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13 setembro 2024
ARTIGO: O relançamento da cooperação global
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"É hora da juventude liderar"
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13 setembro 2024
OIT: 75% da população nos países mais vulneráveis à mudança climática não têm qualquer cobertura de proteção social
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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21 agosto 2023
Campanha pela #AmbiçãoClimática
A campanha apoia os jovens, influenciadores digitais e a sociedade civil a promover evidências científicas sobre a #MudançaClimática e participar em iniciativas globais relacionadas à #AçãoClimática.
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24 julho 2023
#PrometoPausar: Combata a desinformação nas redes sociais
Um simples compartilhamento pode ter consequências graves.
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09 setembro 2024
Jovens cariocas antecipam debate da Cúpula do Futuro
O Cônsul-Geral da Alemanha no Rio de Janeiro, Jan Freigang, abriu o evento destacando o papel da Alemanha na preparação à Cúpula do Futuro. A Alemanha, juntamente com a Namíbia, liderou o processo de negociação do "Pacto para o Futuro", que deve ser adotado pelos Estados-membro ao final da Cúpula. “Quanto à Alemanha, não queremos ser uma potência do 'status quo'. Queremos desenvolver ainda mais a ordem internacional – ouvindo atentamente as preocupações dos nossos parceiros, como o Brasil, país com o qual compartilhamos, junto com o Japão e a Índia, uma visão de reforma do Conselho de Segurança para torná-lo mais representativo, inclusivo, transparente e eficiente.”O diretor interino do UNIC Rio, Diêgo Lôbo, destacou o papel da Cúpula do Futuro na busca de acordos pela renovação do sistema multilateral de cooperação. “Apesar dos enormes avanços, temos enfrentado grandes dificuldades. As divisões políticas, os conflitos, e em grande parte também, porque as estruturas internacionais responsáveis por entregar esses objetivos, tudo isso foi criado no século passado. Elas foram criadas em um outro momento histórico, e não têm hoje se mostrado efetivas para enfrentar os desafios atuais.”Ele mencionou que a Cúpula do Futuro representa uma oportunidade para discutir novas governanças e acelerar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Qual o papel da juventude para o futuro? O debate principal do evento foi dividido em três eixos e feito a partir das perspectivas e experiências de três jovens, e contou com moderação de Marcele Oliveira, do PerifaLab. A estudante de Ciências Sociais da UFRJ, Ana Clara Reis, representando o Solar Meninos de Luz, trouxe uma reflexão sobre os desafios e oportunidades no acesso à educação, especialmente em regiões periféricas. “Estudar é uma chave para transformar a vida, mas o suporte emocional e uma educação inclusiva são essenciais para impulsionar novas oportunidades para a juventude”.A segunda painelista, Ranna Cortes, de apenas 15 anos, do Instituto Bola Pra Frente, falou sobre a relação entre o empoderamento feminino e a inclusão no esporte. “O esporte, especialmente nas Olimpíadas, tem dado maior visibilidade às mulheres, e estes momentos de destaque podem inspirar futuras gerações. No entanto, a desigualdade de gênero ainda persiste, e o empoderamento deve ser uma pauta mais presente na sociedade, tanto em espaços educacionais quanto comunitários”.Já a bióloga Thaynara Fernandes, que é Jovem Negociadora pelo Clima pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro e co-fundadora do Coletivo Simbiose, destacou o engajamento da juventude, especialmente das comunidades periféricas, que sofrem desproporcionalmente com os impactos climáticos. “Ao focar em meio ambiente em minha graduação, eu me perguntava: eu estou estudando para quê? Onde que eu vou impactar com esses meus estudos? Eu tentava explicar para os meus pais ou para os meus vizinhos que são de favela, que é onde eu moro, sobre a importância do que eu fazia, mas eu via que as pessoas não entendiam muito bem. Mas quem não teve sua casa ou cheia de goteira ou que enchia durante as chuvas? Então a gente sabe falar sobre clima. Mas a gente precisa saber quais são os espaços de tomada de decisão que a gente tem que estar”, concluiu. O evento também celebrou a cultura e a expressão artística, com a participação do Slam das Minas com performances que abordaram questões de ancestralidade, identidade e resistência. A Cúpula do FuturoA proposta de realização de uma Cúpula do Futuro teve origem no relatório “A Nossa Agenda Comum”, uma resposta do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a um pedido dos Estados-membros por ideias sobre a melhor forma de responder aos desafios atuais e futuros.A Cúpula do Futuro reunirá líderes dos 193 Estados-membros da ONU para estabelecer um novo consenso internacional sobre a forma de melhorar o presente e de salvaguardar o futuro da humanidade na Terra.O objetivo é resgatar a confiança e a solidariedade em todos os níveis - entre países, pessoas e gerações, e demonstrar que a cooperação internacional e o multilateralismo são as melhores ferramentas para enfrentar os múltiplos desafios da atualidade. Ao final da Cúpula, espera-se que as lideranças políticas adotem o ambicioso Pacto para o Futuro.Saiba mais:Clique aqui para mais informações sobre a Cúpula do FuturoAcesse aqui as fotos do eventoAssista aos vídeos sobre o evento no canal da ONU Brasil no YouTube
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Notícias
22 julho 2024
ONU Brasil publica Princípios Globais para a Integridade da Informação em português
"A disseminação de ódio e mentiras on-line está causando graves danos ao nosso mundo. A desinformação e o discurso de ódio estão alimentando o preconceito e a violência, exaltando divisões e conflitos, demonizando minorias e comprometendo a integridade das eleições." - António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, 24 de junho de 2024Os Princípios Globais para a Integridade da Informação clamam por uma ação urgente destinada a reduzir os danos causados pela propagação da desinformação e do discurso de ódio. As recomendações contidas no documento buscam promover espaços de informação mais saudáveis e seguros que defendam os direitos humanos, sociedades pacíficas e um futuro sustentável.No lançamento dos Princípios Globais, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo urgente aos governos, às empresas de tecnologia, aos anunciantes e ao setor de relações públicas que assumam a responsabilidade pela disseminação e monetização de conteúdo que resultam em danos.Os Princípios são o resultado de amplas consultas com os Estados-membros, o setor privado, lideranças jovens, mídia, academia e sociedade civil.Os Princípios abordam também os riscos impostos pelo avanço da Inteligência Artificial (IA).Acesse o documento em português na página da ONU Brasil. HistóricoOs Princípios Globais das Nações Unidas para a Integridade da Informação foram lançados um ano após a publicação do Informe do secretário-geral sobre Integridade da Informação em Plataformas Digitais, que também está disponível em português na página da ONU Brasil. Eles resultam de uma proposta da Nossa Agenda Comum, o relatório do secretário-geral de 2021 que delineia uma visão para a futura cooperação global e ação multilateral. Os Princípios fornecem um recurso para os Estados-membros antes da Cúpula do Futuro, em setembro.Contato para imprensa: Diêgo Lôbo, UNIC Rio: contato@onu.org.br
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Notícias
16 agosto 2024
O Brasil deve desmantelar o racismo sistêmico persistente, diz Relatora Especial da ONU
O Brasil precisa desmantelar o racismo sistêmico persistente, disse hoje a Relatora Especial sobre formas contemporâneas de racismo, Ashwini K.P., solicitando ações ousadas e transformadoras para enfrentar a questão.“Pessoas afrodescendentes, povos Indígenas, comunidades Quilombolas, pessoas Romani e outros grupos étnicos e raciais marginalizados no Brasil continuam vivenciando manifestações multifacetadas, profundamente interconectadas e difundidas de racismo sistêmico, como legados do colonialismo e escravização”, disse a Relatora Especial em sua declaração após uma visita de 12 dias ao país.Ela disse que o racismo sistêmico tem perdurado desde a formação do Estado brasileiro, apesar dos esforços contínuos e corajosos de incidência de grupos étnicos e raciais marginalizados. A especialista da ONU cumprimentou o Brasil por reconhecer a discriminação racial como um fenômeno sistêmico e por adotar políticas e leis robustas para prevenção.“Apesar de tais esforços, as vidas das pessoas afrodescendentes, Indígenas, Quilombolas e Romanis são frequentemente marcadas, em muitos casos de forma irreparável, pela violência racializada endêmica e pela exclusão”, disse a especialista. “Isso toma várias formas, inclusive incessantes violações de direitos dos Povos Indígenas e Quilombolas à terra e ao território, profunda exclusão social, econômica, cultural e política, racismo ambiental, encarceramento em massa em condições desumanas e a brutalidade policial racializada”, disse a Sra. Ashwini K.P.“A gravidade da situação demanda urgência máxima. Ações ousadas e transformadoras para desmantelar o racismo sistêmico não podem esperar”. A especialista observou que o ritmo das mudanças não corresponde à urgência da situação dos grupos raciais e étnicos marginalizados no Brasil. Ela apontou lacunas significativas na implementação e alcance das leis e políticas, e disse que o progresso em questões chave de justiça racial tem sido lento.“Pessoas de grupos raciais e étnicos marginalizados já esperaram tempo demais por justiça e igualdade. Vidas dependem de ações mais ousadas e imediatas”.A Relatora Especial insistiu que o Governo do Brasil reconheça, enfrente e repare causas-raízes, fatores históricos e desequilíbrios geográficos no combate ao racismo e às estruturas de poder subjacentes das formas contemporâneas de racismo sistêmico, usando uma abordagem de justiça reparatória. Ela também insistiu que o Brasil dedicasse significativamente mais recursos para esforços de combate à discriminação racial, para acelerar o ritmo de mudança.A Relatora Especial apresentará um relatório sobre sua visita, incluindo observações e recomendações, para o Conselho de Direitos Humanos da ONU em junho de 2025. Para saber mais, leia o comunicado completo da ONU Direitos Humanos em português e inglês: https://www.ohchr.org/sites/default/files/documents/issues/racism/sr/statements/20240816-eom-stm-brazil-sr-racism.pdf Sobre a Relatoria Especial:A Sra. Ashwini K.P. (Índia) foi nomeada pelo Conselho como a 6ª Relatora Especial sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata em outubro de 2022. Ela assumiu suas funções em 1º de novembro de 2022.As Relatorias Especiais fazem parte do que é conhecido como Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Procedimentos Especiais, o maior corpo de especialistas independentes do sistema de Direitos Humanos da ONU, é o nome geral dos mecanismos independentes de apuração de fatos e monitoramento do Conselho que abordam situações específicas de países ou questões temáticas em todas as partes do mundo. Os especialistas em Procedimentos Especiais trabalham de forma voluntária; não são funcionários da ONU e não recebem salário por seu trabalho. Eles são independentes de qualquer governo ou organização e atuam em sua capacidade individual.Para consultas gerais hrc-sr-racism@un.org, e solicitações de mídia, entre em contato com contato@onu.org.br. Para consultas à mídia relacionadas a outros especialistas independentes da ONU, entre em contato com Dharisha Indraguptha (dharisha.indraguptha@un.org)Acompanhe as notícias relacionadas aos especialistas independentes em direitos humanos da ONU no Twitter: @UN_SPExperts.
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História
05 setembro 2024
Mulheres indígenas no Brasil e no Paraguai desafiam a desigualdade
As mulheres indígenas que vivem no Brasil e no Paraguai têm a desigualdade como elemento comum em suas vidas. No Paraguai, uma adolescente indígena de 10 a 19 anos enfrenta 4,7 vezes mais risco de morrer durante a gravidez, o parto ou o puerpério do que uma adolescente não indígena; enquanto no Brasil, uma adolescente indígena tem 2 vezes mais chances de morrer durante a gravidez, o parto ou o puerpério do que uma adolescente não indígena.5 de setembro, data que se celebra o Dia Internacional da Mulher Indígena, é uma oportunidade de conhecer a luta de quatro mulheres dos povos desses dois países, que lutam para mudar essa realidade e que nos inspiram com seu exemplo, quebrando padrões e reescrevendo papéis de gênero. “As mães indígenas cuidam de forma diferente das mães brancas: nós cuidamos em uma rede”, diz Beatriz Emilio, destacando o trabalho cultural das mulheres em sua comunidade.No sul do Brasil, a terra indígena de Guarita concentra o maior número de indígenas Kaingang do estado: 7.800 em relação aos 30.000 de todo o estado. Beatriz lidera o grupo GT Guarita pela Vida, um espaço que busca proteger e promover os direitos das mulheres e meninas da comunidade. “Precisamos de momentos para falar sobre o parto, se as mulheres querem ter mais filhos ou não”, diz Beatriz, já que de todos os nascimentos registrados de mulheres indígenas em 2022, 27,3% foram de meninas e adolescentes de 10 a 19 anos. Liliana Picanerai é do povo Ayorea e trabalha como promotora de saúde na comunidade de Ebetogué, no Chaco paraguaio.“Aqui as pessoas elegem a promotora de saúde indígena e no início foi muito difícil porque eu não podia estudar, pois tive meu filho aos 14 anos”, destaca Liliana, como muitas adolescentes de sua comunidade que não sabem como planejar a gravidez e desconhecem os métodos contraceptivos modernos.O compromisso de Liliana com o bem-estar do povo de Ebetogué é a contrapartida à sua limitação de não saber ler e escrever. Com um grande sorriso, ela diz que se sente honrada por fazer esse trabalho, sua força motriz, e que ele tem sido fundamental para seu fortalecimento dentro da comunidade. Em Manaus, capital do estado do Amazonas, no Brasil, o Coletivo Miriã Mahsã foi criado em 2021 para atender e ampliar as demandas de sexualidade, saúde, diversidade e identidade da população indígena LGBTQIA+. Thaís Desana, assistente social e uma das fundadoras do Miriã Mahsã, conta que o coletivo está trabalhando para exigir direitos, cuja garantia ainda está pendente. “Jovens estão tendo um papel de protagonismo nessa luta. Estamos conquistando espaços que nos eram negados, reafirmando nossa identidade. Isso é importante porque outras pessoas nos veem aqui e se inspiram, sabendo que, sejam elas indígenas, LGBTQIAPN+ ou negras, podem conquistar o espaço que quiserem, por mais que haja violência e preconceito contra esses corpos”, explica Thaís. Desde que nos lembramos, o povo Sanapaná tem sido liderado por homens. Isso mudou em 2008, quando María Jacinta Pereira Hicret foi nomeada cacica da comunidade indígena Redención, a mais de 400 quilômetros da capital do Paraguai.Quando participou pela primeira vez de uma reunião nacional de líderes indígenas, ela era a única mulher. “Sou uma pessoa muito ousada”, uma qualidade que lhe rendeu a liderança de sua comunidade, que é composta por sete povos diferentes. Muitos direitos das mulheres indígenas ainda não estão garantidos, “somos agredidas, violentadas, discriminadas e criticadas de forma preconceituosa. Acima de tudo, não nos é garantida a prevenção e a proteção contra a violência”, diz María Jacinta, que está trabalhando para mudar essa situação. Por todas essas razões, “o UNFPA trabalha com os governos para promover investimentos em serviços e informações que permitam às meninas e mulheres indígenas tomar decisões informadas sobre seus corpos”, diz Florbela Fernandes, representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil e diretora de país para o Paraguai e o Uruguai.Em ambos os países, promovemos ações para o empoderamento das mulheres indígenas. No Paraguai, a agência faz parte da iniciativa Abriendo caminos, uma plataforma promovida pelo Ministério da Mulher, juntamente com outros atores, para elevar as vozes das mulheres indígenas. Da mesma forma, no Brasil, trabalhamos em parceria com o Ministério da Saúde para fortalecer os Distritos de Saúde Indígenas e empoderar as mulheres indígenas refugiadas e migrantes da Venezuela para enfrentar a violência baseada em gênero, aumentar a resiliência da comunidade e apoiar o acesso aos serviços de saúde e à rede de proteção em Roraima e no Amazonas.Para saber mais, siga @unfpabrasil nas redes!
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História
05 setembro 2024
Um novo amanhecer
É de manhã bem cedo que Rodrigo de Souza levanta da rede onde dorme. O sol ainda está nascendo e o adolescente, de 15 anos, começa a se arrumar para ir ao trabalho. Um gole de café preparado pela mãe e 20 km depois, ele, que vive na zona rural do município de São Miguel do Tapuio, no interior do Piauí, chega à loja de departamento em que atua como jovem aprendiz.O programa de aprendizagem em São Miguel do Tapuio é lei desde 2022. Por meio dele, adolescentes e jovens de 14 a 24 anos têm acesso ao mundo do trabalho decente, enquanto se mantêm frequentando a escola até a conclusão do Ensino Médio. O município faz parte do Selo UNICEF desde 2007 e garantir oportunidades de trabalho decente para adolescentes e jovens é uma das metas da iniciativa.“O dia em que eu soube que tinha passado na vaga eu fiquei bem feliz porque essa é uma experiência grande. Na loja, o meu serviço é colocar coisas no sistema, fazer os cartazes com os preços, etc.”, conta Rodrigo.O adolescente mora com a mãe, Luziene de Souza, com o pai e com o irmão de 17 anos. A família tira o sustento do plantio de milho e feijão no solo arenoso nos arredores da casa onde vive, além do auxílio de R$ 350 recebido do governo. A bolsa que Rodrigo ganha como jovem aprendiz já possibilitou que ele comprasse um celular e uma bota nova e tem ajudado a complementar a renda da família, principalmente para alimentação. “Com o dinheiro que o Rodrigo me dá, eu compro sempre alguma besteirinha para eles comerem. Besteirinhas é maçã, é uva, rapadura. Rodrigo gosta muito de rapadura”, explica dona Luziene.Depois de cumprido o período de trabalho no armazém, Rodrigo é sempre recebido pela mãe com o almoço pronto. Feijão com farinha e carne assada estão entre os pratos favoritos. Adolescente que é, ele passa as tardes fazendo o que mais gosta: assistindo a vídeos de vaqueiros e montando a cavalo. Mas a rotina diária de Rodrigo não acaba aqui. O dia dele é longo. O sol está quase se pondo quando ele vai para a escola. São mais 30 km para chegar à unidade escolar em que frequenta o primeiro ano do ensino médio. De lá, só retorna depois das 22h. No outro dia, vive tudo novamente, sem desistir da oportunidade de trabalhar como jovem aprendiz e muito menos do direito de aprender.“Eu falo para ele não desistir, porque eu mesma tenho inveja, eu não vou mentir. Se tem uma coisa que eu tenho inveja é de a pessoa saber ler e eu não saber. Aí eu digo: ‘meu filho, eu não sei de nada, nem o meu nome, eu boto mal o nome. Não desiste da escola não’”, pede dona Luziene. “Sem o estudo a pessoa não tem nada, né? Tem que estudar para ser alguma coisa na vida”, completa Rodrigo.Para implementar o Selo UNICEF na região Nordeste do País, o UNICEF conta com as parcerias estratégicas de B3 Social, Grupo Profarma, Instituto Claro, Itaú Social e RD Saúde. Descubra mais sobre a história do Rodrigo: Para saber mais siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do Selo UNICEF: https://www.selounicef.org.br/
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História
29 agosto 2024
Direito à cidade amplifica voz de jovens em grotas de Alagoas
Pelas ruas da Vila Emater II, grota no bairro de Jacarecica, em Maceió, muitos nomes levam até ele. "Menino da ONU", “Skalybul” e até "Nino”. Todos eles se referem à mesma pessoa: Antônio Givaldo.Antônio acabou de completar 18 anos. De frente ao espelho na parede do quarto, retocando a maquiagem, apresentou cada uma dessas identidades. Citá-las é também uma forma de reafirmar: a ele, não cabem uniformizações.Quando criança, Antônio desenhava com as cascas do sururu pescado por seu pai. Os desenhos eram expostos na parede do quarto transformado em galeria. Ali perto, um mirante emoldurava um cenário digno de artista. O mar azul-piscina da Praia de Jacarecica se funde ao céu azul-claro, dando vida às “joias tão caras” de Alagoas cantadas por Luiz Gonzaga.Os arredores do mirante, no entanto, evidenciam contradições. Antônio cresceu na Vila Emater II, uma grota – nome dado às favelas em Maceió, locais com os mais desafiadores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil. Assim como Antônio, é impossível uniformizá-las. Uma das particularidades da Vila Emater II é ter sido vizinha do antigo lixão da cidade por muitos anos.O pequeno artista ainda não enxergava a cisão entre orla e grota. As calçadas da praia vistas do mirante pareciam tão disponíveis quanto as ruelas da vila. Ele compartilha as lembranças das brincadeiras no lixão com afeto na voz e sorriso no rosto. Hoje, ele entende o lixão como símbolo dessas contradições. "Se você é membro de uma sociedade e não tem direitos, o que você é?" De forma natural, Antônio divide sua comunidade entre antes e depois de 2010, quando o lixão foi desativado e as primeiras ações culturais chegaram. "Nossa comunidade começou a ser vista. Chegou circo, bumba meu boi, coco de roda, o coral". O artista de casca de sururu encontrou espaço para se multiplicar e criar novas memórias sobre o território -- memórias afetivas, como antes, mas agora também de oportunidades. Por isso, Antônio entendia sobre direito à cidade antes de conhecer conceitos acadêmicos. Observar a transformação da comunidade por meio da cultura o despertou a buscar paisagens de Maceió nunca apresentadas a ele. "Quando você é um jovem periférico e passa a entender isso, muita coisa muda. A forma como você age no seu território muda."Ao longo dos anos, grota e orla se tornaram cidades diferentes para Antônio, assim como as experiências de juventude em cada uma delas. Nesse momento, Antônio se reconheceu um jovem periférico, negro e LGBTI+. Essas identidades se somaram aos seus nomes desenhando os caminhos do jovem pela cidade. Ele já era um multiartista atento à cidade onde vivia quando conheceu o Digaê. As oficinas realizadas pela iniciativa deram nome às inquietações: direito à cidade. O Digaê! – Juventudes, Comunicação e Cidade é resultado da parceria entre ONU-Habitat e Governo de Alagoas, com apoio do Instituto Pólis e Viração Educomunicação, e capacitou mais de 80 jovens das grotas de Maceió no tema, além de oferecer mentorias sobre linguagens de comunicação.O conceito se transformou em ferramenta. No início da adolescência, Antônio e Dona Terezinha mudaram de casa porque não havia escolas por perto. A lembrança denuncia uma vida sem o "direito à cidade" apresentado a ele. "Direito à cidade é tudo. É trabalho, escola, colocar comida na mesa. É o direito à vida." Ser jovem negro também ganhou outro significado. Antônio entendeu que existiam locais onde meninos como ele não circulavam sem receio da violência policial. "Vários jovens negros periféricos têm dificuldade de voltar pra casa à noite sem serem abordados por serem negros. Quando você conhece o direito à cidade, não permite isso".Hoje, o conceito guia os desejos de Antônio para a comunidade. "O que falta é o conhecimento e a oportunidade. Tem muito jovem que não sabe o que é direito à cidade, não consegue pensar no futuro". Nas oficinas do Digaê, Antônio pode se apropriar do chão que também era seu e reivindicar outras vivências. "Quando a oportunidade chega até você, você tem que agarrar, e foi isso o que eu fiz com o Digaê."As múltiplas faces de Antônio personificam uma característica fundamental das juventudes: é impossível tratá-las no singular. Múltiplas identidades reforçam diferentes necessidades. O Digaê! surgiu por reconhecer uma lacuna importante na participação das juventudes nos espaços de tomada de decisão. O impacto em Antônio exemplifica o objetivo da iniciativa: incentivar as juventudes das grotas a se apropriarem das histórias sobre os locais de onde elas vêm. A voz, elas já tinham; era preciso amplificá-la. A arte também virou ferramenta. As técnicas de comunicação aprendidas durante o Digaê! permitiram a criação de diversos materiais audiovisuais produzidos por mais de 80 jovens participantes. Antônio lembrou, encantado, da experiência de conhecer 32 grotas diferentes por meio das histórias de jovens, à primeira vista, muito similares a ele.Caminhar, registrar e debater a cidade eram parte dos exercícios de entender aquelas ruas não só pelas linhas do mapa, mas com as lentes da subjetividade de um território político. Antônio imprimiu essas experiências no documentário "Eu (r)existo: vivências LGBTQIA+ periféricas", realizado durante o programa. O filme traduz a simbiose entre a construção de identidades humanas e as identidades do território. Para além de quatro protagonistas jovens, há uma quinta participação essencial para o roteiro: a comunidade.Os olhos de Antônio brilharam com a experiência. Dona Terezinha costuma dizer que o interesse é a base de tudo, inclusive dos sonhos de um futuro. E Antônio viveu isso. "Eu conheci uma educomunicadora no projeto que fez Relações Públicas, e foi quando eu pesquisei sobre o curso e decidi: 'é isso o que eu vou fazer'. O Digaê me ajudou a encontrar meu curso na faculdade". Antônio sonhou um futuro que já se tornou realidade: em 2024, foi aprovado na Universidade Federal de Alagoas.Esse foi apenas um dos sonhos forjados pelo interesse de Antônio. Com um pincel de maquiagem na mão, ele apontou para algumas fotos que hoje substituem os desenhos em sua parede e confidenciou: "Ali são alguns projetos que eu participei. Esse ano, vem mais uns três pela frente. Vem muita coisa bacana, muito conhecimento, muita diversidade. É tão bom quando você consegue compartilhar conhecimento com tantas outras pessoas".Dona Terezinha criou Antônio para transformar interesse em sonho e sonho em futuro. Agora, Antônio sonha um futuro compartilhado. "A força das juventudes é a força da mudança. Quando a gente compartilha conhecimento, a gente muda o mundo. E eu acredito que o mundo vai mudar. Eu acredito".Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes e visite a página do Digaê: https://visaoalagoas2030.al.gov.br/projetos/capacidades-e-oportunidades/programa-digae
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História
19 agosto 2024
Do Afeganistão ao Brasil: resiliência e solidariedade em meio à emergência humanitária no RS
No Brasil há cerca de dois anos, o afegão Fatehullah Azizi jamais havia imaginado que faria do país tropical seu lar. Foi em 2021, quando, ao lado de seu irmão, deixou o Afeganistão rumo ao Paquistão que esse capítulo de sua vida começou a se desenhar. Os dois jovens permaneceram dez meses no país vizinho ao seu, onde solicitaram o visto humanitário ao governo brasileiro. “Em maio de 2022, nós recebemos a notícia positiva de que poderíamos vir residir no Brasil, e o país se tornou a nossa fonte de esperança”, conta Azizi. Os dois beneficiaram da Portaria Interministerial MJSP/MRE nº 24 adotada em setembro de 2021 pelo Governo Federal que estabeleceu a possibilidade de acolhida humanitária para cidadãos afegãos, apátridas e pessoas afetadas pela situação de grave ou iminente instabilidade institucional, de grave violação dos direitos humanos ou do direito internacional humanitário no Afeganistão. Desde então, assim como os irmãos Azizi, outras mais de 11.000 pessoas do Afeganistão entraram no Brasil. O desafio de embarcar para um novo país, cujo idioma e cultura até então eram desconhecidos não era pequeno, mas os dois irmãos chegaram impulsionados pela coragem de começar a vida novamente. “Eu cheguei em São Paulo no dia 30 de maio de 2022 já pensando em realizar meu sonho, que sempre foi o de trabalhar na área humanitária”, explica. “Já visitei muitos países e posso dizer: o Brasil é o que faz com que eu me sinta em casa. Os brasileiros têm um grande coração”, explica Azizi, emocionado. “Sou muito feliz de ter o Brasil como a minha segunda casa”. Hoje, o afegão possui visto de residência permanente e pretende seguir sua vida por aqui. Nos primeiros meses após sua chegada em solo brasileiro, Fatehullah Azizi se dedicou a conhecer o novo país. Na capital paulista, o afegão começou a estudar a língua portuguesa em cursos oferecidos por iniciativas voltadas para migrantes, que também oferecem atividades de promoção da saúde, integração e coesão social. Nesse percurso, Azizi não deixou seu sonho de lado, e em fevereiro de 2024 se tornou trabalhador humanitário da OIM, a Agência da ONU para as Migrações, compondo a equipe de integração socioeconômica. E quando, em maio deste ano, o desastre ocasionado pelas graves inundações se estendeu pelo Rio Grande do Sul, fazendo com que mais de 400.000 pessoas tivessem que deixar suas casas, Azizi se prontificou a estar ao lado dos colegas e apoiar as pessoas do estado que recebiam o suporte da Organização. “Eu sabia que vir para o Rio Grande do Sul seria um desafio, especialmente pensando na minha história pessoal, mas fui encorajado pelos meus amigos e meus colegas. Decidi vir com a ideia de que, se eu pudesse ajudar uma pessoa, pelo Brasil e pelos brasileiros, eu estava fazendo o certo”, relata.Assim, em julho, Azizi integrou a equipe da OIM que dedica seus esforços à gestão dos Centros Humanitários de Acolhimento no RS, localizados em Canoas e Porto Alegre, e destinados a abrigar as pessoas que perderam suas casas devido às inundações. A ação é uma parceria com o governo do estado, prefeituras e Sistema Fecomércio e visa prover um acolhimento digno e com uma abordagem transversal em direitos humanos proporcionando ainda atividades de integração socioeconômica. “Essas últimas semanas têm sido bastante intensas, mas também me trazem felicidade por ajudar essas pessoas. É o que conto para meus pais, quando falo com eles”, relata. “Para mim, é um orgulho poder ajudar os brasileiros, por tudo que o Brasil fez por mim, por me dar essa oportunidade de começar tudo de novo”, completa, emocionado. Para o futuro, Azizi pretende seguir ajudando quem mais precisa. Ele também quer se dedicar a aprender cada vez mais a cultura brasileira, almejando ampliar a fluência no português. Para isso, pretende realizar um mestrado, complementando seus estudos de Administração e Negócios. “Faço tudo isso pensando também em apoiar as minhas irmãs, para que elas possam seguir estudando. Isso me motiva a seguir em frente”, conta. “O resto da minha família ainda está no Afeganistão: meus pais, minhas irmãs e o meu irmão mais velho. Quero trazê-los para o Brasil”, complementa. Azizi diz ainda que tem muito orgulho de seu trabalho. Para ele, poder atuar na causa humanitária, principalmente como funcionário da OIM e no Brasil, é algo que o faz se sentir realizado. “Enquanto eu estiver vivo, eu quero poder ajudar as pessoas”, finaliza. Neste Dia Mundial Humanitário, celebrado no dia 19 de agosto, a OIM, a Agência da ONU para as Migrações, reconhece os esforços de todos os trabalhadores humanitários, que, assim como Fatehullah Azizi, dedicam suas vidas para proteger as pessoas em movimento, garantindo a dignidade do próximo e ressalta a importância de atuarmos pela humanidade. Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes e assista ao depoimento de Azizi no canal da OIM Brasil no YouTube.
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História
06 agosto 2024
O compromisso da ONU Brasil com os Povos Indígenas
Read in English here.Rosmery é indígena da etnia Warao e, com a crise na Venezuela, migrou para o Brasil com sua família em busca de uma vida melhor, assim como fizeram mais de 11 mil pessoas indígenas. “Meu país começou a sofrer uma crise muito forte e isso fez com que muitos indígenas saíssem de seus contextos deixando tudo, em muitos casos deixando comunidades vazias e eu também tive que migrar”. Aos 44 anos, ela atualmente ela mora com seus pais e um de seus três filhos na comunidade Warao Janoko, localizada no município de Cantá, em Roraima. Rosmery assumiu, assim como tantas outras mulheres refugiadas e migrantes, a responsabilidade de cuidar dos familiares que vivem com ela. Para isso, participou de cursos de português, confeitaria, ajudante de cozinha, gastronomia e panificação, ofertados por projetos implementados por diferentes organizações, entre elas a ONU Mulheres, a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) e a agência de saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas (UNFPA).O pequeno negócio de Rosmery, uma padaria, começou a funcionar este ano, após dois anos de planejamento e organização financeira.“Meu principal objetivo é fazer com que a minha comunidade, a comunidade Warao a Janoko, se desenvolva e seja vista como um lugar turístico. Começamos com essa padaria familiar e logo ela apoiará outras oportunidades de desenvolvimento”. Saúde indígenaTambém em Roraima, a vontade de contribuir para o país de acolhida move Maria Audaly. Quando a venezuelana deixou a sua terra natal, nunca pensou que acabaria atuando numa outra situação de emergência, no seu novo país. No Brasil, ela é uma das monitoras de saúde responsável por garantir a recuperação de meninos e meninas yanomamis, ike’uanas e sanumãs com desnutrição no Centro de Recuperação Nutricional da Casa de Saúde Indígena (Casai) em Boa Vista. “Por aqui, já recebemos crianças tão fraquinhas que não tinham força nem para chorar. Foi um extremo que eu nunca tinha presenciado desde que comecei a atuar com saúde, assim que cheguei ao Brasil, em 2018”. Maria não está sozinha. Quem vê a sintonia entre Nara Martins, de 25 anos, e seus pequenos pacientes nem desconfia que eles não falam o mesmo idioma. A jovem nutricionista, que é indígena, usa outros tipos de linguagem para acalmar as crianças yanomamis que vêm de suas terras, a centenas de quilômetros de distância, para ser tratadas da desnutrição em Boa Vista, Roraima. A comunicação se dá por afeto, olhares, abraços e sorrisos.“Como mulher indígena da etnia macuxi, eu me sinto muito privilegiada de exercer a minha profissão para cuidar de pessoas como eu. Sinto-me na missão de cuidar desses pequenos, porque eu os vejo como se fossem meu próprio povo. Essa é a minha luta”, afirma Nara, que com apoio do UNICEF enfrenta a desnutrição infantil na Casai Yanomami. É para a Casai, situada na capital de Roraima, que são levadas as pessoas com as condições mais graves de saúde que vivem na Terra Indígena Yanomami (TIY), mas não podem ser tratadas lá. Com os esforços do Governo Federal e o apoio do Sistema das Nações Unidas, as mortes de indígenas yanomami caíram 33% no primeiro trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a emergência de saúde pública foi declarada no território indígena.Proteção territorialAlém de iniciativas de apoio direto a pessoas e povos indígenas, o Sistema ONU, por meio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), está trabalhando com o Governo Federal para fortalecer mecanismos de monitoramento, alertas rápidos e resposta aos crimes ambientais no contexto da mineração ilegal de ouro e da proteção territorial indígena. A mineração ilegal acarreta severas consequências ambientais, sociais e econômicas e compromete a biodiversidade e os ecossistemas e expõe as populações a um contexto de vulnerabilidade e risco de segurança e saúde.Essas e outras ações são parte do compromisso das Nações Unidas com o apoio e a proteção dos povos indígenas e seus territórios no Brasil, como estabelecido no Marco de Cooperação vigente de 2023 a 2027, seguindo o princípio de não deixar ninguém para trás nos esforços de promoção do desenvolvimento sustentável. A diretriz básica de todas as iniciativas voltadas às centenas de povos indígenas do país é apoiar sua participação nos processos nacionais de tomada de decisão e prover assistência técnica ao governo para integrar gênero, raça e etnia nas políticas, planos e orçamentos públicos.Para saber mais, leia o relatório anual da ONU Brasil e acompanhe a cobertura da ONU News em português: https://news.un.org/pt/tags/povos-indigenas. Siga @onubrasil nas redes!
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13 setembro 2024
OIT: 75% da população nos países mais vulneráveis à mudança climática não têm qualquer cobertura de proteção social
Os governos têm falhado em utilizar de forma plena o poderoso potencial da proteção social para mitigar os efeitos da crise climática e apoiar uma transição justa, de acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quinta-feira (12/09). O Relatório Mundial de Proteção Social 2024-26: A Proteção Social Universal para a Ação Climática e uma Transição Justa mostra que, pela primeira vez, mais de metade da população global (52,4%) conta com alguma forma de cobertura de proteção social, uma proporção superior aos 42,8 % verificados em 2015, ano em que foram adotados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.No entanto, nos 20 países mais vulneráveis à crise climática, 91,3% pessoas (364 milhões) ainda carecem de qualquer forma de proteção social. De forma mais ampla, nos 50 países mais vulneráveis ao clima, 75% da população (2,1 bilhões de pessoas) não têm qualquer cobertura de proteção social. Globalmente, a maioria das crianças (76,1%) permanece sem cobertura de proteção social eficaz. Há também uma lacuna de gênero substancial, com a cobertura eficaz das mulheres menor do que a dos homens (50,1% e 54,6%, respectivamente). Essas lacunas são especialmente significativas dado o papel potencial da proteção social em mitigar o impacto da mudança climática, ajudando pessoas e sociedades a se adaptarem a uma nova realidade climática volátil e facilitando uma transição justa para um futuro sustentável."A mudança climática não reconhece fronteira e não podemos construir um muro para manter a crise do lado de fora. A crise climática afeta a todos nós e representa a ameaça mais grave para a justiça social dos dias de hoje”, afirmou Gilbert F. Houngbo, diretor-geral da OIT. “Muitos dos países que estão vivenciando as consequências mais brutais desta crise estão particularmente mal equipados para lidar com as suas consequências ambientais e de subsistência. Devemos reconhecer que o que acontece às comunidades impactadas nos afetará a todas as pessoas." "A proteção social universal está no topo da lista de ferramentas que temos à disposição para nos ajudar a garantir que a crise climática não aprofunde as desigualdades e a exclusão existentes nas comunidades afetadas.” - Gilbert F. Houngbo, diretor-geral da OIT, 13 de setembro de 2024. A proteção social pode ajudar as pessoas a adaptarem-se e a lidar com os choques relacionados com o clima, proporcionando benefícios de proteção social, como a segurança de renda e o acesso a cuidados de saúde. E o imperativo para tornar a proteção social universal não é apenas ético, é também prático: apoiando e protegendo os trabalhadores em todas as partes do mundo, podemos ajudar a aliviar os medos acerca da transição, o que é essencial para mobilizar o apoio popular para uma transição sustentável e justa, acrescentou o diretor-geral da OIT. No entanto, apesar do seu papel como catalisador e facilitador de ações climáticas positivas, os governos não estão aproveitando ao máximo o potencial da proteção social, em grande parte devido a lacunas de cobertura persistentes e a um subinvestimento significativo.Em média, os países investem 12,9% do seu produto interno bruto (PIB) em proteção social (excluindo a saúde). No entanto, embora os países de renda alta aloquem em média 16,2%, os países de renda baixa mobilizam apenas 0,8% do seu PIB para a proteção social. Os países de renda baixa – que incluem os mais vulneráveis aos impactos da mudança climática – necessitam de mais 308,5 bilhões de dólares por ano (52,3% do seu PIB) para garantir pelo menos um nível básico de proteção social, sendo o apoio internacional necessário para alcançar este objetivo.O relatório faz um apelo pela adoção de ações de política decisivas e integradas para fechar as lacunas de proteção, argumentando que “é altura de aumentar a aposta” e investir significativamente em proteção social. O relatório oferece recomendações importantes para ajudar a orientar as políticas e garantir resultados eficazes e sustentáveis, incluindo:Preparar tanto para os riscos do ciclo de vida “rotineiros”, como para os choques relacionados ao clima, garantindo que os sistemas de proteção social estejam em funcionamento e que todas as pessoas desfrutem de uma proteção social adequada.Utilizar a proteção social para apoiar os esforços de mitigação e adaptação à mudança climática e garantir a aceitação pública dessas medidas. Priorizar o investimento em proteção social, incluindo o apoio externo dirigidos a países com espaço fiscal limitado.Para saber mais, leia o sumário executivo do relatório em português e acesse o relatório completo em inglês na página da OIT. Contato para imprensa: Denise Marinho dos Santos, Oficial de Comunicação, Escritório da OIT no Brasil: santosd@ilo.org
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13 setembro 2024
ARTIGO: O relançamento da cooperação global
Estão em curso, em Nova York, as negociações finais para a Cúpula do Futuro que acontecerá este mês, durante a qual chefes de Estado irão negociar a reforma dos alicerces da cooperação internacional. As Nações Unidas convocaram esta Cúpula única devido a um fato evidente: os problemas mundiais estão avançando mais rapidamente do que as instituições que foram criadas para resolvê-los.Basta olhar à nossa volta: Os conflitos ferozes e a violência estão infligindo sofrimentos terríveis; as divisões geopolíticas são abundantes; as desigualdades e as injustiças estão por todo lado, corroendo a confiança, agravando os ressentimentos e alimentando o populismo e o extremismo. Os velhos desafios relacionados à pobreza, à fome, à discriminação, à misoginia e ao racismo estão assumindo novas formas. Entretanto, enfrentamos ameaças novas e existenciais, desde o caos climático descontrolado e a degradação ambiental até as tecnologias, como a Inteligência Artificial, que se desenvolvem num vácuo ético e jurídico.A Cúpula do Futuro reconhece que as soluções para todos esses desafios estão nas nossas mãos, mas precisamos de uma atualização dos sistemas que só as lideranças mundiais podem oferecer.Os construtores da paz dos anos 1940 criaram instituições que ajudaram a prevenir a Terceira Guerra Mundial e conduziram muitos países da colonização à independência. No entanto, não reconheceriam o mundo de hoje.Leia o artigo completo na página do Valor: https://valor.globo.com/opiniao/coluna/o-relancamento-da-cooperacao-global.ghtml Para saber mais, visite a página da Cúpula do Futuro em português.
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12 setembro 2024
Última chamada: ONU oferece Programa de Bolsas para Indígenas 2025
Programa de Bolsas Indígenas 2025Podem se candidatar, pessoas indígenas que tenham vínculos com a sua comunidade e disposição para disseminar esses conhecimentos. A primeira parte da formação acontece em Brasília e tem duração de duas semanas com o foco nos instrumentos do sistema da ONU. Já a segunda parte do curso ocorre em Genebra, quando o grupo brasileiro se juntará as pessoas indígenas de outras regiões do mundo, para quatro semanas de atividades. Ao final do encontro, todas as pessoas participam da sessão anual do Mecanismo de Peritos sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Vivências dos Indígenas no Programa de Bolsas de 2024Marina Mayuruna Wadick e Ewésh Yawalapiti Waurá integram a Organização Geral dos Mayuruna (OGM) da Terra Indígena Vale do Javari e a Associação Terra Indígena Xingu (Atix), respectivamente. Ambos fizeram parte do grupo brasileiro de selecionados para o Programa de Bolsas em 2024. "O que me motivou a participar foi a vontade de conhecer mais os mecanismos dos direitos humanos, e poder ter acesso a eles, para poder ajudar as populações indígenas da minha região", conta Marina Wadick, da Comunidade Indígena do Cruzeirinho, em Atalaia do Norte, Amazonas.Ewésh Waurá, que vive no território do Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso, acredita que o Programa ajudou a entender melhor como o sistema ONU pode apoiar os direitos indígenas. "O primeiro passo no Brasil, foi bem legal ter essa noção de que forma a ONU está instalada e funciona no país. Já em Genebra, foi muito interessante conhecer esse sistema sobre direitos humanos. Nós precisamos compreender melhor para nos apropriarmos desse sistema, para que as organizações indígenas tenham maior incidência nele", afirmou ele.As pessoas candidatas devem ser indígenas e ter relação estreita com suas comunidades. De volta aos seus territórios, ambos planejam atividades para compartilhar o conhecimento e utilizar os aprendizados em favor das comunidades. Segundo Marina Wadick, os benefícios do programa já são presentes para a sua comunidade, pois "a minha participação abriu oportunidades em outras instâncias, para falar sobre o território e as violações de direitos que sofremos aqui". Ewésh Waurá concorda e reforça a importância do programa, “é necessário ampliar essa formação, divulgar mais para que os indígenas participem e utilizem essas ferramentas na defesa de seus direitos”.Este ano, a inscrição é exclusiva para indígenas e estão abertas até 15/09/2024.Informações sobre o Programa de Bolsas para Indígenas 2025Quando ocorrem as atividades?A data do programa de treinamento geralmente coincide com a sessão anual do Mecanismo de Peritos sobre os Direitos dos Povos Indígenas (junho/julho de cada ano), permitindo que os bolsistas participem mais ativamente desse Mecanismo.O que o Programa cobre?Os/as candidatos/as selecionados/as têm direito a uma passagem aérea de ida e volta, despesas de subsistência e seguro de saúde básico durante o período do treinamento.Quem pode se candidatar ao programa?O/a candidato/a deve ser indígena (pessoas não indígenas não serão consideradas, mesmo que tenham vínculos estreitos com comunidades e/ou organizações indígenas).A idade não deve ser uma limitação para a participação no programa.A educação formal não deve ser uma limitação para a participação no Programa de Bolsas, dadas as barreiras socioeconômicas enfrentadas por muitos povos indígenas que limitam o acesso a instituições educacionais formais.Os/as candidatos/as devem concordar em treinar outras pessoas indígenas após o retorno às suas respectivas comunidades/organizações.O/a candidato/a deve ser proposto e ter sua candidatura apoiada por sua organização e/ou comunidade indígena. É desejável que a organização apoiadora tenha uma base firme de membros e que seja representativa.O/a candidato/a deve ter um bom conhecimento da língua em que o programa é ministrado (inglês, espanhol, francês, russo e português).Como se inscrever?Inscrições podem ser enviadas digitalizadas para este e-mail: ohchr-fellowship@un.org As inscrições para bolsas só serão consideradas se estiverem completamente preenchidas. Para isso, devem ter: formulários de inscrição e carta de recomendação oficial da organização ou comunidade indígena que está nomeando o candidato.Como é feita a seleção? A seleção dos/as bolsistas reflete um equilíbrio de gênero e regional, bem como um equilíbrio entre as comunidades representadas. A situação geral dos direitos humanos nas respectivas regiões/países também é levada em consideração.Uma pré-seleção é feita por ex-bolsistas indígenas e, em seguida, são realizadas entrevistas com os candidatos pré-selecionados. Essa seleção é feita em colaboração com a Universidade de Brasília (UnB), que fornecerá os cursos preparatórios para o Programa. A seleção final dos/as candidatos/as bem-sucedidos é revisada por um grupo consultivo composto por funcionários do ACNUDH.Em vista do grande número de inscrições, apenas os/as candidatos/as pré-selecionados são contatados.
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11 setembro 2024
ONU reúne mais de 500 líderes e profissionais globais especializados em consumo e produção sustentáveis no Rio de Janeiro
Mais de 500 profissionais e líderes globais de Consumo e Produção Sustentáveis se reunirão em um fórum de alto nível no Rio de Janeiro nos dias 12 e 13 de setembro. Organizado pela Rede One Planet do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente com o Governo do Brasil durante o G20, o fórum acontecerá no icônico Museu do Amanhã e no Museu de Arte do Rio. O fórum global discutirá o tema 'Reduzir as desigualdades e alcançar transições justas para todos por meio do consumo e produção sustentáveis, inclusive por meio da economia circular'. A agenda apresenta um programa abrangente, incluindo sessões plenárias, 11 discussões temáticas, cerca de 40 apresentações de empresas do setor privado em nosso inovador palco 'Agora' e a inauguração de uma obra de arte de catadores locais. Entre outros assuntos, a programação do evento inclui tópicos como: economia circular, gestão de resíduos, empoderamento dos jovens, estilos de vida sustentáveis, bioeconomia e combate às desigualdades. 500 participantes de 98 países em todo o mundo estão registrados, provenientes de governos nacionais (Estados-membros), do setor privado e de organizações sem fins lucrativos (ONGs). Além disso, também está prevista a participação de representantes dos ministérios do meio ambiente de mais de 20 países. O Fórum da Rede Um Planeta destacará a importância das intervenções implementadas por meio de organizações líderes como catalisadoras para acelerar a inclusão social, a sustentabilidade e a circularidade em setores de alto impacto, abrangendo os seguintes pontos:a) Incentivo ao turismo sustentável: Promover práticas que minimizem impactos ambientais, sociais e econômicos, ao mesmo tempo em que incentivam a conservação do patrimônio natural e cultural. b) Soluções inclusivas para sistemas alimentares sustentáveis: Facilitar a eliminação de barreiras à transformação de sistemas alimentares, gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos. c) Critérios de circularidade em contratos públicos: Incorporar requisitos de circularidade em contratos públicos de bens de construção e utilizar contratos sustentáveis para promover sistemas alimentares mais responsáveis. d) Informação sobre sustentabilidade dos produtos: Promover diretrizes que integrem padrões de Produção e Consumo Sustentáveis (SCP) às políticas e iniciativas de proteção ao consumidor. e) Apoio às NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas): Auxiliar os países na identificação, priorização, implementação e monitoramento de intervenções sustentáveis e de economia circular para aumentar a ambição e o alcance de suas NDCs. f) Economia circular no setor privado: Incentivar a adoção de abordagens de circularidade por empresas privadas, inclusive por meio de um protocolo global que guie essas ações. Ao final, o One Planet Network Forum emitirá um comunicado assinado com o Governo do Brasil, que será divulgado posteriormente.Para saber mais, siga @unep_pt nas redes e visite a página do Fórum: https://www.oneplanetnetwork.org/opn-forum-2024 NOTAS AOS EDITORESSobre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA): O PNUMA é a principal autoridade ambiental global que define a agenda ambiental global, promove a implementação coerente da dimensão ambiental do desenvolvimento sustentável dentro do sistema das Nações Unidas e atua como um defensor autorizado do meio ambiente global. Sobre a One Planet Network: A One Planet Network é uma comunidade global de profissionais, formuladores de políticas e especialistas, incluindo governos, empresas, sociedade civil, academia e organizações internacionais, que implementa o Quadro de Programas de 10 Anos da ONU sobre Consumo e Produção Sustentáveis e trabalha para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12: garantir padrões sustentáveis de consumo e produção. Sobre o Fórum One Planet Network: Convocado pela One Planet Network e pelo Governo do Brasil, este importante encontro global de lideranças promove soluções para reduzir as desigualdades e alcançar transições justas para todos por meio do consumo e produção sustentáveis (SCP), incluindo economia circular. O Fórum reúne partes interessadas de toda a One Planet Network - a plataforma global para cooperação e liderança de pensamento SCP e ODS12 - com parceiros estimados de programas e iniciativas, representantes de alto nível dos Estados-Membros, agências da ONU, ONGs e organizações do setor privado, academia e cientistas líderes, cidades, autoridades locais, comunidades indígenas e jovens. Contatos para a imprensa: Imprensa brasileira/escritórios de imprensa internacional no Brasil: Renata Chamarelli, Escritório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente no Brasil, Brasília/Rio: renata.chamarelli@un.orgImprensa Internacional: Gary Paterson, Secretariado da Rede Um Planeta: gary.paterson@un.orgCREDENCIAMENTO: Os meios de comunicação que tiverem interesse em acessar o local para cobrir o evento devem entrar em contato com Gary Paterson, da Rede Um Planeta: gary.paterson@un.org
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10 setembro 2024
Agências das Nações Unidas comemoram o Dia Internacional da Cooperação Sul-Sul no Brasil
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) reuniram-se, nesta terça-feira (10), para comemorar conjuntamente o Dia Internacional da Cooperação Sul-Sul. O Brasil, país que é uma referência no tema, foi selecionado para sediar a celebração deste ano.O evento, organizado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ressaltou a importância das parcerias desenvolvidas entre os países como catalisadoras para unir sinergias, compartilhar conhecimentos, experiências, tecnologias e recursos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 1 (Erradicação da Pobreza), ODS 2 (Fome Zero) e ODS 17 (Parcerias).Na abertura da comemoração, que tratou do tema "Parceiros globais, ações locais: Fortalecendo a nutrição e a segurança alimentar através da Cooperação Trilateral Sul-Sul", Mario Lubetkin, Subdiretor-Geral e Representante Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, destacou o papel do Brasil na Cooperação Sul-Sul e Triangular. Segundo ele, essa modalidade de parceria desempenha um papel fundamental no desenvolvimento agrícola global, impulsionando a transformação dos sistemas agroalimentares e respondendo à necessidade de soluções sustentáveis.“A colaboração entre as agências com sede em Roma é essencial para apoiar os países na redução da fome e da pobreza em nível global. O Brasil tem sido uma força-chave na promoção da cooperação regional na América Latina e no Caribe, fortalecendo laços e fomentando um bloco unificado que representa o Sul Global. Essa liderança é exemplificada pela Aliança contra a Fome e a Pobreza, lançada durante sua presidência do G20, que desempenhou um papel fundamental no combate à insegurança alimentar e no fortalecimento dos esforços regionais para erradicar a fome”, comentou Lubetkin.Dima Al-Khatib, Diretora do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC), também refletiu sobre o notável progresso alcançado por meio desse modelo de cooperação. “Em todo o mundo em desenvolvimento, estamos testemunhando avanços notáveis na construção de resiliência, inovação e colaboração. Esses resultados demonstram que, ao mobilizar a solidariedade internacional e forjar parcerias globais por meio da cooperação Sul-Sul e triangular, podemos acelerar a realização dos ODS.”A Embaixadora Maria Laura da Rocha, Ministra interina das Relações Exteriores do Brasil, destacou que a Cooperação Sul-Sul brasileira tem gerado resultados concretos graças a práticas que enfatizam a apropriação local das iniciativas de cooperação, o fortalecimento de capacidades no terreno e a promoção de avanços estruturais no desenvolvimento sustentável. “A cooperação Sul-Sul brasileira, em todas as áreas em que opera, é caracterizada pelo diálogo e gestão compartilhada entre os parceiros, com a participação direta e ativa das instituições cooperantes ao longo de todo o processo”, explicou.A celebração reuniu representantes-chave das Nações Unidas, de instituições do governo brasileiro, e das embaixadas do Quênia e da Guatemala no Brasil, que expressaram sua disposição de fortalecer a participação de seus países em novas iniciativas de Cooperação Sul-Sul. Os participantes refletiram sobre 15 anos de colaboração bem-sucedida entre o Brasil e as agências, e sobre as perspectivas de construir novas parcerias no futuro.América Latina e Caribe
Na América Latina e no Caribe, a cooperação do Brasil tem sido um ator relevante no impulso da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES), que reúne 26 países para fortalecer os programas de alimentação escolar por meio do diálogo e da troca de experiências, promovendo iniciativas resilientes, inclusivas e sustentáveis.Além disso, com o apoio do Brasil, a FAO ampliou sua atuação na Amazônia, focando na gestão sustentável de recursos e no apoio às populações tradicionais e indígenas, com o respaldo de instituições brasileiras-chave como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Embrapa, sendo crucial para o avanço em políticas e desenvolvimento sustentável.A colaboração entre o Brasil e as agências serve como um exemplo de como a Cooperação Trilateral Sul-Sul pode criar sinergias que beneficiam tanto a educação quanto a agricultura local, fortalecendo, em última análise, as capacidades nacionais e impulsionando o desenvolvimento sustentável em todo o Sul Global.
Na América Latina e no Caribe, a cooperação do Brasil tem sido um ator relevante no impulso da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES), que reúne 26 países para fortalecer os programas de alimentação escolar por meio do diálogo e da troca de experiências, promovendo iniciativas resilientes, inclusivas e sustentáveis.Além disso, com o apoio do Brasil, a FAO ampliou sua atuação na Amazônia, focando na gestão sustentável de recursos e no apoio às populações tradicionais e indígenas, com o respaldo de instituições brasileiras-chave como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Embrapa, sendo crucial para o avanço em políticas e desenvolvimento sustentável.A colaboração entre o Brasil e as agências serve como um exemplo de como a Cooperação Trilateral Sul-Sul pode criar sinergias que beneficiam tanto a educação quanto a agricultura local, fortalecendo, em última análise, as capacidades nacionais e impulsionando o desenvolvimento sustentável em todo o Sul Global.
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