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09 junho 2026
Brasil e Reino Unido avançam parceria em hidrogênio e descarbonização industrial
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09 junho 2026
União voluntária mobiliza municípios do Rio e ONU-Habitat em prol da Agenda 2030
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09 junho 2026
Guterres: “As pessoas precisam ver o multilateralismo em ação”
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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06 junho 2026
Igor Garafulic assume como coordenador residente da ONU no Brasil
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou o chileno Igor Garafulic como coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, com a aprovação do Governo brasileiro. Ele assumiu suas funções no dia 1º de junho.O Sr. Garafulic possui mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento internacional, política econômica, diálogo político e coordenação multilateral, adquirida por meio de cargos de liderança no Sistema das Nações Unidas e no serviço público em diversos países da América Latina e de outras regiões.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
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14 maio 2026
ONU Brasil lança Relatório Anual 2025
O recém-lançado Relatório Anual das Nações Unidas destaca os principais resultados alcançados pelo Sistema ONU no Brasil ao longo de 2025. Por meio de planejamento integrado, coordenação interagencial e investimentos catalisadores, as 25 entidades da ONU atuaram em parceria com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para promover o desenvolvimento sustentável do país, considerando as necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e a proteção do meio ambiente.Em um ano de muito destaque internacional para o Brasil, com a Cúpula dos BRICS e a realização da COP30 na Amazônia, a ONU trabalhou incessantemente para apoiar o país e ajudou na formulação, aperfeiçoamento e implementação de 85 políticas públicas, além de 18 instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2025 a ONU trabalhou em temas como direitos humanos, ação climática, combate à fome e à pobreza, comércio, justiça, prevenção de desastres e trabalho decente. Foram 338 iniciativas implementadas, às quais foram destinados US$ 213 milhões. Os benefícios alcançaram milhões de pessoas em todo o país. De acordo com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, “o ano de 2025 marcou a consolidação do Sistema das Nações Unidas no Brasil como um parceiro estratégico, coerente e de alto valor agregado para o país, em um contexto nacional e internacional de elevada complexidade”. O relatório anual ressalta, além dos resultados, os desafios, a execução financeira, os principais doadores e os 253 parceiros que trabalham junto com o Sistema ONU para que o Brasil avance na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Apresenta, ainda, as principais conquistas de cada uma das 25 agências especializadas, fundos e programas da ONU que atuam no Brasil.Confira dez destaques de 2025:10 anos da Livres & Iguais no BrasilFundo Brasil-ONU para a Amazônia em açãoJovens indígenas ocupam redes da @ONUBrasilApoio aos BRICSPreparação da COP30Brasil fora do Mapa da Fome80 anos da ONUONU Brasil na COP30Revisão de meio termo do Marco de CooperaçãoEliminação da transmissão vertical do HIVMarco de CooperaçãoAssinado em 2023 com o Estado brasileiro, o Marco de Cooperação é o principal documento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações da ONU no país. Ele organiza o trabalho das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas com atuação no país em torno de cinco eixos temáticos:Transformação Econômica para o Desenvolvimento SustentávelInclusão Social para o Desenvolvimento SustentávelMeio Ambiente e Mudança do Clima para o Desenvolvimento SustentávelGovernança e Capacidades InstitucionaisRelação das Ações Humanitárias e de Desenvolvimento Sustentável Para saber mais, leia aqui o relatório completo e siga @onubrasil nas redes!Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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02 junho 2026
FIDA lança Sertão Vivo com R$ 150 milhões para famílias rurais da Paraíba
O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) lançou, nesta segunda-feira (1º), o Projeto de Convivência com o Semiárido Rural da Paraíba (PCRP), conhecido como Projeto Sertão Vivo, durante cerimônia realizada na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa.
O evento coincidiu com a abertura oficial da Semana do Meio Ambiente do Estado da Paraíba, reforçando a conexão entre desenvolvimento rural sustentável, resiliência climática e conservação ambiental.O FIDA foi representado pelo diretor do FIDA para o Brasil, Arnoud Hameleers, e pelo coordenador de Programas do FIDA no Brasil, Hardi Vieira. A cerimônia reuniu o secretário da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade da Paraíba (SEMAS), Adroilzo Fonseca, e demais autoridades do Governo do Estado da Paraíba, parceiros institucionais, organizações da sociedade civil, lideranças rurais e famílias agricultoras beneficiárias do projeto. O Projeto Sertão Vivo na ParaíbaA Paraíba passa a integrar agora o conjunto de ações do Sertão Vivo, que já em implementação nos estados da Bahia, Ceará, Piauí e Sergipe, e representa R$ 1 bilhão de investimento e meta de alcançar 250 mil famílias rurais em toda a região Nordeste. A implementação do programa teve início no Ceará, em 2024, e vem sendo progressivamente ampliada pelo Semiárido brasileiro chegando agora na Paraíba. Na Paraíba, o Sertão Vivo estará voltado ao fortalecimento da resiliência climática, da conservação ambiental e da geração de renda para famílias rurais do Semiárido. Somente no estado, o projeto beneficiará aproximadamente 38 mil famílias em 157 municípios, com um volume total de R$ 150 milhões em investimentos, contribuindo para ampliar a segurança hídrica, alimentar e produtiva no meio rural.No estado, o projeto é liderado pela SEMAS, responsável pela coordenação da implementação em parceria com diferentes atores institucionais e territoriais.Entre os principais eixos de atuação estão a ampliação do acesso à água para uso produtivo, o fortalecimento da segurança alimentar e hídrica, a implementação de sistemas produtivos resilientes, incluindo práticas agroecológicas e de recuperação ambiental, o fortalecimento do cooperativismo e das cadeias produtivas locais, além da ampliação da assistência técnica para apoiar a profissionalização da agricultura familiar.O projeto também busca promover melhores condições de vida para mulheres, jovens, agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais, incluindo comunidades indígenas e quilombolas, por meio de ações que integrem adaptação às mudanças climáticas, conservação ambiental e inclusão produtiva.A execução do projeto se estende até 2031 e conta com cofinanciamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo Verde para o Clima (GCF).A iniciativa se juntará a outros dois projetos importantes do FIDA no estado: o Paraíba Rural Sustentável (PROCASE), que entrará na sua segunda fase, com investimentos de R$ 525 milhões e cofinanciado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que alcançara 60 mil famílias; e o Projeto Dom Helder Camara (PDHC) fase III em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e que no estado irá alcançar 12 mil famílias investindo R$ 100 milhões. O Sertão Vivo-Paraíba junto com o PROCASE e PDHC III representam um investimento total do FIDA no estado de aproximadamente R$ 775 milhões beneficiando mais de 100 mil famílias.
O Semiárido como território de oportunidadesEm sua fala de abertura, Arnoud Hameleers destacou que investir no Semiárido representa mais do que uma estratégia de política pública — trata-se de um compromisso com um futuro mais resiliente e inclusivo."O Semiárido brasileiro é um território de enorme potencial, com conhecimento acumulado ao longo de gerações e uma notável capacidade de inovação. Mas é também uma das regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas. Por isso, investir em resiliência, acesso à água, produção sustentável e inclusão produtiva não é uma escolha opcional — é um compromisso com o futuro." Arnoud Hameleers, Diretor do FIDA para o BrasilHameleers ressaltou que o projeto não separa desenvolvimento econômico de conservação ambiental, nem políticas públicas de protagonismo comunitário. "Falar de meio ambiente no Semiárido é, antes de tudo, falar de pessoas. É falar de famílias que cultivam a terra com sabedoria ancestral, de comunidades que aprenderam a conviver com a irregularidade das chuvas, de mulheres e jovens que constroem futuro em que outros enxergam apenas adversidade”, afirmou.Parcerias como pilar de transformaçãoO FIDA destacou a centralidade das parcerias para o sucesso da iniciativa. A articulação entre o Governo da Paraíba, o Governo Federal, organismos internacionais, instituições financeiras de desenvolvimento, organizações da sociedade civil, instituições técnicas e as próprias comunidades é considerada essencial para ampliar o alcance e a sustentabilidade dos resultados.O oficial de Programas do FIDA no Brasil, Hardi Vieira, destacou que o Sertão Vivo representa uma iniciativa estratégica para fortalecer a resiliência climática e ampliar oportunidades para as famílias rurais do Semiárido, além de aprofundar a parceria histórica do FIDA com a Paraíba, construída por meio de iniciativas como o Projeto Dom Hélder Câmara e o Projeto PROCASE.“O Sertão Vivo reforça a importância de investimentos que conectam sustentabilidade ambiental e geração de renda para famílias rurais, especialmente em contextos de alta vulnerabilidade climática. Isso será alcançado por meio de ações integradas que combinam assistência técnica, acesso à água, adoção de tecnologias sociais e apoio a atividades produtivas sustentáveis.” Hardi Vieira, Coordenador de Programas do FIDA no BrasilO FIDA no Brasil e no NordesteCom mais de 40 anos de atuação no Brasil, em parceria com governos estaduais e federal, organizações da sociedade civil, universidades e outros atores estratégicos, o FIDA consolidou-se como um dos principais organismos financeiros internacionais voltados ao desenvolvimento rural no Nordeste brasileiro. O Fundo apoia iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à ampliação do acesso à água e ao aumento da resiliência das comunidades rurais do Semiárido.Entre 2025 e 2030, o FIDA prevê ampliar significativamente seus investimentos no meio rural brasileiro, alcançando mais de USD 1,1 bilhão, com o objetivo de beneficiar aproximadamente 1 milhão de pessoas por meio de uma nova carteira de projetos de desenvolvimento."Que o lançamento do Projeto Sertão Vivo seja o marco de uma trajetória de resultados concretos — de mais água, mais renda e mais dignidade — para as famílias rurais deste estado. Que o Semiárido que emerge deste projeto seja um Semiárido mais próspero, mais sustentável e mais cheio de vida." Arnoud Hameleers, Diretor do FIDA para o BrasilSobre o FIDAO Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional voltada exclusivamente para a transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações do meio rural e em suas comunidades para promover segurança alimentar, prosperidade comum e estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros mantêm investimentos de aproximadamente USD 23 bilhões em projetos em curso que transformam economias rurais ao redor do mundo.Contato de imprensa:Justina Tellechea | j.tellechea@ifad.org Nota aos editores:O escritório regional do FIDA para a América Latina e o Caribe opera na Cidade do Panamá, de onde o Fundo lidera a gestão de programas de desenvolvimento rural, financiamento e apoio às comunidades rurais da região.Siga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X, YouTube Siga o FIDA no X en españolO FIDA é uma instituição financeira internacional e um organismo especializado das Nações Unidas, com sede em Roma, onde se encontra o mecanismo central das Nações Unidas para o setor de alimentação e agricultura. O Fundo investe nas populações rurais e, ao empoderar essas pessoas, contribui para a redução da pobreza, o aumento da segurança alimentar, a melhoria da nutrição e o fortalecimento de sua resiliência. Desde 1978, destinou mais de 25 bilhões de dólares americanos em doações e empréstimos em condições concessionais para financiar projetos em países em desenvolvimento.Na fototeca do FIDA, é possível explorar e baixar uma ampla seleção de fotografias que retratam o trabalho do FIDA junto às comunidades rurais.
O evento coincidiu com a abertura oficial da Semana do Meio Ambiente do Estado da Paraíba, reforçando a conexão entre desenvolvimento rural sustentável, resiliência climática e conservação ambiental.O FIDA foi representado pelo diretor do FIDA para o Brasil, Arnoud Hameleers, e pelo coordenador de Programas do FIDA no Brasil, Hardi Vieira. A cerimônia reuniu o secretário da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade da Paraíba (SEMAS), Adroilzo Fonseca, e demais autoridades do Governo do Estado da Paraíba, parceiros institucionais, organizações da sociedade civil, lideranças rurais e famílias agricultoras beneficiárias do projeto. O Projeto Sertão Vivo na ParaíbaA Paraíba passa a integrar agora o conjunto de ações do Sertão Vivo, que já em implementação nos estados da Bahia, Ceará, Piauí e Sergipe, e representa R$ 1 bilhão de investimento e meta de alcançar 250 mil famílias rurais em toda a região Nordeste. A implementação do programa teve início no Ceará, em 2024, e vem sendo progressivamente ampliada pelo Semiárido brasileiro chegando agora na Paraíba. Na Paraíba, o Sertão Vivo estará voltado ao fortalecimento da resiliência climática, da conservação ambiental e da geração de renda para famílias rurais do Semiárido. Somente no estado, o projeto beneficiará aproximadamente 38 mil famílias em 157 municípios, com um volume total de R$ 150 milhões em investimentos, contribuindo para ampliar a segurança hídrica, alimentar e produtiva no meio rural.No estado, o projeto é liderado pela SEMAS, responsável pela coordenação da implementação em parceria com diferentes atores institucionais e territoriais.Entre os principais eixos de atuação estão a ampliação do acesso à água para uso produtivo, o fortalecimento da segurança alimentar e hídrica, a implementação de sistemas produtivos resilientes, incluindo práticas agroecológicas e de recuperação ambiental, o fortalecimento do cooperativismo e das cadeias produtivas locais, além da ampliação da assistência técnica para apoiar a profissionalização da agricultura familiar.O projeto também busca promover melhores condições de vida para mulheres, jovens, agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais, incluindo comunidades indígenas e quilombolas, por meio de ações que integrem adaptação às mudanças climáticas, conservação ambiental e inclusão produtiva.A execução do projeto se estende até 2031 e conta com cofinanciamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo Verde para o Clima (GCF).A iniciativa se juntará a outros dois projetos importantes do FIDA no estado: o Paraíba Rural Sustentável (PROCASE), que entrará na sua segunda fase, com investimentos de R$ 525 milhões e cofinanciado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que alcançara 60 mil famílias; e o Projeto Dom Helder Camara (PDHC) fase III em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e que no estado irá alcançar 12 mil famílias investindo R$ 100 milhões. O Sertão Vivo-Paraíba junto com o PROCASE e PDHC III representam um investimento total do FIDA no estado de aproximadamente R$ 775 milhões beneficiando mais de 100 mil famílias.
O Semiárido como território de oportunidadesEm sua fala de abertura, Arnoud Hameleers destacou que investir no Semiárido representa mais do que uma estratégia de política pública — trata-se de um compromisso com um futuro mais resiliente e inclusivo."O Semiárido brasileiro é um território de enorme potencial, com conhecimento acumulado ao longo de gerações e uma notável capacidade de inovação. Mas é também uma das regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas. Por isso, investir em resiliência, acesso à água, produção sustentável e inclusão produtiva não é uma escolha opcional — é um compromisso com o futuro." Arnoud Hameleers, Diretor do FIDA para o BrasilHameleers ressaltou que o projeto não separa desenvolvimento econômico de conservação ambiental, nem políticas públicas de protagonismo comunitário. "Falar de meio ambiente no Semiárido é, antes de tudo, falar de pessoas. É falar de famílias que cultivam a terra com sabedoria ancestral, de comunidades que aprenderam a conviver com a irregularidade das chuvas, de mulheres e jovens que constroem futuro em que outros enxergam apenas adversidade”, afirmou.Parcerias como pilar de transformaçãoO FIDA destacou a centralidade das parcerias para o sucesso da iniciativa. A articulação entre o Governo da Paraíba, o Governo Federal, organismos internacionais, instituições financeiras de desenvolvimento, organizações da sociedade civil, instituições técnicas e as próprias comunidades é considerada essencial para ampliar o alcance e a sustentabilidade dos resultados.O oficial de Programas do FIDA no Brasil, Hardi Vieira, destacou que o Sertão Vivo representa uma iniciativa estratégica para fortalecer a resiliência climática e ampliar oportunidades para as famílias rurais do Semiárido, além de aprofundar a parceria histórica do FIDA com a Paraíba, construída por meio de iniciativas como o Projeto Dom Hélder Câmara e o Projeto PROCASE.“O Sertão Vivo reforça a importância de investimentos que conectam sustentabilidade ambiental e geração de renda para famílias rurais, especialmente em contextos de alta vulnerabilidade climática. Isso será alcançado por meio de ações integradas que combinam assistência técnica, acesso à água, adoção de tecnologias sociais e apoio a atividades produtivas sustentáveis.” Hardi Vieira, Coordenador de Programas do FIDA no BrasilO FIDA no Brasil e no NordesteCom mais de 40 anos de atuação no Brasil, em parceria com governos estaduais e federal, organizações da sociedade civil, universidades e outros atores estratégicos, o FIDA consolidou-se como um dos principais organismos financeiros internacionais voltados ao desenvolvimento rural no Nordeste brasileiro. O Fundo apoia iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à ampliação do acesso à água e ao aumento da resiliência das comunidades rurais do Semiárido.Entre 2025 e 2030, o FIDA prevê ampliar significativamente seus investimentos no meio rural brasileiro, alcançando mais de USD 1,1 bilhão, com o objetivo de beneficiar aproximadamente 1 milhão de pessoas por meio de uma nova carteira de projetos de desenvolvimento."Que o lançamento do Projeto Sertão Vivo seja o marco de uma trajetória de resultados concretos — de mais água, mais renda e mais dignidade — para as famílias rurais deste estado. Que o Semiárido que emerge deste projeto seja um Semiárido mais próspero, mais sustentável e mais cheio de vida." Arnoud Hameleers, Diretor do FIDA para o BrasilSobre o FIDAO Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional voltada exclusivamente para a transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações do meio rural e em suas comunidades para promover segurança alimentar, prosperidade comum e estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros mantêm investimentos de aproximadamente USD 23 bilhões em projetos em curso que transformam economias rurais ao redor do mundo.Contato de imprensa:Justina Tellechea | j.tellechea@ifad.org Nota aos editores:O escritório regional do FIDA para a América Latina e o Caribe opera na Cidade do Panamá, de onde o Fundo lidera a gestão de programas de desenvolvimento rural, financiamento e apoio às comunidades rurais da região.Siga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X, YouTube Siga o FIDA no X en españolO FIDA é uma instituição financeira internacional e um organismo especializado das Nações Unidas, com sede em Roma, onde se encontra o mecanismo central das Nações Unidas para o setor de alimentação e agricultura. O Fundo investe nas populações rurais e, ao empoderar essas pessoas, contribui para a redução da pobreza, o aumento da segurança alimentar, a melhoria da nutrição e o fortalecimento de sua resiliência. Desde 1978, destinou mais de 25 bilhões de dólares americanos em doações e empréstimos em condições concessionais para financiar projetos em países em desenvolvimento.Na fototeca do FIDA, é possível explorar e baixar uma ampla seleção de fotografias que retratam o trabalho do FIDA junto às comunidades rurais.
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27 maio 2026
Brasil alcança pela primeira vez patamar de muito alto desenvolvimento humano, aponta PNUD
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou, nesta terça-feira (26), novos dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil referentes ao período de 2012 a 2024. Pela primeira vez na série histórica, o país alcançou o patamar de muito alto desenvolvimento humano, atingindo índice de 0,805 em 2024 — o melhor nível já registrado pelo Brasil.Os dados fazem parte de uma nova edição do Radar IDHM, publicação que volta a ser divulgada após dez anos. O levantamento também marca os 30 anos do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano produzido no país e reforça a trajetória do PNUD na consolidação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento humano e à redução das desigualdades.Segundo o chefe do PNUD no Brasil, Claudio Providas, o resultado reflete décadas de investimentos e políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. “Não é um número insignificante. Representa décadas de investimento público, de políticas que prolongaram vidas, abriram as portas das escolas e colocaram renda nas mãos das pessoas. Isso merece ser reconhecido”, afirma.Desigualdades persistentes Apesar do avanço histórico, o relatório aponta que as desigualdades raciais, de gênero e regionais ainda permanecem significativas no país. Quando ajustado pela desigualdade, o IDHM brasileiro cai de 0,805 para 0,641, indicando que parte da população ainda vive distante da média nacional."O fato de o Brasil ter alcançado um IDH muito alto nos dá uma plataforma. A tarefa agora é não se contentar com a média. É usar essa plataforma para construir um sistema educacional à altura do momento — um sistema tecnologicamente fluente, informado sobre as questões climáticas e economicamente honesto sobre o que o futuro exige. A sociedade brasileira como um todo tem um papel decisivo no avanço do IDH, e o desenvolvimento humano não é produzido apenas pelo governo, embora ele tenha um papel fundamental. O relatório insiste muito na ideia de escolhas coletivas", destaca Providas.Quando analisados os recortes populacionais, o levantamento mostra que o IDH da população branca é de 0,851, acima da média nacional, enquanto o da população negra é de 0,774. Entre homens e mulheres, os indicadores também revelam disparidades, sobretudo quando considerado o IDHM ajustado pela renda do trabalho. O índice dos homens é de 0,802, enquanto o das mulheres é de 0,798.Os dados também revelam diferenças regionais expressivas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, um homem branco tem expectativa de vida média de 81 anos. Já no Amapá, um homem negro vive, em média, 73 anos. Em relação à renda, uma pessoa branca no Distrito Federal tem rendimento médio de R$ 1.987, enquanto uma pessoa negra no Maranhão registra média de R$ 446.Segundo a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, a economista Betina Barbosa, o crescimento do IDHM brasileiro está diretamente ligado aos avanços na educação, especialmente entre a população negra. “O desenvolvimento brasileiro não vai melhorar se não for um desenvolvimento inclusivo. Inclusão significa trazer para o conjunto de políticas públicas a população negra e as mulheres”, afirma.Fator educação O estudo aponta que a educação foi a dimensão que mais impulsionou o crescimento do IDHM brasileiro ao longo da série histórica. O relatório também associa parte desse avanço a políticas públicas de inclusão social e permanência escolar, como o Bolsa Família, que ajudou a ampliar a frequência escolar e reduzir o trabalho infantil.
“O Brasil atingiu sua melhor marca, mas agora entra em um novo ciclo de desenvolvimento. É um desafio de país maduro, que exige enfrentar desigualdades históricas de raça, gênero e renda”, acrescentou Betina Barbosa.Outro dado destacado pelo levantamento mostra que políticas públicas voltadas à inclusão social vêm contribuindo para reduzir desigualdades históricas. Em 2021, estimava-se que a população negra levaria 35 anos para alcançar o mesmo IDH da população branca. Em 2024, essa projeção caiu para 26 anos.O estudo também aponta os impactos da pandemia de Covid-19 sobre os indicadores sociais. Em 2020 e 2021, houve queda nos índices de desenvolvimento humano em todo o país, afetando especialmente longevidade, renda e educação. Segundo o PNUD, o Brasil ainda não recuperou completamente o ritmo de crescimento observado antes da crise sanitária.Acesse o relatório completo aqui. Informações para a imprensa: comunica.br@undp.org
“O Brasil atingiu sua melhor marca, mas agora entra em um novo ciclo de desenvolvimento. É um desafio de país maduro, que exige enfrentar desigualdades históricas de raça, gênero e renda”, acrescentou Betina Barbosa.Outro dado destacado pelo levantamento mostra que políticas públicas voltadas à inclusão social vêm contribuindo para reduzir desigualdades históricas. Em 2021, estimava-se que a população negra levaria 35 anos para alcançar o mesmo IDH da população branca. Em 2024, essa projeção caiu para 26 anos.O estudo também aponta os impactos da pandemia de Covid-19 sobre os indicadores sociais. Em 2020 e 2021, houve queda nos índices de desenvolvimento humano em todo o país, afetando especialmente longevidade, renda e educação. Segundo o PNUD, o Brasil ainda não recuperou completamente o ritmo de crescimento observado antes da crise sanitária.Acesse o relatório completo aqui. Informações para a imprensa: comunica.br@undp.org
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20 maio 2026
Festival de curtas da ONU convoca jovens a promover mudança social e diálogo intercultural
Destacando o poder da juventude como agente de mudança social, a Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) lançou a edição de 2026 do Concurso Internacional de Vídeos PLURAL+.O festival das Nações Unidas convida jovens produtores de vídeo de todo o mundo a inscreverem curtas-metragens que abordem questões sociais urgentes em três categorias de idade: até 12 anos13 a 17 anos18 a 25 anosEste ano, o PLURAL+ continuará a destacar os temas-chave de migração, diversidade e inclusão social, ao mesmo tempo em que destaca três categorias especiais com foco no combate à xenofobia e à discriminação, na promoção de narrativas responsáveis sobre migração e na promoção do diálogo intercultural e inter-religioso por meio do uso ético e responsável da Inteligência Artificial (IA).“Em um momento em que as narrativas podem dividir tanto quanto conectar, o PLURAL+ continua a oferecer uma plataforma única para que os jovens apresentem perspectivas que moldam a forma como compreendemos os desafios sociais contemporâneos e promovemos sociedades diversificadas”, afirmou o alto representante da UNAOC, Miguel Ángel Moratinos. “Por meio do PLURAL+, a UNAOC contribui para cultivar uma geração de contadores de histórias comprometidos com a promoção do diálogo e da compreensão. Suas vozes são essenciais para o avanço de nossa humanidade compartilhada”, acrescentou.Agora em sua 18ª edição, o PLURAL+ incentiva jovens de todo o mundo a usar formas inovadoras de contar histórias — seja por meio de ficção narrativa, documentário, animação ou qualquer outra forma — para desafiar estereótipos, promover o diálogo e defender a coesão social. Os vídeos inscritos devem ter o potencial de fazer o público refletir de maneira construtiva sobre questões sociais transversais relacionadas, entre outras coisas, à defesa dos direitos humanos, ao combate ao racismo e à discriminação, bem como à promoção do diálogo e da compreensão mútua. Como participar? O prazo para enviar vídeos para a 18ª edição do PLURAL+ é 30 de junho, às 18h (horário de Brasília). Os detalhes completos e os critérios de elegibilidade estão disponíveis aqui. Os vídeos devem ser submetidos através da página global do PLURAL+: https://pluralplus.unaoc.org/submit/ Premiação Três vídeos, um para cada uma das faixas etárias (até 12 anos; de 13 a 17 anos; e de 18 a 25 anos), receberão Distinções do Júri Internacional do PLURAL+ 2026.Além disso, a UNAOC concederá três Reconhecimentos Especiais este ano:Prêmio Especial de Reconhecimento pelo Combate à Xenofobia e à Discriminação, destinado a um vídeo que promova o respeito mútuo e destaque questões globais relacionadas à xenofobia e à discriminação. Isso inclui a discriminação com base na etnia, religião ou crença, incluindo o antissemitismo, a cristianofobia, a islamofobia e outras formas de intolerância contra outras religiões e crenças.Prêmio Especial de Narrativas Responsáveis sobre Migração será concedido a um vídeo que retrate esforços para combater a desinformação e informações falsas online que afetam migrantes, ao mesmo tempo em que promove a narrativa ética e a divulgação de informações precisas e baseadas em fatos, provenientes de fontes confiáveis.Prêmio Especial de IA para #OneHumanity será concedido a um vídeo que utilize o poder da Inteligência Artificial para promover o diálogo intercultural e inter-religioso, por meios éticos e responsáveis. Isso inclui explorar como a IA pode ser usada como uma força para o bem, a fim de promover narrativas digitais inclusivas e responsáveis, fortalecer a compreensão mútua e contribuir para um impacto social positivo.Os filmes selecionados serão exibidos na Cerimônia do PLURAL+ 2026 e transmitidos ao vivo pela UN Web TV e disponibilizados na página do PLURAL+. Durante a cerimônia de premiação, jovens cineastas terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos a um público global. Contatos para a imprensa: Doğan Aşık, Consultor de Parcerias Estratégicas, UNAOC: dogana@unops.org Carlos Fernández, Assistente Sênior de Apoio à Gestão de Projetos, UNAOC: carlosfe@unops.org
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História
21 maio 2026
“Eu me sinto muito honrada de ser brigadista”
Quando tinha 16 anos, Rosicleia Pereira encontrou apenas um lugar vazio onde antes havia sua casa. O fogo havia destruído tudo em um incêndio. “No dia em que eu cheguei, aquilo foi um baque tão grande para mim. A gente perdeu tudo e ficou só com a roupa do corpo”, conta.A cena, na comunidade quilombola do Povoado do Prata, no estado do Tocantins, ficou gravada na memória de Rosicleia e se transformou em um ponto de virada. Rosicleia e a irmã tornaram-se brigadistas florestais para proteger não só a própria casa, mas também a de outras famílias.“Isso me motivou a me tornar brigadista. Se na época eu fosse uma, tenho certeza que tínhamos feito muito para salvar nossa casa.”Com macacão, botas especiais, proteção facial e bomba costal para espalhar água, Rosicleia integra a equipe do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama), que reúne mais de 180 mulheres em todo o país, enfrentando o fogo, o calor e a fumaça na floresta. Ela diz que durante sua formação chegou a sofrer discriminação – “essa daí não passa, porque ela é mulher”. Rosicleia continuou acreditando e explica que, para exercer a profissão, não há distinção de gênero no uso dos equipamentos na brigada. “A gente usa tudo [que os homens usam]: bomba, se necessário, o abafador, o assoprador, tudo!”, diz.“Eu me sinto muito honrada de ser brigadista porque eu sei que eu, por menor que seja, consigo combater o fogo.”Além da atuação como brigadista, Rosicleia também é artesã, um ofício que aprendeu aos 13 anos, com a avó. Foi no convívio familiar e comunitário que desenvolveu o saber tradicional que hoje também é fonte de renda e sustento para sua família. Ela carrega com orgulho o pertencimento ao lugar onde nasceu e cresceu. É mãe de três filhos e vive cercada pela família: mãe, pai, avó e tios. Todos compartilham laços que dividem história, memória, saberes e a responsabilidade de cuidar do território.“É uma honra muito grande participar do território quilombola e ser chamada de Jalapoeira”.Para a brigadista, o desejo para o futuro é ver o Povoado do Prata com bastante água, com as matas preservadas e “uma brigada com muitas mulheres e homens, lutando juntos por uma causa só”, diz. A Agência da ONU para as Migrações (OIM), por meio do programa conjunto Resiliência nas Fronteiras da Amazônia, financiado pelo Fundo Fiduciário Multiparceiros para a Migração (MMPTF, na sigla em inglês), apoia o fortalecimento da resiliência de povos e comunidades tradicionais nas fronteiras da Amazônia, incorporando a perspectiva de gênero. O trabalho desenvolvido pela Organização contribui para redução de riscos, prevenção de deslocamentos por desastres e garantia de que todas as pessoas possam viver com segurança e dignidade em seus territórios, para que a migração seja sempre uma escolha, em linha com o objetivo do Pacto Global de Migração de minimizar os fatores adversos e os fatores estruturais que obrigam as pessoas a deixarem seus países de origem. Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes e acompanhe a página da OIM Brasil.
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História
21 maio 2026
“Resolvendo a habitação resolvemos 50% dos problemas – porque tudo começa na habitação”
Em meio às ilhas vulcânicas de Cabo Verde, arquipélago próximo à costa noroeste do continente africano, se encontra o município de São Domingos. Marcado por paisagens que vão das praias às montanhas, seus 14 mil habitantes vivem principalmente na zona rural, em atividades como agricultura e pesca. “É um povo resiliente e trabalhador. Existe esse sentimento de que qualquer pessoa, com qualquer rendimento, tem o poder de construir sua habitação, mesmo que seja com pouco”, conta o arquiteto e urbanista Marco Aurélio Furtado.Hoje com 36 anos, Marco é nascido em São Domingos, o segundo de quatro filhos. Ele cresceu em meio a uma comunidade vibrante e um ambiente familiar seguro, que compartilhava de um sonho: ampliar a casa, pequena para seis pessoas. Marco, que já tinha gosto por desenho, viu o projeto de ampliação da casa tomar forma – e, com ele, a vontade de cursar arquitetura e urbanismo. Foi quando fez do Brasil seu segundo lar. Em 2008, passou na Universidade Federal de Minas Gerais e morou cinco anos em Belo Horizonte. “O sonho de qualquer estudante em Cabo Verde era estudar na Europa ou no Brasil – mas o meu sempre foi o Brasil, pelo calor humano e pela proximidade das pessoas”, conta. Sua experiência foi marcada não apenas por um grande acolhimento, mas por observar, na prática, a extensão das semelhanças entre os dois países – da cultura aos desafios enfrentados em sua área de estudos. “A ligação que nós temos com o Brasil é surpreendente – os brasileiros às vezes não têm essa noção, mas temos um contato cultural direto”. Para ele, a única diferença entre o contexto brasileiro e sua terra natal era a escala dos problemas enfrentados. E com essa bagagem voltou a São Domingos para exercer a arquitetura. Em 2020, ele passou no concurso da Câmara Municipal de São Domingos – o equivalente cabo-verdiano das prefeituras brasileiras – e se tornou Diretor de Gabinete Técnico. No cargo, ele apoia o desenvolvimento de projetos de urbanismo, saneamento, obras de infraestrutura, espaços públicos e moradia. Na habitação, um dos desafios que enfrenta é a autoconstrução: pessoas que constroem ou reformam suas casas de modo improvisado, gerando problemas estruturais a longo prazo. Como arquiteto, ele hoje remonta ao fascínio com o projeto da casa dos pais para dar assistência técnica a projetos e orçamentos para pessoas de baixa renda, apoiando em pequenas obras como reforma dos telhados e ampliação das casas.Nesse contexto, um novo capítulo de troca com o Brasil se iniciou em 2024, por meio de uma cooperação técnica entre os dois países com o foco de contibuir para a redução do déficit habitacional em Cabo Verde: o Simetria Urbana, programa de cooperação Sul-Sul da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério de Relações Exteriores (MRE), desenvolvido em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), e com o Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação de Cabo Verde (MIOTH).Entre 2024 e 2025, o programa promoveu o intercâmbio de conhecimentos e a construção conjunta de soluções voltadas ao fortalecimento das políticas habitacionais e urbanas em Cabo Verde em eixos que abarcaram diferentes níveis de governo e instituições. No Brasil, se somaram ao projeto a Secretaria Nacional de Habitação e a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), a Fundação João Pinheiro (FJP) e a Caixa Econômica Federal (CAIXA). Do lado cabo-verdiano, além da Direção Geral da Habitação do MIOTH, participaram o Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT), a empresa pública Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH) e as Câmaras Municipais de São Domingos, São Miguel e Sal.Nesse período, foram realizadas três visitas da delegação brasileira a Cabo Verde e uma missão da delegação cabo-verdiana ao Brasil. Marco Aurélio acompanhou a iniciativa desde o princípio. Em julho de 2024, ele foi convidado pelo Governo de Cabo Verde para participar da primeira agenda no país, cujo objetivo era desenhar o escopo da cooperação. Na sequência dos trabalhos, em março de 2025, ele teve a oportunidade de voltar ao Brasil depois de 12 anos. Integrou a delegação que visitou uma série de municípios paulistas para conhecer boas práticas em temas como planejamento habitacional, trabalho social, gestão de condomínios e Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS).“Eu tinha muita vontade de regressar ao Brasil depois de tantos anos; fiquei muito honrado. Conhecer trabalhos em outros municípios foi a melhor parte. A meu ver, o Brasil tem uma das melhores políticas habitacionais do mundo, porque é muito bem estruturada. Foi surpreendente ver a capacidade de mobilização da população em tantas ações em contextos diferentes: em vários bairros, municípios, quilombos, mutirões”, ele explica. Na ocasião, ele também apresentou o cenário de seu município. “Houve uma troca com ganhos de ambas as partes em práticas que fizemos e precisam ser melhoradas”. Dentre as várias frentes do programa para apoiar o enfrentamento às questões de moradia, a principal contribuição para São Domingos foi o suporte no desenvolvimento do Plano Municipal de Habitação – um documento de planejamento voltado a endereçar os problemas de moradia locais por meio de um diagnóstico da situação existente e um plano de ações concretas. A iniciativa se conecta ao Plano Nacional de Habitação, de modo que a estrutura municipal dialogue com a nacional para atingir seus objetivos de forma integrada. Para isso, Marco Aurélio participou, entre abril e dezembro, de todas as sessões técnicas do projeto, voltadas a acompanhar o trabalho dos municípios participantes – São Domingos e São Miguel. Ele acompanhou de perto o desenvolvimento do plano, que tomou forma e é um dos resultados concretos do programa, finalizado em dezembro.Atualmente, o plano está em fase de aprimoramento. Posteriormente, ele passará por uma ampla consulta pública municipal, para que então seja homologado e vire um instrumento permanente de planejamento da cidade. Para o Ministério das Cidades, que acompanhou os municípios na elaboração dos planos, a cooperação com Cabo Verde mostrou como o diálogo entre países do Sul Global pode fortalecer soluções construídas a partir dos territórios. “O Brasil contribuiu compartilhando experiências calcadas na tradição municipalista e participativa que marcou o fortalecimento da agenda urbana e habitacional no país, como metodologias de levantamento de necessidades habitacionais e de planejamento local”, ressalta a coordenadora-geral de Assuntos Estratégicos da Secretaria Nacional de Habitação, Julia Lins Bittencourt. “A gente apoiou a construção dos diagnósticos habitacionais, a definição de prioridades e a organização do planejamento a partir do território. Os planos desenvolvidos são um passo importante para fortalecer o planejamento habitacional no nível municipal e criar base para a implementação de políticas mais estruturadas”, complementa a coordenadora-geral de Articulação e Planejamento da Secretaria Nacional de Periferias, Luana Alves de Melo. Para Marco, o plano aponta para um horizonte positivo, em que será possível acelerar soluções para promover a regularização fundiária e a assistência técnica para melhorar a qualidade das moradias na cidade: “Pela primeira vez o município de São Domingos está falando seriamente sobre habitação junto do governo. Temos muitos problemas ligados à habitação para serem resolvidos, e resolvendo a habitação resolvemos 50% dos problemas do município – porque tudo começa na habitação. Se uma pessoa tem uma moradia condigna, ela tem condições para fazer muitas outras coisas”. Além da discussão pelas soluções, o que também se acelerou por meio da cooperação foi a integração do tema da moradia entre os governos locais. Ele espera que muitas outras cooperações sigam sendo realizadas no país, sendo uma vitrine de Cabo Verde para o mundo e uma possibilidade de aprender com outras experiências.“Tudo que sou hoje é fruto da cooperação brasileira com Cabo Verde: estudei numa universidade brasileira e aprendi todo o conhecimento; voltei para contribuir para meu país e município; regressei em uma missão de tanta importância e recebi uma formação; voltei. Com isso, contribuí para um instrumento elaborado não pelos brasileiros mas com os brasileiros, um instrumento que nós próprios desenvolvemos, com DNA 100% cabo-verdiano. É um sentimento de muita gratidão, orgulho e alegria – e eu agradeço a cooperação brasileira por essa oportunidade”.Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes e acesse a publicação “Simetria Urbana - Cabo Verde: Resultados e Perspectivas da Cooperação Sul-Sul Trilateral”
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História
19 maio 2026
O clima e o mundo se encontram na Amazônia
Com o mundo reunido na COP30 em Belém, as Nações Unidas estiveram ao lado do Brasil para transformar a ambição climática em ação inclusiva e duradoura.O Brasil voltou a ocupar o centro da diplomacia climática global ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, no coração da Amazônia. Como líder nas discussões ambientais desde a Conferência Rio 92 – onde nasceu a Convenção-Quadro da ONU sobre Clima – o Brasil se comprometeu a fazer da COP30 muito mais do que um encontro: uma oportunidade decisiva para alinhar os compromissos globais com as realidades das populações mais afetadas pela crise climática.Há décadas, o país tem demonstrado que proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento podem caminhar juntos e tem levado essa visão para a arena internacional, ao se posicionar como forte defensor do desenvolvimento sustentável e da solidariedade global.Juntamente com o Governo do Brasil, a ONU trabalhou para que a COP30 fosse um momento de impulsionamento dos objetivos do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tornando a Conferência não apenas um momento de negociação, mas também de transformação. Esforço Integrado da ONUO Sistema ONU no Brasil prestou apoio abrangente ao Governo Brasileiro nos âmbitos político, programático, comunicacional, logístico e operacional.A ONU ofereceu assistência técnica à formulação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, o que garantiu que o país fosse um dos primeiros a apresentar seus compromissos e desse o exemplo a outros Estados-membros. Além disso, a ONU Brasil conduziu uma campanha nacional de comunicação para aumentar a conscientização sobre a COP30 e estimular a participação de públicos diversos.Nossas equipes locais também colaboraram com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima no Balanço Ético Global, contribuindo para a avaliação do progresso coletivo em ação climática. Paralelamente, a Maloca tornou COP30 mais inclusiva por meio de uma plataforma de participação remota que conectou pessoas de todo o mundo a Belém.Belém será lembrada como mais do que simplesmente a cidade-sede da COP30; será um símbolo do que é possível quando países, comunidades e instituições se unem para proteger nossa casa comum. A parceria entre o Brasil e as Nações Unidas reflete a crença compartilhada de que a ação climática não é apenas sobre proteger o planeta, mas também sobre garantir dignidade, oportunidade e esperança para todas as pessoas. As ações do Sistema ONU na COP30 foram guiadas por uma visão comum: a resposta à crise climática deve promover justiça social, igualdade de gênero e crescimento inclusivo. Entre as muitas atividades realizadas antes e durante a Conferência, estão:Organização do Pavilhão ONU BrasilOrganização do Hub de Ação Climática no Palácio do Itamaraty, no Rio de JaneiroLançamento da Declaração sobre Integridade da Informação sobre Mudança do ClimaMutirão Global contra o Calor ExtremoRealização da Quarta Reunião Ministerial sobre Urbanização e Mudança do ClimaOrganização do Cities and Regions HubLançamento do Plano Nacional de Proteção e Defesa CivilInclusão de princípios de trabalho decente no Programa de Trabalho para Transição Justa e na Meta Global de AdaptaçãoLançamento do GEO Brasil – Panorama Ambiental GlobalIntegração da mobilidade humana nos debates sobre adaptação, transição justa e perdas e danosInclusão de mulheres e meninas no centro das discussões climáticasApoio à participação de pessoas refugiadas em eventos de alto nívelOrganização da Mesa-redonda Ministerial de Alto Nível sobre Educação VerdePromoção de discussões sobre como os crimes que afetam o meio ambiente, como desmatamento ilegal e garimpo, enfraquecem ações climáticas e afetam comunidadesLançamento da Declaração de Belém sobre Industrialização VerdeApoio à Cidade das Juventudes, com jovens de 80 países que apresentaram a Carta da Juventude à COP30Realização dos Dias Temáticos do TurismoApresentação da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento SustentávelIntegração da temática do deslocamento forçado aos compromissos climáticosApoio à participação de 18 jovens delegadosAdvocacy pela ampliação da participação de agricultores familiares na arquitetura internacional de financiamento climáticoCoordenação do Pavilhão Casa Tradicional Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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História
18 maio 2026
“Nós, os povos das Nações Unidas”
2025 foi ano de celebrar os 80 anos de parceria do Brasil com as Nações Unidas para a promoção da paz, do desenvolvimento, da igualdade e dos direitos humanos. O Brasil teve um papel de liderança nas negociações internacionais que ergueram as Nações Unidas sobre as cinzas e a devastação da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).Desde então, a ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta. Para celebrar essas oito décadas de parceria, em todo o Brasil, celebramos, o Dia das Nações Unidas foi lembrado por pessoas e instituições que, junto com a ONU, defendem e lutam pela paz, pelos direitos humanos e pelo desenvolvimento sustentável, sem deixar ninguém para trás.Exposição de fotosO Ministério das Relações Exteriores e a ONU Brasil inauguraram, em 14 de outubro, a exposição “Construindo Nosso Futuro Juntos”, em alusão aos 80 anos de criação da Organização das Nações Unidas. A abertura ocorreu em solenidade realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, com a participação da vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, e a ministra substituta das Relações Exteriores, Embaixadora Maria Laura da Rocha.“A cooperação é o maior ato de coragem da humanidade. Agradeço ao governo do Brasil por tornar esta exposição possível; ela conta a história de como o mundo escolheu o multilateralismo,” afirmou a vice-chefe das Nações Unidas, Amina J. Mohammed no Palácio Itamaraty.“É com muita alegria que o Itamaraty abre suas portas para receber esse evento em celebração dos 80 anos da ONU,” disse a Embaixadora Maria Laura da Rocha na cerimônia de abertura da exposição. A exposição foi organizada pelo Escritório de Coordenação das Nações Unidas no Brasil e reuniu 80 fotos de duas mostras realizadas em Nova Iorque por ocasião dos 80 anos da ONU. A primeira parte apresentou 36 fotos históricas de “Revivendo o espírito de São Francisco”, exposição que resgatou os ideais que uniram a humanidade em seu momento mais sombrio. A segunda parte trouxe 32 fotos da exposição “Vidas compartilhadas, futuro compartilhado”, com imagens do presente que mostram o trabalho cotidiano das Nações Unidas e o impacto duradouro do multilateralismo construído em 1945. A mostra foi completada por 12 fotos do acervo das agências especializadas, fundos e programas da ONU no Brasil.Paz por todo ladoA ONU tem sido o farol global da cooperação internacional, provando que o multilateralismo salva vidas, protege direitos e preserva o nosso planeta.Para levar a celebração dos 80 anos para todo o Brasil, a ONU convocou Prefeituras, organizações da sociedade civil e instituições de ensino de todo o país a organizar eventos para marcar o 80º aniversário de fundação da ONU.Milhares de pessoas participaram de 56 eventos organizados em 41 cidades de 16 estados de todas as regiões do Brasil. Ecoando a criatividade e a alegria do povo brasileiro, as celebrações aconteceram nos mais variados formatos, desde saraus e oficinas culturais até caminhadas e ações de recuperação da natureza. As celebrações contaram com mais de 12.000 participantes presenciais e mais de 142.000 em eventos online. A ONU Brasil preparou um catálogo digital com fotos e vídeos das celebrações que tomaram conta do Brasil em 2025. A participação de cidades brasileiras reforçou que a sustentabilidade se ancora nas cidades e comunidades, e destacou a importância do multilateralismo, da Agenda 2030 e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).“Apesar de sermos uma instituição presente em todo o mundo, é no nível local que está o verdadeiro impacto da ONU. É nos municípios que vemos como nosso trabalho ajuda a melhorar a vida das pessoas em áreas como educação, inclusão, saúde, promoção da igualdade, emprego e renda”, afirma a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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História
15 maio 2026
Comunidades no centro da transformação amazônica
A Amazônia é um intrincado e aparentemente infinito mosaico de vida, cultura e desafios. É lar de mais de 29 milhões de pessoas, a maioria vivendo em grandes cidades, e se encontra na encruzilhada entre a preservação ambiental e o desenvolvimento inclusivo. É, portanto, uma prioridade para as Nações Unidas no país e o foco de um fundo fiduciário multiparceiros criado especificamente para impulsionar soluções econômicas inclusivas e ambientalmente inteligentes.Em 2025, os três primeiros projetos financiados pelo Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia começaram a ser implementados. No coração da Bacia Amazônica, uma poderosa colaboração entre sete entidades da ONU abre caminho para crianças, adolescentes e jovens indígenas. O programa integra saúde, educação, proteção e bioeconomia em oito estados amazônicos, a partir de uma abordagem intercultural e sensível a gênero. No Acre, parceiros locais estão cocriando um futuro resiliente por meio da bioeconomia, da governança da terra e da conservação ambiental. O projeto, liderado pelo governo estadual juntamente com a ONU, acontece em duas áreas protegidas onde artesãos estão transformando produtos florestais em bens de maior valor agregado, construindo caminhos sustentáveis para transformar a economia local. Entre as ações do projeto, está a produção de milhares de mudas de 50 espécies de árvores, que mais tarde serão usadas para restaurar áreas degradadas, combinando tecnologia de ponta com o compromisso e o conhecimento das comunidades locais. No Maranhão e no Pará, o projeto “Terras para Elas”, implementado pelo governo estadual e pela ONU, abre portas para agricultoras – especialmente quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu e membros da comunidade LGBTQIA+. Ao todo, a iniciativa concederá 2,5 mil títulos de terra para mulheres, além de capacitação sustentável para 5.000 agricultoras e acesso a crédito para 1,25 mil. Uma das participantes do projeto contou que a luta de sua comunidade pelo título da terra ancestral começou com sua avó e, agora, sua geração verá o reconhecimento do direito de possuir sua terra e usá-la para garantir os meios de vida e o futuro de suas famílias. Os muitos desafios que a Amazônia enfrenta, como o desmatamento, a insegurança fundiária e a exclusão social, são palpáveis. Os projetos apoiados pelo Fundo Brasil-ONU demonstram que soluções enraizadas nas comunidades produzem resiliência e podem catalisar transformações.FinanciamentoLançado em 2023, no Pará, o Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia exemplifica o espírito de parceria, ao envolver os governos dos nove estados amazônicos e o governo federal para mobilizar recursos que ajudem a reduzir os vetores do desmatamento e fortalecer a resiliência das comunidades locais. Com uma contribuição inicial de 13 milhões de dólares canadenses do Governo do Canadá, os primeiros projetos do Fundo estão promovendo soluções integradas e regionalmente conduzidas para o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Em toda a região, uma ampla colaboração das agências da ONU apoia comunidades indígenas e tradicionais por meio de iniciativas locais sensíveis à questão de gênero. Com o sucesso dos primeiros financiamentos, o governo canadense anunciou em novembro de 2025, em plena COP30, uma nova doação para o Fundo, no valor de 4,3 milhões de dólares canadenses, para que novas ações transformadoras possam acontecer em território amazônico.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e acesse o Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2025.
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Notícias
09 junho 2026
União voluntária mobiliza municípios do Rio e ONU-Habitat em prol da Agenda 2030
Metas fundamentais como erradicar a pobreza, proteger o meio ambiente e fortalecer a igualdade de gênero estão mobilizando municípios do Rio de Janeiro que, voluntariamente, avaliam avanços, desafios e oportunidades dos seus territórios na implementação da Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).Com uma ferramenta que apoia governos locais no monitoramento dessas ações, municípios do Leste Fluminense estão mostrando que o interesse comum em promover questões regionais pode fazer a diferença, facilitando para que mais cidades alinhem políticas públicas às metas globais da Agenda 2030. Compromisso firmado por todos os países-membros da ONU, esse plano de ação só será cumprido com a cooperação local e voluntária, como têm mostrado o esforço de cidades do Rio de Janeiro, por meio da Revisão Local Voluntária (RLV). No dia 29 de maio, representantes de prefeituras, instituições públicas, organizações parceiras e gestores públicos integrantes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (CONLESTE), formado por 17 municípios do Rio de Janeiro, participaram da Oficina de Análise Situacional da Revisão Local Voluntária, realizada no Instituto Federal Fluminense (IFF) em Itaboraí. “A Revisão Local Voluntária é uma ferramenta que apoia governos locais no monitoramento da Agenda 2030. Por meio da metodologia da RLV e da Cartilha em português, o ONU-Habitat contribui para que municípios e regiões fortaleçam seu planejamento para o desenvolvimento sustentável”, ressalta a coordenadora de projetos do ONU-Habitat, Roxana Moyano.Fundado em 2007, o CONLESTE é um consórcio público de municípios das regiões Centro-Leste Fluminense e Serrana: Araruama, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Maricá, Niterói, Nova Friburgo, Rio Bonito, São Gonçalo, São Pedro da Aldeia, Saquarema, Silva Jardim, Tanguá e Teresópolis. Com uma população de aproximadamente 3,5 milhões de habitantes e mais de 7 mil quilômetros quadrados de extensão territorial, o consórcio atua como apoio operacional para questões regionais de interesse comum, promovendo maior eficiência na gestão pública, captação de recursos e desenvolvimento de projetos estratégicos para os municípios consorciados.“Os ODS trazem uma visão global para os nossos municípios e fortalecem a capacidade de enxergar as necessidades específicas de cada território. Para o CONLESTE, essa agenda é uma oportunidade de construir soluções conjuntas para uma região diversa, que inclui áreas urbanas e rurais”, destaca a diretora-geral do CONLESTE, Marina Esteves.A oficina da RLV tem como objetivo validar diagnósticos, discutir indicadores, iniciativas e prioridades regionais para fortalecer a construção participativa da Revisão Local Voluntária, ferramenta que apoia na organização, análise e sistematização das informações dos territórios na identificação de desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável. O instrumento também permite que governos locais alinhem políticas públicas às metas globais da Agenda 2030. A atividade foi conduzida pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), no âmbito da iniciativa RJ Resiliente, em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro.“Essa é uma agenda prioritária para o Governo do Estado, e é por meio das metas e dos indicadores que conseguimos falar a mesma língua na identificação e na construção de um retrato do território. Nesse processo, é fundamental a participação do CONLESTE, representando os municípios consorciados e contribuindo com informações que fortaleçam esse diagnóstico”, afirma a subsecretária de recursos hídricos e sustentabilidade ambiental do estado do Rio de Janeiro, Ana Asti.Com base na sua análise territorial e nas principais demandas dos municípios consorciados, o CONLESTE definiu como prioritários os seguintes ODS:ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável)ODS 3 (Saúde e Bem-Estar)ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico)ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura)ODS 10 (Redução das Desigualdades)ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis)ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação)
Ao longo da programação da oficina, participantes se dividiram em grupos temáticos relacionados aos ODS prioritários para debater indicadores, iniciativas em andamento e oportunidades de aprimoramento das políticas públicas na região. A metodologia participativa permitiu que todas as pessoas presentes colaborassem com novas soluções e iniciativas para subsidiar a elaboração do documento preliminar da RLV do CONLESTE. Próximos passos As contribuições reunidas durante a oficina servirão de base para o aperfeiçoamento da análise situacional e da visão estratégica da RLV do CONLESTE. A expectativa é que a versão preliminar do documento seja apresentada nas próximas etapas do processo participativo.
Além da RLV do CONLESTE, o RJ Resiliente também é responsável pela Revisão Voluntária do Estado do Rio de Janeiro. A próxima oficina será realizada no dia 11 de junho, na sede da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro. Sobre o RJ Resiliente A parceria do ONU-Habitat com o Governo do Estado do Rio de Janeiro integra o RJ Resiliente, programa da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade para promover a resiliência urbana e climática nos municípios do Rio de Janeiro, fortalecendo as metas da Agenda 2030 e os princípios da Nova Agenda Urbana em todo o estado. Além disso, trabalha para mobilizar os municípios para construir um Rio de Janeiro mais inclusivo e sustentável.
Ao longo da programação da oficina, participantes se dividiram em grupos temáticos relacionados aos ODS prioritários para debater indicadores, iniciativas em andamento e oportunidades de aprimoramento das políticas públicas na região. A metodologia participativa permitiu que todas as pessoas presentes colaborassem com novas soluções e iniciativas para subsidiar a elaboração do documento preliminar da RLV do CONLESTE. Próximos passos As contribuições reunidas durante a oficina servirão de base para o aperfeiçoamento da análise situacional e da visão estratégica da RLV do CONLESTE. A expectativa é que a versão preliminar do documento seja apresentada nas próximas etapas do processo participativo.
Além da RLV do CONLESTE, o RJ Resiliente também é responsável pela Revisão Voluntária do Estado do Rio de Janeiro. A próxima oficina será realizada no dia 11 de junho, na sede da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro. Sobre o RJ Resiliente A parceria do ONU-Habitat com o Governo do Estado do Rio de Janeiro integra o RJ Resiliente, programa da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade para promover a resiliência urbana e climática nos municípios do Rio de Janeiro, fortalecendo as metas da Agenda 2030 e os princípios da Nova Agenda Urbana em todo o estado. Além disso, trabalha para mobilizar os municípios para construir um Rio de Janeiro mais inclusivo e sustentável.
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Notícias
09 junho 2026
UNOPS lança cinco novos editais para projetos de reparação dos danos morais coletivos causados pelo desastre em Maceió
O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), no âmbito do Programa Nosso Chão, Nossa História lançou, na última terça (2), cinco editais construídos a partir das escutas ampliadas ao longo dos últimos dois anos, com comunidades atingidas pelo desastre socioambiental causado pela mineração da Braskem em Maceió. As iniciativas foram elaboradas a partir dos relatos, contribuições e percepções compartilhados pelas pessoas atingidas.As chamadas públicas somam um total de R$24.510.000,00 (vinte e quatro milhões, quinhentos e dez mil reais) e abrangem cinco áreas: Saúde Mental ComunitáriaFortalecimento de Organizações da Sociedade CivilEsporteReligiãoComunicaçãoDessas, Esporte, Religião e Comunicação passam a integrar, pela primeira vez, o Programa de reparação.Como forma de homenagear os territórios e contribuir para a reparação aos danos extrapatrimoniais, os editais receberam os nomes dos cinco bairros afetados pela mineração: Bom Parto, Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Farol.De acordo com o gerente de projetos do UNOPS no Programa, Bernardo Bahia, estes são apenas os primeiros de uma série de editais que deverão ser lançados em breve baseados nas escutas.“Esse processo de escuta ativa é contínuo dentro do Nosso Chão, Nossa História. Essas iniciativas lançadas foram desenhadas a partir das demandas e prioridades das comunidades e os próximos editais seguirão esse mesmo compromisso para trazer projetos de reparação ainda mais alinhados”, pontua Bernardo Bahia.InscriçõesAs organizações da sociedade civil poderão enviar as propostas até às 23h59 do dia 15 de julho, exclusivamente pelo e-mail editais.nossochao@unops.org. Embora o processo seja voltado a organizações sem fins lucrativos formalizadas, grupos não formalizados, como coletivos, também poderão participar, desde que atuem como co-executores junto a uma organização formalizada e sigam os critérios previstos em cada edital.As chamadas públicas preveem a realização de uma sessão on-line de apresentação, na primeira quinzena de junho, além de duas sessões tira-dúvidas. Os links de acesso para participar das sessões serão divulgados no site e nas redes sociais do Programa (@nossochao.maceio). Dúvidas também poderão ser encaminhadas para o e-mail editais.nossochao@unops.org até o dia 6 de julho. As respostas serão publicadas de forma pública no site do Programa. Sobre os editaisNa linha temática Saúde Mental Comunitária, o Edital Farol apoiará iniciativas voltadas ao cuidado psicossocial, à convivência comunitária e ao fortalecimento de práticas coletivas de apoio. Já o Edital Bom Parto busca fortalecer organizações da sociedade civil dos territórios afetados, ampliando sua capacidade de atuação em ações de reparação socioambiental. Na linha temática “Religião”, o Edital Pinheiro apoiará festas religiosas e iniciativas de comunidades de fé, com foco no fortalecimento dos vínculos comunitários e territoriais. O Edital Mutange, voltado ao esporte, prevê ações de formação e apoio a agentes esportivos, além da oferta de atividades inclusivas para diferentes públicos. Já o Edital Bebedouro, de Comunicação, incentivará a produção e a difusão de narrativas sobre memória, território e reparação por meio de uma Bolsa-Reportagem e de um Prêmio de Comunicação. Sobre o Programa Nosso Chão, Nossa HistóriaO Programa Nosso Chão, Nossa História é uma iniciativa realizada pelo Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e operacionalizada pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), voltada à reparação dos danos morais coletivos causados pelo desastre socioambiental da mineração da Braskem em Maceió.Ao longo de quatro anos, está prevista a aplicação de R$150 milhões em projetos de reparação extrapatrimoniais desenvolvidos por organizações da sociedade civil. Os recursos são provenientes do Termo de Acordo Socioambiental, assinado pelo Ministério Público Federal (MPF/AL), o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e pela mineradora Braskem.Serviço: Inscrições para os editais do Programa Nosso Chão, Nossa HistóriaPrazo: 15 de julho de 2026Público-alvo: Organizações da sociedade civil (OSCs)Áreas prioritárias: Saúde mental, esporte, religião, comunicação e fortalecimento de organizaçõesConfira os editais: https://nossochaomaceio.org/editais-e-processos-de-selecao/E-mail para envio das documentações: editais.nossochao@unops.org.Em caso de orientações e dúvidas, as pessoas poderão entrar em contato até o dia 6 de junho pelo e-mail para editais.nossochao@unops.org.Contato para a imprensa: Carolina Vicentin, Oficial de Comunicação, UNOPS Brasil: carolinav@unops.org
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09 junho 2026
Brasil e Reino Unido avançam parceria em hidrogênio e descarbonização industrial
A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), em parceria com o Departamento de Segurança Energética e Net Zero do Reino Unido (DESNZ), realizou em maio uma missão técnica a importantes clusters industriais em território britânico.Clusters industriais são concentrações de empresas, fornecedores, infraestrutura, serviços e instituições que atuam de forma integrada em uma mesma cadeia produtiva ou setor industrial.A delegação reuniu representantes e especialistas dos portos de Açu (RJ), Suape (PE) e Pecém (CE), grandes portos estratégicos brasileiros. Também incluiu representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), do Ministério da Fazenda (MF) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).A visita foi uma das atividades da Iniciativa de Clusters Brasil-Reino Unido, uma das principais entregas do Programa de Hubs Brasil-Reino Unido. Lançado na COP28, o Programa inclui o Hub de Hidrogênio (H2 Hub) e o Hub de Descarbonização da Indústria (ID Hub). A iniciativa é resultado da cooperação técnica entre DESNZ, MME e MDIC, e tem seu secretariado feito pela UNIDO.O objetivo da cooperação entre os dois países é mobilizar uma oferta internacional de assistência setorial, reunindo um pacote de apoio técnico e financeiro alinhado às transições setoriais prioritárias do Brasil. A iniciativa atua para descarbonizar clusters portuário-industriais estratégicos no Brasil e facilitar o compartilhamento de conhecimento, a cooperação técnica e o planejamento estratégico de longo prazo.Para o Representante da UNIDO no Brasil, Clóvis Zapata, a missão técnica ao Reino Unido reforçou o papel da cooperação internacional no apoio às prioridades brasileiras: “O intercâmbio com clusters britânicos oferece referências importantes para apoiar soluções adaptadas aos portos, à indústria e ao contexto de desenvolvimento do Brasil.”A Oficial Nacional de Hidrogênio da UNIDO, Patricia Naccache, ressaltou a importância de transformar cooperação técnica em projetos capazes de atrair investimento: “A transição para uma indústria de baixo carbono exige projetos bem estruturados, com base técnica sólida, parcerias estratégicas e condições reais de financiamento.”A missão teve como objetivo proporcionar a lideranças portuárias brasileiras e representantes do governo contato direto com os modelos operacionais de clusters do Reino Unido, seus sistemas de governança e práticas concretas de descarbonização. Os workshops e as visitas técnicas realizadas abordaram temas como planejamento de infraestrutura compartilhada; integração de hidrogênio; captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS); e setores com sinergia, como o de indústrias convencionais de difícil abatimento e o de geração de energias limpas.A Secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cortez da Cunha Cruz, destacou a agenda como parte da estratégia brasileira de desenvolvimento produtivo sustentável: “A descarbonização industrial é uma oportunidade para modernizar a base produtiva, atrair investimentos e ampliar a competitividade da indústria brasileira.”O Gerente de Energia e Descarbonização do Governo do Reino Unido no Brasil, Valmir Dias, detalhou a profundidade da parceria: "Explorar os desafios e oportunidades de ambos os países é o primeiro passo para desenvolvermos um processo conjunto de longo prazo focado na colaboração entre portos".A delegação visitou dois dos principais clusters britânicos de descarbonização: HyNet Northwest e Humber. No HyNet, as discussões se concentraram na ampliação da produção de hidrogênio de baixo carbono, na implementação de CCUS entre usuários industriais, no desenvolvimento de infraestrutura portuária e em marcos regulatórios e financeiros habilitadores. No Humber, a ênfase recaiu sobre modelos de governança, capacitação, descarbonização de operações existentes e garantia de impacto social positivo dos projetos de descarbonização.O CEO do Complexo do Pecém, Maximiliano Quintino, ressaltou que os desafios da descarbonização industrial não serão superados de forma isolada: “Eventos como este demonstram que a transição energética é construída por meio da cooperação entre governos, organizações internacionais, empresas e infraestruturas estratégicas capazes de transformar compromissos em resultados concretos. A descarbonização deixou de ser apenas uma questão ambiental; tornou-se uma agenda de desenvolvimento econômico, competitividade e posicionamento global.”Ao avaliar a missão, o Diretor de Sustentabilidade e Inovação do Porto de Suape, Sóstenes Alcoforado, contou que a Iniciativa de Clusters Brasil-Reino Unido proporcionou uma compreensão concreta de como projetos de descarbonização industrial são estruturados em escala. “A experiência também evidenciou a forte integração entre o setor privado, políticas públicas, capacitação técnica e mecanismos de financiamento voltados à aceleração de grandes projetos estratégicos de transição energética”, disse Alcoforado.O Diretor de Relações Institucionais e ESG do Porto do Açu, Eduardo Kantz, apontou as oportunidades de cooperação presentes no setor: “O Brasil tem uma oportunidade única de trilhar o caminho da descarbonização, com uma matriz elétrica renovável e uma indústria de biocombustíveis bem estabelecida. Portos brasileiros como o Açu aproveitam e aplicam cada intercâmbio de conhecimento para se tornarem hubs globalmente competitivos no futuro da transição energética.”Siga a UNIDO Brasil para acompanhar os próximos passos da Iniciativa de Clusters Brasil-Reino Unido.Contato para imprensa:Raphael Makarenko (UNIDO Brasil): r.makarenko@unido.org
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08 junho 2026
Cinco países africanos visitam o Brasil para conhecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar
Entre os dias 8 e 12 de junho, uma delegação composta por cinco países, Quênia, Ruanda, Uganda, Lesoto e Tanzânia, estará no Brasil para uma visita de estudos com objetivo de trocar conhecimentos sobre programas de alimentação escolar. A visita acontecerá no estado do Pernambuco, nas cidades de Recife e Caruaru.O Brasil é referência internacional no que se refere à alimentação escolar, sendo o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) um modelo reconhecido internacionalmente que integra nutrição, educação, compras da agricultura familiar, governança descentralizada, sustentabilidade ambiental e alimenta mais de 40 milhões de estudantes todos os dias.A visita permitirá um diálogo de especialistas brasileiros com representantes do Quênia, Uganda, Ruanda, Tanzânia e Lesoto sobre desafios e soluções comuns relacionados à implementação de programas de alimentação escolar sustentáveis e resilientes ao clima.A agenda será acompanhada ao longo de toda a visita pelo Centro de Excelência contra a Fome do WFP no Brasil, com a participação de representantes da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Além de representantes de cada um dos países africanos, a delegação internacional incluirá representantes da Fundação Rockefeller, da Secretaria de Educação do estado de Pernambuco e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural de Caruaru.A programação do evento inclui reuniões para apresentação da situação da alimentação escolar nos países, visitas a escolas, a propriedades rurais de pequenos agricultores que fornecem ao PNAE e a iniciativas ligadas a agroecologia e práticas resilientes ao clima.Caruaru foi o município escolhido devido a sua grande adesão a compras de alimentos de agricultores familiares para alimentação escolar e é um dos municípios selecionados para o projeto PNAE agroecológico, gerido pelo Instituto Comida do Amanhã.Para saber mais, siga @wfpbrasil nas redes e visite a página do Centro de Excelência contra a Fome do WFP no Brasil: https://centrodeexcelencia.org.br/ Contato para a imprensa: Daniela Costa, Communications Officer, Centro de Excelência contra a Fome do WFP no Brasil: brazil.communications@wfp.org
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08 junho 2026
UNOPS realiza mais de 1.000 projetos em apoio a comunidades
O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) trabalha na assistência às comunidades mais vulneráveis, em um cenário marcado por desafios globais, pelo aumento de conflitos armados e de necessidades humanitárias, além do agravamento da crise climática.A atuação está destacada no Relatório Anual do UNOPS (disponível em inglês). De acordo com o documento, a organização ofereceu apoio técnico, operacional e logístico por meio de mais de 1.100 projetos em 130 países e territórios.
O total investido em iniciativas de resposta humanitária, desenvolvimento sustentável, paz e segurança foi de aproximadamente US$ 2,7 bilhões. A maior parte desses projetos foi implementada em resposta a conflitos e crises, inclusive em áreas de alto risco."Em um contexto de desafios globais, o UNOPS fez o que sabe fazer de melhor: ajudar comunidades necessitadas em todo o mundo por meio de soluções práticas e ágeis", afirmou o diretor executivo do UNOPS, Jorge Moreira da Silva. Segundo o relatório:O UNOPS prestou apoio a comunidades afetadas por crises no Afeganistão, na Faixa de Gaza, no Haiti, na Jamaica, na Ucrânia, em Myanmar, no Sudão e no Iêmen.Dois terços do trabalho do UNOPS foram desenvolvidos em situações complexas, em consonância com o seu compromisso contínuo de atuar em alguns dos contextos mais desafiadores do mundo.Por meio de seus projetos, a organização gerou cerca de 26 milhões de dias de trabalho remunerado para as comunidades locais - incluindo as populações mais pobres -, dos quais 10 milhões foram destinados a mulheres.No Brasil, o UNOPS tem atualmente 17 projetos em implementação, entre eles, a conclusão das obras da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e a construção de 62 escolas indígenas e quilombolas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Escritório também operacionaliza o Programa Nosso Chão, Nossa História, que promove a reparação dos danos morais coletivos decorrentes do desastre da mineração em Maceió.
O total investido em iniciativas de resposta humanitária, desenvolvimento sustentável, paz e segurança foi de aproximadamente US$ 2,7 bilhões. A maior parte desses projetos foi implementada em resposta a conflitos e crises, inclusive em áreas de alto risco."Em um contexto de desafios globais, o UNOPS fez o que sabe fazer de melhor: ajudar comunidades necessitadas em todo o mundo por meio de soluções práticas e ágeis", afirmou o diretor executivo do UNOPS, Jorge Moreira da Silva. Segundo o relatório:O UNOPS prestou apoio a comunidades afetadas por crises no Afeganistão, na Faixa de Gaza, no Haiti, na Jamaica, na Ucrânia, em Myanmar, no Sudão e no Iêmen.Dois terços do trabalho do UNOPS foram desenvolvidos em situações complexas, em consonância com o seu compromisso contínuo de atuar em alguns dos contextos mais desafiadores do mundo.Por meio de seus projetos, a organização gerou cerca de 26 milhões de dias de trabalho remunerado para as comunidades locais - incluindo as populações mais pobres -, dos quais 10 milhões foram destinados a mulheres.No Brasil, o UNOPS tem atualmente 17 projetos em implementação, entre eles, a conclusão das obras da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e a construção de 62 escolas indígenas e quilombolas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Escritório também operacionaliza o Programa Nosso Chão, Nossa História, que promove a reparação dos danos morais coletivos decorrentes do desastre da mineração em Maceió.
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