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10 outubro 2025
Oxe, Me Respeite
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10 outubro 2025
São Gonçalo e ONU-Habitat fortalecem vozes da comunidade da Ipuca pelo programa Periferia Viva
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10 outubro 2025
UNFPA lança edital para fortalecer organizações que atuam com juventudes indígenas na Amazônia Legal
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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25 setembro 2025
ONU convida municípios brasileiros a celebrar os 80 anos de sua fundação
No dia 24 de outubro de 2025, a Organização das Nações Unidas (ONU) completa 80 anos e convida municípios de todo o Brasil a tomar parte nas celebrações. Para isso, a ONU Brasil lançou um pacote de materiais para apoiar prefeituras interessadas em realizar eventos locais para marcar a data. O kit inclui arte gráfica para a apoiar a impressão de materiais promocionais, peças informativas e a produção de brindes para eventos presenciais e ações digitais. Todos os materiais estão alinhados à campanha que está em andamento nos canais institucionais da ONU Brasil. Como participarPrimeiro Passo: Preencha o formulário on-line e explique que tipo de evento ou ação digital você planeja organizar na sua cidade. Segundo Passo: ONU Brasil analisa a proposta e envia um kit para apoiar a produção de materiais informativos e promocionais pelas cidades e entidades participantes. O kit inclui identidade visual da campanha #ONU80 e modelos de banners, flyers para impressão nas cidades, além de modelos de camisetas, canetas e outros brindes. Terceiro Passo: Você envia as fotos e vídeos do seu evento para a ONU Brasil para que possamos divulgar nas redes sociais da @onubrasil. Sobre a campanha O lema da campanha é “Nossa história, nosso futuro”, celebrando os 80 anos de parceria entre o Brasil e a ONU. A campanha está no ar nos canais oficiais da ONU Brasil e das agências especializadas, fundos e programas, com conteúdos informativos e de sensibilização. Os municípios interessados em integrar a iniciativa devem preencher um formulário on-line para receber o pacote de materiais.Os eventos podem ser organizados por prefeituras de todo o país até o final do ano, preferencialmente em data próxima a 24 de outubro de 2025. Escolas, universidades e organizações da sociedade civil também podem participar. Em novembro, a ONU divulgará as melhores fotos das comemorações realizadas. “Apesar de sermos uma instituição presente em todo o mundo, é no nível local que está o verdadeiro impacto da ONU. É nos municípios que vemos como nosso trabalho ajuda a melhorar a vida das pessoas em áreas como educação, inclusão, saúde, promoção da igualdade, emprego e renda”, explica a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks. Objetivos globais, ação localA Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. A ONU atua em parceria com o Estado brasileiro para avançar na implementação desses objetivos no país.Para isso, trabalhamos com os três níveis de governo: federal, estadual e municipal. Os ODS são objetivos globais que requerem ações locais para que sejam plenamente alcançados. O envolvimento de municípios é essencial para que as metas de cada ODS sejam adaptadas às suas realidades e necessidades específicas. O envolvimento dos cidadãos e das comunidades contribui para que as políticas públicas sejam mais justas, igualitárias e sustentáveis.Sobre os 80 anos da ONUA celebração global de oito décadas de fundação da ONU segue o tema “Construindo nosso futuro juntos”, em sinergia com o Pacto para o Futuro, adotado pela Assembleia Geral em 2024. A comemoração dos 80 anos da instituição é um convite à renovação do multilateralismo e ao avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.O Brasil é um dos 51 países fundadores da ONU e o único país lusófono que assinou a Carta da ONU - o documento fundador das Nações Unidas -, no encerramento da Conferência sobre Organização Internacional, em São Francisco, em 26 de junho de 1945. A ONU começou a existir em 24 de outubro do mesmo ano, quando a Carta foi ratificada pelos seus países fundadores.“Há 80 anos, das cinzas da guerra, o mundo plantou uma semente de esperança. Uma Carta, uma visão, uma promessa: que a paz é possível quando a humanidade se une.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, 26 de junho de 2025Quer organizar um evento na sua cidade? Preencha o formulário on-line para receber o kit de apoio à organização de eventos. Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e visite a página especial da ONU Brasil sobre os 80 anos das Nações Unidas. Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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10 outubro 2025
ONU celebra 80 anos no Festival Clássicos do Brasil, no Rio de Janeiro
No mês em que completa 80 anos de criação, a Organização das Nações Unidas (ONU) marca presença no Festival Clássicos do Brasil, no Rio de Janeiro, reforçando seu compromisso com a valorização da cultura brasileira e a promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A participação da ONU no evento celebra essa data histórica e convida o público a refletir sobre o papel da organização na construção de um futuro mais justo e sustentável.O festival acontece na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, nos dias 11, 12, 18 e 19 de outubro. Durante o evento, o público poderá conferir um grande painel comemorativo e um vídeo especial exibido no telão principal entre os shows, celebrando a trajetória da ONU e sua conexão com o Brasil. 80 anos de ONUFundada em 24 de outubro em 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, a ONU nasceu com a missão de manter a paz e a segurança internacionais, promover os direitos humanos, fomentar a cooperação entre as nações e buscar soluções para os desafios globais. Ao longo das décadas, a organização vem evoluindo e se adaptando para enfrentar questões cada vez mais complexas - como a pobreza, as desigualdades, a crise climática, os conflitos, a desinformação e a desconfiança entre os países. Mesmo diante destes desafios, a ONU segue firme em sua missão. Este ano, 2025, ao completar 80 anos, a Organização reafirma seu compromisso com o lema “Construindo nosso futuro juntos”, destacando a importância da ação coletiva para transformar o presente e garantir um amanhã mais justo, seguro e sustentável para todas as pessoas.Diplomacia: um clássico brasileiroA presença da ONU no Festival Clássicos do Brasil marca uma parceria que reconhece a diplomacia como um verdadeiro clássico do Brasil. Ao longo de seus 80 anos de atuação, a ONU tem contado com a contribuição de diplomatas, muitos deles brasileiros, que marcaram a história da organização e do mundo.Entre esses nomes, destacam-se Oswaldo Aranha e Bertha Lutz. Aranha presidiu a primeira sessão especial da Assembleia Geral da ONU (1947), sendo reconhecido internacionalmente por sua liderança. E Bertha Lutz, uma das pioneiras do feminismo no Brasil, foi uma das poucas mulheres presentes na Conferência de São Francisco (1945), onde contribuiu para a inclusão dos direitos das mulheres na Carta da ONU.“Ao construir as Nações Unidas, eles criaram algo extraordinário. Um lugar onde todas as nações — grandes e pequenas — poderiam se reunir para resolver problemas que nenhum país poderia resolver sozinho.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, 22 de setembro de 2025 Uma parceria que une cultura e história A presença da ONU no Festival é fruto de uma parceria com a PECK, que celebra o passado para inspirar o futuro. Assim como os clássicos que atravessam gerações, a diplomacia brasileira e a atuação da ONU seguem como referências de cooperação, solidariedade e transformação — pilares essenciais para a construção de um mundo melhor.Para saber mais, visite a página do Festival Clássicos do Brasil e a página especial da ONU Brasil sobre os 80 anos das Nações Unidas.
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14 julho 2025
ONU alerta: apenas 35% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estão no caminho certo
Uma década após a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, as Nações Unidas divulgaram hoje a 10ª edição de seu relatório anual de progresso, o Relatório da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2025. O documento oferece uma avaliação contundente e um forte apelo à ação.Embora milhões de vidas tenham melhorado, com avanços em saúde, educação, acesso à energia e conectividade digital, o ritmo das mudanças continua insuficiente para alcançar os 17 #ObjetivosGlobais até 2030. Os dados mais recentes mostram que apenas 35% das metas estão no caminho certo ou apresentando progresso moderado, enquanto quase metade avança lentamente e 18% registraram retrocesso.“Estamos diante de uma emergência de desenvolvimento”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres. “Mas este relatório é mais do que um retrato do presente. É também uma bússola que aponta caminhos para o progresso. Ele mostra que os ODS ainda podem ser alcançados — mas apenas se agirmos com urgência, união e determinação.”O Relatório sobre os ODS é preparado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA), em colaboração com 50 entidades das Nações Unidas e organizações regionais. O relatório é apresentado aos Estados-membros durante o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF), estabelecido no documento final da Conferência Rio+20, “O Futuro que Queremos”, que se reúne anualmente na sede da ONU. O HLFP 2025 está sendo realizado de 14 a 24 de julho sob o tema: “Promover soluções sustentáveis, inclusivas, baseadas em ciência e evidências para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para não deixar ninguém para trás” Progresso em meio à adversidadeApesar de desafios globais em cascata, o Relatório sobre os ODS 2025 destaca conquistas significativas:As novas infecções por HIV caíram quase 40% desde 2010.A prevenção da malária evitou 2,2 bilhões de casos e salvou 12,7 milhões de vidas desde 2000.A proteção social alcança hoje mais da metade da população mundial, um aumento expressivo em comparação com uma década atrás.Desde 2015, 110 milhões de crianças e jovens a mais ingressaram na escola.O casamento infantil está em declínio, mais meninas permanecem na escola e cresce a presença de mulheres nos parlamentos.Em 2023, 92% da população mundial tinha acesso à eletricidade.O uso da internet passou de 40% em 2015 para 68% em 2024, ampliando o acesso à educação, ao trabalho e à participação cidadã.Os esforços de conservação dobraram a proteção de ecossistemas-chave, fortalecendo a resiliência da biodiversidade.Ao mesmo tempo, o relatório chama atenção para os entraves que continuam prejudicando o progresso sustentável:Mais de 800 milhões de pessoas ainda vivem na extrema pobreza.Bilhões ainda carecem de acesso à água potável, saneamento e higiene.A mudança climática tornaram 2024 o ano mais quente já registrado, com temperatura média 1,55°C acima dos níveis pré-industriais.Conflitos causaram quase 50 mil mortes em 2024, com mais de 120 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas.Países de baixa e média renda enfrentaram custos recordes com o pagamento da dívida: US$1,4 trilhão em 2023.Um plano para acelerarO relatório propõe ações em seis áreas prioritárias, capazes de gerar impactos transformadores: sistemas alimentares, acesso à energia, transformação digital, educação, empregos e proteção social, ação climática e biodiversidade.O documento também pede a implementação do Plano de Ação de Medellín, adotado no Fórum Mundial de Dados da ONU de 2024, para fortalecer os sistemas de dados essenciais para políticas públicas eficazes.Histórias de sucesso mostram que os ODS são possíveisMédias globais podem esconder avanços significativos em muitos países. Nos últimos dez anos:45 países alcançaram acesso universal à eletricidade.54 países eliminaram pelo menos uma doença tropical negligenciada até o fim de 2024.Esses resultados, impulsionados por políticas eficazes, instituições fortes e parcerias inclusivas, demonstram que o progresso acelerado é possível — e já está em curso.Os últimos cinco anos até 2030 representam uma oportunidade para cumprir as promessas da Agenda 2030. Ela não é apenas uma aspiração — é um compromisso inegociável.“Este não é um momento para o desespero, mas para a ação decidida”, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua. “Temos o conhecimento, as ferramentas e as parcerias para promover a transformação. O que precisamos agora é de multilateralismo urgente — um novo compromisso com a responsabilidade compartilhada e o investimento sustentado.”SERVIÇO: Lançamento do Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2025Data: 14 de julho de 2025, segunda-feiraHorário: 13h45min - 15h (horário de Brasília) Transmissão pela TV on-line da ONU: https://webtv.un.org/en/asset/k1b/k1b40mdxr0 Participantes: António Guterres, secretário-geral da ONUAmina J. Mohammed, vice-secretária-geral da ONULi Junhua, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais Para mais informações, acesse a página do relatório: https://unstats.un.org/sdgs/report/2025 NOTAS PARA EDITORES Dados adicionais: AVANÇOS Entre 2012 e 2024, a taxa de nanismo infantil caiu de 26,4% para 23,2%.A expectativa de vida saudável aumentou mais de cinco anos entre 2000 e 2019, embora a COVID-19 tenha revertido parte desses ganhos.A mortalidade materna global caiu de 228 para 197 mortes por 100 mil nascidos vivos (2015–2023).A mortalidade infantil (menores de 5 anos) caiu de 44 para 37 por mil nascidos vivos (2015–2023).Até o final de 2024, 54 países eliminaram ao menos uma doença tropical negligenciada.Entre 2019 e 2024, 99 reformas legais foram implementadas para eliminar leis discriminatórias e promover a igualdade de gênero.Em 1º de janeiro de 2025, as mulheres ocupavam 27,2% das cadeiras nos parlamentos nacionais, um aumento de 4,9 pontos percentuais desde 2015.A energia renovável é a fonte de energia que mais cresce no mundo e deve ultrapassar o carvão como principal fonte de eletricidade em 2025.O 5G já cobre 51% da população mundial.Dados adicionais: RETROCESSOSSem ações aceleradas, 8,9% da população global ainda viverá na extrema pobreza em 2030.Em 2023, quase 1 em cada 11 pessoas enfrentava a fome.272 milhões de crianças e jovens estavam fora da escola.As mulheres realizam 2,5 vezes mais trabalho doméstico e de cuidado não remunerado do que os homens.Em 2024, 2,2 bilhões de pessoas não tinham acesso a água potável gerida com segurança; 3,4 bilhões, sem saneamento adequado; e 1,7 bilhão, sem higiene básica em casa.A população global de refugiados chegou a 37,8 milhões até meados de 2024.1,12 bilhão de pessoas vivem em favelas ou assentamentos informais sem serviços básicos.A ajuda oficial ao desenvolvimento caiu 7,1% em 2024, após cinco anos de crescimento — com novas reduções previstas para 2025.Para mais informações, acesse a página do Relatório da ONU sobre os ODS 2025: https://unstats.un.org/sdgs/report/2025 Hashtags: #RelatórioODS #ODS #ObjetivosGlobais #SDGReport #GlobalGoals Contato para a imprensa:Martina Donlon, Departamento de Comunicação Global da ONU: donlon@un.org Helen Rosengren, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rosengrenh@un.org
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07 abril 2025
Relatório Anual das Nações Unidas no Brasil 2024
O Relatório Anual das Nações Unidas apresenta os resultados de um ano de avanços estratégicos no Brasil. Por meio de um planejamento integrado e de investimentos catalisadores, o Sistema ONU, formado por 24 entidades, atuou conjuntamente com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para impulsionar o desenvolvimento do país, com atenção às necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e ao meio ambiente.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2024 a ONU trabalhou em temas como saúde, educação, emprego e renda, acesso a serviços básicos, equidade, direitos humanos e assistência humanitária em 351 iniciativas, que trouxeram benefícios para milhões de pessoas. O investimento feito no país foi de US$ 155 milhões. Confira dez pontos de destaque do que o Sistema das Nações Unidas alcançou em 2024:Resposta à emergência no Rio Grande do SulResposta a secas e queimadasMobilização de R$ 55 milhões para o Fundo Brasil-ONU para a AmazôniaApoio à elaboração da Contribuição Nacionalmente Determinada de redução de emissões de gases do efeito estufaRealização de 55 missões de autoridades da ONU ao BrasilApoio à delegação brasileira de jovens no Y20Engajamento na Aliança Global contra a Fome e a PobrezaParticipação brasileira na Cúpula do FuturoAdoção do ODS18 – Igualdade Étnico-RacialApoio à presidência brasileira do G20
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Publicação
22 setembro 2025
Relatório Anual das Nações Unidas 2025
“O presente relatório demonstra que, apesar dos tempos extremamente difíceis – e, na verdade, justamente por causa deles – podemos e devemos continuar lutando por um mundo melhor, que sabemos estar ao nosso alcance.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, 18 de setembro de 2025 O Relatório Anual das Nações Unidas 2025 faz uma retrospectiva de um ano de adversidades e esperança para a humanidade. Em 2024, conflitos fatais continuaram a causar sofrimento massivo e deslocamentos. Nosso planeta quebrou novos recordes de calor. A pobreza, a fome e as desigualdades aumentaram, enquanto tecnologias transformadoras como a inteligência artificial se expandiram sem regulamentações eficazes, e o direito internacional e os direitos humanos foram desrespeitados.
Diante de tais desafios, as Nações Unidas trabalharam para transformar nossos valores compartilhados em ações concretas no terreno, para pessoas ao redor do mundo.O presente relatório demonstra que, apesar dos tempos extremamente difíceis – e, na verdade, justamente por causa deles – podemos e devemos continuar lutando por um mundo melhor, que sabemos estar ao nosso alcance. Renovaremos nossos esforços para alcançar a paz, promover o desenvolvimento sustentável e defender e proteger os direitos humanos, para toda a humanidade.Dez maneiras pelas quais as Nações Unidas fazem a diferença:139 milhões de pessoas assistidas e protegidas enquanto fugiam da guerra, da fome e da perseguição
123 milhões de pessoas receberam alimentos e assistência em mais de 120 países e territórios
3 milhões de vidas salvas por ano por meio de vacinas fornecidas a 45% das crianças do mundo
194 nações trabalhando com as Nações Unidas para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C
67.500 militares e civis mantendo a paz em 11 operações ao redor do mundo
4 bilhões de pessoas afetadas pela crise global de água que as Nações Unidas estão enfrentando
80 tratados/declarações para proteger e promover os direitos humanos globalmente
US$ 50 bilhões arrecadados para atender às necessidades humanitárias de 198 milhões de pessoas
48 países assistidos em seus processos eleitorais, usando a diplomacia para prevenir conflitos
11 milhões de pessoas receberam serviços de saúde sexual e reprodutivaPara saber mais, siga @nacoesunidas e @onubrasil nas redes e visite a página do Relatório Anual 2025. Baixe o relatório completo (em inglês):
Diante de tais desafios, as Nações Unidas trabalharam para transformar nossos valores compartilhados em ações concretas no terreno, para pessoas ao redor do mundo.O presente relatório demonstra que, apesar dos tempos extremamente difíceis – e, na verdade, justamente por causa deles – podemos e devemos continuar lutando por um mundo melhor, que sabemos estar ao nosso alcance. Renovaremos nossos esforços para alcançar a paz, promover o desenvolvimento sustentável e defender e proteger os direitos humanos, para toda a humanidade.Dez maneiras pelas quais as Nações Unidas fazem a diferença:139 milhões de pessoas assistidas e protegidas enquanto fugiam da guerra, da fome e da perseguição
123 milhões de pessoas receberam alimentos e assistência em mais de 120 países e territórios
3 milhões de vidas salvas por ano por meio de vacinas fornecidas a 45% das crianças do mundo
194 nações trabalhando com as Nações Unidas para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C
67.500 militares e civis mantendo a paz em 11 operações ao redor do mundo
4 bilhões de pessoas afetadas pela crise global de água que as Nações Unidas estão enfrentando
80 tratados/declarações para proteger e promover os direitos humanos globalmente
US$ 50 bilhões arrecadados para atender às necessidades humanitárias de 198 milhões de pessoas
48 países assistidos em seus processos eleitorais, usando a diplomacia para prevenir conflitos
11 milhões de pessoas receberam serviços de saúde sexual e reprodutivaPara saber mais, siga @nacoesunidas e @onubrasil nas redes e visite a página do Relatório Anual 2025. Baixe o relatório completo (em inglês):
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História
10 outubro 2025
Oxe, Me Respeite
No Colégio da Polícia Militar Diva Portela, em Feira de Santana, na Bahia, a aluna Cecília Cardoso de Jesus, 15 anos, fala com clareza sobre o que aprendeu nos últimos meses. “A gente aprendeu que o corpo da mulher não é vitrine. Que ‘não’ é ‘não’ e que as pessoas precisam respeitar isso.”Cecília participa do projeto Oxe, Me Respeite nas Escolas, parceria do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) com o Governo da Bahia. A iniciativa promove três meses de oficinas em escolas públicas do estado, com atividades que estimulam o pensamento crítico sobre temas como violência de gênero, racismo, saúde sexual e reprodutiva, dignidade menstrual e diversidade. Mais de dois mil estudantes baianos já participaram das atividades — e a meta é chegar a quinze mil até 2026.Nas oficinas, Cecília e os colegas desenharam murais, assistiram a vídeos e debateram situações do cotidiano. O que parece simples — sentar no chão, pintar, conversar — foi o ponto de partida para questionar comportamentos naturalizados. “A gente fez um mural grande com frases tipo ‘minha roupa não é vitrine’. Todo mundo desenhou uma mulher e escreveu mensagens. Era pra lembrar que o ‘não’ precisa ser respeitado. E foi bom, porque a gente se escuta também”, conta.Em outra atividade, o grupo assistiu a um curta-metragem em que um homem sonha que vive a rotina de uma mulher: cuidar da casa, do filho, do trabalho, e ainda lidar com o julgamento. “No final do sonho, ele ainda engravidava. Todo mundo achou engraçado, mas depois ficou pensando. Os meninos disseram: ‘não é possível que os homens tratem as mulheres assim’. Depois disso, pararam de fazer certas piadas”, diz Cecília. “Eles tinham mania de dizer: ‘vai varrer a casa’. Hoje não falam mais.”A educação sexual também foi destaque nas oficinas. “Escola não é só sobre matemática, ciência. Não, tem que ter conscientização sobre esses temas”, defende Cecília. Ela reforça que aprender sobre corpo, direitos e respeito é essencial: “As pessoas acham que falar disso é errado, que vai incentivar os filhos [a fazer sexo], mas a gente precisa saber o que é certo, o que é respeitar o outro, o que é cuidar de si”, explica.Os aprendizados não ficaram restritos à sala de aula. Filha única, Cecília conta que fala sobre todos esses assuntos com os pais. “Lá em casa, a gente conversa sobre tudo. Sobre respeito, sobre as coisas que acontecem na internet, sobre o que é certo e o que é errado.” Essa abertura em casa reflete uma experiência que seus pais não tiveram. Nem o pai, Luciano, ou a mãe, Alexsandra, passaram da oitava série e nunca tiveram a oportunidade de debater esses temas com as famílias. Luciano explica: “Minha mãe teve 14 filhos. Ela não tinha muito tempo para conversar com os filhos.” Já Alexsandra se ressente de não ter estudado mais: “A gente tinha que trabalhar, e naquela época era ou trabalho ou estudo. Hoje eu quero o melhor para a minha filha, que ela estude e construa um futuro diferente”.Segundo a coordenadora de Prevenção à Violência Baseada em Gênero e Raça da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia, Francileide Araújo, o Oxe, Me Respeite nasceu justamente para provocar o diálogo sobre igualdade de gênero dentro e fora das escolas. E o projeto está em expansão: “Hoje temos oficinas acontecendo em escolas indígenas, quilombolas, em unidades da Fundação da Criança e do Adolescente, inclusive com meninos em privação de liberdade. A ideia é que o projeto se adapte a cada realidade — e que se torne uma política de Estado, não apenas de governo”, defende.Cecília já leva os aprendizados do Oxe, Me Respeite para a vida — dentro e fora de casa. Ainda não decidiu se será médica, advogada ou psicóloga, mas tem clareza sobre o caminho que quer seguir.“Quero ter minha profissão, minha casa, meus filhos quando estiver pronta. Quero dar tudo pra eles, mas principalmente o exemplo de respeito.” Para ela, o que aprendeu nas oficinas vai muito além da escola: é sobre crescer sabendo que liberdade e respeito caminham juntos — e que mudar o mundo começa pelas conversas que a gente tem, todos os dias.Para saber mais, siga @unfpabrasil nas redes e visite a página do UNFPA Brasil: https://brazil.unfpa.org/pt-br Contato para a imprensa: Luiza Olmedo, UNFPA Brasil: luolmedo@unfpa.org
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História
25 setembro 2025
A trajetória de sucesso de Ronaldo
O olhar firme de Ronaldo Rodrigues Cardoso, 19 anos, carrega a maturidade de quem enfrentou cedo demais o peso das dificuldades. Estudante do 2º ano do Ensino Médio em Santana, cidade do Amapá, ele sonha em ser professor. Mas chegar até ali exigiu muito mais do que apenas estudar. Foi preciso atravessar ausências, doenças e o desafio de recuperar o tempo perdido.A infância de Ronaldo foi marcada por mudanças bruscas. Aos seis anos, viu a mãe partir para o município de Gurupá (AP), ficando sob os cuidados do pai, Silvanio Rodrigues. Três anos depois, foi viver com a ela no interior e mergulhou em uma rotina dura, trocando a escola pela vida de catador de açaí. A escola ficou distante.Foram dois anos longe da sala de aula até que, aos 11 anos, debilitado por um princípio de doença de Chagas, Ronaldo voltou para Santana, para viver com o pai. Depois de recuperar a saúde, precisou recomeçar os estudos e enfrentar muitos desafios.“Foi um sofrimento muito grande para mim. Tenho quatro filhos, mas naquela época eu só tinha ele. Esses dois anos longe atrapalharam bastante os estudos do Ronaldo. Quando voltou, não pensei duas vezes e matriculei ele no colégio. Eu sabia que ele tinha capacidade de vencer e de estudar”, lembra Silvanio. Alguns anos se passaram e Ronaldo foi transferido para a Escola Estadual Prof. Francisco Walcy Lobato Lima, em Santana (AP). Ali, a dedicação do adolescente e a vontade de aprender chamaram a atenção. Surgiu o convite para se matricular em uma turma do Travessia - Amapá, programa alinhado à estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, do UNICEF, implementado pela Secretaria Estadual de Educação do Amapá, que tem como objetivo o enfrentamento da distorção idade-série e a recomposição das aprendizagens para que os estudantes avancem nos estudos.Segundo a coordenadora do programa na escola, Davina Viana, o processo de identificação de possíveis estudantes começa com um olhar atento:“Fazemos um levantamento, vamos na pasta do estudante e percebemos o atraso escolar. Depois disso, entramos em contato com a família para falar do programa e fazemos o convite para esse estudante, pois ele também precisa querer”.Para Ronaldo, o convite representou um divisor de águas:“Eu enxerguei o Travessia como uma oportunidade, porque eu estava com 16 anos e ainda no 7º ano do fundamental. Eu já pesquisava, já procurava entender assuntos de séries mais avançadas, pois sabia que uma hora ia aparecer uma oportunidade e eu tinha que abraçar. Aí apareceu o Travessia”.A proposta do programa Travessia Amapá promove oportunidades diferenciadas de aprendizagem por meio de metodologias ativas, a fim de estabelecer vínculos mais sólidos entre professores e estudantes, o que gera impactos significativos em suas aprendizagens. Nesse processo, são consideradas a história de vida e a trajetória escolar de cada estudante.“Quando o aluno atrasa, ele perde oportunidades e se sente desestimulado. Tendo essa chance, que o programa oferece, ele consegue dar um salto grande no aprendizado, que se reflete no futuro dele”, afirma Leidilene Rocha, uma das professoras da turma do Travessia, responsável por levar Ronaldo para participar do programa. Oportunidades de aprendizagem e acolhimentoFoi nesse espaço que Ronaldo encontrou não apenas oportunidades de aprendizagem, mas também acolhimento. Era um espaço diferente, pensado para adolescentes como ele, que carregavam atrasos na vida escolar. Para a professora de matemática Rutilene Oliveira, ele representa muito mais do que um estudante esforçado. “O Ronaldo é meu aluno desde o 1º ano do ensino médio. Ele é excelente, um menino dedicado, responsável, determinado, uma pessoa maravilhosa. Ele é um jovem prodígio”, afirma, orgulhosa.Hoje, já em uma turma regular do 2º ano do Ensino Médio, Ronaldo não esconde os planos: quer ser professor de matemática. Silvanio, o pai, sonha junto com Ronaldo: “A gente passa dificuldade, mas ele estuda e diz que tem muitos planos. Ele tem tudo para vencer na vida. É muito inteligente, nunca repetiu de ano, o atraso dele foi fruto das interrupções forçadas na infância”.Na sala de aula, com o caderno aberto e lápis na mão, Ronaldo projeta o futuro. Quer ensinar, inspirar outros adolescentes e jovens e mostrar que a educação é capaz de mudar destinos, como mudou o dele. Sobre a estratégia Trajetórias de Sucesso EscolarA estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar é uma iniciativa do UNICEF, em uma parceria estratégica com Instituto Claro e em parceria com Fundação Itaú, para o enfrentamento da cultura de fracasso escolar no Brasil. O objetivo é facilitar um diagnóstico amplo sobre a distorção idade-série e o fracasso escolar no País, e oferecer um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de políticas educacionais que promovam o acesso à educação, a permanência na escola e a aprendizagem desses estudantes.O site da estratégia disponibiliza materiais pedagógicos – com as experiências didáticas –, textos, vídeos e dados relativos às taxas de distorção, abandono escolar e reprovação, com recortes por gênero, raça e localidade, que mostram as relações entre o atraso escolar e as desigualdades brasileiras.Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do UNICEF Brasil: https://www.unicef.org/brazil/
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História
23 setembro 2025
Jovem do Rio transforma realidade com arte e mobilização
Matheus Luiz Fraga Moreira, mais conhecido como Magrão, tem 19 anos e cresceu em um dos municípios com os maiores índices de vulnerabilidade social do estado do Rio de Janeiro, Japeri. Criado pelo pai, enfrentou desde cedo os desafios de viver na periferia da Baixada Fluminense, onde a distância, a precariedade dos serviços públicos e a violência cotidiana marcam o ritmo da vida. “É muito difícil aqui em Japeri. A gente já sai de casa esperando que o trem vai dar ruim. Mesmo assim, a gente vai”, conta Magrão sobre as dificuldades de locomoção no território.Ainda assim, foi ali que ele construiu os alicerces de sua trajetória como artista, educador, mobilizador e comunicador popular. Entre versos, batalhas de slam, ações em coletivos e sonhos que resistem à rotina exaustiva entre o trem e a sala de aula, Matheus se afirma como um dos muitos jovens que, apesar de tudo, resistem.Infância marcada por perdas, cuidado e responsabilidadeAinda bebê, Magrão passou a viver com o pai após ser retirado da guarda da mãe, que enfrentava problemas com drogas. Trabalhando como segurança e, mais tarde, como vendedor ambulante nos trens, seu pai foi figura fundamental na sua formação, e criou Matheus e sua irmã mais nova sozinho. Aos 14, Magrão começou a trabalhar com o pai no trem. Logo depois, passou a trabalhar sozinho, conciliando os estudos com a necessidade de sustento da família. “Eu acordava cedo, ia vender no trem, voltava e dava todo o dinheiro pro meu pai. Nunca deixei de estudar, porque acreditava que o estudo ia mudar minha vida e a dele também”.Aos 15 anos, viveu um dos momentos mais difíceis da vida. Após um episódio de estresse, teve um princípio de AVC e descobriu um cisto no cérebro, que o deixou com o lado esquerdo do corpo paralisado por mais de um mês. Logo depois de sua recuperação, seu pai faleceu, também vítima de um AVC. “Foi tudo muito rápido. Eu estava começando a melhorar e perdi meu pai. Foi uma dor imensa.” Arte, poesia e mobilização: uma nova linguagem para existirApós a morte do pai, Magrão foi morar com as tias na Zona Norte do Rio de Janeiro. Foi nesse momento que a arte entrou de vez em sua vida. Participando de atividades escolares, descobriu o slam, as batalhas de poesia falada, e encontrou ali uma forma de transformar sua realidade.Criou eventos culturais na escola, fomentou o Slam do Acari, e passou a levar a poesia também para fora da sala de aula. Nesse percurso, conheceu o NUCA (Núcleo de Cidadania dos Adolescentes) — uma iniciativa da #AgendaCidadeUNICEF que conecta jovens periféricos para discutir direitos, juventude e políticas públicas. Foi o primeiro projeto social que participou e marcou sua vida. “Debater aqueles assuntos, formular um plano de ação para colocar as ideias em prática… até então, isso era algo surreal para mim. Evoluí a cada encontro, fui me soltando mais e entendi que a juventude periférica pode ser protagonista de verdade”, conta. No NUCA, o jovem também conheceu o projeto Geração que Move, uma iniciativa do UNICEF, em aliança global com a Fundação Abertis e com a colaboração de sua filial no Brasil, a Arteris, e parceria técnica da Agência Redes para Juventude e Viração. Hoje, Magrão integra o Coletivo ArterAção, participa de rodas e oficinas, articula projetos e segue escrevendo poesias que transformam vivências em palavra e denúncia.Mobilidade: a desigualdade entre o ponto de partida e o destinoEntre Japeri e os lugares onde atua e estuda, Magrão enfrenta uma das maiores barreiras estruturais para a juventude da periferia: a mobilidade. A dependência do trem, atrasos e superlotação afetam diretamente seu acesso à universidade, aos projetos, aos encontros com coletivos culturais e sociais.“Só tem um ônibus para sair daqui. Se o trem parar, tudo trava. A gente precisa sair mais cedo, voltar mais tarde e ainda conviver com o medo de não conseguir chegar. Isso cansa. E nos obriga a escolher entre oportunidades.”Mesmo assim, ele insiste. Cursa Pedagogia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), continua trabalhando no trem quando necessário, dá oficinas e participa de eventos, articulações e ações sociais. Mora com um amigo para dividir custos e já busca alternativas de estágio e renda que permitam mais estabilidade. “Sair de Japeri tem um custo alto, mas ficar também tem. Eu tô tentando crescer sem me afastar de quem eu sou.”Um fio de esperança para muitosA trajetória de Magrão é também um retrato de uma juventude que, apesar das dificuldades, se reinventa e se fortalece nas conexões, na palavra, na arte e na política. Sua caminhada com o UNICEF, com o NUCA e com tantos coletivos é uma prova viva de que acreditar na juventude é apostar no futuro.“Eu carrego muito do meu pai, sabe? A luta, a honestidade, o cuidado. Hoje, minha luta é pra que outros jovens como eu tenham escolha e voz.”Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do NUCA: https://www.unicef.org/brazil/nucleo-de-cidadania-de-adolescentes
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História
12 setembro 2025
“Uma Jornada pela Esperança”
Quando pisei pela primeira vez na Amazônia, fiquei impressionada com sua imensidão — mas não apenas com a vastidão natural que geralmente reconhecemos. O que realmente me marcou foi perceber que a Amazônia é um intrincado e aparentemente infinito mosaico de vida, cultura e desafios. É lar de mais de 29 milhões de pessoas, a maioria vivendo em grandes cidades, e se encontra na encruzilhada entre a preservação ambiental e o desenvolvimento inclusivo.Trata-se, naturalmente, de uma prioridade para as Nações Unidas no país e o foco de um fundo fiduciário multiparceiros criado especificamente para impulsionar soluções econômicas inclusivas e ambientalmente inteligentes. Recentemente, tive o privilégio de visitar os três primeiros projetos financiados pelo Fundo Brasil–ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. O que vi ali vai além de programas — é a esperança transformadora em movimento.No coração da Bacia Amazônica, uma poderosa colaboração liderada pelo UNICEF, e implementada em conjunto com UNFPA, ACNUR, UNESCO, OIT, OPAS/OMS e OIM, abre caminho para crianças, adolescentes e jovens indígenas. Ainda que o programa esteja em suas fases iniciais, ver os esforços se desenrolando em oito dos nove estados da Amazônia Legal, guiados por uma abordagem verdadeiramente intercultural e sensível a gênero, é profundamente inspirador. No Acre, conheci parceiros locais que estão cocriando um futuro resiliente por meio da bioeconomia, da governança da terra e da conservação ambiental. O projeto, liderado pelo governo estadual juntamente com a UNESCO, acontece em duas áreas protegidas onde artesãos estão transformando produtos florestais em bens de maior valor agregado, construindo caminhos sustentáveis para transformar a economia local. Visitei um viveiro que produz milhares de mudas de 50 espécies de árvores, que mais tarde serão usadas para restaurar áreas degradadas, combinando tecnologia de ponta com o compromisso e o conhecimento das comunidades locais.Em Rosário, no Maranhão, participei do lançamento do “Terras para Elas”, um projeto implementado pelo governo estadual e pela FAO. Para agricultoras — especialmente quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu e membros da comunidade LGBTIQ+ — essa iniciativa abre portas: 2,5 mil títulos de terra, capacitação sustentável para 5.000 mulheres e acesso a crédito para 1,25 mil. Vi mulheres empoderadas reivindicando seus direitos e moldando meios de vida sustentáveis para suas famílias e comunidades.Também ouvi um dos depoimentos mais comoventes da minha longa carreira na ONU. Uma mulher me contou que a luta de sua comunidade pelo título da terra ancestral começou com sua avó. Sua mãe seguiu a batalha e agora, finalmente, sua geração verá o reconhecimento do direito de possuir sua terra e usá-la para garantir os meios de vida e o futuro de suas famílias. Essas visitas ressaltaram uma mensagem vital: soluções enraizadas nas comunidades produzem resiliência. Os muitos desafios que a Amazônia enfrenta, como o desmatamento, a insegurança fundiária e a exclusão social, são palpáveis. Mas o Fundo Brasil–ONU nos mostra que é possível catalisar mudanças quando as iniciativas são cocriadas, lideradas localmente e guiadas pela equidade.Olhando para o Futuro: Uma Visão Compartilhada de Resiliência SustentávelAo caminhar por esses territórios, o impacto humano era inegável: mulheres recuperando direitos à terra, crianças valorizando suas culturas, comunidades conservando ecossistemas com orgulho. Tudo isso está sendo construído com uma única contribuição ao Fundo, feita de forma extremamente generosa pelo governo do Canadá.Mas há espaço para ampliar, replicar e fortalecer o que já está funcionando. Se uma doação nos levou até aqui, não posso deixar de me perguntar o que poderíamos alcançar se outros se juntassem a nós. O Fundo, respaldado por uma coordenação robusta da ONU e alinhado com as políticas nacionais, prova que o multilateralismo e a colaboração intersetorial podem gerar mudanças significativas. Aos governos e às empresas privadas: este é o seu momento. O Fundo oferece uma porta de entrada para empoderar populações vulneráveis e gerar mudanças reais. À medida que nos preparamos para as negociações climáticas da COP30 — a primeira a ser realizada na Amazônia — esta é uma oportunidade de mostrar compromisso.Sou muito otimista, e sei que, juntos, podemos ampliar os impactos, fortalecer a governança inclusiva, aumentar a resiliência climática e garantir que a Amazônia continue sendo uma fonte de vida para as próximas gerações.Para saber mais, siga @ONUBrasil e @UN_SDG nas redes!
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História
05 setembro 2025
“O direito à cidade engloba tudo. É você ter o direito de viver.”
Com muitos marcadores para descrever quem é, Eloisa Graciliano encanta pela fala calma e segura ao contar a sua trajetória. Desde cedo, ela é dona da própria voz e aprendeu a usá-la para afirmar sua existência e ocupar os mais diversos espaços.Ela nasceu em Palmeiras dos Índios, município no agreste de Alagoas, a 136 km da capital, Maceió. Sua etnia, Xukuru-Kariri, resulta da fusão entre os povos Xukuru e Kariri, ambos ainda presentes no Nordeste brasileiro. Pelo lado paterno, a família de Eloisa é da aldeia Wassu Cocal, localizada em Joaquim Gomes, na Zona da Mata alagoana. Também engajados nas causas indígenas e ambientais, seus familiares foram exemplo e inspiração, reforçando desde cedo o orgulho de suas raízes.Ainda criança, Eloisa mudou-se para Maceió com a mãe e a avó. Ela cresceu na capital, mas nunca perdeu o vínculo com o lugar de onde veio. Vivendo entre duas realidades distintas — comunidade indígena e centro urbano — ela relata que por vezes se sentia atropelada pelo excesso de informação.No bairro Trapiche da Barra, em Maceió, Eloisa cresceu ouvindo sua mãe, Elaine, falar sobre a importância de lutar pelos seus direitos. Ainda menina, começou a despertar para as questões sociais e ambientais. Preocupada com o futuro da filha, Elaine fazia questão de lembrá-la de que ela não só podia sonhar, mas também realizar. Costumava dizer: “Você é criança, mas é mulher. Tem que saber seus direitos, saber onde você pode chegar.”Dentro de casa, foi apresentada ao feminismo e, desde cedo, entendeu que “ser mulher” no mundo significava muito mais do que as atribuições, responsabilidades e rótulos. “Mulher na cidade, em qualquer lugar, é um desafio. A gente enfrenta questões de segurança, de acesso e de bem-estar. Homem pode andar por aí à vontade. Seguimos um estereótipo perigoso. Não é só a segurança física — tem também a mental, a emocional. A gente não é frágil, mas nos impõem essa fragilidade pelas condições em que nos colocam”.As cidades, em sua maioria, não são projetadas para atender às necessidades das mulheres, o que acaba produzindo ambientes urbanos inseguros ou hostis. São inúmeros os desafios: mobilidade, acessibilidade, infraestrutura, segurança, entre outros. Eloisa, que mais tarde mudou-se sozinha para o Jacintinho, um bairro periférico de Maceió, vive na pele alguns desses problemas — tão comuns no cotidiano de mulheres brasileiras.“Por exemplo, às dez da noite só tem um ônibus pra minha casa. E esse ônibus vem lotado de homens que estão voltando do trabalho, ou já beberam. Então eu só tenho essa opção: ou eu entro nele, ou espero — e isso pode ser mais perigoso ainda. As mulheres têm escolhas ruins e menos ruins.”Sua criação feminista a ajudou a compreender que as mulheres também deveriam ter o direito de viver a cidade com segurança, sem que o medo seja o fator determinante de suas decisões. A partir daí, foi apenas um passo para aprofundar-se sobre outros marcadores que moldam a maneira como ela experiencia o mundo e a cidade. Passou a se interessar cada vez mais por sua etnia e pelos direitos dos povos indígenas, compreendendo como essas questões estão profundamente ligadas à questão ambiental. Lutar por sua vida e por seu povo tornou-se, para ela, praticamente sinônimo de lutar por um meio ambiente saudável e preservado. Eloisa, que sempre teve apreço pela fotografia, percebeu que poderia usar seu talento e gosto pessoal para abordar as temáticas que permeavam sua vida. Foi no final do Ensino Médio que a fotografia começou a assumir novos contornos e significados: a câmera, antes usada de forma mais descontraída para registrar uma realidade já marcada por problemas sociais e ambientais, passou a ser direcionada de maneira consciente para aquilo que ela sempre soube ser urgente evidenciar.O que antes era apenas diversão tornou-se um instrumento de trabalho, capaz de amplificar a voz de Eloisa e das comunidades periféricas de Alagoas. A profissionalização da jovem como fotógrafa e comunicadora foi potencializada pelas oficinas do programa Digaê! – Juventudes, Comunicação e Cidade, iniciativa fruto da parceria entre o Governo de Alagoas e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), realizada em colaboração com o Instituto Pólis e a Viração Educomunicação.O programa fez parte do projeto Visão Alagoas 2030 e impactou mais de 80 jovens, de 15 a 24 anos residentes de 32 grotas (nomenclatura local para favelas localizadas em fundos de vale) de Maceió com formações em direito à cidade, experimentação midiática e intervenções comunitárias. O resultado desse processo foi sistematizado na Coletânea Memórias e Narrativas das Grotas de Maceió – pelo Olhar das Juventudes, que organiza o legado do Digaê! e evidencia a perspectiva das juventudes sobre suas histórias, lutas e conquistas. Entre 2022 e 2023, Eloisa participou das formações em engajamento e mobilização comunitária. “Antes eu fazia por fazer. Era só diversão. Eu até tinha noção de direitos, mas não entendia de fato. Hoje entendo que é um dever. Algo que eu tenho que fazer. E entendo o porquê, onde quero chegar e onde posso chegar com isso. O Digaê! me amadureceu”, conta. Durante o processo, Eloisa e outros jovens participantes do Digaê! tiveram contato com diferentes linguagens de comunicação — podcast, fotografia, vídeo, lambe-lambe, fanzine, grafite, entre outras. Ao final de cada ciclo, criaram produtos multimídia e propuseram intervenções para transformar suas comunidades.Foi assim que nasceu o Coletivo Som, Imagem e Voz (SIV), coordenado por Eloisa e seus colegas. O nome carrega múltiplos significados: o som representa a sonoridade das cidades, tanto o barulho urbano quanto o do interior; as imagens remetem às fotografias que registram as memórias das pessoas; e a voz simboliza o que levam das comunidades periféricas para que outros possam escutar. “O SIV tem um grande significado. É o nosso lugar. Nossa mãozinha. Tudo”, diz Eloisa, ressaltando como a formação foi essencial para abrir novos horizontes às juventudes participantes.“O Digaê! agregou muito. Não foi só um projeto temporário — ele gerou outros caminhos. Hoje tem muitos jovens na comunicação por causa do Digaê!. Esperamos que abram mais portas para que mais jovens tenham acesso, e que os que passaram por ele possam continuar.”Mesmo após o fim das oficinas, o Coletivo SIV continua ativo, usando a comunicação para abordar temas como o direito à cidade e questões ambientais. O grupo tem conquistado espaço em diferentes estados e, segundo Eloisa, já está expandindo suas atividades para a Bahia.A formação do Digaê! proporcionou a Eloisa novas ferramentas para refletir sobre o direito à cidade. Com base em suas experiências pessoais e profissionais, ela destaca um ponto crucial: o direito à cidade ainda é bastante limitado para mulheres e crianças.
Seu especial interesse pelas questões relacionadas à primeira infância vem de sua experiência com a maternidade. Eloisa deu à luz seu filho Joaquim durante a participação no Digaê!. Embora ele tenha vivido apenas um dia, transformou-a para sempre. Ser mãe muda o olhar de quem vê e de quem vive a cidade — e com Eloisa não foi diferente.“Meu filho não está aqui, mas não quero que outras mães passem pelo que eu passei. Quero que os filhos delas cresçam — e cresçam com consciência. Que saibam seus direitos, seus deveres, que sejam cidadãos. Que possam brincar na praça, estudar, viver dignamente. Meu filho é minha alavanca. Tudo o que eu faço hoje é por ele. Mesmo que ele não esteja aqui, é por ele. Para que o mundo seja melhor para outras crianças também.”A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reconhece o direito das crianças à cidade como parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, que busca tornar as cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Eloisa reflete sobre os desafios e obstáculos que envolvem o direito à cidade, destacando seu impacto sobre crianças, adolescentes e mulheres, e aponta que ainda há um longo caminho a percorrer, já que muitas cidades não são planejadas para atender plenamente quem mais precisa de infraestrutura.“Um dos mais visíveis é a calçada. Ela deveria ser pensada não só para mães com carrinho, mas para pessoas que usam cadeiras de rodas, para pessoas com deficiência visual. Pisos quebrados, falta de acessibilidade — isso afeta todo mundo. Falando de infraestrutura: já aconteceu de mulheres andarem com o carrinho de bebê na rua porque a calçada é impossível.”Eloisa nos lembra que é possível lutar por múltiplas causas sem perder de vista o essencial: a cidade deve ser um espaço para todas as pessoas: onde seja possível existir, circular e viver com dignidade.“Todo mundo fala de cidade como lugar de ir e vir. Mas não é só isso. Você tem direito a uma cidade de qualidade. Tem direito a descanso de qualidade. Porque você acorda às cinco da manhã, pega ônibus lotado, chega no trabalho às oito – você passa mais tempo fora de casa do que dentro. Então o direito à cidade engloba tudo. O direito à cidade é a vida. E você ter o direito de viver, resumidamente. Foi isso que eu aprendi no Digaê!.” Cidades de qualidade são construídas considerando quem as habita e o território que ocupam. Questões de gênero, direitos das crianças, proteção de povos tradicionais, justiça climática e preservação ambiental são pautas que caminham juntas e se reforçam mutuamente. Uma cidade justa é aquela que acolhe todos os grupos, em especial crianças, mulheres, juventudes e povos indígenas, promovendo segurança, bem-estar, equidade e oportunidades iguais para todas as pessoas.Jovens como Eloisa lembram que o futuro das cidades depende da participação e da atuação consciente de quem as habita, construindo espaços urbanos mais inclusivos e sustentáveis para todas as pessoas, em todas as fases da vida.Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes e visite a página do Visão Alagoas 2030: https://visaoalagoas2030.al.gov.br/
Seu especial interesse pelas questões relacionadas à primeira infância vem de sua experiência com a maternidade. Eloisa deu à luz seu filho Joaquim durante a participação no Digaê!. Embora ele tenha vivido apenas um dia, transformou-a para sempre. Ser mãe muda o olhar de quem vê e de quem vive a cidade — e com Eloisa não foi diferente.“Meu filho não está aqui, mas não quero que outras mães passem pelo que eu passei. Quero que os filhos delas cresçam — e cresçam com consciência. Que saibam seus direitos, seus deveres, que sejam cidadãos. Que possam brincar na praça, estudar, viver dignamente. Meu filho é minha alavanca. Tudo o que eu faço hoje é por ele. Mesmo que ele não esteja aqui, é por ele. Para que o mundo seja melhor para outras crianças também.”A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reconhece o direito das crianças à cidade como parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, que busca tornar as cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Eloisa reflete sobre os desafios e obstáculos que envolvem o direito à cidade, destacando seu impacto sobre crianças, adolescentes e mulheres, e aponta que ainda há um longo caminho a percorrer, já que muitas cidades não são planejadas para atender plenamente quem mais precisa de infraestrutura.“Um dos mais visíveis é a calçada. Ela deveria ser pensada não só para mães com carrinho, mas para pessoas que usam cadeiras de rodas, para pessoas com deficiência visual. Pisos quebrados, falta de acessibilidade — isso afeta todo mundo. Falando de infraestrutura: já aconteceu de mulheres andarem com o carrinho de bebê na rua porque a calçada é impossível.”Eloisa nos lembra que é possível lutar por múltiplas causas sem perder de vista o essencial: a cidade deve ser um espaço para todas as pessoas: onde seja possível existir, circular e viver com dignidade.“Todo mundo fala de cidade como lugar de ir e vir. Mas não é só isso. Você tem direito a uma cidade de qualidade. Tem direito a descanso de qualidade. Porque você acorda às cinco da manhã, pega ônibus lotado, chega no trabalho às oito – você passa mais tempo fora de casa do que dentro. Então o direito à cidade engloba tudo. O direito à cidade é a vida. E você ter o direito de viver, resumidamente. Foi isso que eu aprendi no Digaê!.” Cidades de qualidade são construídas considerando quem as habita e o território que ocupam. Questões de gênero, direitos das crianças, proteção de povos tradicionais, justiça climática e preservação ambiental são pautas que caminham juntas e se reforçam mutuamente. Uma cidade justa é aquela que acolhe todos os grupos, em especial crianças, mulheres, juventudes e povos indígenas, promovendo segurança, bem-estar, equidade e oportunidades iguais para todas as pessoas.Jovens como Eloisa lembram que o futuro das cidades depende da participação e da atuação consciente de quem as habita, construindo espaços urbanos mais inclusivos e sustentáveis para todas as pessoas, em todas as fases da vida.Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes e visite a página do Visão Alagoas 2030: https://visaoalagoas2030.al.gov.br/
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Notícias
10 outubro 2025
UNFPA lança edital para fortalecer organizações que atuam com juventudes indígenas na Amazônia Legal
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lança nesta quinta-feira (9) o Edital de Fortalecimento Institucional de Organizações da Sociedade Civil que Atuam com Juventudes Indígenas na Amazônia Legal, realizado no âmbito do projeto interagencial “Proteção integral e promoção dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas na Amazônia brasileira”.A iniciativa financiada pelo Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, com recursos do Governo do Canadá, tem como objetivo fortalecer as capacidades institucionais de até quatro organizações da sociedade civil (OSCs), que promovam os direitos de jovens indígenas na Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), contribuindo para a sua sustentabilidade, autonomia, visibilidade e capacidade de ação em seus territórios.Com investimento total de cerca de US$ 37 mil (aproximadamente R$ 200 mil), o edital prevê o apoio financeiro de até R$ 50 mil por organização, contemplando até quatro OSCs. O recurso destina-se exclusivamente ao fortalecimento institucional, modalidade que busca aprimorar estruturas, processos e capacidades internas das organizações — como formação de equipes, aquisição de equipamentos, planejamento estratégico, comunicação institucional ou de incidência e tradução de documentos-chave.Foco nas juventudes indígenas O edital reconhece que jovens indígenas na Amazônia Legal Brasileira tendem a enfrentar uma série de desafios que afetam diretamente o seu bem-estar, a sua identidade cultural, o acesso a direitos e perspectivas de futuro. Esses desafios são complexos e muitas vezes interligados, como barreiras no acesso à saúde, educação e tecnologias, além de situações de violência e discriminação, muitas vezes agravadas por conflitos territoriais e degradação ambiental. Nesse contexto, o UNFPA busca apoiar organizações que promovam o protagonismo juvenil indígena, o fortalecimento de redes e lideranças locais e que demonstrem compromisso com os princípios de direitos humanos, igualdade de gênero e étnico-racial e não discriminação. As OSCs interessadas deverão submeter propostas para fortalecimento de suas capacidades institucionais com vistas a potencializar o seu trabalho com adolescentes e jovens indígenas, com ênfase nos seguintes temas: direitos humanos, saúde, igualdade de gênero, saúde sexual e reprodutiva, prevenção de violências, segurança alimentar, empoderamento econômico, difusão de informação e materiais pedagógicos, produção de dados, entre outros. É necessário informar, com riqueza de detalhes, como o apoio financeiro será utilizado para o fortalecimento institucional.Sobre o Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento da Amazônia O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, implementado em parceria por ACNUR, OIM, OIT, OPAS/OMS, UNESCO, UNFPA e coordenado pelo UNICEF, tem duração de 21 meses (abril de 2025 a dezembro de 2026) e investimento total de US$ 2,8 milhões. O fundo atua em nove estados da Amazônia Legal e contempla áreas prioritárias de saúde, proteção contra violências, empoderamento de mulheres e jovensindígenas, governança territorial e educação.Prazos e inscriçõesAs inscrições para o edital do UNFPA estão abertas de 9 a 30 de outubro de 2025, por meio do formulário disponível no site do UNFPA Brasil. O resultado final será divulgado até 15 de novembro de 2025. Acesse aqui o edital.Para saber mais, siga @unfpabrasil nas redes e visite a página do UNFPA Brasil: https://brazil.unfpa.org/pt-br Contatos para a imprensa:Luiza Olmedo, UNFPA Brasil: luolmedo@unfpa.orgGabriela Pereira, UNFPA Brasil: gapereira@unfpa.org Cadastre-se no mailing do UNFPA para receber nossos comunicados, releases, convites para eventos e atualizações sobre as ações do UNFPA no Brasil: https://forms.gle/FKiTzt8yKma8zE2j9
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Notícias
10 outubro 2025
São Gonçalo e ONU-Habitat fortalecem vozes da comunidade da Ipuca pelo programa Periferia Viva
A Prefeitura de São Gonçalo, em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), realizou a devolutiva da leitura técnico-comunitária com moradoras e moradores da comunidade da Ipuca, no bairro Jardim Catarina, localizado no município de São Gonçalo. O diagnóstico foi realizado a partir de atividades participativas entre os meses de maio e outubro e apresenta características do território em áreas como moradia, saúde, educação, trabalho e renda, mobilidade, abastecimento de água, esgotamento, drenagem, descarte de lixo, entre outras. A iniciativa é uma das etapas do programa Periferia Viva, do Ministério das Cidades, que busca promover a integração de políticas públicas para garantir infraestrutura adequada e qualidade de vida nas periferias urbanas.A leitura técnico-comunitária combina a análise técnica de profissionais da arquitetura, urbanismo, geografia e assistência social com a experiência cotidiana de quem vive no território. Nesse processo, a população aponta o que precisa melhorar, o que já funciona e quais são as prioridades locais, participando ativamente da definição de soluções para a região. A iniciativa Fortalece São Gonçalo está apoiando a escuta ativa e o envolvimento comunitário para garantir que a urbanização da região fortaleça a comunidade e contribua para a redução de desigualdades. A participação da população continua sendo fundamental para assegurar que as obras possam atender às reais necessidades locais. Para dar continuidade a esse processo, a equipe do ONU-Habitat está diariamente no posto territorial, ponto de encontro com a comunidade, para ouvir moradoras e moradores sobre seus anseios e desejos para o território.“Achei muito importante essa iniciativa e isso reacendeu minhas esperanças de ver o bairro se tornar um lugar ainda mais importante para os moradores e para as futuras gerações. A mensagem que eu quero deixar para a minha comunidade é que não percam as esperanças. A participação de quem está aqui é importante, pois nós sabemos e vivemos essa realidade há muitos anos. A gente tem que colocar a mão na massa, se é que queremos uma Ipuca com uma maior qualidade de vida, para transformar o nosso bairro em um lugar melhor de se viver”, afirma a Diretora da Unidade Municipal de Ensino Infantil da Ipuca, Miriam Vervloet.O líder comunitário e ex-vice-presidente da Associação de Moradores do Jardim Catarina, José Policarpo comenta:“A Nova Ipuca é muito interessante porque tem como dialogar e participar. Acho que a população tem que ser mais participativa, ter o conhecimento das obras e da localidade onde está morando, para poder estar discutindo o que é melhor para aquela rua, aquela área, para estar atendendo melhor a qualidade de vida deles próprios.” “A gente está aqui para mudar o significado de uma obra pública e fazer isso de forma participativa. Temos a oportunidade de construir soluções coletivamente e fazer com que elas atendam à necessidade da comunidade. Para isso, é importante que a população se envolva ativamente na definição das intervenções”, ressalta a diretora de Projetos Especiais da Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais de São Gonçalo, Karina Nunes. “Um projeto para o território só tem sentido real quando é construído junto com quem vive nele e conhece suas necessidades. A participação da população é o que transforma um plano em algo vivo, que faz diferença na prática. Quando as pessoas se envolvem, o projeto passa a refletir os desejos, os sonhos e as prioridades de quem vai usufruir dos espaços e serviços. O olhar, a voz e a presença das moradoras e moradores são fundamentais para que a Nova Ipuca seja um projeto feito por e para todos”, complementa a analista de Programas do ONU-Habitat, Camila BarrosA etapa da leitura técnico-comunitária incentivou a participação da comunidade para diagnosticar diferentes aspectos da realidade local a partir de atividades como:Validação da Macroárea: lideranças comunitárias delimitaram a macroárea do projeto, entendendo quais equipamentos públicos existem dentro e fora do bairro e verificando espaços onde uma nova infraestrutura pode ser implementada na comunidade.Caminhadas de reconhecimento e pesquisa de campo: entre agosto e setembro, agentes de campo do ONU-Habitat e da Prefeitura de São Gonçalo percorreram todo o território da Ipuca para coletar dados sobre domicílios, infraestrutura, situação fundiária, acesso a serviços e equipamentos, bem como as principais demandas apontadas pelos moradores. A metodologia envolveu visitas domiciliares e diálogos com lideranças locais, fortalecendo o vínculo de confiança com a comunidade.Oficina Memória Viva: em oficina realizada em agosto, moradores compartilharam memórias, desafios e sonhos para o bairro onde vivem há décadas. Em um mural colaborativo, o grupo relatou acontecimentos marcantes e sonhos para o futuro da Ipuca, participando ativamente na definição de prioridades e na construção de soluções adaptadas às necessidades locais.Oficinas Cidade Mulher: duas oficinas realizadas no bairro Jardim Catarina coletaram a percepção de mais de 30 mulheres sobre a sua experiência urbana em áreas como mobilidade, infraestrutura e segurança. Baseada nas Auditorias de Segurança das Mulheres, metodologia adaptada do Programa Global Cidades Mais Seguras do ONU-Habitat, as oficinas promoveram rodas de conversa e cartografia coletiva, criando um espaço de confiança para as participantes compartilharem suas experiências em temas como mobilidade, segurança, infraestrutura e lazer, propondo melhorias concretas para seu território.Oficina “Através da Minha Janela”: em atividades realizadas nas unidades de educação pública do bairro, crianças e adolescentes foram convidados a desenhar o que veem da janela de sua casa e o que gostariam de ver no futuro, além de verbalizar seus desejos por meio de uma janela cenográfica. Os encontros trouxeram diversas contribuições sobre a infraestrutura urbana e elementos de lazer e natureza na comunidade.Atendimentos por demanda espontânea: realizadas no posto territorial, as atividades de escuta e registro comunitário individuais captaram de forma direta e personalizada as demandas, expectativas e sugestões dos moradores da Ipuca. Os registros foram sistematizados e categorizados para subsidiar a construção das propostas para o território. As atividades foram orientadas pela escuta qualificada de quem mora na região e pela integração com dados técnicos e institucionais, apoiando a construção coletiva de perspectivas sobre o território. Necessidades de infraestrutura urbana, trabalho e renda, educação, apoio social, psicológico e jurídico são algumas das prioridades de intervenção apontadas. Potencialidades como economia popular, espaços coletivos, vínculos comunitários e a diversidade religiosa foram destacados como elementos que fortalecem a capacidade de resistência e organização social da Ipuca e de toda a macroárea. Assim, a visão de futuro construída respeita a diversidade de vozes e perspectivas registradas no território, servindo como referência legítima para orientar políticas públicas e projetos de urbanização. Ao reunir de maneira articulada as prioridades comunitárias e a análise da rede de políticas públicas existentes, as atividades projetam caminhos possíveis de transformação a partir da legitimidade conferida pela participação social organizada.Nova IpucaPor meio da Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais da Prefeitura de São Gonçalo, o projeto Nova Ipuca foi desenvolvido e selecionado para receber recursos federais do programa Periferia Viva, coordenado pelo Ministério das Cidades. As ações serão apoiadas pelo ONU-Habitat, por meio da parceria Fortalece São Gonçalo, que vai fortalecer a escuta ativa e o envolvimento comunitário para avaliar, imaginar e projetar melhorias para a comunidade.A iniciativa segue para as próximas etapas que contarão com oficinas participativas de Desenhos de Espaço Públicos, validação dos projetos técnicos pela comunidade e ações táticas, intervenções rápidas e eficientes que otimizam a aplicação dos recursos. Contatos para a imprensa: Aléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org David Morais, ONU-Habitat Brasil: david.moraisdasilva@un.org
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Notícias
09 outubro 2025
ONU abre inscrições para concurso internacional de cartazes para o Dia Mundial da Alimentação 2025
O Dia Mundial da Alimentação 2025 convoca todas as pessoas para colaborarem com a criação de um futuro pacífico, sustentável, próspero e com segurança alimentar.Celebrando os 80 anos da FAO, o Concurso de Cartazes para o Dia Mundial da Alimentação convida crianças e jovens, de 5 a 19 anos, a enviar ilustrações para inspirar ações para um futuro melhor, que pode ser construído de mãos dadas com as pessoas, as comunidades e a natureza.Os melhores designs de cartazes serão anunciados no site do Dia Mundial da Alimentação e serão promovidos nas redes sociais da FAO e pelos escritórios da FAO em todo o mundo. Os vencedores também receberão um Certificado de Reconhecimento e um pacote de presentes surpresa.Os cartazes podem ser desenhados, pintados ou esboçados com canetas, lápis, giz de cera ou carvão, ou com tinta a óleo, acrílica ou aquarela, bem como técnicas mistas. Também são permitidas obras de arte criadas digitalmente. Fotografias não são permitidas. Os participantes não podem enviar inscrições que incluam conteúdo gerado por qualquer ferramenta de Inteligência Artificial (IA) generativa. Como participar?A participação é gratuita.O período de inscrição se encerrará às 7h (horário de Brasília) do dia 7 de novembro de 2025.Os cartazes devem ser submetidos através do formulário on-line disponível na página da campanha global da FAO: https://www.fao.org/worldfoodday-campaign/contest/upload-your-poster/en/ Confira as regras e regulamentos em português na página da ONU Brasil:Para saber mais, siga @FAOBrasil nas redes e visite a página do Dia Mundial da Alimentação 2025. Contato para a imprensa:Bárbara Semerene, Oficial de Comunicação do Escritório da FAO no Brasil: Barbara.Semerene@fao.org
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09 outubro 2025
Evento Youth4Climate 2025 reúne jovens do Brasil e do mundo às vésperas da Pré-COP30 em Brasília
Mais de 150 jovens líderes climáticos de todo o mundo e do Brasil se reunirão em Brasília, de 12 a 14 de outubro, para o Youth4Climate Flagship Event 2025, realizado às vésperas da Pré-COP30.Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Segurança Energética da Itália (MASE) e pelo Centro de Ação Climática e Transição Energética do PNUD em Roma (UNDP Rome Centre), em colaboração com a Campeã da Juventude para o Clima da Presidência da COP30 (PYCC), Marcele Oliveira, o evento apresentará soluções climáticas lideradas por jovens, destacará a colaboração intergeracional e proporcionará uma plataforma global para que jovens compartilhem ideias na preparação para a COP30. A programação contará também com a presença da vice-ministra italiana do Meio Ambiente e Segurança Energética, Vannia Gava, ressaltando o compromisso da Itália com a ação climática liderada pela juventude.Youth4Climate: de Milão a BrasíliaLançado na Pré-COP26 em Milão, em 2021, o Youth4Climate nasceu da promessa de tornar o apoio à ação climática liderada pela juventude algo concreto e de longo prazo. Quatro anos depois, a iniciativa retorna ao palco da Pré-COP no Brasil para apresentar seus resultados: centenas de projetos juvenis apoiados, mais de 30 mil jovens envolvidos e um movimento global em crescimento no coração do processo climático das Nações Unidas. Essa continuidade reflete a sólida parceria entre a Itália e o PNUD para garantir que os jovens não apenas participem, mas também sejam apoiados e fortalecidos para impulsionar soluções climáticas.O Youth4Climate também é membro orgulhoso do Grupo de Ativação da Agenda de Ação da COP30 sobre Educação, Capacitação e Criação de Empregos para Enfrentar as Mudanças Climáticas. A Agenda de Ação é o pilar da Convenção do Clima que mobiliza ações voluntárias da sociedade civil, empresas, investidores, cidades, estados e países para intensificar a redução de emissões, a adaptação climática e a transição para economias sustentáveis. Reconhecendo o trabalho já em andamento por iniciativas lançadas em processos da COP, incluindo o Youth4Climate, a Agenda de Ação busca acompanhar o progresso dessas iniciativas e mobilizar ações para ampliá-las. Nesse contexto, o Youth4Climate está apresentando seu mais recente “Catálogo de Soluções de 100 Projetos: Das Ideias ao Impacto” como um passo concreto do Manifesto Y4C para a implementação, além de ser um recurso para a comunidade internacional conhecer melhor os resultados da iniciativa e a inovação climática liderada por jovens em todo o mundo.No evento deste ano, 50 jovens inovadores climáticos de 39 de países onde o PNUD atua serão formalmente premiados. Cada um receberá até US$ 30.000 por meio do Youth4Climate Call for Solutions para implementar projetos em seis áreas prioritárias: Energia SustentávelAgricultura e AlimentaçãoClima e SaúdeDigital pelo PlanetaNatureza para Ação Climática e ClimaPaz e SegurançaMas o pacote de apoio do Youth4Climate vai além do financiamento: os premiados também recebem mentoria, apoio institucional e oportunidades de networking para ajudar a ampliar suas iniciativas.Além das sessões de apresentação de soluções e da cerimônia de premiação de alto nível, a programação inclui diálogos sobre justiça climática, liderança indígena juvenil e balanço ético, além de oficinas sobre design thinking e narrativas para ação local.O Youth4Climate é reconhecido como uma iniciativa emblemática do PNUD e do Governo da Itália, sendo uma das poucas plataformas globais que financia, orienta e conecta soluções climáticas lideradas por jovens. Sua presença na Pré-COP30 reflete o compromisso do PNUD com a ação climática inclusiva, garantindo que vozes e experiências diversas da juventude estejam representadas no caminho até a COP30.Sobre o Youth4ClimateO Youth4Climate (Y4C) é uma iniciativa global, lançada em maio de 2022, coliderada pelo Governo da Itália e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A iniciativa tem sua secretaria sediada no Centro de Ação Climática e Transição Energética do PNUD em Roma e conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e Segurança Energética da Itália e dos recursos do 8x1000 do Instituto Budista Italiano Soka Gakkai.O Y4C reúne recursos, ferramentas, capacidades, parcerias, redes e movimentos já existentes e novos, liderados por jovens e desenhados para eles, com forte foco na implementação de soluções para gerar impacto climático duradouro no território. Seu objetivo é promover um ambiente inclusivo, seguro e favorável para que a juventude lidere e colabore com outros atores na ação climática.Para saber mais, acompanhe o Youth4Climate no LinkedIn, Instagram e X.Contatos para a imprensa: Malak Chabar, UNDP Rome Centre: malak.chabar@undp.orgLuciano Milhomem, PNUD Brasil: luciano.milhomem@undp.org
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09 outubro 2025
Relatório da ONU pede financiamento e investimento responsáveis em minerais de transição energética
O sistema financeiro, a governança e a regulamentação da exploração mineral devem ser reformados para garantir maiores fluxos de capital e uma transição para energia limpa, dizem os autores de um novo relatório do Painel Internacional de Recursos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Com a extração mineral subindo para 50% da extração global anual de matéria-prima, acima dos 31% em 1970, o financiamento da mineração responsável será fundamental para uma transição energética bem-sucedida e justa.A extração mineral aumentou cinco vezes desde 1970, e espera-se que o mercado de minerais críticos de transição energética – os blocos de construção de tecnologias de energia limpa, como painéis solares, turbinas eólicas e baterias – continue se expandindo rapidamente. Somente em 2023, a demanda por materiais como níquel, cobalto, grafite e elementos de terras raras teve aumentos entre 8 e 15%. No caso do lítio, a demanda até 2050 será equivalente a 9 vezes a produção mundial de 2022.Este relatório, Financiando o Fornecimento Responsável de Minerais de Transição Energética para o Desenvolvimento Sustentável, analisa a demanda, a produção, o comércio e o financiamento de minerais essenciais, destacando regiões de alta concentração, como África, China e América do Sul, e apresenta uma série de recomendações para direcionar o financiamento e o investimento para a mineração responsável. "A demanda por minerais e metais necessários para a transição energética requer uma indústria de mineração que contribua para o desenvolvimento sustentável, respeitando os direitos humanos e o meio ambiente. Por meio de finanças sustentáveis, a mineração responsável pode se tornar o padrão, não a exceção", disse o copresidente do Painel Internacional de Recursos, Janez Potočnik. Por ser uma indústria de capital intensivo e de alto risco, a mineração depende de diversas fontes de financiamento – públicas, privadas ou uma mistura de ambas – para cada etapa de um projeto, incluindo o fechamento de minas, bem como atividades upstream na cadeia de valor de minerais e metais, como instalações de processamento mineral, usinas metalúrgicas e refinarias de metal.Uma pesquisa realizada para este relatório entre grandes empresas relacionadas à mineração confirma que manter os padrões ambientais é percebido como algo caro, mas a maioria das empresas considerou que isso acrescentaria menos de 25% aos seus custos operacionais. No entanto, a maioria dos entrevistados acredita que os relatórios ambientais, sociais e de governança atrairão novos investidores. Nesse contexto, os grandes investimentos exigidos pelas empresas de mineração colocam o setor financeiro em uma posição forte para exercer pressão sobre as empresas para que levem em consideração seu desempenho ambiental, social e de governança (ESG).O relatório também observa que o aumento da circularidade no setor pode reduzir a demanda por minerais adicionais de transição energética. Medidas como metas de reciclagem, financiamento apoiado pelo governo e disposições fiscais estendidas para infraestrutura de reciclagem, incentivos para design ecológico ou títulos verdes para financiar instalações de reciclagem podem reduzir a necessidade de materiais virgens. Parcerias público-privadas, campanhas de conscientização pública e a criação de um banco de dados global para instalações de rejeitos de mineração desativadas e em operação também fazem parte das abordagens recomendadas. Ainda assim, mesmo com medidas de circularidade de longo alcance, a escala de investimento necessária é significativa. De acordo com a Agência Internacional de Energia, atingir o zero líquido até 2050 exigiria investimentos na extração de minerais para a transição energética de até US$ 450 bilhões até 2030 e US$ 800 bilhões até 2040.O relatório também recomenda melhorias nos resultados ESG no setor de mineração de pequena escala. Ele aponta para a necessidade de haver: maior transparência, formalização do trabalho por meio de procedimentos de licenciamento adaptados às condições locais, capacitação, incentivos fiscais, financiamento, suporte técnico, mais participação local e acesso a dados geológicos e geoespaciais. Um marco internacional de sustentabilidade para essa indústria poderia ajudar a gerenciar riscos ambientais e sociais e melhorar o acesso a fontes formais de financiamento no setor de mineração artesanal e de pequena escala. Por fim, o relatório destaca a importância de premiar práticas de mineração responsáveis, não apenas para as empresas, mas também para as comunidades que hospedam essas atividades. Os esforços atuais de ESG muitas vezes passam despercebidos ou não são compensados nos mercados globais. Para resolver isso, o Painel Internacional de Recursos recomenda esquemas de certificação e incentivo apoiados pelo governo, incluindo políticas fiscais favoráveis e melhor acesso ao mercado.Para incentivar o desempenho ESG, o relatório recomenda especificamente: Fortalecer a capacidade das instituições financeiras de reconhecer e financiar operações de mineração que atendam aos altos padrões ESG.Desenvolver um passaporte digital de produtos para todas as commodities minerais e suas cadeias de valor, incluindo informações ESG, com base em um protocolo de relatórios padrão.Relatar os resultados financeiros e ESG site a site, com base em gênero e 'valor compartilhado' pelas empresas de mineração, que também leva em consideração os direitos indígenas, seguindo um protocolo acordado em todo o setor.Incluir mineração que atenda a altos padrões ESG na lista de setores que se qualificam para "finanças sustentáveis" e "financiamento climático" nas taxonomias financeiras.Vincular os investimentos e o financiamento da mineração aos requisitos climáticos e naturais positivos, com a mineração excluída das áreas protegidas. Permitir que empresas com planos de transição ESG validados tenham acesso a financiamento sustentável e climático.Usar políticas fiscais, financeiras e monetárias para apoiar o investimento em mineração e infraestrutura responsáveis e para promover o uso circular de metais na sociedade.Implementar uma taxa global ad valorem sobre todas as empresas para financiar um Fundo de Desenvolvimento Sustentável da Mineração que apoie treinamento, capacitação, assistência jurídica para países em desenvolvimento, pesquisa, projetos de inovação e transferência de tecnologia.Estabelecer um banco de dados global para instalações de rejeitos de minas e rastrear a disponibilidade potencial de metais menores (ou companheiros).Forjar parcerias mutuamente benéficas entre as comunidades e países que hospedam as minas e os países importadores e de processamento. O relatório contribuirá para o avanço do trabalho do Painel sobre Minerais Críticos de Transição Energética, convocado pelo secretário-geral da ONU, que detalha os princípios orientadores sobre minerais críticos de transição energética, bem como o compromisso de 2024 do Conselho Internacional de Minerais e Metais (ICMM) para 'mineração positiva para a natureza' e as resoluções sobre minerais da sétima sessão da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-7).NOTAS AOS EDITORES Sobre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) O PNUMA é a principal voz global sobre o meio ambiente. Ele promove liderança e incentiva a parceria no cuidado com o meio ambiente, inspirando, informando e capacitando nações e povos a melhorar sua qualidade de vida sem comprometer a das gerações futuras. Sobre o Painel Internacional de Recursos (IRP) O IRP foi lançado em 2007 pelo PNUMA para estabelecer uma interface ciência-política sobre o uso sustentável dos recursos naturais e, em particular, seus impactos ambientais ao longo de todo o ciclo de vida. O Painel é composto por cientistas eminentes com experiência em questões de gestão de recursos. Ele estuda questões-chave sobre o uso global de recursos e produz relatórios de avaliação que destilam as mais recentes descobertas científicas, técnicas e socioeconômicas para informar a tomada de decisões. Para mais informações, entre em contato com:Unidade de Notícias e Mídia, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente: unep-newsdesk@un.org
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