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Mulheres, Paz e Segurança: Debate Anual do Conselho de Segurança da ONU
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Dia Mundial do Habitat: “É nas cidades que as soluções podem surgir e se expandir”
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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25 setembro 2025
ONU convida municípios brasileiros a celebrar os 80 anos de sua fundação
No dia 24 de outubro de 2025, a Organização das Nações Unidas (ONU) completa 80 anos e convida municípios de todo o Brasil a tomar parte nas celebrações. Para isso, a ONU Brasil lançou um pacote de materiais para apoiar prefeituras interessadas em realizar eventos locais para marcar a data. O kit inclui arte gráfica para a apoiar a impressão de materiais promocionais, peças informativas e a produção de brindes para eventos presenciais e ações digitais. Todos os materiais estão alinhados à campanha que está em andamento nos canais institucionais da ONU Brasil. Como participarPrimeiro Passo: Preencha o formulário on-line e explique que tipo de evento ou ação digital você planeja organizar na sua cidade. Segundo Passo: ONU Brasil analisa a proposta e envia um kit para apoiar a produção de materiais informativos e promocionais pelas cidades e entidades participantes. O kit inclui identidade visual da campanha #ONU80 e modelos de banners, flyers para impressão nas cidades, além de modelos de camisetas, canetas e outros brindes. Terceiro Passo: Você envia as fotos e vídeos do seu evento para a ONU Brasil para que possamos divulgar nas redes sociais da @onubrasil. Sobre a campanha O lema da campanha é “Nossa história, nosso futuro”, celebrando os 80 anos de parceria entre o Brasil e a ONU. A campanha está no ar nos canais oficiais da ONU Brasil e das agências especializadas, fundos e programas, com conteúdos informativos e de sensibilização. Os municípios interessados em integrar a iniciativa devem preencher um formulário on-line para receber o pacote de materiais.Os eventos podem ser organizados por prefeituras de todo o país até o final do ano, preferencialmente em data próxima a 24 de outubro de 2025. Escolas, universidades e organizações da sociedade civil também podem participar. Em novembro, a ONU divulgará as melhores fotos das comemorações realizadas. “Apesar de sermos uma instituição presente em todo o mundo, é no nível local que está o verdadeiro impacto da ONU. É nos municípios que vemos como nosso trabalho ajuda a melhorar a vida das pessoas em áreas como educação, inclusão, saúde, promoção da igualdade, emprego e renda”, explica a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks. Objetivos globais, ação localA Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. A ONU atua em parceria com o Estado brasileiro para avançar na implementação desses objetivos no país.Para isso, trabalhamos com os três níveis de governo: federal, estadual e municipal. Os ODS são objetivos globais que requerem ações locais para que sejam plenamente alcançados. O envolvimento de municípios é essencial para que as metas de cada ODS sejam adaptadas às suas realidades e necessidades específicas. O envolvimento dos cidadãos e das comunidades contribui para que as políticas públicas sejam mais justas, igualitárias e sustentáveis.Sobre os 80 anos da ONUA celebração global de oito décadas de fundação da ONU segue o tema “Construindo nosso futuro juntos”, em sinergia com o Pacto para o Futuro, adotado pela Assembleia Geral em 2024. A comemoração dos 80 anos da instituição é um convite à renovação do multilateralismo e ao avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.O Brasil é um dos 51 países fundadores da ONU e o único país lusófono que assinou a Carta da ONU - o documento fundador das Nações Unidas -, no encerramento da Conferência sobre Organização Internacional, em São Francisco, em 26 de junho de 1945. A ONU começou a existir em 24 de outubro do mesmo ano, quando a Carta foi ratificada pelos seus países fundadores.“Há 80 anos, das cinzas da guerra, o mundo plantou uma semente de esperança. Uma Carta, uma visão, uma promessa: que a paz é possível quando a humanidade se une.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, 26 de junho de 2025Quer organizar um evento na sua cidade? Preencha o formulário on-line para receber o kit de apoio à organização de eventos. Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e visite a página especial da ONU Brasil sobre os 80 anos das Nações Unidas. Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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25 setembro 2025
No coração da Amazônia, uma aliança pelas crianças indígenas
Do alto, ao se aproximar de São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste da Amazônia, a paisagem já anuncia a grandiosidade do território: rios que desenham caminhos pela floresta infinita e montanhas que se erguem como guardiãs do céu. No chão, a cidade pulsa em cores e cultura. As ruas pintadas de amarelo, vermelho e verde preparam o caminho para uma festa regional no início de setembro e recebem visitantes e moradores com a energia de um território onde nove em cada dez habitantes são indígenas, pertencentes a 23 etnias diferentes. Foi nesse cenário que sete agências da ONU — UNESCO, UNFPA, ACNUR, OIT, OIM e OPAS/OMS, lideradas pelo UNICEF — em conjunto com lideranças indígenas, governos e parceiros, lançaram oficialmente as ações do projeto “Proteção Integral e Promoção dos Direitos de Crianças, Adolescentes e Jovens Indígenas na Amazônia Legal”, financiado pelo Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. Considerado um dos municípios mais indígenas do Brasil, São Gabriel da Cachoeira também é um lugar de resistências e saberes. Nas feiras, na rua central da cidade e nas portas das casas, farinha e frutas se misturam ao artesanato produzido com grafismos que carregam histórias ancestrais. No alto da Pedra da Cosama, de onde se vê o Rio Negro em toda a sua força e beleza, a sensação é de que o tempo se alonga para caber no pôr do sol entre montanhas e corredeiras da serra do Cabari. A Casa de Saberes Indígenas (Maloca) da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) se tornou espaço de diálogo, escuta e construção coletiva durante três dias, entre os dias 20 e 22 de agosto. No evento Diálogos Fundo Brasil-ONU no Alto Rio Negro: Encontro sobre Saúde e Proteção dos Povos Indígenas, lideranças locais trouxeram suas prioridades para o futuro e a necessidade de reforçar políticas públicas existentes; jovens comunicadores defenderam a importância do fortalecimento das línguas indígenas da região; parteiras e agentes de saúde compartilharam saberes e desafios; artesãos explicaram suas dificuldades e o injusto retorno financeiro dos materiais produzidos. “Nós, jovens comunicadores, queremos mostrar que a comunicação também é uma forma de resistência. Com nossas câmeras e microfones, ajudamos a manter vivas as nossas línguas e histórias”, disse Jucimery Garcia, uma das jovens da Rede Wayuri e coordenadora do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN), impressionando o público com sua assertividade. No mesmo espaço, as parteiras trouxeram sua voz. “A parteira não é apenas quem ajuda a nascer. É quem segura a vida junto da comunidade. Quando somos reconhecidas, todo o nosso povo é fortalecido”, contou uma delas, recebida com aplausos. As lideranças reforçaram a importância de manter a escuta aberta, não apenas no evento, mas em todo o processo que o projeto pretende construir. “Escutar é tão importante quanto falar. O que pedimos aqui é que nossas vozes continuem sendo ouvidas, não apenas durante o evento, mas em cada ação que será realizada”, destacou uma das seis lideranças indígenas presentes no evento de abertura do projeto (Baré, Baniwa, Kokama, Ticuna, Tukano e Yanomami). Ao falar sobre os Espaços Seguros, Odimara Tukano emocionou o público ao explicar que a proteção nasce também das relações comunitárias: “Espaço seguro não é só um lugar físico. É quando uma criança ou jovem pode sentir confiança em alguém da comunidade. Muitas vezes, nem a família é vista como esse espaço. Nós, como mulheres e lideranças, precisamos ser esse porto seguro.” As falas se entrelaçaram com compromissos práticos: definição de territórios prioritários, capacitação de agentes indígenas de saúde e parteiras, início da estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) e fortalecimento da rede de proteção de crianças e adolescentes indígenas. “Esta semana abrimos um espaço de conversa fundamental, com rodas de diálogo em que os próprios povos indígenas compartilharam suas necessidades e prioridades. Esse momento reforça nosso compromisso de seguir ouvindo, aprendendo e construindo juntos”, afirmou o então representante do UNICEF no Brasil, Youssouf Abdel-Jelil. O projeto atuará em todos os seis eixos que o contemplam em São Gabriel da Cachoeira, por isso a escolha do local para iniciar as atividades — integrando saúde, educação, proteção, governança, juventude e biodiversidade. O objetivo é ambicioso: fortalecer políticas públicas, reduzir desigualdades e garantir que crianças, adolescentes, jovens, migrantes e refugiados indígenas tenham acesso a direitos, oportunidades e um futuro sustentável. Na cabeceira do Rio Negro, conhecida como “Cabeça do Cachorro”, a primeira ação do Fundo Brasil-ONU ecoa como um marco: um trabalho conjunto, construído lado a lado com os povos da Amazônia, para que suas vozes, culturas e modos de vida sigam vivos e fortalecidos para as próximas gerações. Sobre o Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da AmazôniaO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é o resultado de uma parceria entre o Governo Federal, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Sistema das Nações Unidas. O Fundo busca mobilizar recursos para financiar projetos que gerem alternativas econômicas inclusivas e sustentáveis para fomentar o desenvolvimento da região Amazônica e beneficiar as populações em situação de maior vulnerabilidade. O Canadá foi o primeiro país a anunciar apoio financeiro ao Fundo, com uma contribuição de 13 milhões de dólares canadenses.Para saber mais, siga @onubrasil nas redes e visite a página do Fundo Brasil-ONU.
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07 setembro 2025
Relator Especial da ONU: “Brasil deve enfrentar plenamente as violações da ditadura para garantir os direitos humanos e a democracia”
Para garantir, de fato, os direitos humanos e a democracia, o Brasil deve abordar plenamente as violações da ditadura, disse o Relator Especial Bernard Duhaime.O Relator Especial para a Promoção da verdade, justiça, reparação e garantias de não repetição, Bernard Duhaime, fez esse apelo em declaração durante a conclusão de sua visita oficial de nove dias ao Brasil, em 7 de abril de 2025. Acesse a declaração completa em português e inglês. O objetivo da visita foi avaliar as medidas nas áreas de verdade, justiça, reparação, memorialização e garantias de não repetição adotadas pelas autoridades no Brasil para enfrentar as graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado durante a ditadura militar (1964-1985).Ao longo de sua história, o Brasil vivenciou violências institucionais em larga escala direcionadas a diferentes setores da sociedade. Essa violência adotou as formas do colonialismo, escravidão, ditadura e as atuais instâncias de violência institucional direcionada aos setores mais marginalizados da sociedade, como povos indígenas, pessoas afrodescendentes e os camponeses.“Os danos produzidos por essas práticas têm sido vivenciados em todo o território do país e sentidos ao longo de sucessivas gerações”, Duhaime disse. Ele alerta que esse continuum de violência é um indicador da falta de abordagens abrangentes para lidar com graves violações de direitos humanos que englobem medidas de busca da verdade, justiça, reparação, memorialização e garantias de não repetição. “Embora o Brasil tenha feito progresso significativo para abordar essas questões desde 1985, a implementação insuficiente de políticas de justiça de transição para lidar com as consequências da ditadura infelizmente leva a ataques recorrentes à democracia, aos direitos humanos e ao Estado de Direito”, disse o Relator Especial. O especialista disse que essa situação mantém a divisão social e borrou os fundamentos do direito internacional dos direitos humanos, que prevê que o Estado deve respeitar e garantir a todas as pessoas sob seu controle o livre e pleno exercício dos direitos humanos, sem qualquer discriminação. “Enquanto os direitos à verdade, à justiça, à reparação e à memória não forem assegurados a todas as vítimas da ditadura, essa divisão irá persistir e a história pode se repetir”, Duhaime alertou.“Para alterar de trajetória, o Brasil deve urgentemente implementar e ampliar as medidas de justiça de transição propostas no relatório final da Comissão Nacional da Verdade.”O Relator Especial apresentará seu relatório final ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em 10 setembro de 2025.FIMSobre o Relator Especial sobre a promoção da verdade, justiça, reparação e garantias de não repetição. Relatores Especiais/Especialistas Independentes/Grupos de Trabalho são especialistas independentes em direitos humanos nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O grupo de especialistas juntos, se denomina Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Os especialistas em procedimentos especiais trabalham de forma voluntária; não são funcionários da ONU e não recebem um salário por seu trabalho. Enquanto o escritório de Direitos Humanos da ONU atua como o secretariado para os Procedimentos Especiais, os especialistas atuam em sua capacidade individual e são independentes de qualquer governo ou organização, incluindo o ACNUDH e a ONU.Quaisquer pontos de vista ou opiniões apresentados são exclusivamente do autor e não representam necessariamente os da ONU ou do ACNUDH.Observações e recomendações feitas especificamente para o país pelos mecanismos de direitos humanos da ONU, incluindo os procedimentos especiais, os órgãos do tratado e a Revisão Periódica Universal, podem ser encontradas no Índice Universal de Direitos Humanos https://uhri.ohchr.org/en/Para mais informações e notas de imprensa, por favor, entre em contato com: Durante a missão: Sra. Brenda Vukovic (+41 076-281 9813 /brenda.vukovic@un.org); Sr. Diego Lobo, Centro de Informação da ONU Rio, diego.lobo@un.org +55 21 982876762). Após a missão: Sra. Brenda Vukovic (+41 22 917 9635 / brenda.vukovic@un.org)Para perguntas sobre outros especialistas independentes da ONU, entre em contato com Maya Derouaz (maya.derouaz@un.org) e Dharisha Indraguptha (dharisha.indraguptha@un.org).
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14 julho 2025
ONU alerta: apenas 35% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estão no caminho certo
Uma década após a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, as Nações Unidas divulgaram hoje a 10ª edição de seu relatório anual de progresso, o Relatório da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2025. O documento oferece uma avaliação contundente e um forte apelo à ação.Embora milhões de vidas tenham melhorado, com avanços em saúde, educação, acesso à energia e conectividade digital, o ritmo das mudanças continua insuficiente para alcançar os 17 #ObjetivosGlobais até 2030. Os dados mais recentes mostram que apenas 35% das metas estão no caminho certo ou apresentando progresso moderado, enquanto quase metade avança lentamente e 18% registraram retrocesso.“Estamos diante de uma emergência de desenvolvimento”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres. “Mas este relatório é mais do que um retrato do presente. É também uma bússola que aponta caminhos para o progresso. Ele mostra que os ODS ainda podem ser alcançados — mas apenas se agirmos com urgência, união e determinação.”O Relatório sobre os ODS é preparado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA), em colaboração com 50 entidades das Nações Unidas e organizações regionais. O relatório é apresentado aos Estados-membros durante o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF), estabelecido no documento final da Conferência Rio+20, “O Futuro que Queremos”, que se reúne anualmente na sede da ONU. O HLFP 2025 está sendo realizado de 14 a 24 de julho sob o tema: “Promover soluções sustentáveis, inclusivas, baseadas em ciência e evidências para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para não deixar ninguém para trás” Progresso em meio à adversidadeApesar de desafios globais em cascata, o Relatório sobre os ODS 2025 destaca conquistas significativas:As novas infecções por HIV caíram quase 40% desde 2010.A prevenção da malária evitou 2,2 bilhões de casos e salvou 12,7 milhões de vidas desde 2000.A proteção social alcança hoje mais da metade da população mundial, um aumento expressivo em comparação com uma década atrás.Desde 2015, 110 milhões de crianças e jovens a mais ingressaram na escola.O casamento infantil está em declínio, mais meninas permanecem na escola e cresce a presença de mulheres nos parlamentos.Em 2023, 92% da população mundial tinha acesso à eletricidade.O uso da internet passou de 40% em 2015 para 68% em 2024, ampliando o acesso à educação, ao trabalho e à participação cidadã.Os esforços de conservação dobraram a proteção de ecossistemas-chave, fortalecendo a resiliência da biodiversidade.Ao mesmo tempo, o relatório chama atenção para os entraves que continuam prejudicando o progresso sustentável:Mais de 800 milhões de pessoas ainda vivem na extrema pobreza.Bilhões ainda carecem de acesso à água potável, saneamento e higiene.A mudança climática tornaram 2024 o ano mais quente já registrado, com temperatura média 1,55°C acima dos níveis pré-industriais.Conflitos causaram quase 50 mil mortes em 2024, com mais de 120 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas.Países de baixa e média renda enfrentaram custos recordes com o pagamento da dívida: US$1,4 trilhão em 2023.Um plano para acelerarO relatório propõe ações em seis áreas prioritárias, capazes de gerar impactos transformadores: sistemas alimentares, acesso à energia, transformação digital, educação, empregos e proteção social, ação climática e biodiversidade.O documento também pede a implementação do Plano de Ação de Medellín, adotado no Fórum Mundial de Dados da ONU de 2024, para fortalecer os sistemas de dados essenciais para políticas públicas eficazes.Histórias de sucesso mostram que os ODS são possíveisMédias globais podem esconder avanços significativos em muitos países. Nos últimos dez anos:45 países alcançaram acesso universal à eletricidade.54 países eliminaram pelo menos uma doença tropical negligenciada até o fim de 2024.Esses resultados, impulsionados por políticas eficazes, instituições fortes e parcerias inclusivas, demonstram que o progresso acelerado é possível — e já está em curso.Os últimos cinco anos até 2030 representam uma oportunidade para cumprir as promessas da Agenda 2030. Ela não é apenas uma aspiração — é um compromisso inegociável.“Este não é um momento para o desespero, mas para a ação decidida”, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua. “Temos o conhecimento, as ferramentas e as parcerias para promover a transformação. O que precisamos agora é de multilateralismo urgente — um novo compromisso com a responsabilidade compartilhada e o investimento sustentado.”SERVIÇO: Lançamento do Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2025Data: 14 de julho de 2025, segunda-feiraHorário: 13h45min - 15h (horário de Brasília) Transmissão pela TV on-line da ONU: https://webtv.un.org/en/asset/k1b/k1b40mdxr0 Participantes: António Guterres, secretário-geral da ONUAmina J. Mohammed, vice-secretária-geral da ONULi Junhua, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais Para mais informações, acesse a página do relatório: https://unstats.un.org/sdgs/report/2025 NOTAS PARA EDITORES Dados adicionais: AVANÇOS Entre 2012 e 2024, a taxa de nanismo infantil caiu de 26,4% para 23,2%.A expectativa de vida saudável aumentou mais de cinco anos entre 2000 e 2019, embora a COVID-19 tenha revertido parte desses ganhos.A mortalidade materna global caiu de 228 para 197 mortes por 100 mil nascidos vivos (2015–2023).A mortalidade infantil (menores de 5 anos) caiu de 44 para 37 por mil nascidos vivos (2015–2023).Até o final de 2024, 54 países eliminaram ao menos uma doença tropical negligenciada.Entre 2019 e 2024, 99 reformas legais foram implementadas para eliminar leis discriminatórias e promover a igualdade de gênero.Em 1º de janeiro de 2025, as mulheres ocupavam 27,2% das cadeiras nos parlamentos nacionais, um aumento de 4,9 pontos percentuais desde 2015.A energia renovável é a fonte de energia que mais cresce no mundo e deve ultrapassar o carvão como principal fonte de eletricidade em 2025.O 5G já cobre 51% da população mundial.Dados adicionais: RETROCESSOSSem ações aceleradas, 8,9% da população global ainda viverá na extrema pobreza em 2030.Em 2023, quase 1 em cada 11 pessoas enfrentava a fome.272 milhões de crianças e jovens estavam fora da escola.As mulheres realizam 2,5 vezes mais trabalho doméstico e de cuidado não remunerado do que os homens.Em 2024, 2,2 bilhões de pessoas não tinham acesso a água potável gerida com segurança; 3,4 bilhões, sem saneamento adequado; e 1,7 bilhão, sem higiene básica em casa.A população global de refugiados chegou a 37,8 milhões até meados de 2024.1,12 bilhão de pessoas vivem em favelas ou assentamentos informais sem serviços básicos.A ajuda oficial ao desenvolvimento caiu 7,1% em 2024, após cinco anos de crescimento — com novas reduções previstas para 2025.Para mais informações, acesse a página do Relatório da ONU sobre os ODS 2025: https://unstats.un.org/sdgs/report/2025 Hashtags: #RelatórioODS #ODS #ObjetivosGlobais #SDGReport #GlobalGoals Contato para a imprensa:Martina Donlon, Departamento de Comunicação Global da ONU: donlon@un.org Helen Rosengren, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: rosengrenh@un.org
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Notícias
10 abril 2025
ONU Brasil lança Relatório Anual 2024
O recém-lançado Relatório Anual das Nações Unidas apresenta os resultados de um ano de avanços estratégicos no Brasil. Por meio de um planejamento integrado e de investimentos catalisadores, o Sistema ONU, formado por 24 entidades, atuou conjuntamente com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para impulsionar o desenvolvimento do país, com atenção às necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e ao meio ambiente.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2024 a ONU trabalhou em temas como saúde, educação, emprego e renda, acesso a serviços básicos, equidade, direitos humanos e assistência humanitária em 351 iniciativas, que trouxeram benefícios para milhões de pessoas. O investimento feito no país foi de US$ 155 milhões."O Relatório Anual é um documento indispensável para o monitoramento de nossas atividades e para a prestação de contas ao Estado, aos nossos parceiros e à sociedade brasileira." - Silvia Rucks, Coordenadora Residente da ONU no Brasil O relatório anual ressalta, além dos resultados, os desafios, a execução financeira, os principais doadores e os 341 parceiros que trabalham junto com o Sistema ONU para que o Brasil avance na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Confira dez pontos de destaque do que o Sistema das Nações Unidas alcançou em 2024:Resposta à emergência no Rio Grande do SulResposta a secas e queimadasMobilização de R$ 55 milhões para o Fundo Brasil-ONU para a AmazôniaApoio à elaboração da Contribuição Nacionalmente Determinada de redução de emissões de gases do efeito estufaRealização de 55 missões de autoridades da ONU ao BrasilApoio à delegação brasileira de jovens no Y20Engajamento na Aliança Global contra a Fome e a PobrezaParticipação brasileira na Cúpula do FuturoAdoção do ODS18 – Igualdade Étnico-RacialApoio à presidência brasileira do G20Marco de CooperaçãoAssinado em 2023 com o Estado brasileiro, o Marco de Cooperação é o principal documento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações da ONU no país. Ele organiza o trabalho das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas com atuação no país em torno de cinco eixos temáticos:Transformação Econômica para o Desenvolvimento SustentávelInclusão Social para o Desenvolvimento SustentávelMeio Ambiente e Mudança do Clima para o Desenvolvimento SustentávelGovernança e Capacidades InstitucionaisRelação das Ações Humanitárias e de Desenvolvimento SustentávelLeia aqui o relatório completo.
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História
25 setembro 2025
A trajetória de sucesso de Ronaldo
O olhar firme de Ronaldo Rodrigues Cardoso, 19 anos, carrega a maturidade de quem enfrentou cedo demais o peso das dificuldades. Estudante do 2º ano do Ensino Médio em Santana, cidade do Amapá, ele sonha em ser professor. Mas chegar até ali exigiu muito mais do que apenas estudar. Foi preciso atravessar ausências, doenças e o desafio de recuperar o tempo perdido.A infância de Ronaldo foi marcada por mudanças bruscas. Aos seis anos, viu a mãe partir para o município de Gurupá (AP), ficando sob os cuidados do pai, Silvanio Rodrigues. Três anos depois, foi viver com a ela no interior e mergulhou em uma rotina dura, trocando a escola pela vida de catador de açaí. A escola ficou distante.Foram dois anos longe da sala de aula até que, aos 11 anos, debilitado por um princípio de doença de Chagas, Ronaldo voltou para Santana, para viver com o pai. Depois de recuperar a saúde, precisou recomeçar os estudos e enfrentar muitos desafios.“Foi um sofrimento muito grande para mim. Tenho quatro filhos, mas naquela época eu só tinha ele. Esses dois anos longe atrapalharam bastante os estudos do Ronaldo. Quando voltou, não pensei duas vezes e matriculei ele no colégio. Eu sabia que ele tinha capacidade de vencer e de estudar”, lembra Silvanio. Alguns anos se passaram e Ronaldo foi transferido para a Escola Estadual Prof. Francisco Walcy Lobato Lima, em Santana (AP). Ali, a dedicação do adolescente e a vontade de aprender chamaram a atenção. Surgiu o convite para se matricular em uma turma do Travessia - Amapá, programa alinhado à estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, do UNICEF, implementado pela Secretaria Estadual de Educação do Amapá, que tem como objetivo o enfrentamento da distorção idade-série e a recomposição das aprendizagens para que os estudantes avancem nos estudos.Segundo a coordenadora do programa na escola, Davina Viana, o processo de identificação de possíveis estudantes começa com um olhar atento:“Fazemos um levantamento, vamos na pasta do estudante e percebemos o atraso escolar. Depois disso, entramos em contato com a família para falar do programa e fazemos o convite para esse estudante, pois ele também precisa querer”.Para Ronaldo, o convite representou um divisor de águas:“Eu enxerguei o Travessia como uma oportunidade, porque eu estava com 16 anos e ainda no 7º ano do fundamental. Eu já pesquisava, já procurava entender assuntos de séries mais avançadas, pois sabia que uma hora ia aparecer uma oportunidade e eu tinha que abraçar. Aí apareceu o Travessia”.A proposta do programa Travessia Amapá promove oportunidades diferenciadas de aprendizagem por meio de metodologias ativas, a fim de estabelecer vínculos mais sólidos entre professores e estudantes, o que gera impactos significativos em suas aprendizagens. Nesse processo, são consideradas a história de vida e a trajetória escolar de cada estudante.“Quando o aluno atrasa, ele perde oportunidades e se sente desestimulado. Tendo essa chance, que o programa oferece, ele consegue dar um salto grande no aprendizado, que se reflete no futuro dele”, afirma Leidilene Rocha, uma das professoras da turma do Travessia, responsável por levar Ronaldo para participar do programa. Oportunidades de aprendizagem e acolhimentoFoi nesse espaço que Ronaldo encontrou não apenas oportunidades de aprendizagem, mas também acolhimento. Era um espaço diferente, pensado para adolescentes como ele, que carregavam atrasos na vida escolar. Para a professora de matemática Rutilene Oliveira, ele representa muito mais do que um estudante esforçado. “O Ronaldo é meu aluno desde o 1º ano do ensino médio. Ele é excelente, um menino dedicado, responsável, determinado, uma pessoa maravilhosa. Ele é um jovem prodígio”, afirma, orgulhosa.Hoje, já em uma turma regular do 2º ano do Ensino Médio, Ronaldo não esconde os planos: quer ser professor de matemática. Silvanio, o pai, sonha junto com Ronaldo: “A gente passa dificuldade, mas ele estuda e diz que tem muitos planos. Ele tem tudo para vencer na vida. É muito inteligente, nunca repetiu de ano, o atraso dele foi fruto das interrupções forçadas na infância”.Na sala de aula, com o caderno aberto e lápis na mão, Ronaldo projeta o futuro. Quer ensinar, inspirar outros adolescentes e jovens e mostrar que a educação é capaz de mudar destinos, como mudou o dele. Sobre a estratégia Trajetórias de Sucesso EscolarA estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar é uma iniciativa do UNICEF, em uma parceria estratégica com Instituto Claro e em parceria com Fundação Itaú, para o enfrentamento da cultura de fracasso escolar no Brasil. O objetivo é facilitar um diagnóstico amplo sobre a distorção idade-série e o fracasso escolar no País, e oferecer um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de políticas educacionais que promovam o acesso à educação, a permanência na escola e a aprendizagem desses estudantes.O site da estratégia disponibiliza materiais pedagógicos – com as experiências didáticas –, textos, vídeos e dados relativos às taxas de distorção, abandono escolar e reprovação, com recortes por gênero, raça e localidade, que mostram as relações entre o atraso escolar e as desigualdades brasileiras.Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do UNICEF Brasil: https://www.unicef.org/brazil/
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História
23 setembro 2025
Jovem do Rio transforma realidade com arte e mobilização
Matheus Luiz Fraga Moreira, mais conhecido como Magrão, tem 19 anos e cresceu em um dos municípios com os maiores índices de vulnerabilidade social do estado do Rio de Janeiro, Japeri. Criado pelo pai, enfrentou desde cedo os desafios de viver na periferia da Baixada Fluminense, onde a distância, a precariedade dos serviços públicos e a violência cotidiana marcam o ritmo da vida. “É muito difícil aqui em Japeri. A gente já sai de casa esperando que o trem vai dar ruim. Mesmo assim, a gente vai”, conta Magrão sobre as dificuldades de locomoção no território.Ainda assim, foi ali que ele construiu os alicerces de sua trajetória como artista, educador, mobilizador e comunicador popular. Entre versos, batalhas de slam, ações em coletivos e sonhos que resistem à rotina exaustiva entre o trem e a sala de aula, Matheus se afirma como um dos muitos jovens que, apesar de tudo, resistem.Infância marcada por perdas, cuidado e responsabilidadeAinda bebê, Magrão passou a viver com o pai após ser retirado da guarda da mãe, que enfrentava problemas com drogas. Trabalhando como segurança e, mais tarde, como vendedor ambulante nos trens, seu pai foi figura fundamental na sua formação, e criou Matheus e sua irmã mais nova sozinho. Aos 14, Magrão começou a trabalhar com o pai no trem. Logo depois, passou a trabalhar sozinho, conciliando os estudos com a necessidade de sustento da família. “Eu acordava cedo, ia vender no trem, voltava e dava todo o dinheiro pro meu pai. Nunca deixei de estudar, porque acreditava que o estudo ia mudar minha vida e a dele também”.Aos 15 anos, viveu um dos momentos mais difíceis da vida. Após um episódio de estresse, teve um princípio de AVC e descobriu um cisto no cérebro, que o deixou com o lado esquerdo do corpo paralisado por mais de um mês. Logo depois de sua recuperação, seu pai faleceu, também vítima de um AVC. “Foi tudo muito rápido. Eu estava começando a melhorar e perdi meu pai. Foi uma dor imensa.” Arte, poesia e mobilização: uma nova linguagem para existirApós a morte do pai, Magrão foi morar com as tias na Zona Norte do Rio de Janeiro. Foi nesse momento que a arte entrou de vez em sua vida. Participando de atividades escolares, descobriu o slam, as batalhas de poesia falada, e encontrou ali uma forma de transformar sua realidade.Criou eventos culturais na escola, fomentou o Slam do Acari, e passou a levar a poesia também para fora da sala de aula. Nesse percurso, conheceu o NUCA (Núcleo de Cidadania dos Adolescentes) — uma iniciativa da #AgendaCidadeUNICEF que conecta jovens periféricos para discutir direitos, juventude e políticas públicas. Foi o primeiro projeto social que participou e marcou sua vida. “Debater aqueles assuntos, formular um plano de ação para colocar as ideias em prática… até então, isso era algo surreal para mim. Evoluí a cada encontro, fui me soltando mais e entendi que a juventude periférica pode ser protagonista de verdade”, conta. No NUCA, o jovem também conheceu o projeto Geração que Move, uma iniciativa do UNICEF, em aliança global com a Fundação Abertis e com a colaboração de sua filial no Brasil, a Arteris, e parceria técnica da Agência Redes para Juventude e Viração. Hoje, Magrão integra o Coletivo ArterAção, participa de rodas e oficinas, articula projetos e segue escrevendo poesias que transformam vivências em palavra e denúncia.Mobilidade: a desigualdade entre o ponto de partida e o destinoEntre Japeri e os lugares onde atua e estuda, Magrão enfrenta uma das maiores barreiras estruturais para a juventude da periferia: a mobilidade. A dependência do trem, atrasos e superlotação afetam diretamente seu acesso à universidade, aos projetos, aos encontros com coletivos culturais e sociais.“Só tem um ônibus para sair daqui. Se o trem parar, tudo trava. A gente precisa sair mais cedo, voltar mais tarde e ainda conviver com o medo de não conseguir chegar. Isso cansa. E nos obriga a escolher entre oportunidades.”Mesmo assim, ele insiste. Cursa Pedagogia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), continua trabalhando no trem quando necessário, dá oficinas e participa de eventos, articulações e ações sociais. Mora com um amigo para dividir custos e já busca alternativas de estágio e renda que permitam mais estabilidade. “Sair de Japeri tem um custo alto, mas ficar também tem. Eu tô tentando crescer sem me afastar de quem eu sou.”Um fio de esperança para muitosA trajetória de Magrão é também um retrato de uma juventude que, apesar das dificuldades, se reinventa e se fortalece nas conexões, na palavra, na arte e na política. Sua caminhada com o UNICEF, com o NUCA e com tantos coletivos é uma prova viva de que acreditar na juventude é apostar no futuro.“Eu carrego muito do meu pai, sabe? A luta, a honestidade, o cuidado. Hoje, minha luta é pra que outros jovens como eu tenham escolha e voz.”Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do NUCA: https://www.unicef.org/brazil/nucleo-de-cidadania-de-adolescentes
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História
12 setembro 2025
“Uma Jornada pela Esperança”
Quando pisei pela primeira vez na Amazônia, fiquei impressionada com sua imensidão — mas não apenas com a vastidão natural que geralmente reconhecemos. O que realmente me marcou foi perceber que a Amazônia é um intrincado e aparentemente infinito mosaico de vida, cultura e desafios. É lar de mais de 29 milhões de pessoas, a maioria vivendo em grandes cidades, e se encontra na encruzilhada entre a preservação ambiental e o desenvolvimento inclusivo.Trata-se, naturalmente, de uma prioridade para as Nações Unidas no país e o foco de um fundo fiduciário multiparceiros criado especificamente para impulsionar soluções econômicas inclusivas e ambientalmente inteligentes. Recentemente, tive o privilégio de visitar os três primeiros projetos financiados pelo Fundo Brasil–ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. O que vi ali vai além de programas — é a esperança transformadora em movimento.No coração da Bacia Amazônica, uma poderosa colaboração liderada pelo UNICEF, e implementada em conjunto com UNFPA, ACNUR, UNESCO, OIT, OPAS/OMS e OIM, abre caminho para crianças, adolescentes e jovens indígenas. Ainda que o programa esteja em suas fases iniciais, ver os esforços se desenrolando em oito dos nove estados da Amazônia Legal, guiados por uma abordagem verdadeiramente intercultural e sensível a gênero, é profundamente inspirador. No Acre, conheci parceiros locais que estão cocriando um futuro resiliente por meio da bioeconomia, da governança da terra e da conservação ambiental. O projeto, liderado pelo governo estadual juntamente com a UNESCO, acontece em duas áreas protegidas onde artesãos estão transformando produtos florestais em bens de maior valor agregado, construindo caminhos sustentáveis para transformar a economia local. Visitei um viveiro que produz milhares de mudas de 50 espécies de árvores, que mais tarde serão usadas para restaurar áreas degradadas, combinando tecnologia de ponta com o compromisso e o conhecimento das comunidades locais.Em Rosário, no Maranhão, participei do lançamento do “Terras para Elas”, um projeto implementado pelo governo estadual e pela FAO. Para agricultoras — especialmente quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco babaçu e membros da comunidade LGBTIQ+ — essa iniciativa abre portas: 2,5 mil títulos de terra, capacitação sustentável para 5.000 mulheres e acesso a crédito para 1,25 mil. Vi mulheres empoderadas reivindicando seus direitos e moldando meios de vida sustentáveis para suas famílias e comunidades.Também ouvi um dos depoimentos mais comoventes da minha longa carreira na ONU. Uma mulher me contou que a luta de sua comunidade pelo título da terra ancestral começou com sua avó. Sua mãe seguiu a batalha e agora, finalmente, sua geração verá o reconhecimento do direito de possuir sua terra e usá-la para garantir os meios de vida e o futuro de suas famílias. Essas visitas ressaltaram uma mensagem vital: soluções enraizadas nas comunidades produzem resiliência. Os muitos desafios que a Amazônia enfrenta, como o desmatamento, a insegurança fundiária e a exclusão social, são palpáveis. Mas o Fundo Brasil–ONU nos mostra que é possível catalisar mudanças quando as iniciativas são cocriadas, lideradas localmente e guiadas pela equidade.Olhando para o Futuro: Uma Visão Compartilhada de Resiliência SustentávelAo caminhar por esses territórios, o impacto humano era inegável: mulheres recuperando direitos à terra, crianças valorizando suas culturas, comunidades conservando ecossistemas com orgulho. Tudo isso está sendo construído com uma única contribuição ao Fundo, feita de forma extremamente generosa pelo governo do Canadá.Mas há espaço para ampliar, replicar e fortalecer o que já está funcionando. Se uma doação nos levou até aqui, não posso deixar de me perguntar o que poderíamos alcançar se outros se juntassem a nós. O Fundo, respaldado por uma coordenação robusta da ONU e alinhado com as políticas nacionais, prova que o multilateralismo e a colaboração intersetorial podem gerar mudanças significativas. Aos governos e às empresas privadas: este é o seu momento. O Fundo oferece uma porta de entrada para empoderar populações vulneráveis e gerar mudanças reais. À medida que nos preparamos para as negociações climáticas da COP30 — a primeira a ser realizada na Amazônia — esta é uma oportunidade de mostrar compromisso.Sou muito otimista, e sei que, juntos, podemos ampliar os impactos, fortalecer a governança inclusiva, aumentar a resiliência climática e garantir que a Amazônia continue sendo uma fonte de vida para as próximas gerações.Para saber mais, siga @ONUBrasil e @UN_SDG nas redes!
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História
05 setembro 2025
“O direito à cidade engloba tudo. É você ter o direito de viver.”
Com muitos marcadores para descrever quem é, Eloisa Graciliano encanta pela fala calma e segura ao contar a sua trajetória. Desde cedo, ela é dona da própria voz e aprendeu a usá-la para afirmar sua existência e ocupar os mais diversos espaços.Ela nasceu em Palmeiras dos Índios, município no agreste de Alagoas, a 136 km da capital, Maceió. Sua etnia, Xukuru-Kariri, resulta da fusão entre os povos Xukuru e Kariri, ambos ainda presentes no Nordeste brasileiro. Pelo lado paterno, a família de Eloisa é da aldeia Wassu Cocal, localizada em Joaquim Gomes, na Zona da Mata alagoana. Também engajados nas causas indígenas e ambientais, seus familiares foram exemplo e inspiração, reforçando desde cedo o orgulho de suas raízes.Ainda criança, Eloisa mudou-se para Maceió com a mãe e a avó. Ela cresceu na capital, mas nunca perdeu o vínculo com o lugar de onde veio. Vivendo entre duas realidades distintas — comunidade indígena e centro urbano — ela relata que por vezes se sentia atropelada pelo excesso de informação.No bairro Trapiche da Barra, em Maceió, Eloisa cresceu ouvindo sua mãe, Elaine, falar sobre a importância de lutar pelos seus direitos. Ainda menina, começou a despertar para as questões sociais e ambientais. Preocupada com o futuro da filha, Elaine fazia questão de lembrá-la de que ela não só podia sonhar, mas também realizar. Costumava dizer: “Você é criança, mas é mulher. Tem que saber seus direitos, saber onde você pode chegar.”Dentro de casa, foi apresentada ao feminismo e, desde cedo, entendeu que “ser mulher” no mundo significava muito mais do que as atribuições, responsabilidades e rótulos. “Mulher na cidade, em qualquer lugar, é um desafio. A gente enfrenta questões de segurança, de acesso e de bem-estar. Homem pode andar por aí à vontade. Seguimos um estereótipo perigoso. Não é só a segurança física — tem também a mental, a emocional. A gente não é frágil, mas nos impõem essa fragilidade pelas condições em que nos colocam”.As cidades, em sua maioria, não são projetadas para atender às necessidades das mulheres, o que acaba produzindo ambientes urbanos inseguros ou hostis. São inúmeros os desafios: mobilidade, acessibilidade, infraestrutura, segurança, entre outros. Eloisa, que mais tarde mudou-se sozinha para o Jacintinho, um bairro periférico de Maceió, vive na pele alguns desses problemas — tão comuns no cotidiano de mulheres brasileiras.“Por exemplo, às dez da noite só tem um ônibus pra minha casa. E esse ônibus vem lotado de homens que estão voltando do trabalho, ou já beberam. Então eu só tenho essa opção: ou eu entro nele, ou espero — e isso pode ser mais perigoso ainda. As mulheres têm escolhas ruins e menos ruins.”Sua criação feminista a ajudou a compreender que as mulheres também deveriam ter o direito de viver a cidade com segurança, sem que o medo seja o fator determinante de suas decisões. A partir daí, foi apenas um passo para aprofundar-se sobre outros marcadores que moldam a maneira como ela experiencia o mundo e a cidade. Passou a se interessar cada vez mais por sua etnia e pelos direitos dos povos indígenas, compreendendo como essas questões estão profundamente ligadas à questão ambiental. Lutar por sua vida e por seu povo tornou-se, para ela, praticamente sinônimo de lutar por um meio ambiente saudável e preservado. Eloisa, que sempre teve apreço pela fotografia, percebeu que poderia usar seu talento e gosto pessoal para abordar as temáticas que permeavam sua vida. Foi no final do Ensino Médio que a fotografia começou a assumir novos contornos e significados: a câmera, antes usada de forma mais descontraída para registrar uma realidade já marcada por problemas sociais e ambientais, passou a ser direcionada de maneira consciente para aquilo que ela sempre soube ser urgente evidenciar.O que antes era apenas diversão tornou-se um instrumento de trabalho, capaz de amplificar a voz de Eloisa e das comunidades periféricas de Alagoas. A profissionalização da jovem como fotógrafa e comunicadora foi potencializada pelas oficinas do programa Digaê! – Juventudes, Comunicação e Cidade, iniciativa fruto da parceria entre o Governo de Alagoas e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), realizada em colaboração com o Instituto Pólis e a Viração Educomunicação.O programa fez parte do projeto Visão Alagoas 2030 e impactou mais de 80 jovens, de 15 a 24 anos residentes de 32 grotas (nomenclatura local para favelas localizadas em fundos de vale) de Maceió com formações em direito à cidade, experimentação midiática e intervenções comunitárias. O resultado desse processo foi sistematizado na Coletânea Memórias e Narrativas das Grotas de Maceió – pelo Olhar das Juventudes, que organiza o legado do Digaê! e evidencia a perspectiva das juventudes sobre suas histórias, lutas e conquistas. Entre 2022 e 2023, Eloisa participou das formações em engajamento e mobilização comunitária. “Antes eu fazia por fazer. Era só diversão. Eu até tinha noção de direitos, mas não entendia de fato. Hoje entendo que é um dever. Algo que eu tenho que fazer. E entendo o porquê, onde quero chegar e onde posso chegar com isso. O Digaê! me amadureceu”, conta. Durante o processo, Eloisa e outros jovens participantes do Digaê! tiveram contato com diferentes linguagens de comunicação — podcast, fotografia, vídeo, lambe-lambe, fanzine, grafite, entre outras. Ao final de cada ciclo, criaram produtos multimídia e propuseram intervenções para transformar suas comunidades.Foi assim que nasceu o Coletivo Som, Imagem e Voz (SIV), coordenado por Eloisa e seus colegas. O nome carrega múltiplos significados: o som representa a sonoridade das cidades, tanto o barulho urbano quanto o do interior; as imagens remetem às fotografias que registram as memórias das pessoas; e a voz simboliza o que levam das comunidades periféricas para que outros possam escutar. “O SIV tem um grande significado. É o nosso lugar. Nossa mãozinha. Tudo”, diz Eloisa, ressaltando como a formação foi essencial para abrir novos horizontes às juventudes participantes.“O Digaê! agregou muito. Não foi só um projeto temporário — ele gerou outros caminhos. Hoje tem muitos jovens na comunicação por causa do Digaê!. Esperamos que abram mais portas para que mais jovens tenham acesso, e que os que passaram por ele possam continuar.”Mesmo após o fim das oficinas, o Coletivo SIV continua ativo, usando a comunicação para abordar temas como o direito à cidade e questões ambientais. O grupo tem conquistado espaço em diferentes estados e, segundo Eloisa, já está expandindo suas atividades para a Bahia.A formação do Digaê! proporcionou a Eloisa novas ferramentas para refletir sobre o direito à cidade. Com base em suas experiências pessoais e profissionais, ela destaca um ponto crucial: o direito à cidade ainda é bastante limitado para mulheres e crianças.
Seu especial interesse pelas questões relacionadas à primeira infância vem de sua experiência com a maternidade. Eloisa deu à luz seu filho Joaquim durante a participação no Digaê!. Embora ele tenha vivido apenas um dia, transformou-a para sempre. Ser mãe muda o olhar de quem vê e de quem vive a cidade — e com Eloisa não foi diferente.“Meu filho não está aqui, mas não quero que outras mães passem pelo que eu passei. Quero que os filhos delas cresçam — e cresçam com consciência. Que saibam seus direitos, seus deveres, que sejam cidadãos. Que possam brincar na praça, estudar, viver dignamente. Meu filho é minha alavanca. Tudo o que eu faço hoje é por ele. Mesmo que ele não esteja aqui, é por ele. Para que o mundo seja melhor para outras crianças também.”A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reconhece o direito das crianças à cidade como parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, que busca tornar as cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Eloisa reflete sobre os desafios e obstáculos que envolvem o direito à cidade, destacando seu impacto sobre crianças, adolescentes e mulheres, e aponta que ainda há um longo caminho a percorrer, já que muitas cidades não são planejadas para atender plenamente quem mais precisa de infraestrutura.“Um dos mais visíveis é a calçada. Ela deveria ser pensada não só para mães com carrinho, mas para pessoas que usam cadeiras de rodas, para pessoas com deficiência visual. Pisos quebrados, falta de acessibilidade — isso afeta todo mundo. Falando de infraestrutura: já aconteceu de mulheres andarem com o carrinho de bebê na rua porque a calçada é impossível.”Eloisa nos lembra que é possível lutar por múltiplas causas sem perder de vista o essencial: a cidade deve ser um espaço para todas as pessoas: onde seja possível existir, circular e viver com dignidade.“Todo mundo fala de cidade como lugar de ir e vir. Mas não é só isso. Você tem direito a uma cidade de qualidade. Tem direito a descanso de qualidade. Porque você acorda às cinco da manhã, pega ônibus lotado, chega no trabalho às oito – você passa mais tempo fora de casa do que dentro. Então o direito à cidade engloba tudo. O direito à cidade é a vida. E você ter o direito de viver, resumidamente. Foi isso que eu aprendi no Digaê!.” Cidades de qualidade são construídas considerando quem as habita e o território que ocupam. Questões de gênero, direitos das crianças, proteção de povos tradicionais, justiça climática e preservação ambiental são pautas que caminham juntas e se reforçam mutuamente. Uma cidade justa é aquela que acolhe todos os grupos, em especial crianças, mulheres, juventudes e povos indígenas, promovendo segurança, bem-estar, equidade e oportunidades iguais para todas as pessoas.Jovens como Eloisa lembram que o futuro das cidades depende da participação e da atuação consciente de quem as habita, construindo espaços urbanos mais inclusivos e sustentáveis para todas as pessoas, em todas as fases da vida.Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes e visite a página do Visão Alagoas 2030: https://visaoalagoas2030.al.gov.br/
Seu especial interesse pelas questões relacionadas à primeira infância vem de sua experiência com a maternidade. Eloisa deu à luz seu filho Joaquim durante a participação no Digaê!. Embora ele tenha vivido apenas um dia, transformou-a para sempre. Ser mãe muda o olhar de quem vê e de quem vive a cidade — e com Eloisa não foi diferente.“Meu filho não está aqui, mas não quero que outras mães passem pelo que eu passei. Quero que os filhos delas cresçam — e cresçam com consciência. Que saibam seus direitos, seus deveres, que sejam cidadãos. Que possam brincar na praça, estudar, viver dignamente. Meu filho é minha alavanca. Tudo o que eu faço hoje é por ele. Mesmo que ele não esteja aqui, é por ele. Para que o mundo seja melhor para outras crianças também.”A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reconhece o direito das crianças à cidade como parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, que busca tornar as cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Eloisa reflete sobre os desafios e obstáculos que envolvem o direito à cidade, destacando seu impacto sobre crianças, adolescentes e mulheres, e aponta que ainda há um longo caminho a percorrer, já que muitas cidades não são planejadas para atender plenamente quem mais precisa de infraestrutura.“Um dos mais visíveis é a calçada. Ela deveria ser pensada não só para mães com carrinho, mas para pessoas que usam cadeiras de rodas, para pessoas com deficiência visual. Pisos quebrados, falta de acessibilidade — isso afeta todo mundo. Falando de infraestrutura: já aconteceu de mulheres andarem com o carrinho de bebê na rua porque a calçada é impossível.”Eloisa nos lembra que é possível lutar por múltiplas causas sem perder de vista o essencial: a cidade deve ser um espaço para todas as pessoas: onde seja possível existir, circular e viver com dignidade.“Todo mundo fala de cidade como lugar de ir e vir. Mas não é só isso. Você tem direito a uma cidade de qualidade. Tem direito a descanso de qualidade. Porque você acorda às cinco da manhã, pega ônibus lotado, chega no trabalho às oito – você passa mais tempo fora de casa do que dentro. Então o direito à cidade engloba tudo. O direito à cidade é a vida. E você ter o direito de viver, resumidamente. Foi isso que eu aprendi no Digaê!.” Cidades de qualidade são construídas considerando quem as habita e o território que ocupam. Questões de gênero, direitos das crianças, proteção de povos tradicionais, justiça climática e preservação ambiental são pautas que caminham juntas e se reforçam mutuamente. Uma cidade justa é aquela que acolhe todos os grupos, em especial crianças, mulheres, juventudes e povos indígenas, promovendo segurança, bem-estar, equidade e oportunidades iguais para todas as pessoas.Jovens como Eloisa lembram que o futuro das cidades depende da participação e da atuação consciente de quem as habita, construindo espaços urbanos mais inclusivos e sustentáveis para todas as pessoas, em todas as fases da vida.Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes e visite a página do Visão Alagoas 2030: https://visaoalagoas2030.al.gov.br/
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História
02 setembro 2025
“Felicidade imensa em saber que agora a gente conseguiria ter uma moradia digna”
Foi no dia 12 de outubro de 2011 que Josimar das Dores Coelho, a Josy, chegou ao terreno que hoje é conhecido por Helena Greco. Ela, seus dois filhos pequenos e mais um grupo de vizinhos do norte de Belo Horizonte foram os primeiros a chegar no território, formando a primeira das ocupações que hoje são conhecidas por Izidora – um dos maiores movimentos por direito à moradia do país, e também um dos maiores conflitos fundiários da América Latina.A Izidora é formada por quatro ocupações: Helena Greco, Rosa Leão, Esperança e Vitória. Todos nomes femininos que remetem a luta – seja de históricas lideranças locais, sejam substantivos que integram a narrativa pelo direito à moradia. Josy é mais um dos nomes que se soma a essa história, fazendo valer a herança que recebeu de sua mãe. Nascida em Ouro Preto, foi cedo para Belo Horizonte, morando em diferentes comunidades quando criança. Uma delas foi Zilah Spósito, ocupação vizinha à Izidora, onde chegou aos nove anos. “Minha mãe ocupou junto com as outras lideranças – inclusive tem uma ocupação, Rosa Leão, que toma o nome da de uma das lideranças antigas, que atuava junto com a minha mãe dentro do território”. E é por isso que a história de Josy é a história de Helena Greco: a ocupação como se conhece, com cerca de 500 moradores, passa por 14 anos de luta de Josy por moradia e direitos para a região, que está na zona norte do município e possui as últimas áreas não urbanizadas de Belo Horizonte.Na prática, isso faz de Izidora uma região única: o verde proveniente da vegetação, que mistura Mata Atlântica e Cerrado, se contrasta ao laranja dos tijolos das casas e da terra seca e ao azul das caixas d’água. Esse é o cenário onde cerca de 5 mil famílias residem sem infraestrutura e desarticuladas dos serviços públicos, mas extremamente engajadas em alcançar seus direitos. “Quando surgiu essa urbanização, falei: 'pronto, agora é luta'”A função de Josy de articular a comunidade Helena Greco foi essencial para a elaboração do Plano de Urbanização Sustentável de Izidora. Fruto de uma parceria da Prefeitura de Belo Horizonte, ONU-Habitat e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), o Plano começou a ser elaborado em 2021 com processo participativo em cada ocupação e um grande enfoque para a resiliência urbana, sendo parte do Programa de Proteção Ambiental e Melhorias Urbanas na Região da Izidora (PRO-IZIDORA). O Plano é uma iniciativa pioneira em Belo Horizonte, sendo o primeiro plano de urbanização que traz a resiliência urbana como tema central.O papel de Josy era garantir que os interesses da comunidade fossem não apenas ouvidos, como registrados e garantidos. Convocando assembleias sempre que necessário, ela prezava pelo estímulo à participação da população em todas as etapas – de tirar dúvidas até as votações. O Plano elaborado pelo projeto foi validado pela comunidade e publicado em 2023. O esforço foi reconhecido pela notícia de que, em 2024, as ocupações de Rosa Leão e Helena Greco foram contempladas pelo PAC das Periferias, Programa de Aceleração do Crescimento criado pelo Governo Federal para urbanização de favelas, para a execução dos seus planos. Os investimentos somam R$ 75 milhões dedicados ao Helena Greco e R$ 116 milhões ao Rosa Leão. Josy foi a Brasília para acompanhar o anúncio: “Falar pra você que eu fiquei em uma felicidade imensa em saber que agora a gente conseguiria ter uma moradia digna com todos os nossos direitos que eram negados”.Com isso, a expectativa é que os sonhos possam de fato sair do papel. A Prefeitura estima que sejam necessários cerca de sete anos para conclusão das obras, que estão previstas para começar ainda em 2025. O projeto prevê para ocupação sete prédios e duas habitações escalonadas em encostas, somando 120 unidades habitacionais e 12 unidades não residenciais para usos públicos ou comerciais. Durante o processo participativo do Plano, por meio de votação e assembleia, a comunidade optou pela alternativa de urbanização que previa a reconfiguração total do tecido urbano, com remoção de todas as famílias e posterior urbanização e reassentamento no próprio território. Dadas as restrições do terreno, a alternativa escolhida é a única capaz de garantir infraestruturas básicas em todo o território, além de moradias para todas as famílias. O planejamento também inclui a criação de novas ruas que permitam a circulação de veículos para garantir serviços essenciais, como coleta de lixo e atendimento de saúde. A ideia é que ele tenha condições adequadas para mobilidade ativa e, sempre que possível, para acessibilidade universal. Além disso, também serão fornecidos os serviços de energia elétrica e saneamento básico. Atualmente, a iniciativa está elaborando os projetos básicos de urbanismo de três tipologias habitacionais de interesse social e de infraestruturas urbanas – sistema viário, manejo das águas da chuva e contenção de encostas. Considerando também a importância ambiental da Izidora e seus diversos cursos d'agua que cortam a região, está sendo elaborado junto ao projeto o uso de Soluções Baseadas na Natureza. Dispositivos como jardins de chuva, biovaletas, escada hidráulica e jardins de reentrâncias serão implementados para promover maior resiliência urbana e segurança climática para seus futuros moradores.Na parceria com Prefeitura de Belo Horizonte e o UNOPS, o consórcio de empresas Práxis-Urbe-Horizontes é responsável pelo desenvolvimento desses projetos, cabendo ao ONU-Habitat sua avaliação e aprovação. “As lutas não acabam”A luta por moradia não envolve somente uma casa, mas todos os direitos humanos e serviços básicos que dela derivam – como água e saneamento, mobilidade, segurança, educação, lazer. Nessa nova etapa de expectativa pela obra, ela segue, por um lado, com esperança, e por outro, com a responsabilidade de cobrar transparência para que seja entregue o que a comunidade batalhou para conquistar. “A minha vida toda tá dentro do território. Quando estiver tudo concluído, ver as famílias tudo feliz com seu canto, com as suas casinhas e dentro do território onde que a gente começou essa luta toda por moradia... Meu coração vai vibrar de felicidade. Hoje está só no papel, mas se amanhã for realidade e a gente puder falar que isso aqui a gente conquistou com muita luta, com muita coragem, e hoje tá assim, consolidado, com apartamento, pra entregar pro nosso povo sofrido, que vem do aluguel, que vem do morar de favor, que vem até de situação de rua – vai ser muito gratificante”. Josy é mãe de seis filhos – dos quais cinco estão vivos – e espera que as lideranças das comunidades deixem o legado da luta para a juventude. “A mensagem que eu passo é que nunca desista dos nossos direitos. Nós moramos em bairros periféricos, mas nós temos direito de tudo que hoje é negado pra nós. Que a juventude toda continue com esse grito de socorro para que a gente consiga avançar e mudar o futuro do nosso país de dentro dos bairros periféricos, vilas e favelas, pra nós que somos pretos”. Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes!
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Notícias
08 outubro 2025
ONU lança concurso de vídeos sobre transformação urbana para a COP30
As mudanças, pequenas ou grandes, em prol de um futuro urbano mais habitável e equitativo ajudam as cidades a estarem sempre em constante transformação.Este ano, o concurso mundial de vídeos sobre transformação urbana se conecta com o espírito da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro em Belém do Pará. A COP30 elegeu o “Mutirão Global” como um símbolo da Conferência, inspirando-se na palavra enraizada no tupi-guarani que significa esforço coletivo em direção a um objetivo comum.Organizado pelo Instituto de Meio Ambiente e Segurança da Universidade da ONU (UNU-EHS), em Bonn, na Alemanha, o concurso de vídeos busca reunir histórias inspiradoras e conectar iniciativas em todo o mundo que têm contribuído para construir cidades mais sustentáveis, equitativas e habitáveis.Com o apoio da Iniciativa Internacional de Proteção Climática do Governo da Alemanha, a iniciativa destacará transformações urbanas positivas e inspirar a ação coletiva em direção a um futuro urbano mais sustentável.Se você tem participado da transformação da sua cidade, envie um vídeo de até 60 segundos apresentando sua história e mostrando a mudança que você tem ajudado a promover. O período de inscrições se encerra no dia 24 de outubro de 2025. Quem pode participar?Todas as pessoas podem participar. O objetivo é dar visibilidade global a pessoas e iniciativas que estão construindo cidades mais sustentáveis, inclusivas e resilientes para se viver.Os vídeos devem seguir as seguintes especificações:Ter no máximo 60 segundos.Mostrar um esforço coletivo de capacitação e destacar as pessoas, parcerias e ações que impulsionam a mudança.Mostrar como sua iniciativa se conecta ao contexto mais amplo, explicando como ela contribui para uma cidade mais forte, mais inclusiva e mais resiliente ao clima, e como ela se conecta à ação global.Inspirar outras pessoas a agir, compartilhando os motivos pelos quais essa transformação é importante e como ela empodera sua comunidade.O vídeo deverá ser enviado em inglês, espanhol ou português. No entanto, todas as inscrições devem incluir legendas em inglês. Caso não seja possível adicionar legendas, os participantes deverão fornecer uma transcrição de alta qualidade do vídeo original, no idioma original.Enviar também uma pequena história (100 a 150 palavras) por escrito que descreva brevemente a iniciativa e seu impacto.Como participar?Clique aqui para enviar o vídeo, até às 18h (horário de Brasília) de 24 de outubro de 2025. Leia as regras e regulamentos da competição. Para mais informações, leia a chamada da Universidade da ONU (em português): https://urbancoalitions.org/pt-br/concurso-de-pitch-de-video-2025 Contato para a imprensa: Arianna Flores Corral, Analista de Comunicação, Universidade das Nações Unidas (UNU): flores-corral@vie.unu.edu
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Notícias
03 outubro 2025
Governo de Alagoas e ONU-Habitat apresentam recomendações para o enfrentamento da fome no estado
O estado de Alagoas continua a fortalecer a estratégia de tomada de decisão baseada em evidências. A análise temática do Programa Alagoas Sem Fome (PASF), elaborada pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e pelo Governo de Alagoas como parte da iniciativa Visão Alagoas 2030, reúne um diagnóstico inédito sobre as ações para enfrentamento da fome e da insegurança alimentar, apresentando boas práticas e recomendações para fortalecer a política pública de forma integrada e sustentável.O documento foi construído entre 2024 e 2025 e sistematiza as diferentes iniciativas estaduais como programas de geração de renda, capacitação de mão de obra, arrecadação e distribuição de alimentos, alimentação escolar, hortas urbanas, produção de alimentos e construção de equipamentos públicos voltados à segurança alimentar.A publicação foi lançada durante a 7ª reunião do Conselho Alagoas Sem Fome, realizada em setembro, com a participação de representantes do governo estadual, instituições parceiras e sociedade civil. Na ocasião, a secretaria especial de Gestão e Patrimônio da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), Júlia Casado, destacou o caráter estratégico do estudo."Este estudo é fundamental para o fortalecimento do PASF, um programa essencial no enfrentamento da insegurança alimentar em nosso estado. Atualmente, mais de 400 mil alagoanos saíram da pobreza, um indicativo claro do compromisso com quem mais precisa. Temos certeza de que, com esta análise, poderemos aprimorar ainda mais um programa que tem feito a diferença no combate à insegurança alimentar em Alagoas".A análise temática apresenta recomendações em três eixos, alinhados às dimensões da segurança alimentar: o aprimoramento da política pública, o fortalecimento das estratégias de atuação e o desenvolvimento de iniciativas voltadas à ampliação da disponibilidade, do acesso e da utilização de alimentos pela população.As ações propostas buscam conectar de forma ainda mais consistente as iniciativas estaduais aos compromissos globais da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e da Nova Agenda Urbana, em especial, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) mais diretamente relacionados ao programa, como o ODS 1 (Erradicação da pobreza), ODS 2 (Fome zero e agricultura sustentável) e ODS 10 (Redução das desigualdades). Essa abordagem contribui para consolidar um referencial prático para a construção de indicadores de monitoramento e avaliação da insegurança alimentar e nutricional em Alagoas.Para a coordenadora do Visão Alagoas 2030, Paula Zacarias, a análise temática “sistematiza avanços importantes do PASF, como a articulação intersetorial entre órgãos e secretarias estaduais, entidades privadas, setor produtivo e sociedade civil, mas também apresenta propostas para os desafios a serem enfrentados para consolidar a política pública. O estudo destaca, por exemplo, a importância da capacitação técnica para ações integradas, da ampliação das fontes de financiamento e da atenção especial a grupos em maior vulnerabilidade, como os povos indígenas e comunidades quilombolas”. Observatório de Políticas PúblicasO trabalho realizado contribui para o processo de consolidação do Observatório de Políticas Públicas de Alagoas, iniciativa criada pelo Governo de Alagoas e o ONU-Habitat em 2022, voltada à localização dos ODS nos 102 municípios do estado. A análise temática do Alagoas Sem Fome se soma a outros estudos já produzidos pela parceria, como o dedicado a Primeira Infância, ampliando o conjunto de recomendações para programas estratégicos em Alagoas e fortalecendo a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.Sobre o Visão Alagoas 2030Iniciado em 2017, o Visão Alagoas 2030 é uma parceria do ONU-Habitat com o Governo de Alagoas voltada para promover o desenvolvimento urbano sustentável no estado. A iniciativa busca fortalecer as capacidades técnicas e institucionais do governo, além de produzir e sistematizar dados para orientar políticas públicas com base em evidências.Para saber mais, leia a análise temática na página do Visão Alagoas 2030 e siga @onuhabitatbrasil nas redes!Contato para imprensa: Adônis Matos, ONU-Habitat Brasil: adonis.matos@un.org
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03 outubro 2025
Primeira edição da Escola de Governo e Desenvolvimento Maria da Conceição Tavares conclui etapa no Chile
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) acolheu, nos dias 29 e 30 de setembro, em sua sede em Santiago, a Etapa Chile da primeira edição da Escola de Governo e Desenvolvimento Maria da Conceição Tavares, iniciativa realizada em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), com o apoio da Open Society Foundations (OSF) e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), que busca fortalecer as capacidades estratégicas da região para avançar rumo a um modelo de desenvolvimento mais produtivo, inclusivo e sustentável.A abertura foi conduzida pelo secretário executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs, acompanhado pela diretora a.i. do Escritório da CEPAL em Brasília, Camila Gramkow, e o superintendente da Área de Planejamento e Pesquisa do BNDES, Gabriel Aidar. José Manuel Salazar-Xirinachs celebrou a parceria com o BNDES e a ABC, que possibilitou a construção de uma “Escola de Governo com uma perspectiva latino-americana”, descrita por ele como um “projeto visionário” no atual contexto geopolítico global. Em uma mesa-redonda de diálogo realizada na Sala Raúl Prebisch, a principal autoridade da CEPAL conversou com as e os alunos da Escola sobre temas como a urgência de superar as armadilhas que impedem o desenvolvimento da região, a aposta por uma nova geração de políticas de desenvolvimento produtivo, os desafios da inteligência artificial e os crescentes desafios da governança participativa na América Latina, entre outros. A atividade foi conduzida por Gabriel Aidar, que estimulou a interação e o debate entre os participantes. Para Aidar, “o lançamento da primeira edição da Escola representa um marco na retomada da parceria histórica entre o BNDES e a CEPAL. A iniciativa cumpre um papel fundamental ao aproximar os bancos de desenvolvimento e os gestores públicos da região, criando um espaço dedicado a pensar soluções inovadoras e adaptadas às necessidades latino-americanas”. Camila Gramkow, por sua vez, instou as e os alunos a cultivarem um espírito crítico, propositivo e vanguardista, ressaltando que a Etapa Chile da Escola tinha como objetivo propiciar um espaço de intercâmbio frutífero com alguns dos principais referentes do pensamento sobre desenvolvimento na América Latina. Em seguida, a vice-presidenta do Banco Central do Chile, Stephany Griffith-Jones, ministrou uma aula magna em que abordou a necessidade de avançar para um novo modelo de desenvolvimento, discutindo oportunidades para a América Latina e o Caribe. A economista destacou que, apesar do baixo crescimento econômico, a região ocupa uma posição privilegiada no cenário global graças a seus recursos estratégicos para a transição verde, como lítio, cobre, hidrogênio verde e terras raras. Essa “bênção de recursos”, disse, traz o desafio de canalizar tais recursos de forma a contribuir para gerar maior crescimento e uma dinâmica de desenvolvimento sustentável. “Devemos impulsionar encadeamentos produtivos, ampliar o valor agregado dos novos setores com uma ativa e coordenada participação dos setores público e privado”, afirmou Griffith-Jones.A segunda jornada contou com uma aula magna da ex-presidenta do Chile e Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (2018–2022), Michelle Bachelet, que advertiu:“Vivemos tempos de mudanças aceleradas: a crise climática nos obriga a repensar, enquanto a revolução tecnológica transforma a maneira como nos informamos e nos relacionamos. Esses fenômenos se refletem em nossas comunidades e economias, e a América Latina não está à margem, mas os experimenta com especial intensidade”. Bachelet identificou três grandes desafios para a democracia na região. O primeiro é a crise de confiança institucional, diante da qual enfatizou que “a inclusão social e a igualdade devem estar no centro para que a democracia seja sustentável”. O segundo desafio é o da governança, que requer maior eficácia e abertura para responder às demandas cidadãs. Nesse marco, fez um chamado a fortalecer a integração latino-americana e a revitalizar a cooperação internacional: “O multilateralismo é fundamental para a construção de consensos. Por isso, é essencial revitalizar as Nações Unidas para que possam desempenhar plenamente esse papel”, apontou. Por fim, assinalou que o terceiro desafio é aprofundar o vínculo entre democracia e desenvolvimento, sublinhando que ambos são inseparáveis para garantir sociedades mais justas e sustentáveis na região. Após a sessão, foi realizada uma mesa de conversa entre Bachelet e as e os alunos da Escola, com a moderação da assessora da Presidência do BNDES, Marilia Marcato. Ainda durante o segundo dia do evento, o chefe de Departamento de Análise e Avaliação de Política do BNDES, Luiz Daniel Willcox, destacou a necessidade de recuperar a capacidade de financiamento para o desenvolvimento, ressaltando que a Escola nasceu com a proposta de oferecer uma análise não convencional do tema, indo além da teoria e fornecendo instrumentos práticos para profissionais que atuam em temas de financiamento. A diretora a.i. do Escritório da CEPAL em Brasília, Camila Gramkow, recordou, por sua vez, o histórico da cooperação CEPAL-BNDES, sublinhando que o Centro de Desenvolvimento Econômico CEPAL-BNDE (1960-1967) surgiu no Rio de Janeiro em um contexto em que o Brasil ainda não contava com um aparato estatal consolidado de governança e que, sete décadas depois, é tempo de revisitar essa trajetória à luz da necessária reforma da governança multilateral. Ambas as intervenções ressaltaram a contribuição decisiva do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, cuja visão foi fundamental para a criação da Escola, ideia que foi abraçada de imediato pelo secretário executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs e que permitiu a retomada dessa cooperação na atualidade.Ao longo da Etapa Chile, as e os alunos da Escola participaram de 12 sessões simultâneas de apresentação e debate de artigos por eles desenvolvidos, organizadas em torno dos eixos temáticos da capacitação. Os trabalhos abordaram temas como padrões de especialização e inserção externa, o papel dos bancos de desenvolvimento, igualdade de gênero e sustentabilidade, bem como transformação produtiva, inovação e financiamento, entre outros. Os melhores artigos elaborados pelos participantes serão selecionados para uma publicação conjunta da CEPAL e do BNDES. A Etapa Chile constituiu um espaço plural de formação e diálogo, no qual gestores públicos e especialistas compartilharam visões e propostas para superar os desafios estruturais da América Latina, reafirmando a cooperação histórica entre a CEPAL e o BNDES.Escola de Governo e Desenvolvimento Maria da Conceição TavaresA Escola homenageia a economista e pensadora cuja obra exerceu profundo impacto político e social na América Latina, consolidando-a como uma das intelectuais mais influentes da região e uma referência fundamental na formação de gerações comprometidas com a transformação da realidade. A primeira edição da Escola incluiu três etapas complementares, que combinaram aulas magnas, conferências temáticas, oficinas instrumentais e debates sobre temas contemporâneos do desenvolvimento. As duas primeiras foram a Etapa Brasil, realizada de 9 a 13 de junho, e a Etapa online, realizada de 4 de julho a 12 de setembro.A turma da primeira edição contou com a participação de 66 alunos e alunas, provenientes de dez países da América Latina, em sua maioria servidores públicos dedicados a temas de financiamento ao desenvolvimento. Olhando adiante, foi anunciado que, em 2026, será realizada a segunda edição da Escola de Governo e Desenvolvimento Maria da Conceição Tavares, com o objetivo de consolidar este espaço como um referencial regional na formação de lideranças comprometidas com um desenvolvimento mais produtivo, inclusivo e sustentável na América Latina. Para mais informações, visite a página da Escola: https://escuelagobdes.cepal.org/index.pt.html Para consultas de imprensa, contatar a Unidade de Informação Pública da CEPAL em Santiago do Chile. E-mail: prensa@cepal.org; telefone: (56) 22210 2040.Siga a CEPAL em: X (antes Twitter), Facebook, Flickr, YouTube e Instagram.
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02 outubro 2025
UNICEF lança novo mascote no Brasil, criado pela Africa Creative
Dando início ao mês da criança, o UNICEF lança um novo personagem ao público: o Unicefito. Criado pela Africa Creative, uma das agências de publicidade mais criativas e inovadoras do mundo, o novo mascote é o protagonista da campanha “Amigo Invisível” – desenvolvida para mostrar o trabalho silencioso, porém fundamental, que o UNICEF realiza no Brasil, impactando a vida de mais de milhões de meninas e meninos. Seguindo a cor azul cyan, marca registrada do UNICEF, o personagem surge como um amigo invisível, que acompanha uma menina em momentos importantes do seu dia a dia – da sala de aula ao posto de saúde, do diálogo com o conselho tutelar à convivência com outras crianças. O enredo busca mostrar que o Unicefito é a materialização simbólica da presença do UNICEF no Brasil. Por meio de seus funcionários e parceiros, a organização trabalha diariamente junto a agentes públicos de 2.266 municípios e 9 capitais, onde vivem mais 24 milhões de crianças e adolescentes, para que cada menina e menino tenha seus direitos assegurados. A campanha reforça o conceito “Onde quase ninguém vê, o UNICEF está há 75 anos”, destacando a atuação da organização em territórios vulneráveis e o impacto real de suas ações em comunidades quase invisíveis. “O UNICEF está no Brasil desde 1950, trabalhando nos bastidores, lá na ponta, junto com os agentes públicos, para garantir que cada criança e adolescente possa ir para a escola e aprender, crescer de forma saudável, ser protegido contra as violências, viver em um planeta sustentável, com água, saneamento e higiene, e ter acesso a boas políticas públicas”, explica o representante do UNICEF no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman. “O Unicefito é uma forma sensível e criativa de mostrar que o UNICEF está presente de maneira contínua e transformadora na vida das crianças. Mesmo que muitas vezes não seja visto, seu impacto é real e constante”, afirma o CCO da Africa Creative, Sergio Gordilho. O mascote já havia aparecido em julho de 2025, como um teaser em Brasília, aguçando a curiosidade do público, durante a celebração dos 75 anos da organização no Palácio do Itamaraty. UNICEF, 75 anos de história no Brasil Quando o UNICEF iniciou suas atividades no País, em 1950, a infância brasileira era marcada por altos índices de mortalidade infantil e baixa cobertura vacinal, o acesso à escola ainda não era para todos e havia muitos desafios. O UNICEF contribui para mudar essa realidade, trabalhando ativamente para a melhoria das políticas públicas de educação, saúde e assistência social. Prova disso é que, em 1950, a cada 100 crianças que nasciam no Brasil, 16 morriam antes de completar um ano de vida. Hoje, é apenas uma. Em 1950, a taxa de alfabetização da população adulta era de apenas 49,5%. Em 2022, esse índice chegou a 93%. São todos resultados de mudanças estruturais no País, em cada Estado e cidade, que vem acontecendo com o apoio do UNICEF e de outras organizações. Os desafios, no entanto, não estão terminados. As infâncias e adolescências mudaram, o mundo mudou, há novas oportunidades, direitos que ainda não foram consolidados e novos desafios que emergiram e demandam atenção urgente. Por isso, o UNICEF segue firme em seu propósito de trabalhar, diariamente, pelos direitos de cada menina e menino no Brasil, em especial aqueles em situação de maior vulnerabilidade. E agora conta com o Unicefito para também ajudar nessa grande missão. Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do UNICEF Brasil: https://www.unicef.org/brazilContato para a imprensa: Elisa Meirelles Reis, Especialista de Comunicação, UNICEF Brasil: ereis@unicef.org
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29 setembro 2025
Com 408 eventos, Circuito Urbano 2025 debate soluções para desafios urbanos
De 1º a 31 de outubro, o Circuito Urbano 2025 vai promover mais de 400 eventos em todo o Brasil para debater soluções sustentáveis no enfrentamento aos principais desafios urbanos contemporâneos. Criada pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) no Brasil, a iniciativa tem como objetivo fortalecer o Outubro Urbano, mês dedicado a debater como tornar a vida nas cidades mais justa, inclusiva e sustentável.O Circuito Urbano chega à sua sétima edição com apoio do Ministério das Cidades para debater o tema “Enfrentando desafios urbanos: caminhos para cidades justas e sustentáveis”. Os eventos, realizados de forma online, híbrida ou presencial, convidam a compartilhar experiências, apresentar soluções e refletir sobre o futuro das cidades. A programação completa está disponível no site do Circuito Urbano, e será compartilhada diariamente no perfil do ONU-Habitat Brasil no Instagram. A abertura do Circuito Urbano será realizada online no dia 1º de outubro, às 10h. O evento vai destacar a aliança entre o ONU-Habitat, Ministério das Cidades e COP30 na busca por cidades sustentáveis. A programação terá participação da Diretora-executiva do ONU-Habitat, Anacláudia Rossbach; do Ministro das Cidades, Jader Filho, entre outros representantes do ONU-Habitat e do Governo Federal. O evento terá transmissão pelo YouTube do Circuito Urbano.Linhas temáticas - Atualmente, mais de 70% das emissões globais de carbono têm origem nas áreas urbanas, e estima-se que, até 2040, mais de 2 bilhões de pessoas que vivem em áreas urbanas poderão enfrentar aumentos médios de temperatura superiores a 0,5 °C. As cidades concentram também 90% dos impactos econômicos causados por eventos climáticos extremos, como enchentes e ondas de calor. No entanto, é justamente nas cidades que estão reunidos os recursos, a inovação e a capacidade técnica necessários para liderar a transformação.Nesse contexto, a realização da COP30, em Belém do Pará, reforça a urgência de soluções urbanas que combinem mitigação e adaptação às mudanças do clima e que impulsionem a transição para cidades mais verdes e resilientes. Dessa forma, os eventos realizados ao longo de outubro são divididos em quatro linhas temáticas, abarcando diferentes perspectivas para a construção de um futuro urbano sustentável:Ação climática e meio ambiente urbano: iniciativas para mitigar impactos ambientais, ampliar a resiliência e impulsionar a sustentabilidade das cidades.Moradia adequada no centro do planejamento urbano: ações que promovam o direito à moradia digna como pilar do desenvolvimento urbano.Redução das desigualdades urbanas: propostas que abordem a justiça social, inclusão e superação da segregação territorialDados, inovação e cidades inteligentes: soluções tecnológicas centradas nas pessoas, baseadas em evidências e voltadas à equidade urbana.Outubro Urbano - O Outubro Urbano é um movimento global promovido pelo ONU-Habitat que convida cidades, comunidades e instituições a refletirem sobre como tornar a vida urbana mais sustentável.Celebrado ao longo de todo o mês de outubro, o período começa com o Dia Mundial do Habitat — em 2025, comemorado em 6 de outubro, com o tema “Resposta a crises urbanas”, destacando a necessidade de enfrentar desafios como mudanças climáticas, conflitos e desigualdades.O mês se encerra no Dia Mundial das Cidades, em 31 de outubro, que neste ano traz o tema “Cidades inteligentes centradas nas pessoas”, reforçando o papel da tecnologia e da inovação na construção de espaços urbanos mais inclusivos, resilientes e preparados para o futuro. O Circuito Urbano se insere nesse contexto como uma plataforma para aprofundar esses debates no Brasil, a partir de diferentes territórios e perspectivas.A edição de 2025 marca a sétima realização do Circuito Urbano, que desde 2018 já apoiou cerca de mil eventos em todo o Brasil, levando o país à liderança da celebração do Outubro Urbano no mundo. A edição de 2023 contou com 203 eventos, somando 29 mil visualizações no YouTube, 14,4 mil espectadores e 450 horas de conteúdo. Além da audiência, os eventos também somaram a participação de 172 pessoas moderadoras e 760 painelistas.Como participar – A programação completa dos eventos está disponível no site www.circuitourbano.org. Todos os eventos online e híbridos terão transmissão pelo YouTube do Circuito Urbano.
Contatos de Imprensa:
- Aléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org
- Flávia Scholz, ONU-Habitat Brasil: flavia.scholz@un.org
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- Aléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.org
- Flávia Scholz, ONU-Habitat Brasil: flavia.scholz@un.org
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