerada só acontecerá se houver um aumento significativo no financiamento. Financiamento insuficiente e desalinhado está atrasando o progresso”, complementa.
Governos são fundamentais
O relatório destaca o poder dos governos para a redução das emissões de gases de efeito estufa, por meio de financiamento público, demonstração clara de vontade política aos investidores, além da intensificação de medidas políticas eficazes rumo à energia limpa.
Mudanças no setor de alimentos, eletricidade, transporte, indústria, construção e uso do solo são destacadas como formas importantes de reduzir as emissões, bem como mudanças para estilos de vida mais sustentáveis e de baixo carbono, que melhorariam a saúde e o bem-estar das pessoas.
“As transformações têm maior probabilidade de êxito quando há confiança, quando todos trabalham juntos para priorizar a redução de riscos e quando os benefícios e ônus são compartilhados equitativamente”, disse o presidente do IPCC, Hoesung Lee.
“Este relatório síntese ressalta a urgência de tomar medidas mais ambiciosas e mostra que, se agirmos agora, ainda podemos garantir um futuro sustentável habitável para todos.”
Chefe da ONU anuncia plano para acelerar o progresso
Em uma mensagem de vídeo divulgada nesta segunda-feira (20), o secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu o relatório como um “guia de como desarmar a bomba-relógio climática”.
A ação climática é necessária em todas as frentes: “tudo, em todos os lugares, ao mesmo tempo”, disse Guterres, referindo-se ao vencedor do Oscar de melhor filme deste ano.
O chefe da ONU propôs ao grupo das economias mais desenvolvidas, o G20, um “Pacto de Solidariedade Climática”, no qual todos os grandes emissores fariam esforços extras para cortar emissões, e os países mais ricos mobilizariam recursos financeiros e técnicos para apoiar as economias emergentes em um esforço comum para garantir que as temperaturas globais não subam mais de 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.
Guterres anunciou que está apresentando um plano para aumentar os esforços para alcançar o Pacto por meio de uma Agenda de Aceleração, que envolve líderes de países desenvolvidos comprometendo-se a atingir zero emissões o mais próximo possível do ano de 2040 e os países em desenvolvimento o mais próximo possível de 2050.
A Agenda exige o fim do carvão, emissão líquida zero no setor de eletricidade até 2035 para todos os países desenvolvidos e em 2040 para o resto do mundo, e a interrupção de licenciamento ou financiamento de novas empresas de petróleo e gás, e qualquer expansão da exploração de petróleo e gás.
Segundo o secretário-geral da ONU, estas medidas devem acompanhar as salvaguardas para as comunidades mais vulneráveis, aumentando o financiamento e as capacidades de adaptação a perdas e danos, e promovendo reformas para garantir que os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento forneçam mais doações e empréstimos e mobilizem o financiamento privado.
Referindo-se a próxima Conferência do Clima da ONU, a COP28, que será realizada em Dubai entre 30 de novembro a 12 de dezembro deste ano, Guterres disse que espera que todos os líderes do G20 se comprometam com as novas e ambiciosas contribuições determinadas nacionalmente para toda a economia, abrangendo todos os gases de efeito estufa, e indicando suas metas absolutas de redução de emissões para 2035 e 2040.
Participe da campanha mundial #AjaAgora
Materiais para redes sociais e para uso em escolas, faculdades e universidades estão disponíveis aqui.
Vídeo: 5 fatos sobre o novo relatório do IPCC
Vídeo sobre injustiça climática do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos
Injustiça climática significa que os impactos da mudança global do clima são sentidos de forma diferente por diferentes grupos de pessoas, comunidades e países. Neste vídeo, Kaime Silvestre, do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos em Genebra, na Suíça, explica o que é injustiça climática e mostra os conceitos fundamentais para uma abordagem da ação climática baseada nos direitos humanos.
Leia mais:
Glossário sobre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável No. 13: Ação contra Mudança Global do Clima (em português)
Sexto Relatório Síntese do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) (em inglês)
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Notícias
24 abril 2023
Últimos oito anos foram os mais quentes já registrados, revela relatório das Nações Unidas
Dos picos das montanhas às profundezas do oceano, as mudanças climáticas continuaram avançando em 2022, de acordo com o relatório anual da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Secas, inundações e ondas de calor afetaram comunidades em todos os continentes e custaram bilhões de dólares. O gelo do mar antártico recuou para sua menor extensão já registrada e o derretimento de algumas geleiras europeias foi, literalmente, fora de série.
“Enquanto as emissões de gases de efeito estufa continuarem a aumentar e o clima continuar a mudar, as populações em todo o mundo serão gravemente afetadas por eventos climáticos extremos. Por exemplo, em 2022, secas contínuas na África Oriental, chuvas recordes no Paquistão e ondas de calor recordes na China e na Europa afetaram dezenas de milhões de pessoas, causaram insegurança alimentar, impulsionaram a migração em massa e custaram bilhões de dólares em perdas e danos.” - Petteri Taalas, secretário-geral da OMM.
O relatório da OMM concentra-se nos principais indicadores climáticos – gases de efeito estufa, temperaturas, aumento do nível do mar, calor e acidificação dos oceanos, gelo marinho e geleiras, destacando as principais consequência da mudança global do clima:
Secas, inundações e ondas de calor afetam grandes partes do mundo e os custos estão afetando um número cada vez maior de pessoas.
As temperaturas médias globais nos últimos 8 anos foram as mais altas já registradas.
O nível do mar e o calor do oceano estão em níveis recordes.
Gelo do mar antártico atingiu a menor extensão já registrada.
“Temos as ferramentas, o conhecimento e as soluções. Mas temos de acelerar o ritmo. Precisamos de uma ação climática acelerada com cortes de emissões mais profundos e rápidos para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 grau Celsius. Também precisamos de investimentos massivamente ampliados em adaptação e resiliência, principalmente para os países e comunidades mais vulneráveis que menos fizeram para causar a crise.” - António Guterres, secretário-geral da ONU.
Ação pelo clima mobiliza número recorde de pessoas e organizações
A cada dia, mais e mais pessoas em todo o mundo estão respondendo ao chamado para conter os efeitos dramáticos da mudança climática, e estão exigindo ação acelerada por parte dos líderes políticos, industriais e financeiros.
Além disso, um número cada vez maior de pessoas, famílias, empresas e organizações estão mudando as suas atitudes no dia a dia, e fazendo parte do movimento mundial pelo clima - que nunca foi tão ativo e influente. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a mudança dos padrões de consumo poderia reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em até 40-70% até 2050.
Conheça cinco histórias de pessoas e grupos que estão fazendo a diferença em suas cidades e comunidades. Elas compartilharam suas histórias com as Nações Unidas, por meio da campanha mundial pelo clima #AjaAgora.
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16 setembro 2022
A Comunicação na Mudança Climática
Dicas do Departamento de Comunicação Global da ONU e parceiros para quem faz produtos de comunicação (vídeo, podcast, texto ou gráfico) sobre mudanças climáticas.
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20 abril 2023
22 de abril, Dia Internacional da Mãe Terra
Quando a Mãe Terra nos manda uma mensagem
A Mãe Terra está claramente nos enviando uma mensagem. A natureza está sofrendo. Oceanos se enchendo de plástico e se tornando mais ácidos. Calor extremo, incêndios florestais e inundações afetam milhões de pessoas.
A mudança global do clima, as alterações provocadas pelo homem na natureza, bem como os crimes que perturbam a biodiversidade e o crescente comércio ilegal de vida selvagem podem acelerar a velocidade da destruição do planeta Terra, o nosso único lar.
Este Dia da Terra é celebrado durante a Década da ONU para a Restauração de Ecossistemas (2021-2030), um apelo global pela proteção e revitalização dos ecossistemas em todo o mundo. A Década Internacional visa deter a degradação dos ecossistemas e restaurá-los para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.
Os ecossistemas sustentam toda a vida na Terra. Quanto mais saudáveis forem nossos ecossistemas, mais saudável será o planeta - e seu povo.
Restaurar nossos ecossistemas danificados ajudará a acabar com a pobreza, combater a mudança climática e prevenir a extinção em massa. Somente com ecossistemas saudáveis podemos melhorar a subsistência das pessoas, combater a mudança climática e deter o colapso da biodiversidade.
Neste Dia Internacional da Mãe Terra, vamos nos lembrar - mais do que nunca - que precisamos de uma mudança para uma economia mais sustentável que funcione tanto para as pessoas quanto para o planeta.
Mensagem do secretário-geral da ONU para o Dia Internacional da Mãe Terra 2023
Efeito dominó
Como em um quebra-cabeça, cada parte de um ecossistema é interligada e dependente.
O desaparecimento de uma espécie impacta todo o ecossistema, gerando consequências devastadoras para as outras espécies e para a natureza como um todo. Trata-se de um trágico efeito dominó que afeta a biodiversidade e a nossa própria sobrevivência no planeta Terra. Como seres humanos, temos a responsabilidade de conviver harmoniosamente com outras espécies nos ecossistemas que compartilhamos para garantirmos um planeta saudável. Ecossistemas distantes também dependem um do outro de maneira muitas vezes inesperada. A Floresta Amazônica, por exemplo, passa por um processo de fertilização com o fósforo presente em cerca de 22 mil toneladas de poeira que é carregada pelo vento do deserto do Saara, atravessando o oceano Atlântico. Confira a página interativa do PNUMA sobre ecossistemas, e entenda melhor como funciona o efeito dominó – e como podemos fazer nossa parte para garantir a integridade dos ecossistemas. 10 ações pela Mãe Terra no nosso dia a dia Todas as pessoas podem ajudar a responder o chamado da Mãe Terra. Nós listamos 10 ações que podem fazer a diferença: Economize energia em casa Caminhe, use bicicleta ou transporte público Coma mais vegetais Repense o seu transporte Evite o desperdício de alimentos Repense, reduza, reuse, repare e recicle: Coloque em prática os 5 'R' do conceito de resíduo zero Escolha produtos ecologicamente corretos Faça parte de campanhas pelo meio ambiente e natureza na sua comunidade Mude, se possível, a fonte de energia da sua casa Comece a pensar num carro elétrico para o futuro Celebre o Dia da Terra 2023 com as Nações Unidas O evento oficial do Dia da Terra 2023 acontecerá na Assembleia Geral da ONU na segunda-feira, 24 de abril de 2023. O tema é como viver em harmonia com a natureza e reequilibrar as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável. Acompanhe na TV online da ONU, entre 11h e 19h (horário de Brasília) do dia 24 de abril, e envie suas sugestões e dicas. O evento será interativo, permitindo a participação das pessoas em todo o mundo. Dicas de leitura Aprenda mais sobre os temas do Dia Internacional da Mãe Terra com as dicas de leitura da ONU Brasil: #AçãoClima: Principais mensagens do relatório de 2023 de Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas #Água: Depois de 40 anos, nova Conferência da ONU sobre a Água é realizada em 2023 #Biodiversidade: Navegue na página interativa do PNUMA sobre ecossistemas e conheça como funciona o efeito dominó #DesperdícioZero: Celebração do primeiro Dia Internacional do Resíduo Zero #GeraçãoRestauração: Saiba como participar da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas #Oceanos: ONU celebra acordo inédito para a proteção de 30% dos oceanos
O desaparecimento de uma espécie impacta todo o ecossistema, gerando consequências devastadoras para as outras espécies e para a natureza como um todo. Trata-se de um trágico efeito dominó que afeta a biodiversidade e a nossa própria sobrevivência no planeta Terra. Como seres humanos, temos a responsabilidade de conviver harmoniosamente com outras espécies nos ecossistemas que compartilhamos para garantirmos um planeta saudável. Ecossistemas distantes também dependem um do outro de maneira muitas vezes inesperada. A Floresta Amazônica, por exemplo, passa por um processo de fertilização com o fósforo presente em cerca de 22 mil toneladas de poeira que é carregada pelo vento do deserto do Saara, atravessando o oceano Atlântico. Confira a página interativa do PNUMA sobre ecossistemas, e entenda melhor como funciona o efeito dominó – e como podemos fazer nossa parte para garantir a integridade dos ecossistemas. 10 ações pela Mãe Terra no nosso dia a dia Todas as pessoas podem ajudar a responder o chamado da Mãe Terra. Nós listamos 10 ações que podem fazer a diferença: Economize energia em casa Caminhe, use bicicleta ou transporte público Coma mais vegetais Repense o seu transporte Evite o desperdício de alimentos Repense, reduza, reuse, repare e recicle: Coloque em prática os 5 'R' do conceito de resíduo zero Escolha produtos ecologicamente corretos Faça parte de campanhas pelo meio ambiente e natureza na sua comunidade Mude, se possível, a fonte de energia da sua casa Comece a pensar num carro elétrico para o futuro Celebre o Dia da Terra 2023 com as Nações Unidas O evento oficial do Dia da Terra 2023 acontecerá na Assembleia Geral da ONU na segunda-feira, 24 de abril de 2023. O tema é como viver em harmonia com a natureza e reequilibrar as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável. Acompanhe na TV online da ONU, entre 11h e 19h (horário de Brasília) do dia 24 de abril, e envie suas sugestões e dicas. O evento será interativo, permitindo a participação das pessoas em todo o mundo. Dicas de leitura Aprenda mais sobre os temas do Dia Internacional da Mãe Terra com as dicas de leitura da ONU Brasil: #AçãoClima: Principais mensagens do relatório de 2023 de Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas #Água: Depois de 40 anos, nova Conferência da ONU sobre a Água é realizada em 2023 #Biodiversidade: Navegue na página interativa do PNUMA sobre ecossistemas e conheça como funciona o efeito dominó #DesperdícioZero: Celebração do primeiro Dia Internacional do Resíduo Zero #GeraçãoRestauração: Saiba como participar da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas #Oceanos: ONU celebra acordo inédito para a proteção de 30% dos oceanos
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Notícias
18 novembro 2022
UNA-SE: campanha brasileira celebra ativistas dos direitos das mulheres
A ONU Brasil promove, entre os dias 20 de novembro e 10 de dezembro 2022, a edição anual da campanha do secretário-geral das Nações Unidas “Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. Desenvolvida desde 2008, a campanha apoia os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas.
No Brasil, a campanha marca também o bicentenário de independência, convidando a população a debater e construir "o Brasil das mulheres", um país que seja diverso, justo e seguro, onde todas as mulheres e meninas possam viver suas vidas livres de violência e de discriminação. Dando visibilidade ao trabalho das mulheres defensoras de direitos humanos, a campanha demonstra, na prática, a importância do ativismo e as transformações sociais positivas que mulheres ativistas proporcionaram ao país.
“A violência contra as mulheres e as meninas é uma grave violação de direitos humanos. Precisamos escutar e fazer ecoar as vozes das mulheres defensoras de direitos humanos, que têm trabalhado arduamente, em todos os lugares, para que todas as mulheres e meninas vivam suas vidas livres de violência", afirma a coordenadora residente das Nações Unidas no Brasil, Silvia Rucks.
Campanha - Internacionalmente, a campanha se inicia em 25 de novembro (Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres). No Brasil, para dar visibilidade às múltiplas e agravadas formas de discriminação e às violações de direitos e violências contra mulheres e meninas negras, o lançamento acontece cinco dias antes, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
Diferentemente de edições passadas, neste ano as Nações Unidas convidam parceiros e parceiras a buscar formas alternativas de pintar de laranja prédios e monumentos que não envolvam iluminação, por conta da crise energética em todo o mundo e das medidas cada vez mais urgentes de preservação ambiental e mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Neste período, a ONU Brasil sugere 'iluminar' as redes sociais de laranja, vestir-se de laranja e incentivar outras pessoas a fazer o mesmo como uma forma de propagar os objetivos da campanha.
Além da campanha de conscientização em redes sociais, entidades das Nações Unidas no Brasil também promovem diversas atividades, online e presenciais. Para saber mais, acompanhe as redes sociais da ONU Brasil.
Enfrentamento e prevenção - Entre os mecanismos de enfrentamento e prevenção à violência que devem ser celebrados através da campanha, destaca-se a Lei Maria da Penha, a mais importante legislação sobre violência contra mulheres no país. A Lei Maria da Penha é um dos maiores exemplos do esforço coletivo de feministas e defensoras de direitos humanos e trouxe inúmeros avanços no país. Outro exemplo importante é a decisão do Supremo Tribunal Federal de 2019, que prevê maior proteção a mulheres lésbicas, bissexuais, trans e travestis contra discriminação com base em orientação sexual e identidade de gênero, por analogia ao crime de racismo. De grande importância é também a decisão do STF de 2022, que estabeleceu jurisprudência para a aplicação da Lei Maria da Penha para mulheres trans e travestis.
Desafios - Apesar dos avanços, ainda existem lacunas na proteção integral de direitos humanos de todas as mulheres e meninas no Brasil. Equipamentos e serviços especializados para atender mulheres e meninas em situação de violência concentram-se nas cidades grandes, com menor presença em municípios médios e pequenos e, em especial, nas áreas rurais.
Além disso, as leis existentes não abarcam contextos de violência contra mulheres no ambiente de trabalho, nos meios de comunicação, contra as ativistas que defendem direitos humanos, em contextos de deslocamento, sejam eles forçados ou voluntários, ou nos casos de violência perpetrada por atores estatais.
"A violência contra mulheres e meninas não afeta todas elas da mesma forma. Por isso, precisamos de soluções e iniciativas específicas para que possamos construir esse Brasil das mulheres, que seja realmente de todas as mulheres e meninas", completa Silvia Rucks.
No terceiro ciclo da Revisão Periódica Universal (RPU), mecanismo de avaliação da situação de direitos humanos nos Estados-membros das Nações Unidas, o Brasil recebeu 20 recomendações de áreas a serem aprimoradas para o enfrentamento à violência contra mulheres. Segundo relatório da Câmara dos Deputados de 2021, houve progresso em apenas seis, com destaque para a atuação do Legislativo e do Sistema de Justiça. A revisão do quarto ciclo foi finalizada no último dia 18 e novas recomendações devem ser adotadas pelo Brasil no próximo ano.
Contatos para imprensa
ONU Mulheres
Bárbara Lima – Coordenadora da Campanha no Brasil
barbara.lima@unwomen.org
+55 (61) 99662-9294
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História
12 maio 2023
Educadora indígena promove a inclusão de crianças Warao em Manaus
Mãe de quatro filhos, a educadora indígena venezuelana Daisy Pérez é a personificação da sabedoria popular que diz sempre caber mais um em coração de mãe. Em Manaus (AM), ela buscou oportunidades e sensibilizou a comunidade e as escolas para matricular crianças Warao na rede pública de ensino, oferecendo a elas novos caminhos para um futuro digno.
Hoje a professora é referência para a comunidade Warao em Manaus, ajudando a população indígena refugiada e migrante a acessar políticas públicas de educação e saúde. Mas até que conseguisse apoiar essas pessoas, Daisy teve que enfrentar desafios pessoais como mãe recém-chegada ao Brasil, e buscar recursos para reunir e garantir o sustento de sua família.
“Fui trazendo meus filhos, um a um, à medida que ia conseguindo dinheiro, até conseguir reunir de novo toda a minha família. Era o que eu mais queria”, relata a educadora, compartilhando seus aprendizados com outras famílias que enfrentam a mesma situação." - Daisy Pérez.
Por onde passou, incluindo as cidades de Pacaraima (RR), Boa Vista (RR) e Manaus, Daisy empreendeu todo seu conhecimento para atuar com crianças refugiadas e migrantes em abrigos e outros espaços de apoio, contribuindo com o fortalecimento do processo de ensino e aprendizagem locais.
Durante essa experiência, ela identificou prioridades para a integração das crianças como, por exemplo, o idioma e informações sobre como acessar a rede pública de educação no Brasil.
Foi então que partiu à procura de instituições que pudessem ajudá-la a potencializar esse processo e garantir que os jovens estudantes ingressassem nas escolas de Manaus, onde mora há quatro anos.
“Eu conheço as mães de todas as crianças e tenho familiaridade com elas, o que me ajuda a identificar as necessidades das famílias e buscar apoio. Como mãe, eu senti que precisava fazer algo para ajudar outras mães que precisavam de ajuda”, destaca a educadora.
Daisy conseguiu apoio do Instituto Mana, parceiro da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), para organizar a documentação e endereçar as diversas necessidades das famílias junto às escolas locais, e conseguiu mobilizar a comunidade Warao para matricular 18 crianças desta etnia na rede pública.
“Mesmo para uma mãe que é educadora, o processo de ensinar é sempre um desafio, imagina para outras mães que não tiveram acesso a esse conhecimento, e estão em deslocamento... Por isso a inspiração de possibilitar que outras mães consigam ter os filhos na escola, que possam ter essa chance”, relata Daisy.
Com seu trabalho dedicado e empatia, Daisy fez a diferença na vida das crianças, mas seu impacto já se estende para além disso.
Sua história serviu de inspiração para a própria filha, Deisy Perez, que hoje atua voluntariamente como Promotora Comunitária em um projeto desenvolvido pela Cáritas Arquidiocesana de Manaus em parceria com o ACNUR. A iniciativa apoia pessoas refugiadas em Manaus a acessarem serviços na região. Com o conhecimento e solidariedade sendo transmitido de geração em geração, a filha tem seguido os passos da mãe e contribuído para o desenvolvimento de ações de inclusão junto à população Warao.
Histórias como a de Daisy mostram a importância do envolvimento da comunidade e do trabalho coordenado das instituições de apoio aos refugiados e migrantes. Esta ação, implementada pelo Instituto Mana, é cofinanciada pela Direção-Geral da Proteção Civil e das Operações de Ajuda Humanitária Europeias – ECHO, que no Brasil contribui para que o ACNUR e parceiros sigam apoiando pessoas refugiadas, inclusive indígenas, a acessarem proteção e direitos como documentação, saúde e educação.
“Buscamos acompanhar de perto as demandas das comunidades. O envolvimento das pessoas refugiadas nesse processo é o que faz a diferença, como o impacto que Daisy trouxe para a vida dessas crianças.” - Geisy Rodríguez, Instituto Mana.
Essas ações de fomento a educação com integração e respeito aos processos culturais desta etnia são de fundamental importância para assegurar direitos no Brasil, explica a oficial assistente de campo do ACNUR e Manaus, Juliana Serra.
"Mais de sete mil pessoas da etnia Warao desembarcaram no Brasil desde o início da emergência da Venezuela. Acreditamos que ações como essa que visam fortalecer o acesso aos serviços e direitos e valorizar os saberes e processos tradicionais de pessoas indígenas refugiadas é chave para a integração dessas famílias”. - Juliana Serra, ACNUR Brasil.
Os trabalhos do ACNUR e de seus parceiros em promover a inclusão e integração de comunidades indígenas refugiadas e migrantes no Brasil dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em especial com o ODS No. 4: Educação de Qualidade, que busca garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
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História
25 abril 2023
Indígenas Warao frequentam a escola em projeto de alfabetização trilíngue
O que é necessário para construir uma vida melhor? Para indígenas Warao que vivem em abrigos na cidade de Teresina, Piauí, a resposta está na ponta de lápis e canetas: educação.
Desde março, 81 estudantes da etnia venezuelana passaram a frequentar três escolas da rede municipal de educação em um projeto de alfabetização trilíngue, que contempla os idiomas português, espanhol e Warao. Nas classes diárias, além dos professores brasileiros, os alunos são acompanhados por 12 educadores sociais Warao, que atuam como tradutores e mediadores.
Placido Benítez, 49 anos, é um deles. De segunda a sexta-feira, às 6h30 da manhã, Placido coloca o estojo com o violão nas costas e, na frente do abrigo Buenos Aires, embarca com as crianças e adolescentes no ônibus escolar amarelo que os levará para a Escola Municipal do Mocambinho, em um dos bairros mais populosos da cidade.
No colégio, a sala de aula foi adaptada para receber os estudantes, com idades entre 6 e 17 anos, e ornada com ilustrações e palavras nos três idiomas. Em vez das tradicionais fileiras, as carteiras escolares estão dispostas em “U” e, à frente da lousa branca, a professora Larissa Oliveira comanda a turma ao lado de Placido.
“A educação é importante para aprender a defender sua etnia, sua cultura e, assim, servir à sociedade.” - Placido Benítez.
Enquanto os alunos se acomodam nas cadeiras, Placido saca o violão e começa a cantar em Warao. É o sinal para o início da aula.
Neste dia, todos vão aprender a escrever a palavra “casa” e sua tradução no idioma Warao, “janoko”. Para além das letras e sílabas, vão conversar sobre a simbologia de casa para pessoas que, como o povo Warao, foram forçadas a se deslocar. Como era a casa antes do deslocamento forçado? Como é a casa hoje? Larissa e Placido se revezam nas explicações. Ela ensina os alunos em português e espanhol, enquanto Placido trabalha palavras e conceitos em Warao.
Para a professora Larissa, o aprendizado é uma via de mão dupla, e a comunidade escolar também tem tido ganhos com a presença dos estudantes indígenas.
“Eles têm um desejo de aprender, e os maiores, que já têm uma consciência social maior, têm sonhos bem reais que querem conquistar.” - Larissa Oliveira.
Árvore dos sonhos
Nas aulas, Gabriel, 17 anos, o mais velho da turma, participa com afinco, cuida dos mais novos nos intervalos e dá bronca nos que estão distraídos. Ele tem planos de ser o aidamo (liderança) de sua comunidade no futuro. “Meu sonho é comprar um terreno e construir uma casa para o meu povo. Eu estudarei muito duro para conseguir isso”, afirma.
As aspirações das crianças estão escritas e desenhadas na parede da sala de aula, em um projeto coletivo chamado de “Árvore dos Sonhos”. Algumas delas expressam sonhos profissionais: ser médico, professor, vigilante, policial.
No entanto, ter “janoko” (casa) é o desejo mais recorrente nas pequenas folhas da árvore. Rosaura, 12 anos, que ainda não escreve, desenhou o seu sonho na pequena folha: uma casinha quadrada com o telhado triangular, acompanhada do sol e de uma árvore. Ela conta que a planta retratada é o buriti, árvore sagrada para o povo Warao.
Placido, por sua vez, quer garantir que os sonhos das meninas e dos meninos se realizem. Na folha que ele depositou no projeto, está escrito “defender os povos indígenas”. “Eu quero leis na parte de educação, de saúde, de moradia, para vivermos em uma casa digna. É para isso que eu quero lutar pelos indígenas Warao”, explica.
No intervalo, às 8h30, as crianças correm para a cantina, onde se servem de pão com ovo e achocolatado. Depois do lanche, satisfeitas, brincam de beisebol, usando as mãos como tacos improvisados, e voltam para a sala de aula para seguir com a lição sobre a casa, que se transforma em muitas outras palavras.
“C” de carro. “A” de avião. “S” de sapo. “A” de amigo. Cada um é convidado à lousa para escrever alguma palavra com o acrônimo. Às 11h30, antes de embarcar novamente no ônibus escolar que os levará de volta aos abrigos, os estudantes almoçam arroz, feijão, macarrão, farofa de carne e melão. É a refeição mais completa do dia para todos, inclusive para Placido.
Neste mês, a Secretaria de Estado da Educação do Piauí contratou Placido e os outros 11 educadores sociais para darem aulas no projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA) Intercultural Warao, também trilíngue, que atenderá 65 indígenas entre 16 e 68 anos. A Secretaria também está reformando um prédio que servirá de sede para a primeira escola indígena do Estado, e que atenderá os indígenas venezuelanos Warao, os parentes brasileiros Guajajara e crianças não indígenas.
“Graças a este projeto, temos possibilidade de seguir em frente, ter um objetivo”, reforça o educador.
Educação popular e indígena
Desde 2016, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) registra um fluxo crescente de pessoas indígenas vindas da Venezuela para o Brasil – mais de 9,4 mil delas chegaram ao país em busca de proteção internacional. Os grupos étnicos mais representativos são os Warao (67%) e os Pemón (28%), mas também há presença dos Eñepá, Kariña e Wayúu. Quase metade dessa população, ou mais de 4,3 mil, são crianças e adolescentes de 0 a 17 anos.
Em Teresina, a Cáritas Arquidocesana, parceira do ACNUR, trabalha com os indígenas Warao desde 2019, quando os primeiros refugiados e migrantes dessa etnia chegaram ao Piauí. Ao identificar as necessidades dessa população, a organização iniciou o projeto Ciranda Latina, de educação popular e alternativa para as crianças e adolescentes abrigados, oferecendo um primeiro contato com a língua portuguesa e a cultura brasileira.
Uma importante aliada na construção pedagógica do projeto foi a professora Dra. Lucineide Barros, do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Sociedade e Cultura da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Ela apoiou o início do processo, com foco no acolhimento linguístico dos indígenas e na construção de uma educação popular.
“Do ponto de vista do tipo de conhecimento, a ideia é que não seja uma educação para as pessoas, mas construída com as pessoas. Não de fora para dentro, mas em um contexto de interação, de diálogo.” - Lucineide Barros, UESPI.
Depois do projeto da Cáritas, a Secretaria Municipal de Educação, apoiada pela Secretaria de Estado de Educação, iniciou o projeto Alfabetização sem Fronteiras, baseado nas experiências de vida das pessoas atendidas, como prevê o método de Paulo Freire. O ACNUR também apoiou o projeto por meio do pagamento de assistência financeira aos 12 educadores sociais nos três primeiros meses.
“As crianças têm uma expectativa muito boa em relação à escola, tanto que os primeiros relatos depois das primeiras experiências escolares disseram que elas estavam querendo escrever mais, ter mais acesso a material de leitura”, completa a professora Lucineide.
Todos os projetos desenvolvidos em Teresina foram construídos em reuniões de escuta ativa com os 12 educadores sociais indígenas Warao, protagonistas de sua própria educação.
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História
10 abril 2023
Uma iniciativa de saúde que salva vidas
"Os povos indígenas estão entre as populações mais vulneráveis. Esses serviços transformam a vida de pessoas com doenças crônicas em comunidades remotas; isso facilita suas vidas." - Maria Chan, médica da Agência da ONU para as Migrações (OIM)
Em Roraima, norte do Brasil, um veículo médico desce uma estrada esburacada, levantando uma nuvem de poeira. É uma das Unidades Móveis de Saúde da OIM, que ajuda a levar assistência médica aos indígenas venezuelanos e suas comunidades de acolhida em uma das áreas de mais difícil acesso no Brasil.
O estado de Roraima é a principal porta de entrada da Venezuela para o Brasil para aqueles que deixam a crise econômica e social em curso no país. Muitos dos mais de 400 mil venezuelanos que atualmente vivem no Brasil entraram no país pelo norte do estado.
"Muitas pessoas podem encontrar um médico perto de onde moram, mas para milhares que vivem em comunidades rurais, o atendimento médico está a horas de distância" destacou a médica da OIM, Maria Chan, no final de um longo dia de consultas. Para lidar com isso, a OIM decidiu colocar a equipe médica em movimento, deslocando-se até a porta daqueles que precisam.
As unidades móveis estão totalmente equipadas para fornecer aos migrantes e refugiados venezuelanos, bem como às suas comunidades de acolhida, os cuidados de saúde necessários, incluindo tratamento e medicamentos essenciais uma vez por mês. Duas Unidades Móveis de Saúde da OIM estão alcançando as populações mais vulneráveis da região e capacitando agentes comunitários de saúde para prestar atenção primária a pacientes de populações rurais.
As comunidades indígenas da região podem sofrer de várias doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, desnutrição infantil, infecções fúngicas da pele, parasitas e infecções sexualmente transmissíveis (IST).
Uma iniciativa de saúde que salva vidas
Em uma pequena sala de uma escola aberta em Sakao Motá, uma remota aldeia indígena que abriga tanto a população local quanto venezuelanos, as pessoas esperam no calor sufocante o médico as chamar para uma avaliação médica.
Katiuska Fernandez, 31, senta-se em silêncio com seu filho de oito anos. Ela está grávida de seis meses. "O hospital mais próximo fica a uma hora de carro daqui, e não temos dinheiro para pagar um táxi ou outro meio de transporte," diz ela, enquanto espera para realizar sua consulta pré-natal.
"Estou tão feliz que está tudo bem. Esta assistência médica está mudando nossas vidas." - Katiuska Fernandez.
Em 2018, a escassez de alimentos e remédios, além da crescente insegurança, levou Katiuska e sua família de cinco membros a deixar sua pequena comunidade venezuelana do outro lado da fronteira. Eles venderam seus pertences e cruzaram a fronteira com várias outras famílias Taurepang. Desde então, a agricultura de subsistência praticada na comunidade de acolhida os ajudou a sobreviver.
No ano passado, a equipe de saúde da OIM forneceu consultas médicas e psicológicas para cerca de 8 mil migrantes e refugiados vulneráveis e comunidades de acolhida em Roraima, com uma média de 30 pessoas por dia. Os atendimentos médicos incluíram avaliações gerais, testes para IST, COVID-19 e glicemia, medicina pediátrica e consultas pré-natais.
Gravemente impactados pela migração
Localizada na Terra Indígena São Marcos – uma tapeçaria de assentamentos queimados pelo sol que abriga o povo Tauperang – Sakao Motá é uma das comunidades indígenas fortemente impactadas pelo fluxo de migrantes e refugiados da Venezuela, juntamente com as comunidades Ta'rau Parú, Par Bananal e Sorocaima I, todas localizadas na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.
Atualmente, 160 indígenas venezuelanos do grupo Taurepang vivem em Sakao Motá. Antes da chegada dos venezuelanos, a aldeia tinha apenas 100 moradores.
Apesar de os recursos agrícolas da aldeia serem escassos, os venezuelanos foram recebidos como parte do mesmo grupo indígena, do qual compartilham origens linguísticas e laços de parentesco.
Sentado sob um tamarindeiro, Silvano Fernandez, um indígena brasileiro de 55 anos, lembra como sua comunidade recebeu de braços abertos os irmãos e irmãs venezuelanos. Silvano é um dos pacientes regulares da unidade médica. Ele sofre de dores crônicas causadas por um acidente de carro, que o impedem de levar uma vida normal.
"Eles são nossos parentes; devemos acolhê-los porque são nosso povo. Hoje são eles, mas amanhã podemos ser nós." - Silvano Fernandez
Mesmo que os resultados de saúde relacionados à gravidez de Katiuska tenham melhorado à medida que ela realiza exames regulares com médico da OIM, sem sinal de telefone ou acesso a um veículo, ela está pronta para dar à luz em casa quando chegar a hora. "Se eu não conseguir transporte para o hospital mais próximo, meu bebê nascerá em casa, na comunidade, como todas as minhas ancestrais", disse ela depois de ter feito o pré-natal.
Veja o vídeo sobre as Unidades Móveis da Saúde em Roraima:
As Unidades Móveis da Saúde da OIM contam com o apoio financeiro do Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM) do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América.
Leia mais:
OIM Brasil: Operação Acolhida dá aos venezuelanos um novo começo no norte do Brasil
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História
14 março 2023
Racismo ainda marca vida de brasileiros
Uma mãe é questionada por uma criança por ser branca e ter um filho negro. Por conta da cor da pele, um homem foi sistematicamente barrado no aeroporto ao longo de dez anos. Um garoto recebeu nota baixa por ter pintado pessoas de preto e não de tom rosado. Uma professora sentiu orgulho ao se ver rodeada por seis colegas negros num Instituto Federal. Estes são alguns dos relatos de pessoas que sofreram e enfrentaram racismo e participaram da 2ª edição da Escuta Digital: Histórias sobre Racismo.
Os depoimentos serão ilustrados e divulgados nas plataformas digitais da @ONUBrasil a partir deste sábado, 25 de março, marcando o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos. A iniciativa é do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).
Educação - Neste ano, o tema para o dia 25 é “Combater o legado do racismo da escravidão através de educação transformadora”. E é justamente a educação a forma encontrada por dois professores para enfrentar o racismo.
A carioca Mônica Pereira da Silva, de 52 anos, conta que fez mestrado e doutorado e trabalhou numa multinacional, mas foi no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) que se sentiu representada. Ela trabalhou como professora substituta por dois anos e um dia se deu conta de que estava rodeada por seis professores: “Todos negros. Professores do IFSP. De altíssima competência. Todos eles. Aquela visão encheu meu coração de beleza, gratidão e acolhimento. Senti-me em casa. Pela primeira vez frequentei uma instituição na qual pude ver minha cor de fato representada.”
O mineiro Celso Fonte, de 28 anos, relatou que coordena um projeto de simulação das Nações Unidas em Barbacena, onde este ano jovens de 13 a 26 anos discutirão o tema "Parceria Público Privada contra o Racismo Sistêmico". “Acreditamos que a educação é a melhor ferramenta para reconstruir a sociedade a partir de relações diplomáticas, éticas e que compactuem com a Declaração Universal de Direitos Humanos. Soluções e ações concretas são cruciais para se construir uma sociedade mais humanizada”, relata.
Preconceito, da piscina ao aeroporto – A paulistana Débora, de 52 anos, conta que estava na piscina de um hotel com o filho de 4 anos quando outra criança perguntou se ela era mãe do garoto. Surpresa, ela respondeu que sim e perguntou o motivo do questionamento: “Você tão branquinha e ele tão pretinho”. O paranaense Elton do Nascimento Santos, de 43 anos, conta que era retido pela Polícia Federal todas as vezes que vinha passear no Brasil durante o tempo em que morou em Portugal, entre 2003 e 2013. A esposa, branca, e os filhos, pardos, nunca eram barrados.
O mineiro Cleunismar Silva, de 42 anos, relata que recebeu uma nota baixa por ter feito um desenho onde pintou as pessoas de preto. A justificativa da professora: o tom de pele das pessoas deveria ser rosado e não preto. Humilhado, ele não queria ir mais a escola, mas ouviu da mãe que ele e os irmãos são iguais a todo mundo e que ser negro é motivo de orgulho.
Estes e outros depoimentos entrarão nos perfis da @ONUBrasil nas redes sociais – Instagram, Facebook, Twitter e TikTok – nesta semana.
Djamila Ribeiro – Entre outras atividades para marcar o comércio transatlântico de escravos, a Assembleia Geral das Nações Unidas está organizando um evento no dia 27 de março com a brasileira Djamila Ribeiro, que tem usado o poder da educação para lutar contra a discriminação de afrodescententes no Brasil. Vencedora do prêmio literário Jabuti 2020, ela é autora do livro Pequeno Manual Antirracista, que tem sido usado em escolas de todo o país. O evento será transmitido ao vivo, em inglês, na TV da ONU, entre 8h e 10h (horário de Brasília).
O Programa sobre Escravidão e Comércio Transatlântico de Escravos tem por objetivo jogar luz sobre a história do comércio de escravos, seu impacto no mundo moderno e seus legados, incluindo racismo e preconceito.
A ONU declarou o comércio transatlântico de escravos um crime contra a humanidade, por sua escala e duração - 400 anos entre o século XV e o final do século XIX. Foi a maior remoção forçada de pessoas na história: entre 12 e 14 milhões de africanos, principalmente da África Ocidental, foram capturados, tiveram seus direitos negados e foram vendidos como escravos.
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História
07 dezembro 2022
Brasileira é nova Jovem Líder da ONU
Usando a tecnologia e as redes sociais para defender os direitos humanos, a brasileira Luísa Franco Machado foi escolhida para ser uma das Jovens Líderes da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ela vai ocupar o posto ao lado de outros 16 ativistas globais, todos com idades entre 17 e 29 anos.
Aos 23 anos, a pesquisadora é graduada em ciência política e mestre em administração pública, bem como em novas tecnologias aplicadas a esta mesma área. Usando as redes sociais, ela compartilha suas experiências acadêmicas e vivências como jovem queer* do hemisfério sul para conscientizar seus seguidores sobre direitos na internet.
“Direitos digitais, direitos LGBT e gênero estão completamente interligados, porque a gente entende que tanto as plataformas digitais quanto os softwares tendem a ser construídos de uma maneira machista, a homofóbica, racista”, explica Luísa.
Mudar essa realidade, tornando o ambiente online mais justo e inclusivo, é um dos objetivos da jovem, que viu no programa da ONU uma oportunidade para expandir seu trabalho.
“Comecei a falar sobre isso em minhas redes sociais, principalmente no TikTok. Meus vídeos viralizaram e então engajei uma comunidade de jovens online que também queriam participar da construção de políticas públicas relacionadas ao mundo digital”, recorda. “Minha ideia agora é conseguir transformar meus seguidores em um movimento capaz de atuar em governos, ONGs e organizações civis.”
Ocupar espaços - Atualmente com quase 50 mil seguidores no TikTok, no perfil @political_queer, Luísa aproveita a linguagem informal das redes sociais para abordar de forma acessível temas espinhosos, mas necessários. “Muita gente fala que a tecnologia é o futuro, mas falamos pouco sobre os impactos da tecnologia nas pessoas”, ressalta. “Quais são os nossos direitos a partir do momento que a gente está envolvido com uma máquina ou com um sistema? Isso vai desde privacidade de dados até o direito de não ter informações suas usadas contra você.”
Como a ativista aponta, mesmo quando tais temas são discutidos, normalmente eles ficam restritos a grupos compostos por homens brancos ricos do hemisfério norte. “Pela minha experiência, nas políticas públicas em geral, mas principalmente nos temas de tecnologia, existem pouquíssimas pessoas como eu nos lugares de tomada de decisão”, afirma. “Minha ideia é justamente estar presente nesses lugares.”
ONU - Durante o mandato de dois anos como Jovem Líder dos ODS, Luísa é incentivada a participar de conferências e eventos como uma representante da juventude em relação a temas como direitos digitais, direitos LGBT e gênero. No próximo ano, por exemplo, ela deve se encontrar na sede da ONU em Nova Iorque como os outros Jovens Líderes, que trabalham em prol de outros temas, como desenvolvimento sustentável, paz e segurança.
No entanto, o contato com colegas de mandato já começou: Luísa está desenvolvendo uma parceria com a nigeriana Karimot Odebode. Poeta e ativista pela igualdade de gênero, Karimot é fundadora da iniciativa Black Girl's Dream (Sonhos de uma jovem negra, em tradução livre), que trabalha com o empoderamento de mulheres e garotas, relacionando o tema com internet e conectividade em seu país natal.
“Nós nos conhecemos por coincidência em uma conferência da União Internacional de Telecomunicações (UIT) há um mês, na Romênia. Parecia que já éramos melhores amigas há muito tempo. Tenho certeza que isso vai acontecer com muitas outras pessoas do grupo”, projeta Luísa sobre os colegas de ativismo.
*Queer é um termo guarda-chuva da língua inglesa (e apropriado por outras línguas) usado para descrever identidades de gênero e/ou orientações sexuais que vão além da heterossexualidade e das normas cisgênero (ou seja, das normas que impõe a adequação da identidade de gênero do sujeito ao seu sexo biológico).
*Queer é um termo guarda-chuva da língua inglesa (e apropriado por outras línguas) usado para descrever identidades de gênero e/ou orientações sexuais que vão além da heterossexualidade e das normas cisgênero (ou seja, das normas que impõe a adequação da identidade de gênero do sujeito ao seu sexo biológico).
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Notícias
16 junho 2023
Compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar na América Latina e no Caribe
O governo brasileiro, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar (MDA) e da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação da Organização das Nações Unidas (FAO), pactuaram ações conjuntas para fortalecer a agricultura familiar na América Latina e no Caribe. Durante esta semana, representantes do MDA e da ABC/MRE reuniram-se no Escritório Regional da FAO, em Santiago do Chile, para discutir e acordar a retomada do compromisso de fortalecimento da cooperação Sul-Sul trilateral na região, no âmbito do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO.
A agricultura familiar desempenha um papel crucial na segurança alimentar, no desenvolvimento rural e na sustentabilidade ambiental. Com base no trabalho conjunto, a parceria visa atuar para fortalecer as políticas e programas voltados para esse setor produtivo, promovendo sua inclusão, resiliência e capacidade produtiva.
O oficial de Políticas de Desenvolvimento Territorial do Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, Luiz Carlos Beduschi, destacou o papel da cooperação Sul-Sul trilateral entre o governo brasileiro e a FAO como "uma trajetória que estamos construindo juntos e que, a partir em 2023, ganhará novo impulso”. Beduschi ressaltou a contribuição da cooperação brasileira por meio de um conjunto de ferramentas e conhecimentos disponibilizados, que podem gerar capacidades nos países da região.
A reconstrução do MDA no Brasil aponta para a relevância do desenvolvimento de políticas integrais de apoio à agricultura familiar, reconhecendo seu papel na produção de alimentos saudáveis e na transformação dos sistemas alimentares. Por meio de legislação, programas inovadores, acesso a financiamentos, capacitação técnica e apoio integral aos agricultores familiares, o Brasil direciona suas ações para a inclusão social e econômica da Agricultura Familiar.
Para a chefe da Assessoria Internacional do MDA, Carolina Von Der Weid, a FAO é parceira indispensável do ministério na agenda da agricultura familiar e desenvolvimento rural no Brasil. Ela destacou a importância da aproximação do país com as nações vizinhas para compartilhar desafios, dificuldades, aspectos que o Brasil conseguiu resolver e que outros vizinhos resolveram e que, também, podem servir de exemplo para o país. O chefe da assessoria internacional disse que, no segundo semestre, o Brasil terá a presidência do Mercosul, o que, para o MDA, para a agenda da agricultura familiar "significa a presidência do Brasil à frente da REAF, Reunião Especializada Ampliada da Mercosul para a agricultura familiar, que também contamos com o apoio da FAO”.
Plínio Pereira, responsável adjunto da área de cooperação Sul-Sul com organismos internacionais da ABC/MRE, disse que o ano de 2023 tem dado ênfase ao apoio à agricultura familiar no âmbito da cooperação brasileira e, também, têm sido fortalecidas as relações com os países da América Latina e Caribe.
No nível regional, a trajetória do Governo do Brasil reconhece o papel dos mecanismos de diálogo político e da cooperação Sul-Sul para o fortalecimento do setor. O apoio à Reunião Especializada de Agricultura Familiar do MERCOSUL (REAF/MERCOSUL), bem como a participação na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) são exemplos de como é possível pensar a construção de prioridades conjuntas na América Latina e Caribe que orientam a tomada de decisões.
Essa retomada da parceria visa avançar na implementação da Década da Agricultura Familiar das Nações Unidas, identificar os desafios e oportunidades específicos da região, a partir de uma perspectiva de transformação dos sistemas agroalimentares na produção, distribuição, consumo e sustentabilidade dos alimentos.
Contato de imprensa:
FAO: Palova Brito (e-mail: palova.souzabrito@fao.org).
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Notícias
16 junho 2023
UNODC apoia combate ao tráfico de pessoas em região impactada pelo garimpo no Pará
Entre os dias 1֯ e 12 de maio, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil apoiou a realização da Ação Cidadania, em parceria com a Secretaria de Assistência Social (SEMDAS), da Prefeitura de Itaituba, e apoio da Secretaria de Justiça do Estado do Pará (SEJU), contemplando os distritos de Moraes de Almeida, Jardim do Ouro, Creporizão e Creporizinho.
A iniciativa ocorreu no âmbito do Projeto TAPAJÓS que tem como objetivo desenvolver uma melhor compreensão sobre as condições de trabalho, tráfico de pessoas e outras violações dos direitos humanos no setor da mineração aurífera na Bacia do Rio Tapajós.
A grande distância entre a zona urbana de Itaituba e seus distritos dificulta o acesso de muitas pessoas a serviços básicos, como emissão de carteira de identidade e inscrição em programas assistenciais. O Distrito de Moraes de Almeida, por exemplo, fica a 303 km da zona urbana de Itaituba. A região é caracterizada por uma grande mobilidade populacional de pessoas que transitam em busca de trabalho na dinâmica dos garimpos. A dificuldade de acesso a serviços de saúde, assistência social, saneamento básico e segurança pública expõe essas populações a grande vulnerabilidade em um contexto em que crimes ambientais e violações dos direitos humanos são frequentemente relatadas.
O objetivo da Ação Cidadania foi de ofertar serviços socioassistenciais e de cidadania para a população, assim como identificar outras demandas por serviços especializados para as comunidades visitadas. A iniciativa contou com uma equipe de 22 profissionais, como assistentes sociais, psicólogos, advogados. Durante o período, foram atendidas 3.130 pessoas, em todos os distritos visitados e ofertados serviços de cadastro único (Bolsa Família), benefício de prestação continuada (BPC), registro de nascimento, cadastro para o passe livre federal da pessoa idosa, atendimento e encaminhamento à rede de serviços.
A Ação representou um importante marco de colaboração entre o UNODC e a prefeitura de Itaituba visando a mitigação de impactos sociais causados pelo garimpo na região. O UNODC, por meio do Projeto TAPAJÓS, buscará nos próximos meses contribuir para o desenvolvimento comunitário da região do Médio e Alto Rio Tapajós mediante o fortalecimento dos governos locais e organizações da sociedade civil para possibilitar o acesso a serviços de proteção social, segurança pública e saúde pública.
O Projeto TAPAJÓS é implementado pelo UNODC, no âmbito do seu mandato de assistência aos países na aplicação do Protocolo da ONU sobre Tráfico de Pessoas, em parceria com a Universidade de Chicago/Centro Nacional de Pesquisa de opinião (NORC), instituições nacionais e apoio do Escritório de Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas do Departamento de Estado dos Estados Unidos (JTIP/PEMS).
Saiba mas sobre o projeto TAPAJOS aqui.
Saiba mais sobre o Protocolo da ONU sobre o Tráfico de Pessoas aqui.
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Notícias
15 junho 2023
Com apoio do PNUD, Virada ODS ocorre nos dias 17 e 18 de junho em São Paulo
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a ONU Brasil apoiam a realização da Virada ODS, evento organizado pela Prefeitura de São Paulo nos dias 17 e 18 de junho na Praça das Artes e no Vale do Anhangabaú para ampliar o conhecimento da população sobre a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A Virada ODS é um movimento pelo planeta — a maior ação pública local de conscientização e engajamento em prol da Agenda 2030, compreendendo atividades voltadas à popularização dos Objetivos Globais. Em 2022, a primeira edição do evento atingiu mais de 10 milhões de pessoas, direta e indiretamente, e a expectativa é dobrar o alcance este ano.
Nos dias de evento, haverá programação diversa de cunho cultural e educativo com painéis temáticos, feira de negócios, hackathon, lançamento de documentário e um Congresso Internacional, que também será transmitido online. O evento é aberto, gratuito, a entrada ocorrerá mediante cadastro prévio pelo site oficial da Virada ODS.
A abertura da Virada ODS, que ocorre no Masp na sexta-feira (16), terá a participação da Representante-Residente do PNUD no Brasil, Katyna Argueta, assim como do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e da secretária municipal de Relações Internacionais, Marta Suplicy. O evento será a aberto apenas para convidados, mas terá transmissão online.
O PNUD apoiou a Secretaria Municipal de Relações Internacionais na ampla mobilização de atores sociais, governamentais e econômicos para a Virada ODS deste ano, tendo como base sua experiência em mais de 170 países.
Além da curadoria dos participantes do Congresso Internacional, a parceria entre PNUD e Secretaria Municipal de Relações Internacionais prevê a sistematização do conhecimento gerado na Virada ODS 2023 com olhar para a edição do próximo ano, a disseminação de boas práticas identificadas no evento, além da viabilização do programa de capacitação para Agentes e Voluntários ODS na cidade.
“O PNUD apoia os países em seus caminhos rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, guiados pelas escolhas de desenvolvimento nacionais e pelos compromissos com os princípios de universalidade, igualdade e de não deixar ninguém para trás”, afirma Katyna Argueta.
Neste ano, a cúpula dos ODS será realizada em setembro, em Nova Iorque, onde chefes de Estado e de governo se reunirão na sede da ONU para acompanhar o debate sobre a implementação dos Objetivos Globais.
“Em 2023, completam-se sete anos da Agenda 2030. O objetivo da Prefeitura não é apenas fortalecer o trabalho que já está sendo feito, mas também incrementar ações da cidade em relação aos ODS”, declara o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
"A hora de mudar é agora. É preciso ensinar crianças, jovens e adultos sobre sustentabilidade, fazer com que toda a população saiba o que são os 17 ODS e o porquê de a Agenda 2030 ser tão fundamental para o planeta. A Virada ODS é uma oportunidade para a população paulistana entender o papel de uma metrópole como São Paulo nas causas sustentáveis”, afirma a secretária Marta Suplicy.
A Virada ODS também será palco de apresentações de negócios de impacto social na cidade para investidores individuais e institucionais.
Congresso Internacional
O Congresso Internacional da Virada ODS terá mesas de diálogo sobre temas-chave da Agenda 2030, incluindo mudança global do clima, combate ao racismo e à xenofobia, inclusão e acessibilidade, apoio à população em situação de rua e sustentabilidade corporativa.
A lista de debatedores confirmados traz o climatologista Carlos Nobre; a jornalista ambiental Daniela Chiaretti; o grafiteiro e ativista Tiago Mundano; a fundadora do movimento Mães de Maio, Débora Maria da Silva; o líder do Movimento Nacional de População de Rua, Darcy da Silva Costa; entre outros.
A programação da Virada ODS também terá shows de Maria Rita, Planta e Raiz, Olodum, Nação Zumbi e Francisco El Hombre no Vale do Anhangabaú. As crianças terão seu espaço no palco infantil, onde aprenderão sobre a importância de construir um mundo sustentável.
Acesse a programação: https://viradaodssp.sp.gov.br/programacao-4/
Serviço:
Quando: 17 e 18 de junho
Horário: 10h
Onde: Vale do Anhangabaú e Praça das Artes - Av. São João 281 - Sé
Transmissão online: https://bit.ly/43wXtSI
Para participar da Virada ODS 2023, você deve se cadastrar no site: https://viradaodssp.sp.gov.br/
Menores de 16 anos só entrarão acompanhados pelos pais.
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15 junho 2023
UNOPS passa a integrar o Àwúre, projeto voltado para comunidades tradicionais
O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) passou a integrar o Projeto Àwúre, ao lado do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).
A iniciativa, que existe desde o final de 2019, busca promover o respeito à identidade e à diversidade dos povos e comunidades tradicionais, tais como indígenas, quilombolas e ribeirinhos.
No âmbito do projeto, o UNOPS vai apoiar o MPT e demais parceiros do Àwúre na implementação de soluções relacionadas às áreas de seu mandato: infraestrutura, gestão de projetos e programas e compras sustentáveis.
Entre os dias 5 e 7 e junho, o MPT, UNOPS, OIT, UNICEF e UNAIDS participaram de uma série de discussões promovidas no contexto do Projeto Àwúre, para a definição das principais linhas programáticas da iniciativa e de um plano de comunicação conjunta.
“Nós já vínhamos trabalhando em parceria com o MPT em projetos voltados para a melhoria da qualidade de vida de populações em situação de vulnerabilidade. Com o ingresso no Àwúre, isso ficará ainda mais potencializado, inclusive pela possibilidade de união de esforços com outros organismos da ONU.” - Carolina Roccon, gerente de Projetos do UNOPS Brasil.
Para saber mais sobre o Projeto Àwúre, visite o site: https://www.awure.com.br
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Confira as fotos do Diálogo Estratégico no canal do Projeto Àwúre no Flickr.
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14 junho 2023
Iniciativa visa fortalecer a governança fundiária e a segurança alimentar
O Governo do Brasil, representado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), e o Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na América Latina e no Caribe anunciaram a renovação do compromisso com a governança fundiária e a implementação das Diretrizes Voluntárias sobre a Governança Responsável da Posse da Terra, Pesca e Florestas (DVGT ), por meio das ações executadas no âmbito do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO.
Representantes do INCRA e da ABC/MRE estiveram reunidos na última semana no Escritório Regional da FAO, em Santiago do Chile, para discutir as prioridades e os próximos passos para alcançar avanços significativos na implementação das Diretrizes e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais na América Latina e no Caribe.
O presidente do INCRA, Cesar Aldrighi, afirmou que a aliança com a FAO reorganiza e retoma a agenda internacional do Brasil:
"A aliança com a FAO organiza e colabora para que as ações de acesso à terra, reforma agrária e desenvolvimento das áreas reformadas contribuam para uma ação na região da América Latina e Caribe."
Segundo Aldrighi, a aliança com a FAO remonta à década de 1990, quando novos conceitos foram desenhados para reinserir a agricultura familiar e a reforma agrária como protagonistas do desenvolvimento rural.
O encontro no Chile é um marco neste novo capítulo que a cooperação Sul-Sul trilateral escreve para a continuidade da articulação institucional entre o Governo do Brasil e a FAO e as ações que permitem avançar em uma agenda conjunta e abrangente na questão da governança fundiária, por meio do intercâmbio de conhecimentos, experiências e boas práticas, promovendo assim o fortalecimento da governança para a segurança alimentar na região.
Por meio dessa aliança renovada, busca-se a geração de capacidades técnicas e institucionais nos países participantes da região, que lhes permitam modernizar os sistemas de administração fundiária de forma inclusiva, a partir do enfoque de direitos, promovendo a equidade e a sustentabilidade na gestão dos recursos naturais.
Plínio Pereira, responsável adjunto da área de cooperação Sul-Sul da ABC/MRE, disse que o ano de 2023 tem dado ênfase ao apoio à agricultura familiar no âmbito da cooperação brasileira e, também, tem sido fortalecidas as relações com os países da América Latina e Caribe.
O Brasil, em sua trajetória na questão da governança responsável da posse da terra, tem apostado na busca por uma governança que inclua as diversas agendas do desenvolvimento sustentável, como acesso à terra, proteção ambiental, promoção da produção de alimentos de forma sustentável e a incentivo ao consumo responsável.
Para a oficial de terras do Escritório Regional da FAO, Amparo Cerrato, a posse da terra é importante para alcançar todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
“Fica claro que precisamos de compromisso político. Temos insumos técnicos, estudos, projetos, metodologias. O que é necessário é apoio político para seguir em frente.”
A FAO se estabeleceu como uma referência global na questão da governança responsável da posse da terra. Na região, a organização tem feito esforços significativos para promover práticas inclusivas e equitativas na gestão fundiária, com vistas a melhorar os sistemas de administração de terras, com foco na inclusão. As ações da organização oferecem suporte técnico também alinhadas com seu marco estratégico, que busca promover melhor produção, melhor nutrição, melhor meio ambiente e melhor vida, sem deixar ninguém para trás.
Contato de imprensa:
FAO: Palova Brito (palova.souzabrito@fao.org)
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