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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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13 abril 2026
Zico vai à ONU para oficializar adesão do Flamengo ao Futebol pelos ODS
Nesta segunda-feira (13/04), as Nações Unidas receberam em Nova Iorque, o ex-jogador e ídolo do futebol Zico, que participou da oficialização da adesão do Clube de Regatas do Flamengo à iniciativa Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Futebol pelos ODS/Football for the Goals).Em cerimônia no icônico salão da Assembleia Geral, a subsecretária-geral Melissa Fleming entregou a Zico o certificado que oficializou a entrada do Flamengo na iniciativa Futebol pelos ODS. Na ocasião, Zico foi nomeado o primeiro Campeão Brasileiro do Futebol pelos ODS, passando a integrar um seleto grupo de personalidades do futebol que utilizam suas plataformas para inspirar torcedores e a comunidade futebolística global a promover questões ambientais e de direitos humanos por meio de ações tanto online quanto em suas vidas cotidianas.
“A decisão do Flamengo de aderir ao Futebol pelos ODS ressalta o poder do futebol na América do Sul, especialmente no Brasil, para impulsionar o progresso social e inspirar ações coletivas”, disse a subsecretária-geral das Nações Unidas para Comunicação Global, Melissa Fleming. “Ao trazer um dos clubes mais influentes do mundo para esta iniciativa global, estamos fortalecendo um movimento que conecta a paixão pelo futebol com a necessidade urgente de avançar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e construir um mundo mais justo, inclusivo e sustentável para todas as pessoas”. Flamengo se junta ao movimento global pelos ODSAo integrar o Futebol pelos ODS, o Clube de Regatas do Flamengo passa a fazer parte de uma rede global de organizações esportivas comprometidas com os princípios do desenvolvimento sustentável, dos direitos humanos e da responsabilidade social.
Como membro da iniciativa, o clube se compromete a: apoiar a promoção dos ODS junto a seus torcedores, atletas e comunidades; promover práticas sustentáveis em sua gestão e operações; e utilizar sua visibilidade nacional e internacional para ampliar o alcance da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.“O Flamengo entende sua torcida como um ativo central de construção de marca, mas também como uma força capaz de gerar impacto real na sociedade. Estar hoje na ONU, oficializando nossa adesão ao Futebol pelos ODS, é um reconhecimento da dimensão do Flamengo e de sua responsabilidade. O clube já desenvolve iniciativas alinhadas a esses princípios e, a partir de agora, amplia sua atuação ao se conectar a uma agenda global”, afirmou a diretora de Comunicação do Flamengo, Flávia da Justa. A Agenda 2030 e os 17 ODS foram adotados pelos 193 Estados-membros da ONU em setembro de 2015, como um compromisso histórico e guia para ação para erradicar a pobreza e construir um mundo mais sustentável, justo e pacífico até 2030. Zico: Campeão do Futebol pelos ODSReconhecido mundialmente como um dos maiores jogadores da história do futebol, Zico foi homenageado pelas Nações Unidas como Campeão do Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O título destaca personalidades que utilizam sua voz, legado e influência para inspirar ações em prol do desenvolvimento sustentável e da transformação social.
A homenagem simboliza a conexão entre esporte, liderança e impacto social, reforçando o papel de ídolos esportivos como referências capazes de mobilizar milhões de pessoas em torno da paz e do desenvolvimento.“Receber esse reconhecimento como ‘Campeão’ do Futebol pelos ODS é uma grande honra. O futebol sempre teve o poder de unir e inspirar as pessoas. Se a gente puder usar essa força para ajudar a construir um mundo mais justo, com mais oportunidades e respeito, já valeu a pena”, destacou Zico. Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)O Futebol pelos ODS é uma iniciativa das Nações Unidas que oferece uma plataforma para que a comunidade global do futebol — incluindo clubes, federações, atletas, ligas, torcedores e parceiros comerciais — se engaje ativamente na promoção dos ODS.Liderada pelo Departamento de Comunicação Global da ONU, a iniciativa mobiliza o alcance, a visibilidade e o poder cultural do futebol não apenas para ampliar a conscientização sobre os ODS, mas também para impulsionar mudanças de comportamento e a adoção de práticas sustentáveis na indústria do esporte.Desde campos comunitários até grandes estádios internacionais, o futebol é o esporte mais global e acessível do mundo. “As Nações Unidas reconhecem a poderosa voz que o futebol tem na comunidade global e o papel que pode desempenhar na conscientização sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável por meio da popularidade do esporte. Além de ser o esporte mais popular do mundo, o futebol também é o mais acessível”, afirma a vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed.Ao capitalizar a popularidade do futebol e trabalhar em parceria com clubes, atletas e torcedores, o Futebol pelos ODS possibilita que as Nações Unidas alcancem milhares de pessoas em todo o mundo, transformando paixão esportiva em engajamento e ação concreta.Para mais informações, visite a página da campanha Futebol pelos ODS em português: https://brasil.un.org/pt-br/293315-futebol-pelos-ods Contatos para a imprensa: Carlos Islam, Futebol pelo ODS da ONU: islamc@un.orgAna Rosa Reis, Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio): contato@onu.org.brMariucha Moneró, Flamengo: mariucha.monero@flamengo.com.br
“A decisão do Flamengo de aderir ao Futebol pelos ODS ressalta o poder do futebol na América do Sul, especialmente no Brasil, para impulsionar o progresso social e inspirar ações coletivas”, disse a subsecretária-geral das Nações Unidas para Comunicação Global, Melissa Fleming. “Ao trazer um dos clubes mais influentes do mundo para esta iniciativa global, estamos fortalecendo um movimento que conecta a paixão pelo futebol com a necessidade urgente de avançar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e construir um mundo mais justo, inclusivo e sustentável para todas as pessoas”. Flamengo se junta ao movimento global pelos ODSAo integrar o Futebol pelos ODS, o Clube de Regatas do Flamengo passa a fazer parte de uma rede global de organizações esportivas comprometidas com os princípios do desenvolvimento sustentável, dos direitos humanos e da responsabilidade social.
Como membro da iniciativa, o clube se compromete a: apoiar a promoção dos ODS junto a seus torcedores, atletas e comunidades; promover práticas sustentáveis em sua gestão e operações; e utilizar sua visibilidade nacional e internacional para ampliar o alcance da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.“O Flamengo entende sua torcida como um ativo central de construção de marca, mas também como uma força capaz de gerar impacto real na sociedade. Estar hoje na ONU, oficializando nossa adesão ao Futebol pelos ODS, é um reconhecimento da dimensão do Flamengo e de sua responsabilidade. O clube já desenvolve iniciativas alinhadas a esses princípios e, a partir de agora, amplia sua atuação ao se conectar a uma agenda global”, afirmou a diretora de Comunicação do Flamengo, Flávia da Justa. A Agenda 2030 e os 17 ODS foram adotados pelos 193 Estados-membros da ONU em setembro de 2015, como um compromisso histórico e guia para ação para erradicar a pobreza e construir um mundo mais sustentável, justo e pacífico até 2030. Zico: Campeão do Futebol pelos ODSReconhecido mundialmente como um dos maiores jogadores da história do futebol, Zico foi homenageado pelas Nações Unidas como Campeão do Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O título destaca personalidades que utilizam sua voz, legado e influência para inspirar ações em prol do desenvolvimento sustentável e da transformação social.
A homenagem simboliza a conexão entre esporte, liderança e impacto social, reforçando o papel de ídolos esportivos como referências capazes de mobilizar milhões de pessoas em torno da paz e do desenvolvimento.“Receber esse reconhecimento como ‘Campeão’ do Futebol pelos ODS é uma grande honra. O futebol sempre teve o poder de unir e inspirar as pessoas. Se a gente puder usar essa força para ajudar a construir um mundo mais justo, com mais oportunidades e respeito, já valeu a pena”, destacou Zico. Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)O Futebol pelos ODS é uma iniciativa das Nações Unidas que oferece uma plataforma para que a comunidade global do futebol — incluindo clubes, federações, atletas, ligas, torcedores e parceiros comerciais — se engaje ativamente na promoção dos ODS.Liderada pelo Departamento de Comunicação Global da ONU, a iniciativa mobiliza o alcance, a visibilidade e o poder cultural do futebol não apenas para ampliar a conscientização sobre os ODS, mas também para impulsionar mudanças de comportamento e a adoção de práticas sustentáveis na indústria do esporte.Desde campos comunitários até grandes estádios internacionais, o futebol é o esporte mais global e acessível do mundo. “As Nações Unidas reconhecem a poderosa voz que o futebol tem na comunidade global e o papel que pode desempenhar na conscientização sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável por meio da popularidade do esporte. Além de ser o esporte mais popular do mundo, o futebol também é o mais acessível”, afirma a vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed.Ao capitalizar a popularidade do futebol e trabalhar em parceria com clubes, atletas e torcedores, o Futebol pelos ODS possibilita que as Nações Unidas alcancem milhares de pessoas em todo o mundo, transformando paixão esportiva em engajamento e ação concreta.Para mais informações, visite a página da campanha Futebol pelos ODS em português: https://brasil.un.org/pt-br/293315-futebol-pelos-ods Contatos para a imprensa: Carlos Islam, Futebol pelo ODS da ONU: islamc@un.orgAna Rosa Reis, Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio): contato@onu.org.brMariucha Moneró, Flamengo: mariucha.monero@flamengo.com.br
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10 abril 2026
UNAIDS utiliza músicas de funk no Spotify para promover prevenção ao HIV entre jovens
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lançou no Brasil, em 8 de abril, a inciativa “Proibidão Protegidão”, que utiliza músicas de funk — um dos 10 ritmos mais ouvidos no Brasil — disponíveis na plataforma Spotify para divulgar informações sobre prevenção ao HIV entre jovens.Esta ação ocorre em um contexto de concentração das novas infecções por HIV nessa população. De acordo com o Boletim Epidemiológico – HIV e Aids 2025 do Ministério da Saúde, 48,7% das novas infecções por HIV foram registradas em pessoas de 15 a 29 anos em 2024. Esses dados corroboram com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), realizada pelo IBGE em 2019, que mostra que, no Brasil, o percentual de jovens de 13 a 17 anos que afirmam usar preservativo nas relações sexual caiu de 72,5% em 2009 para 59% em 2019.Como parte dessa iniciativa, o UNAIDS decidiu levar a mensagem de prevenção diretamente aos canais de consumo da juventude. A campanha utiliza o Spotify Canvas – ferramenta de vídeos em loop de oito segundos que acompanha a reprodução das faixas – como um espaço inédito de mídia. Hits de artistas como MC Livinho, MC Mari e MC Pikachu tiveram seus visuais originais substituídos por animações que promovem o uso do preservativo. Se somadas, as faixas atingem cerca de 300 milhões de visualizações na plataforma, o que aumenta significativamente o potencial de atingir adolescentes e jovens até 29 anos. Prevenção do HIV: autonomia e escolhasO Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diversos métodos de prevenção. A partir da Mandala da Prevenção Combinada, o objetivo é buscar um impacto máximo na redução de novas infecções pelo HIV ao combinar estratégias biomédicas, comportamentais e estruturais baseadas nos direitos humanos e em evidências, considerando realidades específicas.O SUS oferece de forma gratuita PrEP, PEP, preservativos internos e externos, lubrificantes, autoteste para HIV, além de tratamento antirretroviral para pessoas que vivem com HIV. Recentemente o SUS incorporou preservativos externos sensitivos e texturizados.Inovação no formato: do entretenimento à prevençãoA escolha do funk como plataforma de conscientização responde ao alcance massivo do gênero entre a Geração Z. Ao ocupar o visual das faixas de “funk proibidão”, o UNAIDS insere a proteção em um contexto em que a sexualidade já é discutida abertamente, mas o acesso à informação para promover autonomia e escolhas sobre prevenção é deixado de lado.“Adaptar linguagem e promover uma comunicação de prevenção do HIV baseada na autonomia e escolhas é parte da mudança necessária para uma resposta ao HIV equitativa e que atenda às necessidades específicas dos grupos, especialmente a população jovem, que segue sendo a mais afetada pelas novas infecções”, afirma a oficial de Comunicação e Advocacy do UNAIDS Brasil, Thainá Kedzierski. Entre as faixas participantes do lançamento da iniciativa, estão:“Flauta”, da Mc Mari“Lá no Meu Barraco”, do Mc Pikachu“Fazer Falta”, do Mc LivinhoA ação reafirma o compromisso da ONU em atingir as metas globais para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030, adaptando a linguagem institucional às novas dinâmicas do consumo digital.Acesse a playlist do UNAIDS Brasil com as músicas e artistas participantes da ação.Contato para a imprensa: Thainá Kedzierski, oficial de Comunicação e Advocacy do UNAIDS Brasil: KedzierskiTH@unaids.org
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09 abril 2026
Novo projeto para escolas facilita construção e manutenção em comunidades indígenas e quilombolas
Salas para até 40 estudantes, espaço para secretaria, diretoria, um sistema que permita a instalação de ar condicionado. Características que podem ser comuns na infraestrutura escolar em zonas urbanas não funcionam ao se considerar a realidade de comunidades indígenas e quilombolas. Nesses locais, as turmas são menores, não há necessidade de grandes espaços administrativos e os desafios construtivos e logísticos (associados à localização das comunidades) são grandes.Por conta disso, o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) desenvolveu um novo projeto para construção de escolas indígenas e quilombolas, como parte da parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O novo projeto referencial prevê que as unidades sejam modulares (o que permite a ampliação e adaptação de maneira mais simples), e tenham 3 tipologias-base (2, 4 e 6 salas), cada uma delas com 3 possibilidades de sistemas construtivos: em madeira, concreto ou estrutura metálica. “A proposta é criar uma biblioteca de projetos, que possa ser usada considerando o contexto das diversas comunidades tradicionais. Com isso, cada comunidade pode receber uma tipologia adequada à demanda de alunos e ao contexto cultural, bem como à disponibilidade e ao custo-benefício dos materiais e sistemas construtivos em cada localidade” , explica o especialista Nacional em Gestão de Obras do UNOPS, Diogo Cavallari. “Pretendemos, assim, melhorar o acesso à educação em locais onde o Estado muitas vezes tem dificuldade para chegar, contribuindo para a redução das desigualdades”, completa. A presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, explica a iniciativa: “Estamos estruturando soluções que respeitam a realidade, a cultura e as necessidades específicas de cada comunidade. Esse novo projeto amplia o acesso à educação com qualidade, ao mesmo tempo em que valoriza a diversidade e promove a sustentabilidade.”VantagensCom a estrutura modular, as escolas podem ser ampliadas, permitindo mudanças no uso dos ambientes ao longo do tempo. Além disso, cria condições para a existência de salas de aula menores ou maiores que o padrão, a depender da quantidade de alunos, ou para a criação de alojamentos para a hospedagem de professores vindos de fora das comunidades.Os novos projetos também reúnem diversas soluções que promovem a sustentabilidade e o conforto térmico, como sistema coleta de água da chuva na cobertura, utilização da luz e ventilação naturais e placas fotovoltaicas para captação de energia solar, conectadas a um sistema de baterias nas localidades onde não há ligação com a rede pública.A adaptabilidade aos contextos locais é promovida, ainda, por meio de amplos beirais, que protegem as paredes externas da incidência direta do sol e das chuvas intensas, típicas do clima amazônico. Há também a previsão de aplicação de grafismos escolhidos por cada comunidade nas paredes externas, elevação do piso da escola em relação ao solo para proteção contra alagamentos em áreas próximas a rios e a criação de espaços de transição entre os ambientes internos e externos para práticas pedagógicas não convencionais. “Nosso maior desafio foi produzir uma arquitetura que sintetize, ao mesmo tempo, técnicas construtivas tradicionais e linguagem contemporânea de arquitetura, com a utilização de materiais locais para otimização de eficiência logística e inclusão de elementos visuais tradicionais nestes contextos, expressando a identidade de cada comunidade”, comenta o arquiteto Pablo de las Cuevas, da Archi5, empresa que trabalhou no projeto.A elaboração do novo projeto referencial faz parte do acordo de cooperação técnica do UNOPS com o FNDE - iniciativa que prevê o fortalecimento da gestão da infraestrutura escolar, além da conclusão das obras de 62 escolas indígenas e quilombolas localizadas em áreas distantes dos centros urbanos. O objetivo é ampliar o acesso de comunidades tradicionais à educação, com respeito às diversidades culturais.Cuidado com o meio ambienteUm dos principais cuidados tomados pela equipe na elaboração dos projetos referenciais foi em relação à captação e ao tratamento da água, principalmente porque muitos dos locais onde as escolas serão implantadas não estão interligados à rede pública de esgoto. "Quando vamos para áreas de maior vulnerabilidade ou com acesso dificultado, precisamos pensar em tecnologias e em um layout que favoreça a manutenção por parte da própria comunidade e o cuidado com questões ambientais", detalha o engenheiro do UNOPS Ângelo Thomás Pimentel Ferreira, que coordenou o projeto hidrossanitário. A inovação está em duas frentes principais. Na gestão de efluentes, o projeto referencial anterior previa a instalação de uma fossa a 4 ou 5 metros de profundidade. A nova versão estabelece a utilização de um tanque séptico com filtro integrado, que pode ser instalado a cerca de 2,5 metros de profundidade. Essa redução gera menos impactos ao lençol freático e facilita a manutenção pela comunidade local.Na captação de água, o projeto prevê um estudo de qualidade das fontes hídricas disponíveis (rios, poços e nascentes próximas) a ser realizado na fase executiva, permitindo definir a melhor estratégia de captação e tratamento conforme a realidade local. Essa abordagem garante tanto a saúde e segurança das pessoas quanto a preservação dos recursos hídricos da região.Para saber mais, siga @unops_official nas redes! Contato para a imprensa:Carolina Vicentin, Oficial de Comunicação, UNOPS: carolinav@unops.org
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01 abril 2026
Fundo Brasil-ONU para Amazônia apresenta resultados e lança novos projetos com apoio do Canadá
O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia realizou nesta terça-feira (31/03), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF), a quarta reunião de seu Comitê Diretor, apresentando resultados de três programas em andamento e anunciando dois novos projetos para áreas amazônicas.Participaram da reunião representantes da ONU Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), da Embaixada do Canadá, dos governos do Maranhão e de Rondônia, do Consórcio da Amazônia Legal e de diferentes agências, fundos e programas das Nações Unidas, além de instituições parceiras.
Durante a reunião, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou a importância da atuação conjunta de múltiplos parceiros: “O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia demonstra que, quando trabalhamos juntos, com visão compartilhada e compromisso genuíno, é possível transformar desafios complexos em oportunidades para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.”Novos projetosA reunião marcou o anúncio de dois novos programas apoiados pelo Fundo.O projeto “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia” tem o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do café e do cacau no estado com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. Liderada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres como agências implementadoras, a iniciativa será executada até dezembro de 2027, em parceria com o governo de Rondônia.O projeto combina ações de governança focadas em igualdade de gênero, capacitação técnica, produção sustentável e agregação de valor. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de capacidades institucionais, treinamentos em governança e produção sustentável, criação de Unidades de Referência Tecnológica para cacau e café, fortalecimento de processos produtivos locais e apoio à formulação de políticas públicas inclusivas.O segundo programa aprovado, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, será implementado nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A proposta articula informação e fortalecimento institucional para apoiar respostas mais integradas ao crime ambiental em áreas amazônicas dos estados envolvidos.O projeto tem como objetivo enfrentar atividades ilegais e processos de degradação ambiental, com foco no combate ao desmatamento, às queimadas criminosas e à mineração ilegal. Ao mesmo tempo, busca responder à vulnerabilidade socioeconômica das populações afetadas, marcada por baixos índices de desenvolvimento e alta exposição à violência. A iniciativa também pretende superar lacunas na produção e integração de dados, promovendo maior interoperabilidade para apoiar decisões baseadas em evidências. Projetos em andamentoOs três programas em andamento são fruto do primeiro ciclo de doações do Fundo, com apoio do Governo do Canadá. Um deles é o programa “Proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira”. O programa é implementado por sete agências da ONU: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e OPAS/OMS.A iniciativa atua nos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, assim como em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com os governos dos estados de Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. São executadas mais de 60 atividades em 6 eixos temáticos voltados para populações indígenas, incluindo refugiados e migrantes, com foco em redução da mortalidade materno-infantil e da desnutrição, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência.O segundo programa apresentado durante a reunião, “Terras para Elas”, é implementado pela FAO em parceria com o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). O objetivo é combater a desigualdade de gênero no campo e promover a regularização fundiária na Amazônia Legal, com foco em comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu, sertanejas, mulheres trans e grupos LGBTQIAPN+ rurais. O programa atua na regularização de 2.500 títulos de terra em nome de mulheres, capacitação de 5.000 mulheres em práticas sustentáveis e ampliação do acesso ao crédito para 1.250 beneficiárias.O terceiro projeto apresentado, “Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) – Igarapé São Francisco e Lago do Amapá”, é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) em parceria com a UNESCO. Com foco em restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, o projeto trabalha para recuperar áreas degradadas, aprimorar infraestruturas de saneamento e fomentar práticas econômicas sustentáveis, com promoção da igualdade de gênero, participação de jovens e lideranças comunitárias.Além da apresentação dos projetos, o Comitê Diretor debateu temas operacionais e institucionais do Fundo.Sobre o FundoO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é uma parceria entre o sistema das Nações Unidas no Brasil, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Governo Brasileiro, criada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Seu foco é promover uma resposta coordenada para a região, com atenção especial aos grupos populacionais mais vulneráveis, apoiando iniciativas que gerem alternativas econômicas, protejam modos de vida e fortaleçam a segurança física, hídrica, energética, climática, sanitária e alimentar das populações amazônicas.O Fundo atua para fortalecer a governança territorial, combater atividades ilícitas, promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, proteger ecossistemas e melhorar a qualidade de vida de populações locais vulneráveis. Os cinco projetos em execução foram viabilizados pela parceria e generosa doação do governo do Canadá.Para saber mais, acesse: https://brasil.un.org/pt-br/253597-fundo-brasil-onu-para-amazônia
Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
Durante a reunião, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou a importância da atuação conjunta de múltiplos parceiros: “O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia demonstra que, quando trabalhamos juntos, com visão compartilhada e compromisso genuíno, é possível transformar desafios complexos em oportunidades para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.”Novos projetosA reunião marcou o anúncio de dois novos programas apoiados pelo Fundo.O projeto “Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia” tem o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do café e do cacau no estado com foco em inclusão, sustentabilidade e igualdade de gênero. Liderada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres como agências implementadoras, a iniciativa será executada até dezembro de 2027, em parceria com o governo de Rondônia.O projeto combina ações de governança focadas em igualdade de gênero, capacitação técnica, produção sustentável e agregação de valor. Entre as atividades previstas estão o mapeamento de capacidades institucionais, treinamentos em governança e produção sustentável, criação de Unidades de Referência Tecnológica para cacau e café, fortalecimento de processos produtivos locais e apoio à formulação de políticas públicas inclusivas.O segundo programa aprovado, “Promoção de Informação, políticas e educação no enfrentamento do crime ambiental na Amazônia Legal (INPOED)”, será implementado nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A proposta articula informação e fortalecimento institucional para apoiar respostas mais integradas ao crime ambiental em áreas amazônicas dos estados envolvidos.O projeto tem como objetivo enfrentar atividades ilegais e processos de degradação ambiental, com foco no combate ao desmatamento, às queimadas criminosas e à mineração ilegal. Ao mesmo tempo, busca responder à vulnerabilidade socioeconômica das populações afetadas, marcada por baixos índices de desenvolvimento e alta exposição à violência. A iniciativa também pretende superar lacunas na produção e integração de dados, promovendo maior interoperabilidade para apoiar decisões baseadas em evidências. Projetos em andamentoOs três programas em andamento são fruto do primeiro ciclo de doações do Fundo, com apoio do Governo do Canadá. Um deles é o programa “Proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira”. O programa é implementado por sete agências da ONU: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e OPAS/OMS.A iniciativa atua nos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, assim como em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com os governos dos estados de Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. São executadas mais de 60 atividades em 6 eixos temáticos voltados para populações indígenas, incluindo refugiados e migrantes, com foco em redução da mortalidade materno-infantil e da desnutrição, acesso à saúde reprodutiva, governança territorial e prevenção da violência.O segundo programa apresentado durante a reunião, “Terras para Elas”, é implementado pela FAO em parceria com o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma). O objetivo é combater a desigualdade de gênero no campo e promover a regularização fundiária na Amazônia Legal, com foco em comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu, sertanejas, mulheres trans e grupos LGBTQIAPN+ rurais. O programa atua na regularização de 2.500 títulos de terra em nome de mulheres, capacitação de 5.000 mulheres em práticas sustentáveis e ampliação do acesso ao crédito para 1.250 beneficiárias.O terceiro projeto apresentado, “Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) – Igarapé São Francisco e Lago do Amapá”, é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) em parceria com a UNESCO. Com foco em restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, o projeto trabalha para recuperar áreas degradadas, aprimorar infraestruturas de saneamento e fomentar práticas econômicas sustentáveis, com promoção da igualdade de gênero, participação de jovens e lideranças comunitárias.Além da apresentação dos projetos, o Comitê Diretor debateu temas operacionais e institucionais do Fundo.Sobre o FundoO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é uma parceria entre o sistema das Nações Unidas no Brasil, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Governo Brasileiro, criada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Seu foco é promover uma resposta coordenada para a região, com atenção especial aos grupos populacionais mais vulneráveis, apoiando iniciativas que gerem alternativas econômicas, protejam modos de vida e fortaleçam a segurança física, hídrica, energética, climática, sanitária e alimentar das populações amazônicas.O Fundo atua para fortalecer a governança territorial, combater atividades ilícitas, promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, proteger ecossistemas e melhorar a qualidade de vida de populações locais vulneráveis. Os cinco projetos em execução foram viabilizados pela parceria e generosa doação do governo do Canadá.Para saber mais, acesse: https://brasil.un.org/pt-br/253597-fundo-brasil-onu-para-amazônia
Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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07 abril 2026
Ministério das Mulheres e UNFPA lançam cartilhas sobre Lei Maria da Penha e enfrentamento à violência sexual
O Ministério das Mulheres e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lançaram, nesta segunda (30), duas cartilhas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. As publicações foram apresentadas durante o Encontro de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres, realizado em Fortaleza - CE.Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, as gestoras e profissionais da rede de atendimento são a linha de frente das políticas públicas e instrumentos como essas cartilhas fortalecem o trabalho que já acontece nos territórios e ampliam o alcance da proteção para mulheres e meninas: “São essas profissionais que acolhem, orientam e garantem que os direitos das mulheres saiam do papel e se concretizem na vida real. Ao oferecer materiais atualizados e acessíveis, ampliamos a capacidade de resposta do Estado e fortalecemos a rede de proteção em todo o país”.Os materiais — uma reedição atualizada da cartilha sobre a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e uma cartilha sobre enfrentamento da violência sexual contra mulheres e meninas — serão disseminadas para as Casas da Mulher Brasileira, Centros de Referência, Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs) e outras instituições da rede de atendimento, fortalecendo o acesso à informação e o trabalho das gestoras públicas nos territórios.As cartilhas apresentam conteúdos em linguagem simples e acessível sobre direitos, serviços disponíveis e caminhos para buscar ajuda. O objetivo é ampliar o acesso à informação qualificada para mulheres em diferentes contextos do país e apoiar profissionais que atuam na prevenção e resposta à violência sexual e baseada no gênero.“Quando a informação chega de forma clara e acessível, ela pode salvar vidas. Essas cartilhas traduzem direitos e serviços em linguagem simples e ajudam mulheres a reconhecer situações de violência e saber onde buscar ajuda”, explica a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes. A cartilha sobre a Lei Maria da Penha reúne informações atualizadas sobre os mecanismos da legislação, os serviços da rede de atendimento e orientações práticas para mulheres, profissionais e gestoras que atuam no enfrentamento da violência.Já a cartilha sobre violência sexual oferece informações essenciais sobre direitos, bem como sobre os serviços de saúde e de proteção disponíveis. Ela orienta mulheres e meninas sobre como buscar apoio imediato, garantindo acesso rápido à rede de atendimento para cuidados de saúde, prevenção de gravidez indesejada, ISTs e HIV, e proteção legal, conforme assegurado pela Lei do Minuto Seguinte (Lei nº 12.845/2013), que prioriza a palavra da sobrevivente.As duas publicações reforçam o compromisso do Ministério das Mulheres e do UNFPA com a promoção de uma sociedade mais justa, segura e livre de violência contra todas as mulheres e meninas.Acesse as cartilhas:Violência sexual: como buscar ajuda e direitos das mulheres e meninasLei Maria da Penha: direitos das mulheres e meninas e como buscar ajudaFortalecimento da rede de proteçãoO lançamento ocorre durante o Encontro de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres, que reúne representantes de estados e municípios responsáveis pela implementação de políticas públicas para mulheres em todo o país.A iniciativa busca fortalecer a atuação da rede de proteção nos territórios, levando informações essenciais para profissionais que estão na linha de frente do atendimento a mulheres em situação de violência.Para saber mais, siga o @unfpabrasil nas redes! NOTAS PARA EDITORESSobre o UNFPAO UNFPA é a agência das Nações Unidas para saúde sexual e reprodutiva, atuando em mais de 150 países para promover os direitos e escolhas de mulheres, meninas e jovens. Nosso trabalho garante que toda gravidez seja desejada, todo parto seja seguro e todo jovem possa alcançar seu pleno potencial.Sobre o Ministério das MulheresInstituído em janeiro de 2023, o Ministério das Mulheres é o órgão do Governo do Brasil responsável pela formulação, coordenação e execução de políticas e diretrizes de garantia dos direitos das mulheres em articulação intersetorial e transversal junto aos órgãos públicos nos três níveis de gestão (União, estados e municípios), entidades públicas e privadas e organizações da sociedade civil.Contato para a imprensa: Luiza Olmedo, Oficial de Comunicação & Advocacy, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA): luolmedo@unfpa.org
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História
07 abril 2026
O que nos une: memórias de casa
Partir muitas vezes significa o que levar e o que deixar para trás. Ainda assim, alguns objetos, sejam pequenos, pessoais, frequentemente inesperados, atravessam fronteiras, carregando consigo o peso de um lar. Com o tempo, esses objetos passam a oferecer algo constante: um senso de familiaridade, um vínculo com aquilo que ficou para trás, uma forma de se agarrar a algo enquanto todo o resto muda. Para Juan Iván Espinoza Varela, esse objeto era um rádio. Aos 64 anos, ele deixou a Nicarágua, seguindo rumo ao norte pelo México em busca de um futuro melhor. Meses depois, voltou atrás, atravessando a pé a Ponte Rodolfo Robles, em Tecún Umán, entre a Guatemala e o México. Uma história entre muitas, cada uma carregada à sua maneira.No chiado do rádio Durante oito meses, Juan viveu nas ruas, aceitando qualquer trabalho que conseguia encontrar, até não conseguir mais continuar. Sua casa já havia sido vendida após a morte de sua esposa, e ele havia perdido o contato com os filhos, que agora vivem nos Estados Unidos. No caminho, alguém lhe deu um antigo rádio gravador. Ele o guardou consigo. Nas noites longas, o aparelho preenchia o silêncio. Nos dias difíceis, trazia uma sensação de companhia. Enquanto fazia o caminho de volta para casa, o rádio permaneceu ao seu lado, como um lembrete de que a gentileza existe, mesmo nos lugares mais remotos. O que a agulha guarda na memória Anna carrega o lar nas mãos. Em um pequeno quarto em Martin, na Eslováquia, ela passa horas bordando, costurando cenas coloridas que lhe lembram a vida que deixou para trás, na Ucrânia. É um processo lento e repetitivo, que traz uma sensação de cotidiano e familiaridade em meio a um tempo marcado pela incerteza. O bordado tornou-se mais do que um passatempo. Cada peça guarda fragmentos de memória, de lugares, de momentos e de uma identidade que o deslocamento não conseguiu apagar. Por meio do seu trabalho, Anna cria algo estável e seu, uma pequena ponte entre onde está agora e de onde veio. A música encontra o caminho de volta Mohammad cresceu com a música. Quando criança, aprendeu a tocar oud e ney, e mais tarde, passou a se apresentar com o irmão. A música fazia parte da vida cotidiana, o que moldou a sua visão de mundo. Por meio do programa Melodias Migrantes da OIM, na Turquia, ele voltou à música, desta vez aprendendo a tocar bağlama. O que retomou foi mais do que um instrumento. Tornou-se uma forma de se reconectar consigo mesmo e com os outros, transformando algo do seu passado em uma fonte de conforto, propósito e pertencimento. Entre dois lugares Quando Yalethe deixou a Venezuela, há sete anos, levou apenas o que conseguia carregar. Entre seus pertences estava uma rede, algo que sabia que iria precisar. Ela a acompanhou na travessia da fronteira com o Brasil, tornando-se um lugar para sentar, dormir e descansar, quando não havia mais quase nada. Em Boa Vista (RR), Yalethe e o marido encontraram abrigo temporário na casa de um amigo, um espaço que aos poucos se transformou em acolhimento para outras pessoas que chegavam sem ter para onde ir. Anos depois, a rede ainda está lá, exatamente como ela a trouxe ao cruzar a fronteira pela primeira vez: um lugar de descanso e uma lembrança de tudo o que sustentou ao longo do caminho. Uma amiga durante a noite “Ela é minha amiga, e tem medo de ficar sozinha”, diz Abeer, de sete anos, deslocada na Cidade de Gaza. Enquanto sua família fugia, Abeer segurava seu bichinho de pelúcia com força, recusando-se a deixá-lo para trás. Ela o trouxe consigo porque é sua “amiga”, a única coisa que ainda lhe parece familiar. Sua irmã, Nada, também tem um: grande, branco e fofinho. Após mais de dois anos de deslocamento, medo e perdas, esses brinquedos se tornaram mais do que simples objetos de brincar. Eles oferecem conforto, uma sensação de segurança e algo firme a que se agarrar em um mundo que mudou ao redor delas. Um pequeno jardim de outro lugar Em um abrigo temporário em El Progreso, Honduras, Elia permanece junto à janela, mantendo perto de si as plantas que trouxe. São coisas simples, mas que a fazem lembrar de casa, da vida que deixou para trás depois da Tempestade Tropical Sara. Cuidar delas lhe dá algo familiar a que se apegar. Em um lugar que ainda parece provisório, esses pequenos cuidados a ajudam a construir um espaço que se pareça um pouco mais com seu. O peso do orgulho Quando Valentina deixou sua casa na Ucrânia, não sabia por quanto tempo ficaria longe nem do que iria precisar. Ficou horas diante da mala, sem conseguir decidir o que levar. No fim, colocou nela as medalhas da filha. Elas marcavam anos de esforço e conquistas, momentos que ela acompanhou com orgulho, da escola à universidade. Valentina as levou consigo ao fugir para a Moldávia, chegando à margem esquerda do rio Nistro apenas alguns dias após o início da guerra. “Quando cheguei e finalmente abri minha mala, as medalhas estavam logo em cima”, conta ela. “Minha filha olhou para elas, surpresa, e perguntou: ‘Mãe, foi isso que você escolheu trazer com você?’ Então ela começou a chorar.”Ainda estou aqui Na vila de Sa’dah, em Anbar, no Iraque, Afif Wahesh segura uma antiga fotografia de equipe, observando rostos conhecidos de outro tempo. Encontrada entre os escombros do Fórum da Juventude de Sa’dah, antes o coração da vida comunitária, a imagem guarda memórias de uma vila que já foi vibrante e cheia de vida. Depois de retornar em 2018, Afif ajudou a reconstruir o espaço, mantendo a fotografia como lembrança de que, mesmo após anos de conflito e deslocamento, a história da comunidade permanece. A forma do conforto Karina tinha 10 anos quando ganhou dos pais o brinquedo de pelúcia. Ela o chamou de Vasya. Mais de duas décadas depois, ele ainda está com ela. Quando sua família deixou a Ucrânia em 2014, à medida que a situação na região se tornava cada vez mais insegura, ela fez as malas às pressas. Entre as poucas coisas que escolheu levar, Vasya foi a primeira. Desde então, ele viajou com ela por vários países da Europa, incluindo a Polônia, onde ela vive há 11 anos. A cada mudança, a cada novo começo, ele permaneceu como uma constante e uma lembrança de casa transportada através das fronteiras. Uma xícara de café Em Obock, no Djibuti, Zinach está sentada entre outras mulheres enquanto o café é preparado e servido, seu aroma se espalhando pelo ar. No centro, a cerimônia segue passos familiares: pequenas xícaras organizadas, mãos se movendo em ritmo, a jebena colocada no centro. Para Zinach, isso é mais do que uma rotina. “Eu adoro as cerimônias do café com as mulheres daqui”, diz ela. “Isso me faz lembrar de casa.” A ausência das coisas Noor Ahmad passou 26 anos no Irã, onde mantinha uma pequena loja. Após perder o pai, voltou-se para a cura com cristais, uma terapia alternativa na qual acredita ser possível restaurar o equilíbrio por meio da energia das pedras. Hoje, usa um anel com pedras incrustadas, uma das poucas coisas que conseguiu manter consigo após retornar ao Afeganistão com quase nada para reconstruir a própria vida. “Agora não tenho nada — nem ferramentas, nem pedras, nem um lugar para morar”, diz ele. Sobre a OIM: Estabelecida em 1951, a OIM, Agência da ONU para as Migrações, é o principal organismo intergovernamental no campo da migração. A OIM está presente no Brasil desde 2016. O trabalho da OIM tem como foco os seguintes três objetivos:Salvar vidas e proteger pessoas em movimento: para cumprir esse objetivo, a OIM coloca em primeiro lugar a segurança, dignidade e proteção das pessoas, nos contextos de resposta a crises mais desafiadores no mundo.Impulsionar soluções para o deslocamento: em resposta a esse objetivo, a OIM se esforça para reduzir os riscos e impactos da mudança do clima, degradação ambiental, conflitos e instabilidade de comunidades afetadas por ou em risco de deslocamento.Facilitar vias para a migração regular: para abordar essa meta, a OIM prioriza abordagens que abranjam de forma total o governo e a sociedade para conectar de forma segura pessoas, bens, serviços, conhecimentos e inovação.Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes e visite a página da OIM no Brasil: https://brazil.iom.int/pt-br
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História
23 março 2026
“Elas do Campo à Mesa”: a força das mulheres que sustentam a segurança alimentar no Brasil
O ofício começou cedo, uma herança passada de geração em geração sob a sombra dos coqueiros. Em Zé Doca, no interior do Maranhão, Eronildes Souza da Silva iniciou sua jornada aos 10 anos, enquanto Maria Rita Souza da Silva começou aos 12. Elas são quebradeiras de coco babaçu, mulheres que transformam a riqueza da terra em sustento, mas que muitas vezes enfrentam a invisibilidade de uma jornada dupla.“Agricultura é vida e aqui nós estamos inseridas”, resume Maria Rita, com a sabedoria de quem conhece o solo. Para Eronildes, o trabalho na extração do coco se soma aos cuidados com a casa e os filhos, evidenciando um esforço que vai além do campo. Essa sobrecarga é confirmada pelo relatório global de 2023 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que aponta que as mulheres dedicam, em média, pelo menos três vezes mais tempo do que os homens ao trabalho de cuidado não remunerado e aos afazeres domésticos. A realidade de persistência é o coração da campanha “Elas do Campo à Mesa: onde há alimento, há trabalho de mulheres”. A iniciativa é realizada no âmbito do acordo de cooperação entre o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), organismo da ONU especializado em infraestrutura, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Itaipu Binacional. A parceria estabelece o apoio do UNOPS para a reforma e modernização de armazéns graneleiros da Conab, com olhar atento às necessidades de todas as pessoas - entre elas, as mulheres. Com a campanha, que acontece ao longo de todo mês de março no Instagram da Conab, a proposta é percorrer o país para dar visibilidade às mulheres que fazem o alimento chegar ao prato dos brasileiros.Cuidado nos processosDepois do trabalho no campo, a jornada do alimento continua nos silos de armazenamento, onde a precisão é fundamental. Em Ponta Grossa, no Paraná, Juliane Aparecida Schneider de Oliveira é quem comanda esse fluxo. Com 11 anos de Conab, ela hoje opera o sistema que controla a entrada e saída de grãos, em um setor historicamente masculino.“As mulheres trazem para o setor operacional não apenas uma melhoria nas relações interpessoais, mas também uma organização ímpar e muita agilidade”, afirma. Juliane destaca que a presença feminina nos armazéns trouxe organização, mas também revelou a necessidade de adaptações estruturais. Ela lembra, por exemplo, de quando precisava dividir o banheiro com colegas homens e da falta de estrutura para motoristas mulheres. Como resposta a essas demandas, o projeto de modernização das Unidades Armazenadoras da Conab, apoiado pelo UNOPS, incluirá espaços adequados para o público feminino na sua próxima fase.Resistência nas rodoviasSeguindo o caminho dos alimentos, para que o grão saia do silo e atravesse o país, o trajeto exige resistência. É na estrada que Eliziane de Barros e Regiane Oliveira, encontram seu escritório sobre rodas. Elas fazem parte de um grupo de mais de 32 mil caminhoneiras, um número que cresceu 58% na última década, segundo dados do Ministério dos Transportes.Para Eliziane, de 26 anos, a profissão é um misto de "liberdade com responsabilidade", mas os desafios são diários: desde o preconceito até a falta de banheiros limpos e seguros nas rodovias. Regiane relata que, ao chegar para descarregar, ainda é comum ser confundida com a esposa de algum motorista. “Já passou da hora de quebrar esse tabu”, afirma.O destino final: a mesaO ciclo se encerra com a solidariedade e a nutrição. Em Santa Rosa do Piauí (PI), Francisca Idelvane Muniz recebe semanalmente alimentos frescos através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Para ela, saber que sua família é nutrida pelo alimento produzido por outras mulheres traz uma garantia extra de qualidade.“Posso garantir a segurança alimentar e nutricional da minha família com itens de qualidade, principalmente porque são produzidos por mulheres”, ressalta Francisca.Para a diretora-executiva da Conab, Rosa Neide Sandes, dar visibilidade a essas histórias é o primeiro passo para a equidade: “Tornar esse trabalho visível é fundamental, mas é igualmente fundamental que essas mulheres ocupem espaços de decisão e gestão em toda a cadeia produtiva.” Para saber mais, acompanhe a campanha no Instagram da Conab (@conab_oficial) e siga @unops_official nas redes!
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História
05 março 2026
Entre perdas e recomeços: a resiliência feminina frente aos desafios climáticos em Petrópolis
Com origem tupi, Itaipava significa “pedra que chora”. Por conta do volume de água que escorre sobre as formações rochosas da Serra da Estrela, esse é o nome do distrito de Petrópolis (RJ) que há 34 anos é lar de Cristina do Rosário. Nascida e criada no município, ela é funcionária de uma escola pública da região, mãe de três filhos e coordenadora do Núcleo Comunitário de Defesa Civil do Vale do Cuiabá (NUDEC). Embora o bairro seja conhecido por condomínios de alto padrão, a região também vivenciou, nos últimos anos, eventos climáticos cujo impacto deixou marcas no território e na população. O Vale do Cuiabá é uma das 13 comunidades mais vulneráveis a eventos climáticos extremos de Petrópolis. Em fevereiro de 2008, Cristina estava grávida de sete meses; sua casa com móveis recém-comprados e o quarto do bebê praticamente pronto. Quando a enchente começou, Cristina e o marido agiram como de costume, protegendo os objetos da casa para tentar salvar seus pertences. “A gente tinha ganchos na sala. Passava as cordas por trás do sofá, suspendia e jogava as coisas por cima. Sempre choveu assim, coisa de meio metro, até um metro de água. A gente secava a parede e pintava. Mas 2008 foi a primeira tragédia de uma proporção muito maior que aconteceu na região”, relembra. Cristina conta que, ao chegar à porta da sala, a água já estava na altura da cintura e continuava subindo rapidamente. Foi então que avisou o marido para largar tudo e sair, pois não havia mais tempo. Por conta da gravidez e da correnteza, precisou ser retirada de casa com a ajuda de moradores, e levada com o marido para a casa de um vizinho em uma área mais estável. A região foi severamente atingida por deslizamentos de terra que soterraram diversas casas, resultando em grandes perdas materiais e de vidas. A tragédia impactou profundamente a comunidade e dificultou o acesso dos bombeiros, devido ao acúmulo de água e terra.
Cerca de 10 dias após o episódio de extremo estresse, Cristina perdeu o bebê. Devido ao trauma, ela perdeu temporariamente o movimento das pernas, passando a usar uma cadeira de rodas. Na mesma semana, uma vizinha de 18 anos grávida, Daniela Beatriz Maciel, acordou com a casa alagada e entrou em trabalho de parto. Nascia Ana Beatriz Maciel. Em desespero, sem saber como acalmar a recém-nascida, a mãe buscou apoio justamente em quem sempre esteve presente na comunidade em situações difíceis: Cristina. A menina, que só se acalmava em seus braços, entrou em sua vida para nunca mais sair. “Foi a Ana Beatriz que me tirou da cadeira de rodas. Lembro até hoje dos bracinhos dela no meu ombro, quando a mãe a colocou no meu colo. Em quatro dias, eu já estava andando novamente. Peguei as roupinhas que ganhei para lavar e pensava nela, ela não tinha nada. Ela me chamava de mãe”, relata. Nessa época, já existia uma rede de apoio entre as mulheres da comunidade: a mãe de Ana Beatriz contou com o suporte de Cristina, e foi assim que ela encontrou forças para recomeçar e fortalecer essa rede - que posteriormente se transformou no NUDEC do Vale do Cuiabá, formado por 14 mulheres.
O início do NUDEC
Em 2011, a Região Serrana voltou a ser atingida por fortes chuvas, e as consequências levaram a uma das maiores catástrofes do país. Esse episódio despertou em Cristina a necessidade de se capacitar para agir em situações de risco. Após uma formação de três anos e meio pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), ela se tornou monitora socioambiental. Com esse processo surgiram os NUDECs, Núcleos Comunitários de Defesa Civil, que têm como objetivo mobilizar, organizar e capacitar moradores para a prevenção de desastres, promovendo informação, preparação e resposta rápida em situações de emergência. Em 2012, Cristina apoiou a criação do Núcleo do Vale do Cuiabá, que funciona até hoje no terreno de sua casa, onde atua como coordenadora. “Foi depois dos cursos e da capacitação com a Defesa Civil que percebi que quase fui uma vítima fatal por não saber o que fazer. Eu estava aqui, dentro da minha casa, onde hoje funciona o NUDEC, preocupada com meus bens materiais. Sou uma resiliente de 2008”, conta Cristina. Por se tratar de uma comunidade grande, ela se questionava se daria conta da responsabilidade. "Hoje vejo a importância do meu trabalho. Estamos sempre fazendo capacitações, e tudo o que aprendo é para salvar a minha vida, a da minha família e a da minha comunidade. Por isso digo que esse conhecimento é tão importante. Moro aqui há 34 anos e sempre sofri com as tragédias das enchentes, mas não sabia o que fazer. Hoje eu sei”, afirma a coordenadora. Em 2025, uma nova iniciativa passou a apoiar a preparação da região. O Vale do Cuiabá é um dos territórios de Petrópolis contemplados pela iniciativa RJ Resiliente, parceria do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU Habitat). A iniciativa promove ações de conscientização e mobilização comunitária voltadas à prevenção de riscos de desastres, integradas à promoção da resiliência urbana e climática. O RJ Resiliente conta com o apoio de representantes do NUDEC como Cristina, que já possuem conhecimento aprofundado sobre o território e sobre estratégicas compartilhadas nos treinamentos da Defesa Civil. Para ela, a iniciativa representa um fortalecimento concreto do trabalho que já desenvolvia na comunidade, ao ampliar o acesso para mais moradores às ações de prevenção de riscos. Como coordenadora, Cristina viabilizou a divulgação das oficinas no Vale do Cuiabá junto à rede da comunidade. Ela participa ativamente dos encontros e contribui com a aplicação de metodologias pensadas para a realidade local. Nas oficinas, realizadas nas 13 comunidades do município mais vulneráveis a eventos extremos, são compartilhadas noções básicas sobre riscos de desastres, monitoramento climático, mapeamento de áreas vulneráveis e definição de rotas seguras. A comunidade também aprende a montar sensores caseiros de baixo custo - como pluviômetros, anemômetros e infiltrômetros - que auxiliam na identificação de situações de risco e na tomada de decisão sobre o momento de se deslocar para os pontos de apoio, priorizando sempre a prevenção e a segurança coletiva. “No Brasil não tem cultura de prevenção de risco de desastres. As comunidades precisam de educação; é necessário levar para a comunidade mais conhecimento, saber o momento de sair, buscar os pontos de apoio, interpretar os alertas e as sirenes.” O apoio ao NUDEC é apenas uma das muitas frentes assumidas pelas mulheres do Vale do Cuiabá. Ao todo, são 14 mulheres envolvidas, além do marido e do filho de Cristina e do voluntário Pedro Rabello, responsável pela criação da primeira plataforma online de um NUDEC. Cristina relata que as dificuldades e o preconceito não a impediram de chegar onde desejava, sempre estudando e se esforçando para ocupar diferentes espaços. “Falamos muito sobre o poder público, mas qual é o meu papel nisso? Quando busco conhecimento e sei o que fazer, eu me fortaleço”, completa. “As mulheres cuidam do território nos mínimos detalhes: cuidam da casa, do trabalho, dos filhos, da família e ainda encontram tempo para cuidar da comunidade. Aqui são mulheres na liderança. Quem olha com preconceito vê uma mulher negra e pobre, e eu estou aqui. Só estou nesse lugar porque tenho capacidade, e vejo que inspiro outras mulheres a se sentirem empoderadas também, a saberem que podem”, completa.
Cerca de 10 dias após o episódio de extremo estresse, Cristina perdeu o bebê. Devido ao trauma, ela perdeu temporariamente o movimento das pernas, passando a usar uma cadeira de rodas. Na mesma semana, uma vizinha de 18 anos grávida, Daniela Beatriz Maciel, acordou com a casa alagada e entrou em trabalho de parto. Nascia Ana Beatriz Maciel. Em desespero, sem saber como acalmar a recém-nascida, a mãe buscou apoio justamente em quem sempre esteve presente na comunidade em situações difíceis: Cristina. A menina, que só se acalmava em seus braços, entrou em sua vida para nunca mais sair. “Foi a Ana Beatriz que me tirou da cadeira de rodas. Lembro até hoje dos bracinhos dela no meu ombro, quando a mãe a colocou no meu colo. Em quatro dias, eu já estava andando novamente. Peguei as roupinhas que ganhei para lavar e pensava nela, ela não tinha nada. Ela me chamava de mãe”, relata. Nessa época, já existia uma rede de apoio entre as mulheres da comunidade: a mãe de Ana Beatriz contou com o suporte de Cristina, e foi assim que ela encontrou forças para recomeçar e fortalecer essa rede - que posteriormente se transformou no NUDEC do Vale do Cuiabá, formado por 14 mulheres.
O início do NUDEC
Em 2011, a Região Serrana voltou a ser atingida por fortes chuvas, e as consequências levaram a uma das maiores catástrofes do país. Esse episódio despertou em Cristina a necessidade de se capacitar para agir em situações de risco. Após uma formação de três anos e meio pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), ela se tornou monitora socioambiental. Com esse processo surgiram os NUDECs, Núcleos Comunitários de Defesa Civil, que têm como objetivo mobilizar, organizar e capacitar moradores para a prevenção de desastres, promovendo informação, preparação e resposta rápida em situações de emergência. Em 2012, Cristina apoiou a criação do Núcleo do Vale do Cuiabá, que funciona até hoje no terreno de sua casa, onde atua como coordenadora. “Foi depois dos cursos e da capacitação com a Defesa Civil que percebi que quase fui uma vítima fatal por não saber o que fazer. Eu estava aqui, dentro da minha casa, onde hoje funciona o NUDEC, preocupada com meus bens materiais. Sou uma resiliente de 2008”, conta Cristina. Por se tratar de uma comunidade grande, ela se questionava se daria conta da responsabilidade. "Hoje vejo a importância do meu trabalho. Estamos sempre fazendo capacitações, e tudo o que aprendo é para salvar a minha vida, a da minha família e a da minha comunidade. Por isso digo que esse conhecimento é tão importante. Moro aqui há 34 anos e sempre sofri com as tragédias das enchentes, mas não sabia o que fazer. Hoje eu sei”, afirma a coordenadora. Em 2025, uma nova iniciativa passou a apoiar a preparação da região. O Vale do Cuiabá é um dos territórios de Petrópolis contemplados pela iniciativa RJ Resiliente, parceria do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU Habitat). A iniciativa promove ações de conscientização e mobilização comunitária voltadas à prevenção de riscos de desastres, integradas à promoção da resiliência urbana e climática. O RJ Resiliente conta com o apoio de representantes do NUDEC como Cristina, que já possuem conhecimento aprofundado sobre o território e sobre estratégicas compartilhadas nos treinamentos da Defesa Civil. Para ela, a iniciativa representa um fortalecimento concreto do trabalho que já desenvolvia na comunidade, ao ampliar o acesso para mais moradores às ações de prevenção de riscos. Como coordenadora, Cristina viabilizou a divulgação das oficinas no Vale do Cuiabá junto à rede da comunidade. Ela participa ativamente dos encontros e contribui com a aplicação de metodologias pensadas para a realidade local. Nas oficinas, realizadas nas 13 comunidades do município mais vulneráveis a eventos extremos, são compartilhadas noções básicas sobre riscos de desastres, monitoramento climático, mapeamento de áreas vulneráveis e definição de rotas seguras. A comunidade também aprende a montar sensores caseiros de baixo custo - como pluviômetros, anemômetros e infiltrômetros - que auxiliam na identificação de situações de risco e na tomada de decisão sobre o momento de se deslocar para os pontos de apoio, priorizando sempre a prevenção e a segurança coletiva. “No Brasil não tem cultura de prevenção de risco de desastres. As comunidades precisam de educação; é necessário levar para a comunidade mais conhecimento, saber o momento de sair, buscar os pontos de apoio, interpretar os alertas e as sirenes.” O apoio ao NUDEC é apenas uma das muitas frentes assumidas pelas mulheres do Vale do Cuiabá. Ao todo, são 14 mulheres envolvidas, além do marido e do filho de Cristina e do voluntário Pedro Rabello, responsável pela criação da primeira plataforma online de um NUDEC. Cristina relata que as dificuldades e o preconceito não a impediram de chegar onde desejava, sempre estudando e se esforçando para ocupar diferentes espaços. “Falamos muito sobre o poder público, mas qual é o meu papel nisso? Quando busco conhecimento e sei o que fazer, eu me fortaleço”, completa. “As mulheres cuidam do território nos mínimos detalhes: cuidam da casa, do trabalho, dos filhos, da família e ainda encontram tempo para cuidar da comunidade. Aqui são mulheres na liderança. Quem olha com preconceito vê uma mulher negra e pobre, e eu estou aqui. Só estou nesse lugar porque tenho capacidade, e vejo que inspiro outras mulheres a se sentirem empoderadas também, a saberem que podem”, completa.
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História
27 fevereiro 2026
“É assim que a gente aprende: vivendo e cuidando juntas”
No Alto Rio Negro, o tempo não se mede apenas em horas, mas em dias de viagem. Entre comunidades separadas por rios extensos, florestas densas e uma das maiores biodiversidades do planeta, chegar a um hospital pode significar uma jornada longa demais para uma criança pequena com diarreia ou uma gestante em situação de risco. É nesse intervalo, entre o surgimento dos primeiros sintomas e a chegada ao atendimento especializado, que a vida, muitas vezes, é decidida.É ali que entram os Agentes Indígenas de Saúde: Maura, Doriendson e Dineia. Eles vivem e trabalham em pontos diferentes do território de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, mas compartilham uma mesma missão: garantir que mães e crianças não fiquem sozinhas diante da doença, da gravidez ou do parto, mesmo onde o acesso aos serviços de saúde é limitado. Seu trabalho se constrói no cotidiano das comunidades, em diálogo direto com o território, a biodiversidade e os modos de vida que dependem do equilíbrio entre rio, floresta, alimento e cuidado.Esse olhar atento ganhou ainda mais força após as formações da estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância, conhecida como AIDPI Comunitário, apoiadas pelo UNICEF por meio do projeto “Proteção Integral e Promoção dos Direitos de Crianças, Adolescentes e Jovens Indígenas na Amazônia Legal Brasileira”, desenvolvido pelo Fundo Brasil–ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (MPTF), no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto do Rio Negro.Desde o início do projeto, o UNICEF atua em articulação com o DSEI, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), o Instituto Amazônia Açu (Iaçu), lideranças indígenas e equipes locais de saúde para planejar ações adaptadas aos contextos culturais, linguísticos, ambientais e geográficos das comunidades. O foco é fortalecer o cuidado de base comunitária por meio da estratégia AIDPI Comunitário, reconhecendo o papel central de agentes indígenas de saúde, parteiras, pajés e lideranças comunitárias no cuidado cotidiano das crianças e de suas famílias. Dineia: saberes que nascem do territórioNo distrito de Assunção do Içana, no Alto Rio Negro, o cuidado com gestantes e recém-nascidos começa muito antes de qualquer hospital. Dineia Fernandes Dávila, 48 anos, é parteira-chefe da região e atua há mais de duas décadas acompanhando mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto. Seu trabalho se constrói a partir da combinação entre a medicina ocidental e os saberes tradicionais indígenas, profundamente ligados ao território e à biodiversidade local.“A gente usa o remédio do homem branco, os medicamentos que vêm da ciência da cidade, mas ao mesmo tempo usamos os nossos medicamentos tradicionais, são folhas e raízes da floresta”, explica Dineia. Esses saberes incluem práticas de cuidado transmitidas entre gerações, como o uso de chás, ervas, rezas e orientações alimentares no pós-parto, que dependem diretamente da floresta, dos rios e dos recursos naturais disponíveis nas comunidades.Para Dineia, proteger a saúde das mulheres e das crianças passa também por preservar o ambiente que sustenta essas práticas. O conhecimento que ela carrega vem das mulheres mais velhas de sua família e da convivência com outras parteiras: “Eu aprendi com a minha mãe, com a minha avó e com as mulheres mais velhas. É assim que a gente aprende: vivendo e cuidando juntas”.Ao longo dos anos, Dineia acompanhou dezenas de partos em comunidades onde o deslocamento até um hospital pode levar dias: “Aqui a criança nasce no normal. Só quem está em risco é que vai para o hospital.”Nas formações do AIDPI Comunitário, apoiadas pelo UNICEF, Dineia encontrou um espaço de troca entre saberes do seu povo e conhecimentos técnicos da saúde. Em 2025, foram realizadas duas oficinas presenciais, em Assunção do Içana e no Polo Base de Yauaretê, reunindo aproximadamente 100 participantes, entre Agentes Indígenas de Saúde, AISANs, parteiras, pajés e lideranças comunitárias. Nos encontros, são discutidos temas como aleitamento materno, alimentação no pós-parto, sinais de risco na gestação e os impactos da mudança climática no cuidado com mães e bebês. “É uma troca. A gente ensina e aprende”, resume. A mudança global do clima, cada vez mais frequentes na região, já influenciam práticas passadas de geração em geração: “Com a mudança do tempo, hoje a gente já não dá banho no bebê logo que nasce. Espera pelo menos 24 horas”.As formações abordaram o acompanhamento contínuo das crianças, o manejo inicial de diarreia, desidratação, infecções respiratórias e desnutrição, além da organização dos fluxos de encaminhamento. A adaptação do cuidado ao ambiente reforça o papel dos saberes tradicionais como práticas vivas, que se transformam para proteger a saúde das crianças.Além de atuar como parteira, Dineia acompanha o pré-natal em parceria com as equipes de saúde e orienta gestantes sobre alimentação, descanso e cuidados básicos. Para ela, fortalecer o cuidado comunitário é também fortalecer a autonomia das mulheres e reduzir riscos desnecessários. “A gente trabalha como voluntária, com amor e carinho. As pessoas chamam a gente quando precisam. Há, infelizmente, um grande número de jovens grávidas na nossa região que precisam de acompanhamento e informação”, afirma.Para Dineia, investir na formação contínua de parteiras e agentes indígenas de saúde é essencial para garantir que esse cuidado chegue a quem mais precisa, especialmente em um território marcado por longas distâncias e acesso limitado aos serviços especializados. “A capacitação é muito importante e precisa continuar. Hoje ainda precisamos de muito de materiais básicos como tesoura, materiais de parto, botas e bacias, mas com o projeto já conseguimos avançar muito nos cuidados da nossa comunidade”, defende.Maura: observar cedo para agir rápidoMaura Vaz Peixoto, 42 anos, mulher indígena do povo Tucano, conhece bem essa realidade de Dineia. Em sua área, ela percorre casas de duas comunidades, Boca da Estrada e Nova Esperança, como Agente Indígena de Saúde (AIS), parteira e liderança comunitária. Três vezes por semana, ao longo do mês, visita cerca de 38 famílias, acompanhando crianças pequenas, mulheres gestantes e idosos. “Eu faço visita domiciliar, casa por casa. Quando vejo que a criança está fraca, gripada ou com diarreia, eu observo bem. Se pode virar sinal de perigo, eu encaminho rápido”, explica. Esse olhar atento foi fortalecido nas oficinas da AIDPI Comunitário: “Antes, eu só visitava. Hoje eu observo mais. Aprendi a identificar quando a criança pode piorar.”No cuidado diário, ela combina o uso de medicamentos do sistema de saúde com práticas tradicionais, como chás preparados a partir de plantas locais para aliviar sintomas leves e fortalecer o organismo. “A gente usa dois tipos de cuidado: o medicamento dos brancos e o da nossa cultura. Os dois caminham juntos. Aprendemos com outros povos como preparar chás da nossa cultura. Cada região e cada etnia tem seus conhecimentos, nas oficinas de AIDPI a gente também troca essas experiências.”Em um território onde a qualidade da água varia conforme o período de cheias e secas, e onde a biodiversidade influencia diretamente a alimentação das famílias, reconhecer precocemente sinais de desidratação e desnutrição pode significar salvar vidas. “Esse conhecimento eu vou passar para nossas filhas e para nossas noras. São elas que vão cuidar no futuro,” afirma Maura.Doriendson: o cuidado que atravessa distânciasEm outra comunidade no Amazonas, em São Joaquim, Doriendson Felipe Paulino, de 31 anos, da etnia Koripako, enfrenta desafios semelhantes. As casas ficam espalhadas ao longo do rio, e muitas famílias só conseguem chegar ao polo base depois de horas, às vezes dias, de deslocamento.“Quando a criança começa a ter diarreia, se não cuidar logo, pode piorar rápido. Nem todas as crianças, mulheres e idosos falam português. Alguns não entendem, outros têm medo de falar. A gente também ajuda traduzindo e acompanhando”, conta. Nas formações apoiadas pelo UNICEF, ele também aprendeu a orientar as famílias, além de reconhecer quando o caso pode ser acompanhado na comunidade e quando precisa ser encaminhado:“Antes do curso, alguns enfermeiros já tinham me passado orientações básicas, mas com essa capacitação eu me aprofundei mais. Aprendi melhor como acompanhar os pacientes e agir em situações que fogem do normal”. O AIS também acompanha casos mais complexos, como o de um adolescente com epilepsia, cuja família enfrenta dificuldades para manter o uso regular da medicação. “Se ele não toma o remédio no horário certo, a crise vem. A gente acompanha de perto.”Doriendson atua como um elo entre a comunidade e a rede de saúde, ajudando a reduzir deslocamentos desnecessários e garantindo que os casos mais graves cheguem mais rápido ao atendimento especializado. “Esse curso foi fundamental. Seria muito bom ter capacitações como essa todos os anos, para atualizar nossos conhecimentos e ajudar ainda mais a comunidade”.Uma rede que se fortalece com a formaçãoDesde o início do projeto, o UNICEF atua em articulação com o DSEI Alto do Rio Negro, lideranças indígenas e equipes locais para adaptar a estratégia AIDPI Comunitário às realidades culturais, ambientais e geográficas do território. As oficinas utilizam metodologias participativas e práticas, começando com escuta ativa e cartografia do território para identificar riscos, saberes locais e desafios específicos de cada região.Para Maura, Doriendson e Dineia, essas formações ganham sentido no dia a dia, na casa visitada, na criança observada com atenção, na gestante acompanhada desde o início. Esse cuidado se torna ainda mais urgente em um território cada vez mais afetado pela mudança climática. Secas e cheias extremas impactam a qualidade da água, a segurança alimentar e aumentam o risco de doenças de transmissão hídrica, especialmente entre crianças pequenas.Ao fortalecer a identificação precoce de sinais de desidratação e desnutrição e orientar as famílias sobre cuidados preventivos, o projeto contribui para evitar agravamentos evitáveis em regiões onde o hospital pode estar a dias de distância.No Alto Rio Negro, onde o rio é caminho e o tempo é precioso, o cuidado começa antes do hospital. Ele começa na escuta atenta, no olhar treinado e na confiança de quem conhece o território. E é assim, com Maura, Doriendson, Dineia e tantos outros Agentes, que o cuidado chega primeiro. Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.
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História
26 fevereiro 2026
“Passar de ano foi aquela alegria, achei o máximo!”
O sonho de Benedita de Jesus Conceição da Costa, de 15 anos, é ser policial ou enfermeira e ela estuda muito para isso. Estudante que havia ficado afastada da escola conseguiu avançar duas séries em um ano.Vinda do interior do Amapá, onde ela morava com a avó, Benedita se mudou para o município de Santana, na região metropolitana de Macapá, no início de 2025, para morar com o irmão mais velho. Como ela tinha ficado fora da escola por dois anos, ela precisou de apoio para retomar seus estudos.Foi inicialmente matriculada no 6º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Prof. Francisco Walcy Lobato Lima e passou a participar da turma do Programa Travessia, que atende 23 estudantes de 13 a 17 anos em situação de distorção idade-série no 6º e 7º ano. Ela avançou tanto nas suas aprendizagens que começou 2026 já no oitavo ano.Lançado em 2020, o Programa Travessia tem como principal objetivo promover o enfrentamento da cultura do fracasso escolar, em especial da distorção idade-ano de estudantes dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental das escolas estaduais do Amapá.A professora de matemática de Benedita, Natally Campos Vilhena, contou que tudo encantava a estudante quando chegou: a escola grande, o contato com crianças da mesma idade, pessoas com quem queria conversar. "Ela é muito alegre, empolgada para estudar", diz a professora. Apesar do entusiasmo, Benedita chegou com muitas dificuldades para ler e escrever e para realizar as operações matemáticas.Com o acompanhamento das professoras de Língua Portuguesa e Matemática, a adolescente começou a avançar no segundo semestre. “Ela começou a vir à minha mesa só para tirar dúvida e voltava para resolver sozinha, fiquei muito impressionada com o desenvolvimento dela", relembra Natally.Benedita reconhece a importância do apoio que teve dos professores da escola: “Fiquei dois anos sem estudar, e quando entrei no Walcy tive um apoio que nem sei como explicar, eu ia na mesa dos professores até saber a resposta. Passar de ano foi aquela alegria, achei o máximo!”.Uma das mudanças que aconteceram no segundo semestre foi a transferência da turma do Travessia para uma sala de aula com cinco mesas redondas, nas quais os estudantes são agrupados considerando as aprendizagens que precisam consolidar, com quatro ou cinco em cada mesa. Essa configuração permitiu que a professora estimulasse maior interação entre os grupos, mudando os estudantes de mesa conforme avançavam.Natally afirma que a transformação de Benedita foi visível. Hoje ela está bem mais confiante, consegue responder perguntas em sala de aula e demonstra estar muito mais feliz.Sobre a estratégia Trajetórias de Sucesso EscolarO programa do governo amapaense faz parte da estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, iniciativa do UNICEF com o objetivo de facilitar um diagnóstico amplo sobre a distorção idade-série e o fracasso escolar no País, e oferecer um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de políticas educacionais que promovam o acesso à educação, a permanência na escola e a aprendizagem desses estudantes. O site da estratégia disponibiliza materiais pedagógicos – com as experiências didáticas –, textos, vídeos e dados relativos às taxas de distorção, abandono escolar e reprovação, com recortes por gênero, raça e localidade, que mostram as relações entre o atraso escolar e as desigualdades brasileiras.Para a estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, o UNICEF conta com a parceria estratégica de Grupo Profarma e Instituto Claro, e com apoio da Fundação Itaú. A estratégia é desenvolvida em parceria técnica e de implementação com a Roda Educativa. Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página das Trajetórias de Sucesso Escolar: https://www.unicef.org/brazil/trajetorias-de-sucesso-escolar-0
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Notícias
09 abril 2026
Coletiva de imprensa: Lançamento do Relatório sobre Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável de 2026
Faltando apenas quatro anos para o prazo final de cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o aumento da fragmentação global e a diminuição da colaboração estão colocando em risco os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A histórica Quarta Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento (FFD4), realizada no ano passado em Sevilha, Espanha, resultou no Compromisso de Sevilha, um plano de ação para o financiamento do desenvolvimento.O Relatório sobre Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável 2026: Implementação do Compromisso de Sevilha mostrará como esse acordo histórico pode ser posto em prática para reverter as atuais tendências perigosas no financiamento para o desenvolvimento. Publicado pela Força-Tarefa Interinstitucional do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Financiamento para o Desenvolvimento, o relatório oferece recomendações concretas para ampliar os investimentos nos ODS, reformar a arquitetura financeira internacional e recuperar perdas recentes. SERVIÇO: Lançamento do Relatório sobre Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável 2026QUANDO: Quinta-feira, 9 de abril de 202613h45min (horário de Brasília)A apresentação será feita após a coletiva de imprensa do porta-voz do Secretário-Geral da ONU. ONDE: Sala de Coletivas de Imprensa da ONU, S-237, Nova Iorque Acompanhe a transmissão ao vivo em https://webtv.un.org/en/asset/k1a/k1adjitjye QUEM: Li Junhua, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) Shari Spiegel, diretora do Escritório de Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável (FSDO) NOTAS PARA EDITORESO Relatório sobre Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável de 2026 é elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA), em estreita cooperação com o Grupo do Banco Mundial, o FMI, a OMC, a UNCTAD e o PNUD. Ele inclui contribuições de mais de 60 agências das Nações Unidas e outras instituições internacionais que compõem a Força-Tarefa Interagências do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Financiamento para o Desenvolvimento.O relatório completo estará disponível em: http://financing.desa.un.org/iatf/fsdr2026 partir das 13h45min de 9 de abril de 2026. Este relatório serve de base para as discussões na Semana das Nações Unidas sobre Financiamento para o Desenvolvimento de 2026, de 20 a 24 de abril de 2026, que incluirá o acompanhamento do Fórum do ECOSOC sobre Financiamento para o Desenvolvimento.A Semana será a primeira oportunidade após a Conferência FFD4 de Sevilha para tomar medidas concretas para diminuir a distância entre as aspirações de desenvolvimento e a escala de investimentos necessária para alcançar os ODS. O relatório também serve de base para a Feira de Investimentos nos ODS, as Reuniões Especiais de Alto Nível do ECOSOC e os Diálogos Fin4Dev, que ocorrerão durante a Semana do Financiamento para o Desenvolvimento. Contatos para a imprensa: Rita Ann Wallace, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rita.wallace@un.orgHelen Rosengren, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rosengrenh@un.orgSharon Birch, Departamento de Comunicação Global da ONU: birchs@un.org
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09 abril 2026
Com apoio do UNFPA, Plano Juventude Negra Viva completa dois anos no fortalecimento de políticas públicas para juventudes negras no Brasil
O Plano Juventude Negra Viva (PJNV), principal estratégia do governo federal para enfrentar a violência e ampliar oportunidades para jovens negros, completa dois anos com mais de 200 ações em implementação em todo o país. O Plano é composto de iniciativas transversais divididas em 11 eixos e 43 metas, nas áreas de segurança, educação, saúde, assistência social, esporte, meio ambiente, e outras.Entre as ações que compõem o PJNV estão as de modernização da segurança pública, como a expansão do uso de câmeras corporais nos fardamentos policiais. O Plano também incluiu investimentos em urbanização de territórios vulneráveis, implantação de equipamentos esportivos e ampliação de capacitação profissional.Na área de valorização da cultura e da educação, destaca-se o fortalecimento de cursinhos populares para estudantes negros e o programa Caminhos Amefricanos, que promove o intercâmbio acadêmico internacional de jovens negros.O Plano Nacional articula 18 ministérios, sob liderança do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e conta com a cooperação técnica do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).Para o secretário de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo (MIR), Tiago Santana, “o Plano Juventude Negra Viva representa um esforço inédito de articulação de políticas públicas para enfrentar as desigualdades raciais que impactam a juventude negra. Queremos garantir que essas políticas cheguem aos territórios e ampliem oportunidades reais para milhões de jovens.”Uma das principais estratégias de implementação do Plano é a atuação dos Agentes Territoriais, que servem como ponte entre as políticas públicas e os territórios, promovendo articulação local, escuta ativa e apoio à implementação das ações. Por meio dos agentes e de organizações de base, as ações do PJNV são disseminadas, ampliando o alcance e a efetividade das políticas.“Investir nas juventudes negras significa fortalecer direitos, ampliar escolhas e construir sociedades mais justas e inclusivas. Para o UNFPA, apoiar essa iniciativa é parte do compromisso de garantir que toda pessoa jovem possa desenvolver plenamente seu potencial”, defende a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes.Mais do que apoiar a implementação das ações, o UNFPA contribui para o desenvolvimento de metodologias inovadoras de gestão, monitoramento e territorialização, além da produção de dados e disseminação de boas práticas em todo o território nacional.
Como parte das celebrações dos dois anos do Plano, foi realizado, entre 19 e 21 de março, o Circuito Juventude Negra Viva no Rio de Janeiro, reunindo gestores públicos, juventudes e agentes culturais em atividades de formação, diálogo e mobilização social.Para saber mais, siga o @unfpabrasil nas redes! Contato para a imprensa: Luiza Olmedo, Oficial de Comunicação & Advocacy, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA): luolmedo@unfpa.org NOTA PARA EDITORESSobre o UNFPAO UNFPA é a agência das Nações Unidas para saúde sexual e reprodutiva, atuando em mais de 150 países para promover direitos e ampliar oportunidades para mulheres, meninas e jovens. No Brasil, o Fundo atua fortalecendo políticas públicas baseadas em evidências, com foco na equidade, no enfrentamento das desigualdades e na promoção do pleno potencial das juventudes.
Como parte das celebrações dos dois anos do Plano, foi realizado, entre 19 e 21 de março, o Circuito Juventude Negra Viva no Rio de Janeiro, reunindo gestores públicos, juventudes e agentes culturais em atividades de formação, diálogo e mobilização social.Para saber mais, siga o @unfpabrasil nas redes! Contato para a imprensa: Luiza Olmedo, Oficial de Comunicação & Advocacy, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA): luolmedo@unfpa.org NOTA PARA EDITORESSobre o UNFPAO UNFPA é a agência das Nações Unidas para saúde sexual e reprodutiva, atuando em mais de 150 países para promover direitos e ampliar oportunidades para mulheres, meninas e jovens. No Brasil, o Fundo atua fortalecendo políticas públicas baseadas em evidências, com foco na equidade, no enfrentamento das desigualdades e na promoção do pleno potencial das juventudes.
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08 abril 2026
Nações Unidas selecionam organizações sem fins lucrativos para o Hub de Inovação Intercultural de 2026
A Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) e o Grupo BMW, com o apoio da Accenture, anunciam o ciclo de 2026 do Hub de Inovação Intercultural. Como catalisador de impacto social, o Hub conecta pessoas e culturas, capacita organizações sem fins lucrativos para enfrentar desafios interculturais complexos por meio do desenvolvimento e implementação de inovações sociais de grande impacto.O Hub convida organizações sem fins lucrativos que se dedicam a fomentar o diálogo intercultural, promover a compreensão mútua e defender a inclusão social a se inscreverem até 15 de abril de 2026, através do formulário on-line disponível na página da iniciativa (https://interculturalinnovation.org/). As organizações selecionadas se beneficiarão de um programa de capacitação abrangente, concebido para ampliar o impacto de seus projetos.A edição de 2026 selecionará até 10 projetos voltados para o combate à xenofobia e ao discurso de ódio; a prevenção do extremismo violento; a promoção da igualdade de gênero; o uso do esporte, da arte e da cultura como ferramentas para impulsionar a mudança social e fomentar a inclusão social; a construção de sociedades inclusivas e coesas; e o uso da inteligência artificial e das novas tecnologias a serviço da humanidade.Entidades selecionadas receberão:Apoio financeiro para o crescimento sustentável: Será concedido subsídio de até US$ 20.000 a cada projeto selecionado para ampliar suas iniciativas, acelerar o impacto de seu trabalho e reforçar a sustentabilidade de seu projeto.Programa de capacitação com duração de um ano: entidades selecionadas participarão de uma série de workshops internacionais, e receberão apoio personalizado e orientação individualizada oferecidos pela UNAOC e o Grupo BMW, com apoio da Accenture.Acesso a uma rede global de agentes de mudança: Projetos selecionados terão a oportunidade de ampliar suas esferas de influência, colaborar com outros agentes de mudança e participar de eventos regionais e internacionais, passando a fazer parte de uma rede global de profissionais que atuam ativamente na resolução de tensões interculturais.Para se inscrever, leia os critérios de elegibilidade e preencha o formulário disponível em www.interculturalinnovation.org/application-process até às 18h (horário de Brasília) de 15 de abril de 2026.Contato para a imprensa: Dana Podmolikova, UNAOC: danap@unops.org NOTAS PARA EDITORES: Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC)A UNAOC é uma iniciativa das Nações Unidas que constrói pontes entre as sociedades, promove o diálogo e a compreensão e busca forjar a vontade política coletiva necessária para cumprir essas tarefas. A UNAOC atua como organizadora e facilitadora para reunir todos os setores da sociedade, a fim de fortalecer o diálogo intercultural e inter-religioso, diminuir a hostilidade e promover o respeito mútuo e a harmonia entre os povos e as culturas do mundo. Uma iniciativa especial do secretário-geral da ONU, a UNAOC foi criada em 2005, por iniciativa dos governos da Espanha e da Turquia, sob os auspícios das Nações Unidas. Em janeiro de 2019, Miguel Ángel Moratinos assumiu o cargo de subsecretário-geral e Alto Representante da UNAOC.
BMW GroupCom suas quatro marcas — BMW, MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad —, o BMW Group é o fabricante líder mundial de automóveis e motocicletas de luxo, além de oferecer serviços financeiros de alto padrão. A rede de produção do BMW Group conta com mais de 30 unidades fabris em todo o mundo; a empresa possui uma rede de vendas global em mais de 140 países. Em 31 de dezembro de 2024, o Grupo BMW contava com uma força de trabalho de 159.104 funcionários. O sucesso econômico do BMW Group sempre se baseou em uma visão de longo prazo e em ações responsáveis. A sustentabilidade é um elemento-chave da estratégia corporativa do BMW Group e abrange todos os produtos, desde a cadeia de suprimentos e a produção até o fim de sua vida útil.AccentureA Accenture é uma empresa líder em soluções e serviços que ajuda as principais empresas do mundo a se reinventarem, construindo seu núcleo digital e liberando o poder da IA para criar valor rapidamente em toda a organização, reunindo o talento de cerca de 784.000 colaboradores.O propósito da Accenture é cumprir a promessa da tecnologia e da criatividade humana, medindo o sucesso pelo valor 360° que é criado para todas as partes interessadas.
BMW GroupCom suas quatro marcas — BMW, MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad —, o BMW Group é o fabricante líder mundial de automóveis e motocicletas de luxo, além de oferecer serviços financeiros de alto padrão. A rede de produção do BMW Group conta com mais de 30 unidades fabris em todo o mundo; a empresa possui uma rede de vendas global em mais de 140 países. Em 31 de dezembro de 2024, o Grupo BMW contava com uma força de trabalho de 159.104 funcionários. O sucesso econômico do BMW Group sempre se baseou em uma visão de longo prazo e em ações responsáveis. A sustentabilidade é um elemento-chave da estratégia corporativa do BMW Group e abrange todos os produtos, desde a cadeia de suprimentos e a produção até o fim de sua vida útil.AccentureA Accenture é uma empresa líder em soluções e serviços que ajuda as principais empresas do mundo a se reinventarem, construindo seu núcleo digital e liberando o poder da IA para criar valor rapidamente em toda a organização, reunindo o talento de cerca de 784.000 colaboradores.O propósito da Accenture é cumprir a promessa da tecnologia e da criatividade humana, medindo o sucesso pelo valor 360° que é criado para todas as partes interessadas.
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07 abril 2026
OMPI lança primeira edição de prêmio global para “Cidades da Inovação”
Lançado pela primeira vez em 2026 pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o Prêmio OMPI Cidade da Inovação será concedido a cidades visionárias – não pelo que já conquistaram – mas pelos compromissos ousados que assumem para fomentar a inovação e a criatividade no próximo ano.O prêmio está aberto a cidades de todos os 194 Estados-membros da OMPI, incluindo o Brasil. O objetivo é reconhecer os esforços de cidades e lideranças municipais que se empenham em impulsionar mudanças em suas cidades - mudanças que visam fomentar a inovação, desbloquear o potencial criativo dos cidadãos, promover a participação ativa na construção do futuro de suas comunidades e inspirar outros municípios a fazerem o mesmo.O prêmio oferece uma oportunidade para destacar cidades que são marcos de inovação e criatividade. Também serve para reconhecer todos os envolvidos, sejam lideranças políticas locais que defendem o futuro criativo de suas cidades, ou pessoas inovadoras, startups, artistas ou organizações comunitárias prontos para trabalhar com líderes municipais e inspirar a participação.As inscrições estão abertas de 1º de abril a 30 de junho de 2026 e devem ser feitas através do formulário disponível na página global da OMPI (em inglês ou espanhol). Como se candidatar ao Prêmio Cidade da Inovação da OMPI?O Prêmio Cidade da Inovação da OMPI está aberto a todas as cidades dos Estados-membros da OMPI, com um limite de até três cidades premiadas por Estado-membro. Incentivamos cidades de todos os portes a se candidatarem.Para se candidatar, as cidades devem seguir estes passos:Preencher o formulário de candidatura on-line em um dos seis idiomas oficiais da ONU (inglês, árabe, chinês, francês, russo e espanhol), comprometendo-se a promover a inovação e a criatividade durante um período de 12 meses e apresentando uma visão clara de como esse compromisso criará ambientes propícios à inovação e à criatividade locais, com um impacto duradouro.Obter a assinatura do formulário de candidatura por um representante devidamente autorizado da cidade, por exemplo: prefeito(a), vereador(a) ou secretário(a) municipal.Enviar uma cópia em PDF do formulário de candidatura on-line para a OMPI até 30 de junho de 2026, por meio da Missão Permanente do seu país junto ao Escritório das Nações Unidas em Genebra (contatos da Missão do Brasil estão disponíveis aqui).Por que sua cidade deve se candidatar ao Prêmio OMPI Cidade da Inovação?As cidades selecionadas recebem um pacote completo de reconhecimento, elaborado para maximizar o impacto de seus compromissos e proporcionar um reconhecimento duradouro de sua dedicação à excelência em inovação.Troféu: Os vencedores recebem um troféu simbólico, especialmente criado para a ocasião.Destaque internacional: As cidades ganham visibilidade na cerimônia de premiação e os representantes municipais têm a oportunidade de interagir com formuladores de políticas de inovação e com a comunidade internacional de propriedade intelectual (PI). As despesas de viagem de um representante municipal são cobertas.Criação de conteúdo profissional: A equipe de mídia especializada da OMPI trabalhará com você para documentar as iniciativas de inovação da sua cidade na prática e como os compromissos estão sendo cumpridos. O conteúdo resultante, se adequado, será apresentado em plataformas selecionadas da OMPI e disponibilizado para seu uso.Reconhecimento permanente da cidade: Os vencedores recebem o direito exclusivo de produzir e exibir a placa comemorativa oficial da Cidade da Inovação da OMPI em suas cidades. A OMPI fornece as especificações completas do projeto, enquanto as cidades mantêm total liberdade de escolha sobre a localização e a instalação, a fim de maximizar o impacto e a visibilidade local.Para saber mais, visite a página da OMPI no Brasil (em português): https://www.wipo.int/pt/web/office-brazil/w/wipo-launchs-the-city-of-innovation-awards
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01 abril 2026
RJ e ONU-Habitat iniciam nova etapa de mobilização para resiliência climática em Petrópolis
Com o objetivo de preparar territórios para os impactos crescentes da mudança climática, o ECOS Petrópolis iniciou em março a segunda etapa da mobilização comunitária em 13 comunidades de Petrópolis (RJ), consideradas entre as mais vulneráveis a desastres no município. O primeiro ciclo de atividades foi realizado de novembro de 2025 até fevereiro de 2026, e a segunda etapa segue até abril deste ano. A iniciativa integra a estratégia do RJ Resiliente, uma parceria entre a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) voltada ao fortalecimento da resiliência urbana e climática no estado do Rio de Janeiro. Nesta segunda etapa, as ações de mobilização comunitária seguem promovendo a inclusão de moradores das regiões mais suscetíveis de Petrópolis por meio de oficinas de conscientização sobre percepção de risco geológico, planejamento de evacuação e acolhimento humanitário. As atividades priorizam a autonomia das comunidades na identificação de sinais de risco e na tomada de decisões, como a evacuação segura para os pontos de apoio. Ao final deste ciclo, previsto para abril, será entregue o Protocolo de Resiliência Familiar: um documento construído de forma participativa que reunirá orientações práticas para que as famílias saibam como se preparar, agir e se organizar diante de emergências e desastres. O material articula saberes locais dos moradores de Petrópolis e conhecimentos técnicos, fortalecendo a capacidade de resposta e proteção no âmbito doméstico e comunitário. A chefe do escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes, ressalta que a construção da resiliência começa no território. “Quando envolvemos a população local e combinamos dados, informações qualificadas e o conhecimento de quem vive essas realidades todos os dias, o trabalho ganha força e se torna mais efetivo. É essa integração que permite transformar planejamento em ações concretas para proteger vidas. E esse resultado já se vê nas comunidades de Petrópolis”. “Até a cultura da prevenção ser assimilada pelos moradores e começar a fazer efeito leva tempo, mas traz um impacto muito positivo para a comunidade e para toda a cidade de Petrópolis”, afirmou o integrante da liderança da comunidade do Neylor, Cleiton de Souza. Próximas etapas As novas atividades vão incluir ações de gamificação com cerca de 600 jovens de 20 escolas públicas. Para estimular a participação da juventude como multiplicadores de informações sobre resiliência climática e educação ambiental em seus territórios, os participantes serão incentivados a produzir conteúdos audiovisuais voltados à disseminação do conteúdo para a população local. Paralelamente, serão desenvolvidas propostas participativas para melhorias de espaços públicos em quatro comunidades do município. A partir de diagnósticos construídos nas oficinas, moradores, moradoras e equipes técnicas vão elaborar soluções para os territórios, utilizando ferramentas como maquetes e mapas para apoiar a construção coletiva dos projetos. Mobilizações comunitárias Petrópolis está entre as áreas mais suscetíveis a eventos climáticos extremos no estado, o que demanda ações contínuas de prevenção e preparação de desastres. As atividades do RJ Resiliente compõem uma agenda de capacitação de residentes nas 13 comunidades mais vulneráveis a desastres do município: Alemão, Caxambu, Cuiabá, Floresta, Independência, Morin, Neylor, Oficina, Quitandinha, Serra Velha, Thouzet, Vila Felipe e Posse.
O primeiro ciclo de mobilização foi realizado entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. Durante essa etapa, os agentes comunitários do projeto atuaram como multiplicadores de informações e práticas voltadas à prevenção de riscos de desastres em seus territórios, mobilizando moradores para participação das oficinas nas temáticas de noções básicas de risco de desastres, monitoramento climático, sistemas de alerta e construção de sensores caseiros de baixo custo para identificação de riscos. “Quem realmente precisa, quem de fato sofre com os impactos das mudanças climáticas, não pode esperar. O RJ Resiliente, assim como o Limpa Rio, é um programa essencial para cuidar do meio ambiente e enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, como as enchentes”, afirmou o secretário de estado do Ambiente e Sustentabilidade, Diego Faro.
As ações em Petrópolis reforçam o compromisso com a promoção de cidades mais seguras, inclusivas e resilientes. A iniciativa valoriza o protagonismo dos municípios e das comunidades na construção de soluções sustentáveis, conectadas às agendas globais. A articulação entre poder público e sociedade civil é fundamental para impulsionar territórios mais preparados para enfrentar eventos extremos, fortalecendo pessoas para transformar territórios.Sobre o RJ Resiliente A parceria do ONU-Habitat com o Governo do Estado do Rio de Janeiro integra o RJ Resiliente, programa da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade para promover a resiliência urbana e climática nos municípios do Rio de Janeiro, fortalecendo as metas da Agenda 2030 e os princípios da Nova Agenda Urbana em todo o estado. Além disso, trabalha para mobilizar os municípios para construir um Rio de Janeiro mais inclusivo e sustentável.
Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes!
Contato para a imprensa: Adônis Matos, ONU-Habitat Brasil: adonis.matos@un.orgAléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org
O primeiro ciclo de mobilização foi realizado entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. Durante essa etapa, os agentes comunitários do projeto atuaram como multiplicadores de informações e práticas voltadas à prevenção de riscos de desastres em seus territórios, mobilizando moradores para participação das oficinas nas temáticas de noções básicas de risco de desastres, monitoramento climático, sistemas de alerta e construção de sensores caseiros de baixo custo para identificação de riscos. “Quem realmente precisa, quem de fato sofre com os impactos das mudanças climáticas, não pode esperar. O RJ Resiliente, assim como o Limpa Rio, é um programa essencial para cuidar do meio ambiente e enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, como as enchentes”, afirmou o secretário de estado do Ambiente e Sustentabilidade, Diego Faro.
As ações em Petrópolis reforçam o compromisso com a promoção de cidades mais seguras, inclusivas e resilientes. A iniciativa valoriza o protagonismo dos municípios e das comunidades na construção de soluções sustentáveis, conectadas às agendas globais. A articulação entre poder público e sociedade civil é fundamental para impulsionar territórios mais preparados para enfrentar eventos extremos, fortalecendo pessoas para transformar territórios.Sobre o RJ Resiliente A parceria do ONU-Habitat com o Governo do Estado do Rio de Janeiro integra o RJ Resiliente, programa da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade para promover a resiliência urbana e climática nos municípios do Rio de Janeiro, fortalecendo as metas da Agenda 2030 e os princípios da Nova Agenda Urbana em todo o estado. Além disso, trabalha para mobilizar os municípios para construir um Rio de Janeiro mais inclusivo e sustentável.
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