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10 agosto 2026
Em Mauá (SP), ONU-Habitat fortalece a participação comunitária no planejamento urbano
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07 agosto 2026
ONU Brasil e comunicadores indígenas se unem em ação pelo Dia Internacional dos Povos Indígenas
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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07 agosto 2026
ONU Brasil e comunicadores indígenas se unem em ação pelo Dia Internacional dos Povos Indígenas
Em celebração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado em 9 de agosto, a ONU Brasil promoverá, pelo segundo ano seguido, uma ação especial em suas redes sociais para ampliar a visibilidade das vozes indígenas e valorizar seus conhecimentos, culturas e contribuições para o desenvolvimento sustentável.Durante o dia 9 de agosto, os perfis da ONU Brasil (@onubrasil) no Instagram e no TikTok publicarão exclusivamente conteúdos produzidos por Agentes do Verificado de diferentes povos e territórios indígenas do país. A iniciativa busca fortalecer a representatividade indígena na comunicação digital e ampliar o espaço para que os próprios povos indígenas compartilhem suas histórias, perspectivas e experiências diretamente com o público.
Em 2025, a ação alcançou mais de 640 mil pessoas no Instagram. Neste ano, a expectativa é estimular uma reflexão ainda mais ampla sobre os direitos dos povos indígenas e sua contribuição para enfrentar desafios globais, como a crise climática e a preservação da biodiversidade.A data este ano presta uma homenagem às parteiras indígenas, reconhecendo seu papel na proteção da vida, da saúde e do bem-estar de suas comunidades. Além de acompanhar a gestação, o parto e o pós-parto, essas mulheres preservam conhecimentos ancestrais, fortalecem identidades culturais e transmitem saberes entre gerações, desempenhando um papel essencial na continuidade das tradições e no cuidado coletivo.“Os conhecimentos dos povos indígenas oferecem respostas fundamentais para alguns dos maiores desafios do nosso tempo, da proteção da biodiversidade à ação climática. Ao abrir nossas plataformas para comunicadores indígenas, reconhecemos seus direitos e, ao mesmo tempo, abrimos espaço para que suas próprias vozes contem suas histórias e compartilhem saberes que protegem vidas, fortalecem culturas e inspiram soluções”, explicou o coordenador residente da ONU no Brasil, Igor Garafulic.Os vídeos abordarão temas como saberes ancestrais, maternidade, infância, saúde, liderança feminina, preservação das línguas indígenas e os impactos da crise climática sobre os povos indígenas, além de prestar homenagem às parteiras. Ao mesmo tempo, destacarão como os conhecimentos tradicionais e a proteção dos territórios indígenas contribuem para soluções climáticas, conservação das florestas e proteção da biodiversidade.Os povos indígenas representam cerca de 476 milhões de pessoas em aproximadamente 90 países. Embora correspondam a menos de 6% da população mundial, são responsáveis pela proteção de alguns dos ecossistemas mais importantes do planeta e guardiões de uma parcela significativa da biodiversidade remanescente. Ao mesmo tempo, estão entre as populações mais afetadas pelas mudanças climáticas, apesar de terem contribuído muito pouco para suas causas.A ação integra a iniciativa Agentes do Verificado, parceria da ONU com a Purpose, que reúne criadores de conteúdo comprometidos com a promoção de informações confiáveis e com o combate à desinformação climática. Ao colocar comunicadores indígenas no centro da narrativa, a campanha reafirma o compromisso das Nações Unidas com a promoção dos direitos dos povos indígenas, a valorização da diversidade cultural e o fortalecimento de uma comunicação mais representativa, inclusiva e baseada em evidências.Ao longo deste dias de mobilização, o público poderá acompanhar histórias, conhecimentos e reflexões compartilhados pelos próprios comunicadores indígenas, fortalecendo o diálogo sobre a importância da proteção dos direitos, das culturas, das línguas e dos territórios indígenas para a construção de um futuro mais justo, sustentável e resiliente para todas as pessoas.Conheça os Agentes do Verificados, que participarão dessa ação:Cristian Wariu
Indígena do povo Xavante, comunicador e ativista. Faz graduação em Comunicação. É criador do canal no Youtube “Wari'u”, onde fala sobre povos indígenas na contemporaneidade, ressignificando a luta do movimento indígena através de câmeras digitais, celular e internet.José Kaeté
Indígena Tupinambá do Pará, engenheiro de produção, apresentador, palestrante, comunicador e um criador de conteúdo viajante, que carrega o ativismo responsável em suas redes, sempre com o propósito de mostrar diferentes olhares sobre a Amazônia.
Kaê Guajajara
Cantora, compositora e ativista indígena maranhense, nascida em Mirinzal e criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Seu trabalho cruza música popular originária, pop e rap com referências da cultura indígena e periférica.Maickson Serrão Pavulagem
Indígena do povo Tupinambá, natural de Boim, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. É jornalista, mestre em Ciências Humanas, doutorando em Antropologia Social, e tem dedicado sua trajetória à valorização das vozes e saberes da Amazônia. Criador do podcast Pavulagem, que narra histórias dos Seres Encantados da floresta a partir das memórias e vozes de ribeirinhos e indígenas. Marciele Albuquerque
Ativista indígena Munduruku e cunhã-poranga do Boi Caprichoso. Representa a cultura amazônica e luta pela preservação da floresta e pelos direitos indígenas.
Verificado pelo Clima é uma iniciativa das Nações Unidas e da Purpose, apoiada pelo TikTok e outros parceiros. A iniciativa se baseia em estratégias globais de comunicação para promover informações confiáveis sobre mudança climática, alcançando públicos-chave por meio de narrativas criativas e culturalmente relevantes.
A Rede de Agentes do Verificado é uma parte essencial desse esforço, aproveitando a credibilidade de cientistas, ativistas, criadores e líderes comunitários para impulsionar ações climáticas significativas.Visite a página: https://shareverified.com/topics/climate/Para saber mais, siga a ONU Brasil no TikTok e no Instagram e visite a página sobre #EducaçãoClimática.
Em 2025, a ação alcançou mais de 640 mil pessoas no Instagram. Neste ano, a expectativa é estimular uma reflexão ainda mais ampla sobre os direitos dos povos indígenas e sua contribuição para enfrentar desafios globais, como a crise climática e a preservação da biodiversidade.A data este ano presta uma homenagem às parteiras indígenas, reconhecendo seu papel na proteção da vida, da saúde e do bem-estar de suas comunidades. Além de acompanhar a gestação, o parto e o pós-parto, essas mulheres preservam conhecimentos ancestrais, fortalecem identidades culturais e transmitem saberes entre gerações, desempenhando um papel essencial na continuidade das tradições e no cuidado coletivo.“Os conhecimentos dos povos indígenas oferecem respostas fundamentais para alguns dos maiores desafios do nosso tempo, da proteção da biodiversidade à ação climática. Ao abrir nossas plataformas para comunicadores indígenas, reconhecemos seus direitos e, ao mesmo tempo, abrimos espaço para que suas próprias vozes contem suas histórias e compartilhem saberes que protegem vidas, fortalecem culturas e inspiram soluções”, explicou o coordenador residente da ONU no Brasil, Igor Garafulic.Os vídeos abordarão temas como saberes ancestrais, maternidade, infância, saúde, liderança feminina, preservação das línguas indígenas e os impactos da crise climática sobre os povos indígenas, além de prestar homenagem às parteiras. Ao mesmo tempo, destacarão como os conhecimentos tradicionais e a proteção dos territórios indígenas contribuem para soluções climáticas, conservação das florestas e proteção da biodiversidade.Os povos indígenas representam cerca de 476 milhões de pessoas em aproximadamente 90 países. Embora correspondam a menos de 6% da população mundial, são responsáveis pela proteção de alguns dos ecossistemas mais importantes do planeta e guardiões de uma parcela significativa da biodiversidade remanescente. Ao mesmo tempo, estão entre as populações mais afetadas pelas mudanças climáticas, apesar de terem contribuído muito pouco para suas causas.A ação integra a iniciativa Agentes do Verificado, parceria da ONU com a Purpose, que reúne criadores de conteúdo comprometidos com a promoção de informações confiáveis e com o combate à desinformação climática. Ao colocar comunicadores indígenas no centro da narrativa, a campanha reafirma o compromisso das Nações Unidas com a promoção dos direitos dos povos indígenas, a valorização da diversidade cultural e o fortalecimento de uma comunicação mais representativa, inclusiva e baseada em evidências.Ao longo deste dias de mobilização, o público poderá acompanhar histórias, conhecimentos e reflexões compartilhados pelos próprios comunicadores indígenas, fortalecendo o diálogo sobre a importância da proteção dos direitos, das culturas, das línguas e dos territórios indígenas para a construção de um futuro mais justo, sustentável e resiliente para todas as pessoas.Conheça os Agentes do Verificados, que participarão dessa ação:Cristian Wariu
Indígena do povo Xavante, comunicador e ativista. Faz graduação em Comunicação. É criador do canal no Youtube “Wari'u”, onde fala sobre povos indígenas na contemporaneidade, ressignificando a luta do movimento indígena através de câmeras digitais, celular e internet.José Kaeté
Indígena Tupinambá do Pará, engenheiro de produção, apresentador, palestrante, comunicador e um criador de conteúdo viajante, que carrega o ativismo responsável em suas redes, sempre com o propósito de mostrar diferentes olhares sobre a Amazônia.
Kaê Guajajara
Cantora, compositora e ativista indígena maranhense, nascida em Mirinzal e criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Seu trabalho cruza música popular originária, pop e rap com referências da cultura indígena e periférica.Maickson Serrão Pavulagem
Indígena do povo Tupinambá, natural de Boim, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. É jornalista, mestre em Ciências Humanas, doutorando em Antropologia Social, e tem dedicado sua trajetória à valorização das vozes e saberes da Amazônia. Criador do podcast Pavulagem, que narra histórias dos Seres Encantados da floresta a partir das memórias e vozes de ribeirinhos e indígenas. Marciele Albuquerque
Ativista indígena Munduruku e cunhã-poranga do Boi Caprichoso. Representa a cultura amazônica e luta pela preservação da floresta e pelos direitos indígenas.
Verificado pelo Clima é uma iniciativa das Nações Unidas e da Purpose, apoiada pelo TikTok e outros parceiros. A iniciativa se baseia em estratégias globais de comunicação para promover informações confiáveis sobre mudança climática, alcançando públicos-chave por meio de narrativas criativas e culturalmente relevantes.
A Rede de Agentes do Verificado é uma parte essencial desse esforço, aproveitando a credibilidade de cientistas, ativistas, criadores e líderes comunitários para impulsionar ações climáticas significativas.Visite a página: https://shareverified.com/topics/climate/Para saber mais, siga a ONU Brasil no TikTok e no Instagram e visite a página sobre #EducaçãoClimática.
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27 julho 2026
Teatros da Amazônia passam a integrar Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO
O reconhecimento foi aprovado, nesta segunda-feira (27/07), pelo Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, reunido na Coreia do Sul. A candidatura conjunta do Theatro da Paz, em Belém, e do Teatro Amazonas, em Manaus, foi apresentada sob a designação Teatros da Amazônia, nome com o qual os dois sítios passam a integrar a Lista do Patrimônio Mundial.A proposta de reconhecimento foi coordenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com a colaboração das Secretarias de Cultura dos estados do Amazonas e do Pará. Construídos durante a chamada "Era de Ouro" da Amazônia, impulsionada pelo auge econômico do Ciclo da Borracha entre 1879 e 1912, os dois teatros refletem um período de intensa transformação urbana e prosperidade econômica na região. Inspirados na arquitetura francesa e em outras referências europeias, mas enriquecidos por elementos decorativos que evocam a Amazônia, os edifícios foram concebidos como símbolos das ambições políticas, culturais e urbanísticas de suas cidades.Inaugurado em 1878, o Theatro da Paz, juntamente com a Praça da República, consolidou o papel estratégico de Belém como porto e capital do estado, além de simbolizar os ideais da recém-instaurada República Brasileira. Já o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, integrou o amplo processo de modernização urbana de Manaus durante o ciclo da borracha. Em conjunto com o Largo de São Sebastião, tornou-se um dos principais símbolos da riqueza, do prestígio e da importância da cidade na região amazônica.A Lista do Patrimônio Mundial inclui 1.273 bens que fazem parte do patrimônio cultural e natural e que o Comitê do Patrimônio Mundial considera terem valor universal excepcional. Entre eles, estão 991 bens culturais, 240 bens naturais e 42 bens mistos, distribuídos por 173 Estados-membros da UNESCO. Até outubro de 2024, 196 Estados-membros haviam ratificado a Convenção do Patrimônio Mundial. A inscrição dos Teatros da Amazônia na Lista do Patrimônio Mundial foi aprovada por atender a dois critérios da UNESCO:Reconhecer sítios que demonstram um importante intercâmbio de valores humanos, refletido na evolução da arquitetura, da tecnologia, das artes monumentais, do planejamento urbano ou do paisagismo. Contemplar bens que constituem exemplos notáveis de edifícios, conjuntos arquitetônicos ou paisagens representativos de etapas significativas da história da humanidade. Para saber mais, acesse a Lista Completa do Patrimônio Mundial da UNESCO e siga @unescobrasil nas redes!
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07 julho 2026
Relatório ODS 2026: Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável geram resultados concretos
Desde sua adoção em 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) têm gerado resultados em grande escala — proporcionando acesso à água, à eletricidade e aos serviços de saúde a bilhões de pessoas. No entanto, o progresso continua desigual e insuficiente. Sem um impulso decisivo para ampliar rapidamente as iniciativas que funcionam, a promessa dos ODS corre o risco de ficar fora de alcance, de acordo com o Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2026, divulgado em 7 de julho em Nova Iorque. O que uma década de evidências nos mostra: os ODS geram resultadosDesde 2015, investimentos sustentados, políticas sólidas e cooperação internacional melhoraram a vida de bilhões de pessoas em todo o mundo, com ganhos mensuráveis em todos os ODS:Quase um bilhão de pessoas obtiveram acesso à água potável gerenciada com segurança e 1,2 bilhão, ao saneamento gerenciado com segurança. As novas infecções por HIV caíram 30% entre 2015 e 2024, e as mortes relacionadas à AIDS, 35%.A eletricidade agora atinge 92% da população mundial. O acesso à internet disparou, passando de 40% para 74%. A proteção social abrange mais da metade da população global pela primeira vez na história. Por trás desses resultados está uma conquista importante e muitas vezes negligenciada: a revolução dos dados. Há uma década, havia dados disponíveis apenas para metade de todos os indicadores dos ODS. Hoje, um banco de dados global com mais de 3,2 milhões de pontos de dados abrange quase todos os indicadores — permitindo que os países identifiquem onde o progresso está se acelerando, onde persistem lacunas e quais políticas estão gerando resultados.“Guiados pelos dados deste relatório, nossa visão da Agenda 2030 continua ao nosso alcance. Juntos, vamos dar um impulso final decisivo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e construir um futuro saudável e próspero para todas as pessoas”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Por que o mundo está ficando para trás: crises que se sobrepõem e um déficit de financiamento cada vez maiorApesar dos avanços, persistem grandes desafios: Das 139 metas dos ODS com dados de tendências, apenas 36% estão no caminho certo ou apresentam progresso moderado. Quase metade — 49% — avança muito lentamente.15% das metas regrediram para níveis inferiores aos de 2015.Uma em cada dez pessoas ainda vive em pobreza extrema. Cerca de 2,3 bilhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave. Mais de 150 milhões de crianças continuam com atraso no crescimento. A mortalidade materna é quase três vezes maior do que a meta global. Nenhuma das metas de igualdade de gênero está no caminho certo. O número de pessoas afetadas por desastres relacionados ao clima mais que dobrou desde 2015. A escalada de conflitos, a mudança climática, a desaceleração do crescimento econômico, o aumento da dívida e uma queda recorde na assistência oficial ao desenvolvimento estão agravando o déficit e afetando de forma desproporcional as pessoas mais vulneráveis do mundo.O que precisa acontecer agora: ampliar o que funcionaO Relatório destaca que os ODS continuam sendo o plano comum do mundo para a paz, a prosperidade e a sustentabilidade. Os dados acumulados ao longo de mais de uma década de implementação mostram que é possível alcançar avanços significativos — mas somente quando o compromisso político, o financiamento, a inovação e a cooperação internacional estiverem alinhados.“Mais de uma década de implementação mostrou o que é possível”, afirmou o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua.“A tarefa agora é ampliar o que funciona — com a urgência, o investimento e a cooperação necessários para cumprir a promessa da Agenda 2030.”É essencial eliminar o déficit anual de financiamento dos ODS, de aproximadamente US$ 4 trilhões — por meio do Compromisso de Sevilha e da reforma da arquitetura financeira internacional. Isso deve ser acompanhado por sistemas de dados mais robustos, por meio do Quadro de Medellín, para direcionar os investimentos primeiro aos mais vulneráveis. Acelerar a transição energética, aproveitar tecnologias de ponta — incluindo a inteligência artificial — para o desenvolvimento sustentável, promover a igualdade de gênero como prioridade transversal e reforçar a cooperação multilateral também serão fundamentais para o sucesso.As escolhas feitas nos próximos quatro anos — em matéria de financiamento, cooperação e resposta coletiva a crises — terão efeitos duradouros para as gerações futuras, de acordo com o Relatório das Nações Unidas. Outros fatos e números importantesProgresso:A maioria das regiões estará próxima de erradicar a pobreza extrema até 2030, com exceção da África Subsaariana, do Oriente Médio e do Norte da África, e da Oceania (excluindo a Austrália e a Nova Zelândia).Entre 2012 e 2024, a prevalência de atraso no crescimento entre crianças menores de cinco anos diminuiu, resultando em 30,2 milhões a menos de crianças com atraso no crescimento em todo o mundo.A proporção de partos assistidos por profissionais de saúde qualificados aumentou de 80% para 87% entre 2015 e 2025 e está a caminho de atingir a meta de 90% até 2030.Entre 2019 e 2025, foram promulgadas 99 reformas legislativas para eliminar leis discriminatórias e estabelecer estruturas de igualdade de gênero; as mulheres ocupam agora 27,4% das cadeiras parlamentares, contra 22,3% em 2015.O trabalho infantil diminuiu em mais de 20 milhões entre 2020 e 2024.O desemprego global atingiu um nível quase historicamente baixo de 4,9% em 2025.A capacidade de geração de eletricidade a partir de fontes renováveis per capita cresceu a uma taxa recorde de 14% entre 2023 e 2024 e agora é 2,2 vezes maior do que o nível de 2015.Desafios:Estima-se que a taxa global de pobreza extrema atinja 10% até 2026 — apenas 3 pontos percentuais abaixo do nível de 2015, muito abaixo da meta de erradicar a pobreza extrema até 2030.273 milhões de crianças e jovens continuam fora da escola; um em cada cinco jovens com idades entre 15 e 24 anos não está empregado, nem estuda, nem participa de treinamento, e os jovens têm quase quatro vezes mais chances de estar desempregados do que os adultos.Estima-se que 1,16 bilhão de pessoas — aproximadamente um em cada quatro residentes urbanos — vivam em conjuntos habitacionais precários ou assentamentos informais.A ajuda oficial ao desenvolvimento sofreu uma queda recorde de 23,1% em 2025 — o maior declínio anual já registrado —, voltando a níveis próximos aos de 2015.A população global de refugiados atingiu 440 por 100.000 pessoas em meados de 2025, mais do que o dobro do nível registrado uma década antes.O risco de extinção está se agravando em todos os grupos de espécies; a proteção de áreas-chave de biodiversidade atingiu, em média, apenas 45% em 2025.Os conflitos violentos atingiram seu nível mais alto em décadas. Em dezembro de 2025, mais de 117,8 milhões de pessoas estavam deslocadas à força em todo o mundo, anulando em poucos meses anos de avanços no desenvolvimento.As temperaturas globais em 2025 atingiram 1,43 °C acima dos níveis pré-industriais, e a concentração de dióxido de carbono na atmosfera atingiu seu nível mais alto em dois milhões de anos.A dívida externa dos países de baixa e média renda atingiu um recorde de US$ 8,9 trilhões em 2024.Para mais informações, acesse: https://unstats.un.org/sdgs/report/2026Nas redes sociais, siga @nacoesunidas e busque #SDGReport e #RelatórioODS! Contatos para a imprensa: Sharon Birch, Departamento de Comunicação Global da ONU: birchs@un.orgHelen Rosengren, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rosengrenh@un.org
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06 junho 2026
Igor Garafulic assume como coordenador residente da ONU no Brasil
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou o chileno Igor Garafulic como coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, com a aprovação do Governo brasileiro. Ele assumiu suas funções no dia 1º de junho.O Sr. Garafulic possui mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento internacional, política econômica, diálogo político e coordenação multilateral, adquirida por meio de cargos de liderança no Sistema das Nações Unidas e no serviço público em diversos países da América Latina e de outras regiões.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
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14 maio 2026
ONU Brasil lança Relatório Anual 2025
O recém-lançado Relatório Anual das Nações Unidas destaca os principais resultados alcançados pelo Sistema ONU no Brasil ao longo de 2025. Por meio de planejamento integrado, coordenação interagencial e investimentos catalisadores, as 25 entidades da ONU atuaram em parceria com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para promover o desenvolvimento sustentável do país, considerando as necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e a proteção do meio ambiente.Em um ano de muito destaque internacional para o Brasil, com a Cúpula dos BRICS e a realização da COP30 na Amazônia, a ONU trabalhou incessantemente para apoiar o país e ajudou na formulação, aperfeiçoamento e implementação de 85 políticas públicas, além de 18 instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2025 a ONU trabalhou em temas como direitos humanos, ação climática, combate à fome e à pobreza, comércio, justiça, prevenção de desastres e trabalho decente. Foram 338 iniciativas implementadas, às quais foram destinados US$ 213 milhões. Os benefícios alcançaram milhões de pessoas em todo o país. De acordo com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, “o ano de 2025 marcou a consolidação do Sistema das Nações Unidas no Brasil como um parceiro estratégico, coerente e de alto valor agregado para o país, em um contexto nacional e internacional de elevada complexidade”. O relatório anual ressalta, além dos resultados, os desafios, a execução financeira, os principais doadores e os 253 parceiros que trabalham junto com o Sistema ONU para que o Brasil avance na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Apresenta, ainda, as principais conquistas de cada uma das 25 agências especializadas, fundos e programas da ONU que atuam no Brasil.Confira dez destaques de 2025:10 anos da Livres & Iguais no BrasilFundo Brasil-ONU para a Amazônia em açãoJovens indígenas ocupam redes da @ONUBrasilApoio aos BRICSPreparação da COP30Brasil fora do Mapa da Fome80 anos da ONUONU Brasil na COP30Revisão de meio termo do Marco de CooperaçãoEliminação da transmissão vertical do HIVMarco de CooperaçãoAssinado em 2023 com o Estado brasileiro, o Marco de Cooperação é o principal documento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações da ONU no país. Ele organiza o trabalho das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas com atuação no país em torno de cinco eixos temáticos:Transformação Econômica para o Desenvolvimento SustentávelInclusão Social para o Desenvolvimento SustentávelMeio Ambiente e Mudança do Clima para o Desenvolvimento SustentávelGovernança e Capacidades InstitucionaisRelação das Ações Humanitárias e de Desenvolvimento Sustentável Para saber mais, leia aqui o relatório completo e siga @onubrasil nas redes!Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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História
07 agosto 2026
“A luta indígena é a luta de todos”
Aos 53 anos, Alida se reconhece, com firmeza, como uma liderança indígena Warao.“Hoje sou uma líder de verdade. E não é porque sou boa, mas porque faço acontecer. Líder é a pessoa que trabalha, que está a frente da batalha”, explica. Mas a história de Alida prova que ela é uma liderança há muito tempo. A filha de cacique é mãe de três filhos e formada em pedagogia. Atualmente, ocupa a posição de vice-presidente do Conselho Indígena Najakara Mooru (Cinamo) organização representativa do povo indígena com sede na comunidade Warao a Janoko no município de Cantá, Roraima. Antes disso, já liderava grupos de mulheres indígenas nos abrigos onde viveu em Pacaraima e Boa Vista. “Me sinto muito contente de estar à frente de uma associação civil de comunidades indígenas onde se encontram dois povos diferentes da Venezuela, Kari’ñas e Warao, cada um com seus costumes. O objetivo da associação é zelar pela segurança da comunidade em todos os espaços: na educação, moradia, saúde”, relata.Em 2019, mesmo ano em que Alida ingressou no Brasil, dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) mostravam que mais de 2,5 mil indígenas vieram da Venezuela em busca de proteção. Hoje em dia já são mais de 13.960 mil pessoas indígenas venezuelanas no país, de acordo com dados de março de 2026 extraídos do proGres, sistema do ACNUR voltado ao registro e à gestão de casos. Na comunidade Warao a Janoko estão cerca de 150 pessoas de 28 famílias. Localizada a 35 quilômetros de Boa Vista (RR), conta com uma casa cultural, energia elétrica e banheiros. O ACNUR tem apoiado a comunidade por meio de um projeto de autoconstrução de casas. A comunidade se estabeleceu por esforço próprio na região e está, atualmente, trabalhando junto com a Prefeitura do Cantá, governo do estado de Roraima e o ACNUR para fazer parte da rota de turismo da região. “A esperança é o movimento que impulsiona a vida. Meu sonho é ter uma comunidade organizada, com boas casas e com todos os serviços necessários. Que cada pessoa dê sua contribuição e impulsione o empreendimento voltado para o turismo, e que também o governo perceba isso. Nós, povos indígenas, somos trabalhadores e continuaremos sendo. Somos verdadeiros guerreiros neste país”, afirma Alida. Segundo a líder, a comunidade está organizada em grupos que compartilham seus saberes ancestrais: cultura, contação de histórias, dança e interculturalidade por meio das línguas. A comunidade fala Warao, Kari’ña e espanhol, além de conhecimentos básicos de português.Na luta por reconhecimento, direitos e inclusão em políticas públicasEm abril de 2026, Alida e outras lideranças Taurepang, Warao e Kari’ña representaram suas etnias e comunidades na maior mobilização dos povos indígenas do país, o Acampamento Terra Livre, em Brasília. Em articulação conjunta, o ACNUR e a Agência da ONU para Migrações (OIM) apoiaram a comitiva composta por 16 pessoas indígenas refugiadas e migrantes que se deslocaram dos municípios de Pacaraima e Cantá (RR), Manaus (AM), Belém e Ananindeua (PA) para a capital federal. Durante uma semana, as lideranças tiveram a oportunidade de participar de agendas e discussões políticas sobre seus direitos e se uniram às marchas com sete mil indígenas de todas as regiões brasileiras. “Estou muito feliz por participar do ATL pela segunda vez. Nesse espaço, tive a oportunidade de participar de reuniões muito importantes com povos indígenas, representantes de direitos humanos e advogados. A questão da educação dos povos indígenas é uma das nossas bandeiras, e queremos continuar essa luta para o futuro”, explica.Alida e outras mulheres indígenas Warao e Kari’ña participaram também do encontro Diálogos Fundo Brasil ONU: Rede Brasileira dos Povos Originários das Reservas da Biosfera e Sociobiodiversidade, organizado pela Unesco, com foco na valorização cultural e linguística a partir da produção de materiais educativos em dialetos indígenas. Para Alida, participar em debates e espaços como estes são oportunidades de reconhecimento e inclusão da população indígena venezuelana nas políticas públicas brasileiras por todas as esferas de governo. “A luta indígena é a luta de todos. Espero que os indígenas venezuelanos sejam incluídos, e que não nos vejam como indígenas de outro país ou indígenas estrangeiros, mas sim como povos indígenas da América Latina que convivem com a mesma realidade e enfrentam os mesmos desafios.”A participação de Alida e dos demais indígenas venezuelanos no Acampamento Terra Livre contou com apoio do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia - uma iniciativa das Nações Unidas no Brasil, Consórcio Amazônia Legal, Governo do Brasil e financiamento do Governo do Canadá. A participação de Alida e dos demais indígenas venezuelanos no Acampamento Terra Livre contou com apoio do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia - uma iniciativa das Nações Unidas no Brasil, Consórcio Amazônia Legal, Governo do Brasil e financiamento do Governo do Canadá.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse a página do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.
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História
04 agosto 2026
“O objetivo principal de preservar a história é não repeti-la”
Selecionada pelo Fundo de Jovens Líderes das Nações Unidas, Ana Carolliny, estudante da Universidade Federal de Goiás, viajou ao Japão em visita de estudos sobre memória e desarmamento nuclear. Entre museus, testemunhos e eventos, ela descobriu na sensibilidade e na escuta alguns dos principais aprendizados da experiência. Do on-line ao Japão: troca intercultural e a escutaEstudante de Relações Internacionais na Universidade Federal de Goiás (UFG), Ana Carolliny Melo ainda não tinha uma trajetória consolidada na área do desarmamento nuclear. Ao conhecer o Fundo de Jovens Líderes (YLF), no entanto, logo conseguiu relacionar seu principal campo de estudo — a segurança internacional — à defesa de um mundo sem armas nucleares. A primeira etapa do programa consistiu em um treinamento on-line composto por módulos de e-learning, fóruns virtuais, oficinas e webinars ao vivo. “A fase do treinamento on-line foi um grande desafio, mas passou muito rápido e foi uma das partes de que mais gostei”, contou Ana Carolliny em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). Após a conclusão dessa etapa, 50 participantes de 39 países — entre eles Ana — embarcaram para uma viagem de estudos de seis dias ao Japão. Entre 29 de junho e 3 de julho de 2026, participaram de palestras e debates com as hibakusha (pessoas sobreviventes dos bombardeios atômicos), realizaram visitas a museus e espaços de memória e conheceram de perto a história de Hiroshima e Nagasaki. A visita de estudos integrou a segunda fase da edição de 2025-2026 do YLF, lançada em julho do ano passado. “O que mais me impactou emocionalmente foi, com certeza, escutar os depoimentos dos sobreviventes”, disse Ana Carolliny ao UNIC Rio. Como era sua primeira viagem internacional, Ana relata que a experiência também representou um grande desafio pessoal.“Fui para a viagem um pouco insegura. Foi a primeira vez que saí do Brasil. Eu estava bem nervosa e questionando muito meu inglês”, lembra.Ao chegar ao Japão, porém, ela conta que foi acolhida pelas amizades que fez com jovens participantes vindos de diferentes culturas e realidades. Para Ana, as trocas interculturais foram um dos aspectos mais enriquecedores da missão de estudos da ONU, permitindo conhecer perspectivas distintas e aprender com países que enfrentam desafios muito diferentes dos vividos no Brasil.“É você se despir de tudo o que você achou que sabia e perceber que o mundo é muito diferente. Eu tenho tanto a aprender, eu tenho tanto a andar. O mundo é muito grande. Foi isso o que mais abriu meu olhar para genuinamente entender que o mundo vai além da minha própria percepção”, conta. Entre os encontros com as hibakusha, as visitas aos espaços de memória de Hiroshima e Nagasaki e o convívio com colegas de diferentes países, contextos e trajetórias, Ana destaca um aprendizado que considera central:“Ficamos com a mesma fome de escutar o outro. Eu acho que isso é o mais importante. Todo o conhecimento técnico é crucial, mas essa humanidade, sensibilidade e tato só a prática traz. E é isso o que eu mais prezo.”Memória e o papel da juventude“O objetivo principal de preservar a história é não repeti-la.”Para Ana, a juventude ocupa um papel essencial na preservação da memória dos sobreviventes e na defesa do desarmamento nuclear.“As pessoas sobreviventes, um dia, não estarão mais aqui. Justamente por isso que o programa trabalha com a juventude. Manter a voz das hibakusha viva, mesmo quando eles já não puderem contar suas próprias histórias”, afirma a jovem líder brasileira. Ao longo do programa do Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento (ODA), as pessoas jovens participantes são incentivados a refletir sobre os desafios relacionados ao desarmamento nuclear e compreender como esse debate se aplica às diferentes realidades de seus países. A partir das redes sociais e da construção de narrativas, os jovens tornam-se multiplicadores da defesa de um mundo livre de armas nucleares.“O principal papel, como jovens, que podemos ter é pressionar e questionar. Mas também nos educarmos para que, quando chegarmos às posições de tomada de decisão, não cometamos os mesmos erros do passado.” Brasil: como o país pode contribuir?Para Ana, a tradição pacifista da política externa brasileira coloca o país em posição estratégica na defesa do desarmamento nuclear global. Como uma importante força econômica e diplomática, especialmente na América Latina, o Brasil tem condições de contribuir para fortalecer esse debate e ampliar a cooperação internacional sobre o tema.“São decisões que afetam todo mundo. É muito importante lutarmos pelo desarmamento em países que possuem armas nucleares. Mas é igualmente importante mantermos os países que não têm, nessa condição. Não podemos pegar um problema gigante como esse e torná-lo ainda maior.”Mais do que evitar novas tragédias, defender o desarmamento nuclear significa construir um mundo que não viva sob a ameaça permanente do uso dessas armas.“Cada um vai adaptar para sua realidade, mas saímos com uma lição em comum: precisamos parar as armas nucleares, agora.”Sobre o Fundo de Líderes Jovens por um Mundo Sem Armas NuclearesO Fundo de Líderes Jovens (Young Leaders Fund for a World Without Nuclear Weapons – YLF) é um programa de aprendizagem que busca capacitar jovens de 18 a 29 anos com conhecimentos, habilidades e redes de contato para liderar iniciativas em prol do desarmamento nuclear.A cada dois anos, até 2030, 100 participantes são selecionados para receber treinamento on-line sobre os princípios do desarmamento nuclear, da não proliferação e do controle de armas. Ao final dessa etapa, um grupo é escolhido para participar de uma viagem de estudos de uma semana a Hiroshima e Nagasaki.Durante a visita, os participantes conhecem a história das hibakusha, sobreviventes dos bombardeios atômicos que, há décadas, compartilham seus testemunhos e defendem a eliminação das armas nucleares. À medida que essa geração envelhece, torna-se cada vez mais importante garantir que suas histórias e seus apelos por um mundo sem armas nucleares sejam transmitidos às futuras gerações.“Tenho muita gratidão pelo projeto. Além de tudo o que ele faz pelos outros, penso no que ele fez por mim. Agregou em todos os aspectos da minha vida, e espero conseguir retribuir por meio do meu trabalho — não apenas pelo que fiz durante o programa, mas também pelo que continuarei fazendo ao longo da minha carreira.”Para saber mais, siga @unitednations_oda nas redes e visite a página #Youth4Disarmament, do Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento (ODA).
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História
03 agosto 2026
“Parecia que alguém finalmente tinha olhado para nós”
Longe das praias de cartão-postal do Rio de Janeiro, o município de São Gonçalo já foi conhecido como “Manchester fluminense” por sua concentração de indústrias pesadas. Aplicando metodologias do ONU-Habitat, o município localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro identificou bairros antes não atendidos, reorganizou equipes clínicas e ampliou o acesso à saúde, transformando a vida de famílias como a de Clarice Soares de Abreu.Clarice Soares de Abreu nasceu e cresceu no bairro de Tribobó. Embora uma rodovia movimentada corte o bairro ao meio, a região também faz fronteira com áreas ambientais protegidas. Pequenos comércios e indústrias à beira da estrada dividem espaço com calçadas estreitas e áreas residenciais que dão lugar a encostas com a biodiversidade da Mata Atlântica, onde o ritmo desacelera e o tempo parece passar de forma diferente. Clarice conhece seus vizinhos — em sua maioria idosos que vivem ali há décadas — e se sente segura em Tribobó. Mas essa tranquilidade também convive com a sensação de abandono de quem vive à margem da grande cidade. “É um lugar um pouco esquecido”, conta.Mãe solo, Clarice cria o filho Pedro, de 7 anos, diagnosticado com autismo e que necessita de atenção constante. Entre os cuidados em casa e o trabalho como assistente social em um município vizinho, onde atende famílias com crianças com autismo, ela vivia um paradoxo: o cuidado que oferecia aos outros não chegava à própria família, porque Tribobó permanecia fora do radar das autoridades de saúde de São Gonçalo — até que uma metodologia do ONU-Habitat apoiou literalmente a colocar o bairro no mapa.São Gonçalo divide a cidade em polos sanitários, subdivididos em microáreas de atendimento, e a ausência de limites claros para as áreas de cobertura fazia com que muitas famílias fossem praticamente invisíveis ao sistema de saúde. Na prática, isso dificultava o acesso ao cuidado contínuo de que Pedro precisava, incluindo consultas, acompanhamento e serviços preventivos. “A gente ficava indo de porta em porta tentando atendimento em bairros mais distantes, e ninguém queria atender porque diziam que não era a nossa área”, relembra Clarice. “Era como se a gente não estivesse em lugar nenhum.” No mapaO ponto de virada aconteceu no fim de 2025. Ana Carolina Souza Campos, agente comunitária de saúde, bateu à porta de Clarice e se apresentou como responsável pela área. A princípio, Clarice ficou confusa — ela havia passado anos encontrando obstáculos ao tentar descobrir quem era responsável pelos cuidados de saúde em Tribobó, e se eles precisam alcançar. Esse foi o desafio enfrentado pela Prefeitura de São Gonçalo: ao analisar a cobertura das equipes de saúde da família, foram identificadas áreas que não estavam vinculadas a nenhuma unidade de saúde, o que significava que moradores estavam sem atendimento regular. Com apoio do ONU-Habitat, o município reorganizou a forma como a Secretaria Municipal de Saúde mapeia as áreas atendidas pelas equipes da Estratégia de Saúde da Família, modelo nacional baseado em equipes multidisciplinares que atuam em territórios definidos.O processo foi apoiado por meio de um Laboratório Urbano – metodologia internacional desenvolvida pelo ONU-Habitat por meio da qual foram realizadas oficinas colaborativas com a administração municipal para fortalecer estratégias de mapeamento da Atenção Primária à Saúde. Essa etapa foi seguida por uma Avaliação de Necessidades de Capacitação em Contextos Urbanos, que fortaleceu mais de 40 servidoras e servidores municipais na coleta, análise e visualização de dados para planejar e implementar políticas públicas mais eficazes.O trabalho envolveu diferentes etapas, como o levantamento de dados existentes, a identificação de inconsistências, a capacitação de equipes e a delimitação de microáreas de cobertura em saúde. A partir dessa nova análise territorial, a Prefeitura redistribuiu equipes, redefiniu áreas de cobertura e iniciou o cadastramento das famílias. Como resultado, agentes comunitários de saúde como Ana Carolina passaram a atuar em territórios mais precisamente definidos, com rotas estabelecidas e acompanhamento contínuo das famílias cadastradas.Monitorando os avançosOs esforços de São Gonçalo não terminaram com o mapeamento das áreas sem cobertura de saúde. Outro passo dado foi a criação do Observatório de Fortalece São Gonçalo, uma plataforma baseada no Global Urban Monitoring Framework – guia do ONU-Habitat para apoiar atores urbanos a avaliar o progresso de cidades e áreas urbanas com metas e indicadores. Instituída por lei municipal, a plataforma reúne mais de 130 indicadores de diferentes setores e tornou possível acompanhar, ao longo do tempo, os impactos das intervenções realizadas. A capacidade de transformar dados em ação ajuda a garantir que políticas públicas não apenas cheguem às comunidades, mas permaneçam eficazes e conectadas às realidades locais.A história de Clarice reflete uma transformação mais ampla. Em cidades como São Gonçalo, fora dos grandes centros administrativos e marcadas por um rápido crescimento urbano, a adoção de sistemas estruturados de dados e monitoramento territorial ainda é recente. Diferentemente de grandes centros urbanos com mais recursos e maior capacidade técnica e institucional, municípios periféricos frequentemente enfrentam desafios para reunir informações sobre suas próprias populações. Ao combinar abordagens participativas com ferramentas de análise de dados, o município não apenas reorganizou seus serviços, mas também passou a enxergar com mais clareza seu território e as pessoas que sempre estiveram ali, mas viviam à margem dos serviços públicos.“Parecia que alguém finalmente tinha olhado para nós”Quando Ana Carolina apareceu, Clarice a reconheceu como moradora da região. Mas ela não estava ali como uma vizinha pedindo um favor. Sua presença uniformizada significava que os cuidados de saúde finalmente estavam chegando ao bairro — e com um rosto humano. Ana Carolina cadastrou Clarice no sistema de saúde, orientou sobre os serviços disponíveis e organizou os primeiros atendimentos de Pedro na unidade local. “Foi um momento de virada”, conta Clarice. “Parecia que alguém finalmente tinha olhado para nós.”Agora que a área foi oficialmente mapeada e incorporada ao sistema de saúde, a unidade local — que já existia no bairro, mas ainda não alcançava todas as famílias da região — passou a fazer parte da rotina de Clarice e de seus vizinhos, que retomaram cuidados antes adiados. Hoje, eles podem caminhar poucos minutos até consultas médicas, exames de rotina, vacinação e atendimento odontológico. Pedro também passou a receber acompanhamento mais contínuo, além de encaminhamentos para serviços especializados.“É um alívio saber que a gente pode contar com um posto de saúde perto de casa”, diz Clarice. “Eu me sinto mais cuidada, mais assistida.”Embora reconheça que ainda existem desafios em Tribobó, Clarice se sente mais confiante para planejar o futuro da família. Agora, quando pensa no futuro do filho, algo mudou. Ela imagina um lugar onde Pedro possa crescer com acesso garantido à saúde — e essa mudança começa com algo simples, mas essencial: estar no mapa.Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes!
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História
24 julho 2026
Haitiana empreende com culinária multicultural em Boa Vista
Foi no dia de seu aniversário que a haitiana Guerlande recebeu o diploma pela conclusão do curso de panificação junto ao projeto Mujeres Fuertes – ou Mulheres Fortes – que formava mais uma turma de empreendedoras na capital roraimense Boa Vista. O auditório do Senai estava cheio, outras 49 mulheres comemoravam a conquista após quatro meses de aulas teóricas e práticas sobre o universo do empreendedorismo gastronômico. Um dia antes de se formar, Guerlande e as colegas de curso preparavam os quitutes que seriam servidos na formatura. O trabalho em equipe rendeu um cardápio variado: bolos, salgados, doces, pasteis. A convivência com mulheres venezuelanas, fez com que a haitiana aprendesse a preparar as famosas “empanadas”, típicas da Venezuela. “Eu já vendo pastel e empanadas, tenho um carrinho. Meu plano é ter uma padaria para fazer salgados e doces. Quero alugar um local e ter meu negócio”, planeja.No curso oferecido pelo Senai como parte do projeto Mulheres Fortes, ela aprendeu também sobre técnicas de vendas, marketing e gestão de negócios. Do Haiti ao Brasil: uma história sendo escritaEm sua terra natal, Guerlande trabalhou em bares e restaurantes. Morava com os pais e as duas filhas. Ela comenta que a vida no país estava muito complicada e não podia seguir vivendo lá. “Para não perder minha vida no Haiti eu resolvi sair. As coisas estavam muito difíceis. Quando eu falo difícil, é difícil mesmo. Às vezes eu não conto tudo porque é muita tristeza que eu passei. Tenho marcas no meu corpo. É difícil falar”, compartilha. Guerlande chegou no Brasil em 2018, por Foz do Iguaçu, cidade que faz fronteira com a Argentina e o Paraguai. Conseguiu uma vaga de trabalho no Mato Grosso do Sul, em uma empresa do setor de alimentos. Na persistência de se estabilizar no país, ela se mudou para Chapecó (SC). Parte desta trajetória foi marcada por inúmeros episódios de violência que ela não gosta de relembrar. Apesar dos avanços em políticas para acolhimento e inclusão, o estudo Análise de dados secundários sobre a integração socioeconômica da população haitiana no Brasil, conduzido pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o ACNUR, indica que pessoas haitianas permanecem em situação de maior vulnerabilidade quando comparadas a outros grupos de refugiados, devido a barreiras como idioma, perfil socioeconômico, discriminação, xenofobia e racismo. “As condições de trabalho dessa população continuam marcadas por vulnerabilidades estruturais, incluindo rendimentos inferiores aos de outros refugiados, jornadas excessivas, ausência de pagamento de horas extras, barreiras linguísticas e episódios recorrentes de discriminação. O empreendedorismo tem sido um caminho para mulheres buscarem sua autonomia econômica, valendo-se de habilidades que são valorizadas no Brasil”, destaca o oficial de inclusão socioeconômica do ACNUR, Paulo Sérgio de Almeida. No oeste catarinense, Guerlande fez amizades venezuelanas e uma delas contou sobre a cidade de Boa Vista. Em 2025, decidiu se mudar com os filhos para o norte do Brasil.“Uma mulher me disse que se eu fosse para Boa Vista eu ia poder reconstruir a minha vida sozinha com meus filhos. Assim que cheguei, conheci o Serviço Jesuítas para Migrantes e Refugiados. Nunca vou me esquecer, me ajudaram muito. Acreditaram em mim. Diziam que sou uma pessoa muito forte e conseguiria seguir adiante. Ajudaram a colocar meu filho na escola, a conseguir o Bolsa Família, me matricularam em curso de português. Fizeram muito para mim”, conta.Depois dos primeiros passos de adaptação em Boa Vista, Guerlande também conheceu o projeto Mulheres Fortes, iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Instituto Hermanitos e Ministério Público do Trabalho (MPT-AM/RR), com apoio do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região.“Eu cheguei aqui em Boa Vista e muita coisa maravilhosa começou a acontecer para mim. Deus começou a abrir portas. Aqui conheci o ACNUR e o Hermanitos. E consegui um incentivo financeiro para meu negócio”, comemora. “A trajetória de Guerlande mostra que a inclusão socioeconômica acontece quando reconhecemos a coragem e a capacidade que cada mulher já possui. O Mulheres Fortes oferece formação, ferramentas e conexões para que mulheres refugiadas e migrantes possam transformar suas experiências em autonomia, renda e novas perspectivas para suas famílias. Ao mesmo tempo, o projeto cria redes de confiança entre mulheres de diferentes nacionalidades, fortalecendo a integração e a convivência nas comunidades onde vivem”, explica o diretor presidente do Instituto Hermanitos, Tulio Silva.“Eu nunca vou esquecer o Mulheres Fortes. Conheci muitas pessoas boas que estão perto de mim. Foi uma experiência muito boa para me fazer mais forte, dar conselhos. Foi maravilhoso para mim, aprendi muito. Na vida você pode ter dinheiro, mas sem conhecimento você não faz nada. Abriu minha cabeça, me deu sabedoria. Vai me levar longe”, projeta Guerlande.Além dos planos para o negócio, a haitiana quer se naturalizar brasileira junto aos dois filhos. A naturalização é o processo pelo qual uma pessoa nascida em outro país adquire voluntariamente a nacionalidade brasileira, desde que cumpra os requisitos previstos na legislação. “Meu plano é ser exitosa. Tenho fé que vou ficar aqui para ter minha casa própria, criar meus filhos, comprar meu carro. Quero fazer minha vida aqui em Boa Vista. Aqui é meu lugar. Tenho planos grandes”, celebra.Para saber mais, siga @acnurbrasil nas redes e visite a página do ACNUR no Brasil.
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História
10 julho 2026
“No Brasil há paz e posso trabalhar para seguir em frente na vida”
Enquanto aguarda o embarque, Kenny Rebolledo observa uma rotina que conhece bem. Durante mais de um ano, acompanhou pessoas surdas em cada etapa da interiorização. Agora, pela primeira vez, é ele quem segue nesse percurso, rumo a uma nova cidade onde pretende trabalhar, reconstruir sua vida e apoiar a família. Kenny Rebolledo, 38 anos, pessoa surda, nasceu em Ocumare del Tuy, no estado de Miranda, na Venezuela. Ainda adolescente, aos 15 anos, começou a aprender a língua de sinais com o apoio do primo, também surdo. Dois anos depois, já dominava a comunicação e participava ativamente da comunidade surda, incluindo atividades esportivas. Em fevereiro de 2024, tomou a decisão de sair da Venezuela. Atravessou a fronteira e chegou ao Brasil poucos dias depois.“No Brasil há paz e posso trabalhar para seguir em frente na vida.” Como pessoa surda, o recomeço exigiu adaptação a uma nova língua de sinais e a um novo idioma. Usuário da Língua de Sinais Venezuelana (LSV), em apenas três meses, aprendeu também a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A partir disso, passou a se conectar com a comunidade surda local, frequentar espaços coletivos e reconstruir, com autonomia, sua rede no Brasil. No dia a dia, também utiliza recursos como a leitura labial para se comunicar em outros contextos. Foi nesse processo de adaptação e aproximação com a comunidade local que Kenny passou a atuar com a Agência da ONU para as Migrações (OIM). Apoiando pessoas surdas na Estratégia de Interiorização, participou do programa da Operação Acolhida que leva voluntariamente pessoas venezuelanas de Boa Vista para integração em outras cidades do Brasil. Na agência, durante mais de um ano, trabalhou como intérprete, auxiliando em entrevistas, orientações e no acesso à comunicação para outras pessoas surdas, utilizando a Língua de Sinais Venezuelana e Libras. Ao longo desse período, passou a conhecer de perto cada etapa do processo de interiorização, o mesmo que agora se prepara para vivenciar. “Muitas pessoas não sabem português nem Libras, então eu ajudava”, conta. Mais do que um trabalho, foi uma experiência de troca, de escuta, de reconhecimento e de identificação com histórias que, muitas vezes, se pareciam com a sua. Atendido pelos colegas com quem costumava trabalhar, ele se despede de Roraima para iniciar seu processo de interiorização. O destino é Tijucas, estado de Santa Catarina, no sul do país, onde pretende começar uma nova etapa de vida. “Quero ajudar minha mãe, meu primo surdo… e seguir em frente”, diz. Ele conta que se sente ansioso, mas também confiante. Depois de mais de um ano vivendo em Roraima, acredita que aprendeu muito. Em seu novo caminho, quer trabalhar, se estabelecer e criar condições para apoiar sua família. Entre seus planos estão conseguir um emprego, ter sua própria casa para receber a família e construir novas relações. “Quero que seja um futuro com responsabilidade, esforço e esperança.” Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes e visite a página da OIM Brasil.
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Notícias
10 agosto 2026
Em Mauá (SP), ONU-Habitat fortalece a participação comunitária no planejamento urbano
Criar espaços de escuta, fortalecer vínculos de confiança e promover o envolvimento de quem vive no território são etapas fundamentais para planejar um processo de intervenção em um espaço urbano. Em Mauá (SP), esse é o ponto de partida da parceria entre o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a Prefeitura de Mauá, que desenvolve, desde janeiro, abordagens participativas para promover iniciativas de melhoria urbana junto à comunidade Chafick-Macuco. A iniciativa contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 da Agenda 2030 da ONU, que busca tornar as cidades e os assentamentos humanos mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Entre suas metas está o fortalecimento das capacidades para o planejamento e a gestão participativa dos territórios, reconhecendo que processos construídos com a participação da população favorecem políticas públicas mais efetivas e duradouras. Na prática, promover engajamento vai muito além da realização de reuniões. As metodologias desenvolvidas pelo ONU-Habitat incluem estratégias de mobilização comunitária, escuta ativa, comunicação territorial, mapeamento de lideranças locais e criação de canais permanentes de diálogo. O objetivo é garantir que diferentes grupos sociais possam contribuir com a identificação de desafios, potencialidades e prioridades para o território.No início do processo de mobilização, um dos desafios encontrados foi a dificuldade de articulação entre grupos locais, atrelado a uma baixa participação comunitária. Para superá-lo, foi necessária uma aproximação do cotidiano dos moradores: o Posto Territorial em Movimento é uma estratégia itinerante que passou a ocupar diferentes pontos do território, levando informação, orientação e escuta para locais de maior circulação da comunidade. A iniciativa já resultou em dezenas de atendimentos diretamente nas ruas da Chafick-Macuco. As ações também incluíram campanhas de mobilização porta a porta, distribuição de materiais informativos, articulação com lideranças comunitárias e organizações locais e a criação de um grupo de WhatsApp com mais de 50 moradores, além da realização de atividades junto a equipamentos públicos. Com esse conjunto de iniciativas, foi possível ampliar o alcance das informações e favorecer a participação de públicos que tradicionalmente ficam distantes das atividades de planejamento urbano.“Observamos um maior reconhecimento da equipe por parte dos moradores e uma relação de confiança que vem sendo construída gradualmente, refletida na maior aproximação da população com o projeto. É cada vez mais frequente a procura espontânea dos moradores para esclarecer dúvidas, apresentar demandas e contribuir com informações. Também percebemos uma participação mais qualificada nas atividades, com discussões voltadas não apenas aos problemas existentes, mas também à elaboração coletiva de soluções e à definição de prioridades para o futuro da Chafick-Macuco", destaca a analista de programas do ONU-Habitat, Edna Cunha. Quem mora na comunidade conta uma experiência parecida. "Ter a oportunidade de participar das decisões sobre o meu bairro faz muita diferença. Todo mundo lutando pelo mesmo objetivo, sabendo que as melhorias são para todos nós. E o que mais me chamou atenção, no meio disso tudo, foi a dedicação da equipe do ONU-Habitat em fazer esse trabalho acontecer”, destacou a moradora Tatiana Coelho.A atenção da equipe também é o que mais marca a moradora Luzineide Monteiro. “Ter uma equipe próxima, disposta a ouvir e orientar dá mais segurança para participar das reuniões e acompanhar o processo”, afirmou. Com isso, a comunidade tem adotado uma postura cada vez mais engajada, reflexo de um trabalho contínuo de aproximação – que vai se consolidar por meio de contribuições com o plano de ação, documento para orientar as futuras intervenções no território.Como propõe o ODS 11, construir cidades mais inclusivas, que reflitam melhor as necessidades locais, passa pela participação de quem vive o território. A experiência em Mauá tem demonstrado isso na prática, buscando garantir que a comunidade tenha voz ativa e seja o centro de todo o projeto de melhorias na Chafick-Macuco.
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07 agosto 2026
ONU promove direitos humanos durante Festival de Inverno no Rio de Janeiro
A ONU marcou presença no Festival de Inverno Rio com uma ativação dedicada aos direitos humanos, convidando o público a refletir sobre como esses direitos estão presentes no dia a dia de todas as pessoas: no acesso à educação, à saúde, à informação, à cultura e à água, além do direito de viver sem discriminação.Durante o Festival, o público pôde conhecer um pouco do trabalho da ONU e da sua atuação na promoção dos direitos humanos - através de um vídeo exibido no telão junto ao palco, um painel informativo e um espaço participativo, no qual as pessoas foram convidadas a escolher e fotografar palavras que representavam valores fundamentais dos direitos humanos. Direitos humanos: um compromisso permanente da ONUDesde sua criação, em 1945, a ONU atua para promover a paz, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos. A adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, consolidou princípios fundamentais que continuam guiando o trabalho das Nações Unidas e servindo de referência para governos, instituições e cidadãos em todo o mundo.Em um contexto global marcado por desafios como desigualdades, discriminação, conflitos e mudanças climáticas, a promoção dos direitos humanos permanece central para a construção de sociedades resilientes e sustentáveis.“O reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo” — Declaração Universal dos Direitos Humanos.A ONU mais próxima da sociedadeA presença das Nações Unidas no Festival de Inverno reforçou a importância do diálogo com diferentes públicos e espaços culturais, ampliando o conhecimento sobre o trabalho realizado pela ONU no Brasil e no mundo.“Participar de eventos culturais como o Festival de Inverno Rio é uma oportunidade valiosa para aproximar a ONU das pessoas e mostrar como os direitos humanos estão presentes no dia a dia de todos nós. A cultura tem um papel fundamental na promoção do diálogo, da diversidade e da inclusão, valores que estão no centro do trabalho das Nações Unidas”, explica o diretor interino do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Damian Cardona. Uma parceria que une cultura e informaçãoA presença da ONU no Festival de Inverno Rio é fruto de uma parceria com a PECK, que reforça o potencial da cultura como ferramenta de conscientização e transformação. Ao ocupar espaços de grande circulação e diálogo, a ONU busca ampliar o conhecimento do público sobre temas fundamentais para a construção de um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.Sustentabilidade e acessibilidade no FestivalO Festival de Inverno Rio é totalmente inclusivo e reforça sua responsabilidade socioambiental ao oferecer uma experiência acessível para o público PCD, com infraestrutura adaptada, equipe preparada e recursos que garantem conforto e autonomia em todos os espaços do evento.
O Festival também cumpre os 18 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), através da adoção de medidas concretas como a neutralização de carbono, gestão de resíduos, incentivo ao consumo consciente e a realização de ações de impacto social, como arrecadação de agasalhos.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes!
O Festival também cumpre os 18 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), através da adoção de medidas concretas como a neutralização de carbono, gestão de resíduos, incentivo ao consumo consciente e a realização de ações de impacto social, como arrecadação de agasalhos.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes!
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07 agosto 2026
FIDA reúne parceiros em Brasília para revisar carteira de projetos
O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), agência especializada das Nações Unidas dedicada ao desenvolvimento rural e à agricultura familiar, realizou nesta terça-feira (4), em Brasília, a segunda edição da Revisão da Carteira de Projetos do FIDA no Brasil. O encontro reuniu representantes do FIDA, do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), Ministério da Fazenda (MF) e Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), governos estaduais (Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Sergipe e Maranhão), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e equipes dos projetos financiados pelo Fundo para avaliar o andamento das operações, compartilhar experiências e fortalecer a coordenação institucional.A iniciativa consolida um espaço de diálogo entre o FIDA e seus principais parceiros nacionais para acompanhar a execução dos projetos, identificar desafios comuns e promover soluções conjuntas voltadas ao fortalecimento do desenvolvimento rural sustentável no país bem como identificar operações futuras.Presente desde 1980, o FIDA mantém uma atuação consolidada no Brasil, especialmente na região Nordeste, onde concentra investimentos superiores a US$ 1,1 bilhão. Atualmente, o Brasil abriga o quinto maior portfólio de projetos do FIDA no mundo e 40% da região da América Latina e Caribe. As operações apoiadas pelo Fundo promovem o fortalecimento da agricultura familiar, a segurança alimentar, a adaptação às mudanças climáticas, a gestão sustentável dos recursos naturais e a ampliação do acesso à água por meio de tecnologias sociais. Os projetos priorizam agricultores familiares e famílias rurais em situação de vulnerabilidade, com atenção especial às mulheres, aos jovens, aos Povos e Comunidades Tradicionais, às pessoas LGBTQIAPN+ e às pessoas com deficiência.Na abertura do evento, o diretor do FIDA no Brasil, Arnoud Hameleers, destacou a importância da revisão da carteira como instrumento de aprendizagem institucional.“Esta segunda edição da revisão de carteira confirma o amadurecimento do diálogo entre o FIDA e o Governo brasileiro. Mais do que acompanhar a execução de cada projeto individualmente, o formato de hoje nos permite trocar experiencias, olhar para os desafios comuns às nossas operações e construir soluções coletivas para o meio rural brasileiro.”Já o secretário de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do MPO, Antônio Negromonte Nascimento Junior , ressaltou:“A consolidação da revisão de carteira como um exercício regular reflete o compromisso pela modernização da gestão dos financiamentos externos. Reunir FIDA, mutuários e ministérios num mesmo espaço fortalece a transparência e a efetividade na execução dos projetos.”Durante a programação, o coordenador do Programa do FIDA no Brasil, Hardi Vieira, a Oficial de Programa, Florencia Alejandre e Justina Tellechea, consultora especialista em Tecnologia e Inovação, apresentaram um panorama da atuação do Fundo no país, destacando a evolução do portfólio, os principais resultados alcançados e as perspectivas para ampliar a escala e cooperação com o Governo Federal, os estados da União e bancos regionais de desenvolvimento. Ao longo do dia, foram discutidos projetos em diferentes estágios de implementação, incluindo o Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI); o Parceiros da Mata, na Bahia; - ambos em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); o CompensAÇÃO, no Sul da Bahia; o Projeto Amazônico de Gestão Sustentável (PAGES), no Maranhão; - ambos em parceria com o Governo da Alemanha; o Projeto Dom Helder Câmara III (PDHC III) no semiárido, coordenado pelo MDA;o Paulo Freire II (PPF II), no Ceará - em parceria com a Agência de Cooperação Internacional da Espanha (AECID); e o Sertão Vivo (PCRP), desenvolvido em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo Verde do Clima (GCF) e os estados do nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, e Sergipe). Também foi apresentado o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável da Paraíba (PROCASE II) e que está na iminência de entrar em vigor.Como principal novidade desta edição, a programação incluiu um Painel de Diálogo entre Projetos, reunindo representantes de todas as operações apoiadas pelo FIDA para debater temas transversais e desafios compartilhados. Entre os assuntos discutidos estiveram desembolso e execução financeira, aquisições, aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG), além da troca de lições aprendidas e boas práticas entre os projetos.Esta edição foi realizada em paralelo com outras atividades do FIDA entre as quais a revisão anual do Marco Estratégico do FIDA no País (COSOP) em vigor de 2024 a 2030 e a primeira reunião do Fórum Gestor do Projeto Sertão Vivo (PCRP). A primeira edição da Revisão da Carteira foi realizada em setembro de 2025, em formato híbrido, a partir da Casa da ONU, em Brasília. O encontro reuniu representantes do FIDA, da Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do MPO e gestores estaduais dos projetos apoiados pelo Fundo. A realização da segunda edição reafirma o compromisso das instituições parceiras com o fortalecimento da governança, da transparência e da efetividade das operações financiadas pelo FIDA no Brasil.Para saber mais, siga @ifad_org nas redes e acesse a página do FIDA para o Brasil.
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06 agosto 2026
Brasil, União Europeia e UNODC se unem contra o aliciamento de crianças e adolescentes por grupos criminosos
O Brasil, a União Europeia e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) instituíram formalmente nesta quarta-feira (05/08), em Brasília - DF, os Comitês Diretivo e Técnico do projeto Protegendo Futuros, marcando um passo decisivo para prevenir e responder ao aliciamento e à exploração de crianças e adolescentes por grupos armados e criminosos. Reunidos pela primeira vez, os comitês validaram um conjunto de prioridades estratégicas para o primeiro ano de implementação do projeto.De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 2.079 crianças e adolescentes de 0 a 17 anos foram vítimas de mortes violentas intencionais no Brasil em 2025. Evidências indicam que grupos criminosos têm recrutado cada vez mais crianças e adolescentes por meio de ambientes on-line, incluindo canais de comunicação criptografados e plataformas digitais.As principais ações previstas no roteiro do primeiro ano do projeto são:Estudo de pesquisa nacional sobre as trajetórias de adolescentes no sistema socioeducativo. Revisão técnica de marcos legais e de políticas públicas. Oficinas de capacitação multissetorial para profissionais dos setores social, de educação, de justiça e de segurança pública. Iniciativas de prevenção de base comunitária.Para isso, vão atuar em conjunto representantes de instituições de justiça, segurança pública e proteção à criança, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa, entidades das Nações Unidas e o Comitê de Participação de Adolescentes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA). Crianças e adolescentes em todo o mundo estão cada vez mais expostos a crimes e violência, incluindo aliciamento e exploração por grupos armados e criminosos. O UNODC apoia mais de 60 Estados-membros na prevenção e no enfrentamento à violência contra crianças desde o lançamento de seu Programa Global para Acabar com a Violência contra Crianças. No Brasil, grupos criminosos organizados que atuam de forma transnacional arrastam crianças e adolescentes para ciclos de violência que afetam de forma desproporcional as comunidades mais vulneráveis do país. Evidências indicam que grupos criminosos têm recrutado cada vez mais crianças e adolescentes por meio de ambientes on-line, incluindo canais de comunicação criptografados e plataformas digitais.Nesse contexto, o Brasil, em parceria com a União Europeia e o UNODC, lançou o Protegendo Futuros, um projeto de três anos concebido para prevenir e responder ao aliciamento e à exploração de crianças e adolescentes por grupos armados e criminosos. Por meio de uma abordagem integrada que combina prevenção, justiça sensível à criança, reabilitação e reintegração, a iniciativa enfrenta tanto as causas profundas do aliciamento quanto as necessidades das pessoas afetadas, e reconhece que crianças não ingressam em grupos armados e criminosos voluntariamente, devendo ser tratadas, antes de tudo, como vítimas.O Comitê Diretivo foi concebido para subsidiar a tomada de decisões estratégicas e orientar a implementação do projeto, com discussões baseadas em boas práticas internacionais e focadas em questões centrais, entre elas: Principais fatores determinantes e vulnerabilidades que expõem crianças e adolescentes ao risco. Abordagens de prevenção e intervenções de base comunitária com maior efetividade comprovada. Lacunas e oportunidades nas respostas institucionais para fortalecer a proteção, a reabilitação, a reintegração e o acesso à justiça.Essa abordagem em fases tem como objetivo construir uma base de evidências sólida, fortalecer as capacidades institucionais e comunitárias e lançar as bases para intervenções mais direcionadas e sustentáveis. Ao priorizar essas frentes, o projeto busca maximizar o impacto já nas etapas iniciais, ao mesmo tempo em que garante que as ações futuras permaneçam responsivas às evidências emergentes, às necessidades identificadas e aos contextos locais.O projeto Protegendo Futuros: Prevenindo e Respondendo à Violência contra Crianças por Grupos Criminosos está enraizado na cooperação de longa data e de confiança entre o Governo do Brasil, a União Europeia e o UNODC, e foi concebido para se apoiar na liderança e na expertise reconhecidas do Brasil nessa área. A parceria vai potencializar a ampla experiência do país e as boas práticas de condução nacional na proteção de crianças e no enfrentamento ao crime organizado transnacional, ao mesmo tempo em que abre oportunidades para que as conquistas expressivas do Brasil sejam destacadas no cenário internacional.O projeto conta com o apoio da União Europeia por meio do serviço de Instrumentos de Política Externa (FPI) da Comissão Europeia.Para mais informações, siga @unodcprt nas redes e acesse a página do UNODC no Brasil. Contato para a imprensa:Bruno Fortuna, Assessor de Comunicação, Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC): unodc-brazil.comunicacao@un.org
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Notícias
05 agosto 2026
34 municípios do RJ recebem oficinas participativas para Planos de Ação Climática
Trinta e quatro municípios do Rio de Janeiro irão receber entre 5 de agosto e 11 de setembro, o primeiro ciclo de oficinas participativas para subsidiar o diagnóstico da elaboração dos Planos Locais de Ação Climática (PLACs) em 34 municípios das sete regiões hidrográficas do estado do Rio de Janeiro.
Os planos vão contribuir para um planejamento específico para redução dos impactos das mudanças do clima voltados para cada território, levando em consideração suas características locais.As ações são realizadas em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o ICLEI.As oficinas vão incentivar o diálogo entre participantes sobre os impactos da mudança do clima em seus territórios, identificando vulnerabilidades, desafios e prioridades locais. As contribuições levantadas vão integrar diagnósticos climáticos municipais, que servirão de base para o segundo ciclo de oficinas participativas. Previsto para novembro de 2026, o novo ciclo vai discutir estratégias e prioridades para a elaboração dos 34 Planos Locais de Ação Climática. A conclusão dos planos está prevista para 2027.Os 34 municípios contemplados são: Angra dos Reis, Araruama, Barra do Piraí, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jardim, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Paraíba do Sul, Paraty, Petrópolis, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio Claro, São Gonçalo, Sapucaia, Seropédica, Silva Jardim, Tanguá, Teresópolis, Três Rios, Valença e Volta Redonda.As oficinas serão abertas para a população local. Para participar, entre em contato com o ponto focal do seu município. Confira as datas, os locais e os contatos de cada oficina: tinyurl.com/34PLACsRJ.
Metodologia dos PLACs
A elaboração dos Planos Locais de Ação Climática tem como principal referência a ferramenta City Resilience Action Planning – Planejamento de Ações para Resiliência Urbana, em tradução livre (CityRAP), desenvolvida pelo ONU-Habitat e pelo Centro Técnico Sub-Regional para Gestão de Riscos de Desastres, Sustentabilidade e Resiliência Urbana (DiMSUR) para apoiar municípios na construção participativa de estratégias de resiliência urbana. A metodologia oferece um passo a passo para integrar a participação popular ao planejamento climático local por meio de capacitações, exercícios e atividades colaborativas estruturadas em cinco pilares do planejamento para a resiliência:Governança urbana e participação social;Planejamento urbano e meio ambiente;Infraestrutura resiliente e serviços básicos;Economia urbana, finanças e sociedade;Gestão de riscos de desastres.A construção dos planos envolve a participação de profissionais de diferentes setores da sociedade e de secretarias municipais, como gestão pública, fazenda, educação, cultura, saúde, infraestrutura, habitação, mobilidade, segurança pública, defesa civil, turismo, agricultura, biodiversidade e ecossistemas, dentre outros. A diversidade de conhecimentos e experiências contribui para a elaboração de planos mais abrangentes, viáveis e alinhados às necessidades locais, fortalecendo sua implementação integrada e participativa.“O CityRAP é uma excelente ferramenta que apoia o planejamento climático especialmente de cidades de pequeno e médio porte. Seu passo a passo pode ser replicado para diferentes realidades, e utilizado por pessoas de diferentes áreas. Esperamos um papel ativo dos municípios na construção dessa agenda transversal, para que os planos reflitam as especificidades territoriais, as oportunidades e os desafios de cada localidade”, ressalta a Chefe do Escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes.Cada município conta com dois pontos focais responsáveis por coordenar a implementação da metodologia CityRAP em nível local, apoiar a coleta e análise de dados, a elaboração e validação dos produtos técnicos, e por mobilizar atores estratégicos e incentivar o engajamento das comunidades ao longo do processo de elaboração dos PLACs. A ponto focal de Barra do Piraí (RJ) e diretora de licenciamento e gestão ambiental da Secretaria Municipal do Ambiente e Sustentabilidade, Elis de Souza Pinto, espera que a movimentação para a criação do Plano de Ação Climática fortaleça a resiliência da sua cidade."A elaboração do Plano representa uma oportunidade estratégica para consolidar ações de prevenção, adaptação e resposta, com base nas necessidades e características locais. Nossa expectativa é que esse instrumento contribua para o fortalecimento da resiliência do município e para a construção de soluções mais eficazes diante dos impactos causados pelas mudanças climáticas”, diz.Contatos para imprensa: Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)Ludmilla Balduíno (ludmilla.balduino@un.org)
Os planos vão contribuir para um planejamento específico para redução dos impactos das mudanças do clima voltados para cada território, levando em consideração suas características locais.As ações são realizadas em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o ICLEI.As oficinas vão incentivar o diálogo entre participantes sobre os impactos da mudança do clima em seus territórios, identificando vulnerabilidades, desafios e prioridades locais. As contribuições levantadas vão integrar diagnósticos climáticos municipais, que servirão de base para o segundo ciclo de oficinas participativas. Previsto para novembro de 2026, o novo ciclo vai discutir estratégias e prioridades para a elaboração dos 34 Planos Locais de Ação Climática. A conclusão dos planos está prevista para 2027.Os 34 municípios contemplados são: Angra dos Reis, Araruama, Barra do Piraí, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jardim, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Paraíba do Sul, Paraty, Petrópolis, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio Claro, São Gonçalo, Sapucaia, Seropédica, Silva Jardim, Tanguá, Teresópolis, Três Rios, Valença e Volta Redonda.As oficinas serão abertas para a população local. Para participar, entre em contato com o ponto focal do seu município. Confira as datas, os locais e os contatos de cada oficina: tinyurl.com/34PLACsRJ.
Metodologia dos PLACs
A elaboração dos Planos Locais de Ação Climática tem como principal referência a ferramenta City Resilience Action Planning – Planejamento de Ações para Resiliência Urbana, em tradução livre (CityRAP), desenvolvida pelo ONU-Habitat e pelo Centro Técnico Sub-Regional para Gestão de Riscos de Desastres, Sustentabilidade e Resiliência Urbana (DiMSUR) para apoiar municípios na construção participativa de estratégias de resiliência urbana. A metodologia oferece um passo a passo para integrar a participação popular ao planejamento climático local por meio de capacitações, exercícios e atividades colaborativas estruturadas em cinco pilares do planejamento para a resiliência:Governança urbana e participação social;Planejamento urbano e meio ambiente;Infraestrutura resiliente e serviços básicos;Economia urbana, finanças e sociedade;Gestão de riscos de desastres.A construção dos planos envolve a participação de profissionais de diferentes setores da sociedade e de secretarias municipais, como gestão pública, fazenda, educação, cultura, saúde, infraestrutura, habitação, mobilidade, segurança pública, defesa civil, turismo, agricultura, biodiversidade e ecossistemas, dentre outros. A diversidade de conhecimentos e experiências contribui para a elaboração de planos mais abrangentes, viáveis e alinhados às necessidades locais, fortalecendo sua implementação integrada e participativa.“O CityRAP é uma excelente ferramenta que apoia o planejamento climático especialmente de cidades de pequeno e médio porte. Seu passo a passo pode ser replicado para diferentes realidades, e utilizado por pessoas de diferentes áreas. Esperamos um papel ativo dos municípios na construção dessa agenda transversal, para que os planos reflitam as especificidades territoriais, as oportunidades e os desafios de cada localidade”, ressalta a Chefe do Escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes.Cada município conta com dois pontos focais responsáveis por coordenar a implementação da metodologia CityRAP em nível local, apoiar a coleta e análise de dados, a elaboração e validação dos produtos técnicos, e por mobilizar atores estratégicos e incentivar o engajamento das comunidades ao longo do processo de elaboração dos PLACs. A ponto focal de Barra do Piraí (RJ) e diretora de licenciamento e gestão ambiental da Secretaria Municipal do Ambiente e Sustentabilidade, Elis de Souza Pinto, espera que a movimentação para a criação do Plano de Ação Climática fortaleça a resiliência da sua cidade."A elaboração do Plano representa uma oportunidade estratégica para consolidar ações de prevenção, adaptação e resposta, com base nas necessidades e características locais. Nossa expectativa é que esse instrumento contribua para o fortalecimento da resiliência do município e para a construção de soluções mais eficazes diante dos impactos causados pelas mudanças climáticas”, diz.Contatos para imprensa: Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)Ludmilla Balduíno (ludmilla.balduino@un.org)
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