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26 junho 2026
UNODC: Relatório Mundial sobre Drogas 2026 mostra mercados em rápida transformação
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“Uma guerra nuclear não pode ser vencida e não deve ser travada”
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26 junho 2026
Prêmio Nexus Rural 2026: Iniciativa apoia jovens rurais que transformam tecnologia em impacto
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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18 junho 2026
Brasília sedia fórum internacional sobre acesso à terra e agricultura familiar
A agricultura familiar constitui a base dos sistemas agroalimentares globais, sendo responsável por mais de 80% dos alimentos produzidos no mundo em termos de valor e garantindo os meios de subsistência de mais de 2,5 bilhões de pessoas. Representantes de 19 países de quatro continentes se reúnem na próxima semana, em Brasília (DF), para dialogar e trocar experiências sobre políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à governança responsável da posse da terra e à ampliação do acesso equitativo aos recursos produtivos.De 22 a 24 de junho, acontece a segunda edição dos Diálogos Inter-regionais sobre Agricultura Familiar: Inovações para uma Melhor Governança e Acesso Equitativo à Terra, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), no marco das ações de sua Plataforma Técnica Regional de Agricultura Familiar, em parceria com o Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O evento reunirá representantes de governos, organizações de agricultores familiares, organismos internacionais, especialistas e instituições de quatro continentes: América Latina e o Caribe, Ásia, África e Europa.Alinhado à Década das Nações Unidas para a Agricultura Familiar (2019–2028) e às Diretrizes Voluntárias sobre a Governança Responsável da Posse da Terra, da Pesca e das Florestas (DVGT), os Diálogos Inter-Regionais visam contribuir para o avanço do desenvolvimento rural sustentável, da segurança alimentar, e da redução das desigualdades. Além desta sessão no Brasil, esta segunda edição terá outros quatros encontros - Filipinas, Hungria, Egito e Itália - para compartilhar experiências, analisar desafios comuns e identificar oportunidades.Ao longo de três dias, os participantes analisarão evidências globais, regionais e nacionais sobre governança fundiária, conhecerão experiências de referência em políticas públicas de acesso à terra, reforma agrária e regularização fundiária, além de compartilhar soluções e boas práticas desenvolvidas em diferentes regiões do mundo.Os debates destacarão a importância de fortalecer acesso à terra e a governança fundiária de povos indígenas, comunidades afrodescendentes e outras comunidades tradicionais, reconhecendo que a proteção desses territórios é fundamental para preservar meios de subsistência, conservar a biodiversidade e contribuir para o enfrentamento da mudança climática. Segundo o estudo A Situação da Posse e da Governança da Terra, desde a adoção das Diretrizes Voluntárias em 2012, 71 países implementaram algum tipo de reforma agrária. Desses, 27 fizeram referência explícita às Diretrizes em seus processos de reforma. Ainda assim, apenas 35% das terras do mundo possuem documentação oficial de propriedade, posse ou direitos de uso registrados em cadastros ou registros reconhecidos. E mais de 1,1 bilhão de pessoas, quase 23% da população adulta mundial, sentem-se inseguras quanto à posse de suas terras.Em 2025, a primeira edição dos Diálogos reuniu representantes de mais de 40 países e permitiu identificar em práticas sustentáveis, inovação, transferência de tecnologia e parcerias estratégicas. Serviço: II Edição dos Diálogos Inter-regionais sobre Agricultura Familiar – Inovações para uma Melhor Governança e Acesso Equitativo à TerraData: 22 a 24 de junho de 2026Local: Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF)Participantes: representantes de governos, organismos internacionais, organizações da agricultura familiar, instituições de pesquisa e especialistas de diferentes regiões do mundo.Para mais informações, siga @FAOBrasilCoop e acesse a página em português dos Diálogos Inter-Regionais da FAO. Contato para a Imprensa:Palova Brito, Comunicadora do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-FAO: Palova.SouzaBrito@fao.org
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12 junho 2026
Uma Copa sob calor extremo: ONU lança pacote sobre impactos climáticos no Mundial de 2026
A Copa do Mundo da FIFA de 2026 será disputada em um momento de aumento dos níveis de calor extremo, impulsionado pelo agravamento das mudanças climáticas que afetam bilhões de pessoas em todo o mundo.Espera-se que o calor extremo seja parte importante da narrativa do torneio — em campo, nas arquibancadas, nas cidades-sede e também para os torcedores que acompanharão os jogos ao redor do planeta.O público provavelmente verá sinais visíveis de como o esporte está sendo afetado: ritmo de jogo mais lento, jogadores administrando melhor o esforço físico, mudanças táticas, substituições precoces, pausas para hidratação, toalhas refrescantes, coletes com gelo, medidas de proteção para os torcedores e possíveis interrupções, além de riscos à saúde dentro e no entorno das cidades-sede.Pacote informativo e materiais visuaisPara ajudar emissoras, veículos de comunicação de todos os formatos, narradores, comentaristas e analistas a explicar esses impactos com precisão e contar essa história de forma envolvente, a ONU Mudança do Clima (UNFCCC) preparou um pacote informativo, disponível aqui. O pacote inclui:Informações factuais sobre como o calor extremo deverá impactar o torneio, incluindo dados-chave e fontes. Um breve resumo dos principais fatos está apresentado abaixo.Depoimentos em vídeo, incluindo participações do jogador Malik Tillman (seleção dos Estados Unidos), do secretário-executivo da ONU Mudança do Clima, Simon Stiell, e do especialista em saúde Professor Ollie Jay. (Sem embargo; transcrições também disponíveis.)Imagens de apoio (B-roll) destacando impactos mais amplos das mudanças climáticas, suas causas e possíveis soluções. (Distribuídas pela UNifeed, sem restrições de direitos e sem embargo.)Lista de especialistas disponíveis para entrevistas e respectivas informações de contato.Resumo dos principais fatos sobre calor extremo e a Copa do Mundo da FIFA de 2026:Um quarto de todas as partidas da Copa do Mundo de 2026 — 26 dos 104 jogos — deverá ocorrer em condições de calor consideradas perigosas.A final da Copa do Mundo, em Nova York/Nova Jersey, duas partidas das quartas de final e a disputa pelo terceiro lugar estão entre os jogos que podem ultrapassar esse limite de calor.Quatorze dos dezesseis estádios-sede já excedem os limites considerados seguros para a prática esportiva em relação a pelo menos três grandes riscos climáticos, incluindo calor extremo, chuvas intensas que inviabilizam partidas e inundações.O público está engajado. Pesquisas com torcedores mostram um forte apoio popular à ação climática:96% dos torcedores mexicanos, 90% dos canadenses e 87% dos norte-americanos acreditam que a Copa do Mundo deve servir como modelo global de sustentabilidade no esporte.Nos três países, 86% afirmam que clubes e entidades esportivas devem se posicionar sobre a crise climática, enquanto 92% apoiam que atletas falem publicamente sobre as mudanças climáticas.Consulte o pacote informativo acima para obter mais dados e acessar os links para as fontes utilizadas.A mensagem principal é simples: o aquecimento global está afetando aquilo de que precisamos, como alimentos e empregos. Mas também está impactando aquilo que amamos — como o futebol, desde o mais alto nível profissional até as categorias de base e o esporte comunitário.As informações serão atualizadas durante o torneio.Contato para a imprensa:Dom Goggins, ONU Mudança do Clima: DGoggins@unfccc.int e press@unfccc.int Para questões técnicas relacionadas ao b-roll e/ou depoimentos em vídeo, entre em contato pelo e-mail press@unfccc.int.
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15 junho 2026
Especialistas da ONU prestam assessoria técnica para fortalecer a proteção dos Povos Indígenas em isolamento e em contato inicial
Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas concluíram uma missão de 10 dias ao Brasil, realizada de 1 a 10 de junho de 2026, para coletar informações e participar de diálogos que servirão de base para recomendações técnicas destinadas a fortalecer a proteção dos direitos dos povos indígenas em isolamento voluntário e em contato inicial. Após a conclusão da missão internacional, o Mecanismo de Especialistas das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP) enfatizou que a proteção efetiva desses povos depende do pleno reconhecimento, da demarcação, da segurança jurídica e da proteção de suas terras, territórios e recursos, incluindo medidas preventivas contra invasões, atividades ilegais, violência e danos ambientais, em conformidade com as normas internacionais de direitos humanos, incluindo a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. O Mecanismo das Nações Unidas enfatizou que o pleno respeito à decisão de permanecer em isolamento, incluindo o princípio do não contato, deve orientar todas as ações de proteção dos direitos dos povos indígenas em isolamento voluntário e em contato inicial. O Governo do Brasil acolheu com satisfação a visita, realizada a pedido do Grupo de Trabalho Internacional para a Proteção dos Povos Indígenas em Isolamento e em Contato Inicial (GTI-PIACI), uma aliança de 21 organizações indígenas e indigenistas da América do Sul.Durante a missão, a delegação do EMRIP, composta por Anexa B. Alfred Cunningham, presidente e chefe da missão, e Ojot Miru Ojulu, vice-presidente, visitou o Território Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, uma reserva protegida de 1,8 milhão de hectares no estado de Rondônia. A missão incluiu visitas à Base de Proteção Etnoambiental de Bananeiras (FUNAI), à aldeia de Trincheiras do Povo Amondawa e à aldeia de Jamari do Povo Jupaú, bem como reuniões com autoridades em Brasília, a capital federal.Ao longo dos dez dias, os especialistas se reuniram com autoridades federais e estaduais, organizações de povos indígenas, estruturas de liderança tradicionais, sociedade civil, instituições nacionais de direitos humanos e outras partes interessadas. Eles também mantiveram intercâmbios diretos com representantes indígenas que trabalham para proteger territórios onde vivem povos em isolamento e em contato inicial. A delegação expressou seu agradecimento a todos os interlocutores pelo diálogo e pelo compartilhamento de conhecimentos.Os especialistas ressaltaram que todas as políticas e medidas devem ser elaboradas e implementadas em parceria com os povos indígenas e suas instituições representativas, respeitando seus direitos à autodeterminação, ao consentimento livre, prévio e informado e a abordagens culturalmente adequadas.Além disso, o EMRIP destacou o papel fundamental das instituições judiciais na proteção dos povos indígenas em isolamento e em contato inicial contra o contato forçado relacionado a atividades econômicas, como mineração, agronegócio, turismo e projetos de infraestrutura, bem como outras incursões de terceiros que possam levar ao deslocamento, contaminação ou outros danos.O Mecanismo de Especialistas emitirá uma nota técnica consultiva nos próximos meses. Tanto o Estado quanto as organizações solicitantes também serão convidados a compartilhar suas experiências de engajamento de país na 19ª sessão anual do EMRIP, a ser realizada em Genebra de 13 a 17 de julho de 2027.NOTAS PARA EDITORES O Mecanismo de Especialistas de Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP) é um órgão subsidiário do Conselho de Direitos Humanos da ONU com o mandato de prover o Conselho com conhecimentos especializados sobre os direitos dos povos indígenas, conforme estabelecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, e prestar assistência aos Estados-membros, mediante solicitação, na implementação dos direitos previstos na Declaração por meio da promoção, proteção e realização dos direitos dos povos indígenas.Mais informações (em inglês): https://www.ohchr.org/EN/Issues/IPeoples/EMRIP/Pages/EMRIPIndex.aspxContatos para a imprensa: Belen Rodriguez de Alba Freiria, EMRIP: belen.rodriguezdealbafreiria@un.orgPascal Sim, Porta-voz do Conselho de Direitos Humanos: simp@un.orgMatthew Brown, Oficial de Comunicação Pública, Conselho de Direitos Humanos: matthew.brown@un.org
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06 junho 2026
Igor Garafulic assume como coordenador residente da ONU no Brasil
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou o chileno Igor Garafulic como coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, com a aprovação do Governo brasileiro. Ele assumiu suas funções no dia 1º de junho.O Sr. Garafulic possui mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento internacional, política econômica, diálogo político e coordenação multilateral, adquirida por meio de cargos de liderança no Sistema das Nações Unidas e no serviço público em diversos países da América Latina e de outras regiões.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
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14 maio 2026
ONU Brasil lança Relatório Anual 2025
O recém-lançado Relatório Anual das Nações Unidas destaca os principais resultados alcançados pelo Sistema ONU no Brasil ao longo de 2025. Por meio de planejamento integrado, coordenação interagencial e investimentos catalisadores, as 25 entidades da ONU atuaram em parceria com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para promover o desenvolvimento sustentável do país, considerando as necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e a proteção do meio ambiente.Em um ano de muito destaque internacional para o Brasil, com a Cúpula dos BRICS e a realização da COP30 na Amazônia, a ONU trabalhou incessantemente para apoiar o país e ajudou na formulação, aperfeiçoamento e implementação de 85 políticas públicas, além de 18 instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2025 a ONU trabalhou em temas como direitos humanos, ação climática, combate à fome e à pobreza, comércio, justiça, prevenção de desastres e trabalho decente. Foram 338 iniciativas implementadas, às quais foram destinados US$ 213 milhões. Os benefícios alcançaram milhões de pessoas em todo o país. De acordo com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, “o ano de 2025 marcou a consolidação do Sistema das Nações Unidas no Brasil como um parceiro estratégico, coerente e de alto valor agregado para o país, em um contexto nacional e internacional de elevada complexidade”. O relatório anual ressalta, além dos resultados, os desafios, a execução financeira, os principais doadores e os 253 parceiros que trabalham junto com o Sistema ONU para que o Brasil avance na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Apresenta, ainda, as principais conquistas de cada uma das 25 agências especializadas, fundos e programas da ONU que atuam no Brasil.Confira dez destaques de 2025:10 anos da Livres & Iguais no BrasilFundo Brasil-ONU para a Amazônia em açãoJovens indígenas ocupam redes da @ONUBrasilApoio aos BRICSPreparação da COP30Brasil fora do Mapa da Fome80 anos da ONUONU Brasil na COP30Revisão de meio termo do Marco de CooperaçãoEliminação da transmissão vertical do HIVMarco de CooperaçãoAssinado em 2023 com o Estado brasileiro, o Marco de Cooperação é o principal documento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações da ONU no país. Ele organiza o trabalho das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas com atuação no país em torno de cinco eixos temáticos:Transformação Econômica para o Desenvolvimento SustentávelInclusão Social para o Desenvolvimento SustentávelMeio Ambiente e Mudança do Clima para o Desenvolvimento SustentávelGovernança e Capacidades InstitucionaisRelação das Ações Humanitárias e de Desenvolvimento Sustentável Para saber mais, leia aqui o relatório completo e siga @onubrasil nas redes!Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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História
19 junho 2026
“Desenvolvi habilidades que eu não sabia que tinha”
Em 2025, aos 16 anos, Iara Lima, estudante da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José de Caldas Brito, em Linhares (ES), iniciou o ano letivo no 6º ano, com cinco anos de atraso em relação à idade adequada para a série. Por esse motivo, ingressou no Programa Sucesso Escolar (PSE) – iniciativa que faz parte da estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) –, implementado pela Secretaria Estadual de Educação do Espírito Santo. O programa tem como objetivo o enfrentamento da distorção idade-série e a recomposição das aprendizagens para que os estudantes aprendam e avancem nos estudos.“Eu estava bem defasada e vi o programa como uma oportunidade para conseguir progredir mais e alcançar meu objetivo. Eu entrei determinada a passar”, afirma.Seu desempenho consistente consolidou sua progressão para o 9º ano e reforçou seu projeto de continuar os estudos e ingressar no ensino superior. Iara assumiu um papel de protagonismo na turma, foi eleita vice-líder de classe e passou a apoiar colegas que enfrentavam dificuldades semelhantes às que ela própria vivenciou.“O professor me apoiou bastante, me deu conselhos, e eu conversava muito com ele. Percebi que tenho capacidade de liderar pessoas e desenvolvi habilidades que eu não sabia que tinha”, diz Iara. Para a mãe, Camila da Silva, o retorno à escola marcou um novo momento na vida da filha:“Fiquei muito feliz. Ela voltou mais esforçada e cada dia está se dedicando mais”.Os planos para o futuro de Iara já estão desenhados. “Quero terminar a escola e fazer faculdade de psicologia”, afirma. O interesse surgiu a partir da convivência com outras pessoas no ambiente escolar. “Eu gosto de conversar, de ajudar quando vejo alguém mais isolado. Isso me chamou atenção”. Ainda sobre o futuro, Iara conta: “Eu penso muito em como vou me ver lá na frente. Quero ter um futuro melhor e estou aproveitando as oportunidades”. Refletindo sobre sua trajetória, ela deixa um conselho para outros jovens que enfrentam dificuldades na escola: “Eu daria o conselho de não desistir. Com fé e perseverança, você vai conseguir”.Escola como ambiente acolhedorAo longo de cinco anos de implementação, o Programa Sucesso Escolar (PSE) ganhou identidade própria e se consolidou como um espaço de acolhimento para estudantes em distorção idade-série na escola. Sem rótulos, os estudantes são acompanhados por meio de tutorias individualizadas e incentivados a desenvolver o sentimento de pertencimento à escola. Durante o ano letivo, a equipe pedagógica acompanha de perto cada estudante, observando seu desenvolvimento, amadurecimento e a construção de habilidades para definir, de forma responsável, o avanço mais adequado em sua trajetória escolar.Para a coordenadora pedagógica, Carmen Gisele Martins da Silva, o acompanhamento individualizado e a tutoria são fundamentais para que os estudantes se engajem novamente: “Quando o aluno percebe que tem alguém acompanhando de perto, cobrando, orientando e entendendo o que ele viveu, ele se sente mais seguro e passa a se envolver mais com a escola. Quando eles começam a se sentir importantes dentro da escola, o desenvolvimento aparece”.A experiência de Iara reflete a de muitos estudantes atendidos pelo Programa Sucesso Escolar. Segundo o ex-professor de Iara na turma do programa, Bruno Gomes, os estudantes costumam chegar com histórico de interrupções na trajetória escolar e dificuldades acumuladas ao longo dos anos.“Esses estudantes chegam com defasagens e, muitas vezes, com dificuldades de aprendizagem e de adaptação ao ambiente escolar. O trabalho começa mostrando que é possível avançar, mas com acompanhamento próximo, diálogo e com exigência, para que o resultado seja consistente”, explica.Para a professora de Língua Portuguesa e nova tutora da turma, Andressa Alvarenga, o trabalho vai além do conteúdo escolar. “A gente procura trabalhar de forma dinâmica, com projetos, convivência, empatia e responsabilidade. Não é só aprender o conteúdo, mas também se desenvolver como pessoa e como estudante”, afirma. Ação do UNICEF e estratégia Trajetórias de Sucesso EscolarPara a subgerente de Desenvolvimento Curricular no Estado, Débora Aparecida Furieri Matos, a parceria constante com o UNICEF tem sido fundamental para fortalecer a proposta do programa:“O Programa Sucesso Escolar foi construído em diálogo com o UNICEF para enfrentar a distorção idade-série no estado. Desde então, mantemos uma parceria permanente, com reuniões, diálogos pedagógicos, visitas às escolas e apoio para o aprimoramento do programa. Essa cooperação tem sido fundamental para fortalecer a proposta, revisar o currículo ao longo dos anos e apoiar as equipes escolares no atendimento aos estudantes que chegam com maiores dificuldades”.A estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar (TSE) é desenvolvida tendo a Roda Educativa como parceiro implementador. O objetivo é facilitar um diagnóstico amplo sobre a distorção idade-série e o fracasso escolar no País, e oferecer um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de políticas educacionais que promovam o acesso à educação, a permanência na escola e a aprendizagem desses estudantes.A página da TSE disponibiliza materiais pedagógicos – com as experiências didáticas –, textos, vídeos e dados relativos às taxas de distorção, abandono escolar e reprovação, com recortes por gênero, raça e localidade, que mostram as relações entre o atraso escolar e as desigualdades brasileiras.Para a estratégia, o UNICEF Brasil conta com a parceria do Instituto Claro. Para ações gerais de Educação, temos também a parceria estratégica de TP, parceria da Fundação Itaú e o apoio de FTD Educação. Além disso, o UNICEF tem a XBRI Pneus como parceira estratégica para toda sua atuação no Brasil.Para saber mais, acesse a página das Trajetórias de Sucesso Escolar e siga @unicefbrasil nas redes.
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História
16 junho 2026
“É muito importante ter representação indígena numa sociedade”
Em Pacaraima, Roraima, Gabriel auxilia quem vive uma realidade parecida com a qual ele mesmo já enfrentou. Natural da Venezuela, vivenciou as dificuldades de ser Warao e refugiado. Hoje, faz a identificação, atendimento e acompanhamento de pessoas indígenas que buscam proteção no país. Gabriel trabalha como mediador intercultural no Serviço Jesuítas para Migrantes e Refugiados (SJMR), organização parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “No acompanhamento, eu gosto de fazer perguntas, conhecer as culturas, aprender algumas palavras do dialeto da pessoa e ter essa troca de conhecimentos”, explica. Ele conta que é muito importante levar em consideração todas as etnias e suas diferenças. “Muitas pessoas chegam aqui e acham que como indígenas, não vão receber atenção”.Ele afirma que a maior demanda é justamente de sua população, Warao, mas no exercício do seu trabalho, percebeu que outras tantas etnias, por vezes, passavam despercebidas ou não identificadas. Desde que começou na função, o mediador intercultural já mapeou 19 etnias indígenas vindas da Venezuela para o Brasil.“Eu me apresento, falo o meu cargo e depois explico os serviços que presto como mediador intercultural. Eu faço eles saberem que eu vou dar atendimento por ser parte de uma etnia indígena. E que eles vão receber um atendimento diferenciado”.Hoje, possui algumas tarefas de intérprete, traduzindo português, espanhol e Warao, mas, principalmente, acompanha grupos que estão chegando no Brasil na emissão e renovação dos documentos.A importância da representação“Quando comecei como mediador, logo na primeira semana, chegou à Pacaraima uma família que tinha mais ou menos 36 pessoas Warao. Nesse grupo, havia uma mulher grávida. Pouco tempo após a chegada, ela deu à luz à criança. Eu já tinha feito o atendimento dela. Prestei apoio como mediador e os pais me perguntaram se podiam colocar o nome da criança de Gabriel Jesus, como forma de agradecimento a mim e aos Jesuítas. Eu estou representando essa gente também”, se emociona. Em 1991, o IBGE incluiu indígenas no censo demográfico nacional. Dados de 2022 registraram 1.693.535 pessoas indígenas no Brasil, de 391 etnias, que falam 295 línguas. Quanto aos indígenas vindos da Venezuela em situação de refúgio no país, dados do proGres, sistema do ACNUR voltado ao registro e à gestão de casos, indicam, até março de 2026, a presença de 13.962 pessoas. Já o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) registrava, no mesmo período, 9,4 mil indígenas refugiados e migrantes cadastrados em diferentes estados do Brasil.“É muito importante ter representação indígena numa sociedade. Assegura as tradições e culturas das várias etnias, que fazem parte da diversidade que existe aqui no Brasil”, comenta Gabriel sobre a representatividade indígena nas políticas públicas brasileiras. O sonho dele, enquanto indígena Warao, é levar para a Venezuela o conhecimento que o Brasil oferece sobre representatividade indígena.“Quero demonstrar esse conhecimento às comunidades na Venezuela e que elas saibam da autonomia que se tem aqui”.Entre a cidade, a comunidade e um novo paísGabriel é natural da cidade de Sotillo, no estado venezuelano de Monagas. Aos seis anos, seus pais o levaram para passar um tempo na comunidade Warao de sua família para que ele pudesse aprender os conhecimentos fundamentais de sua etnia.“É uma lembrança que até hoje não esqueço. Quando fui levado para lá para conhecer como são as casas de palafita, como distribuem os afazeres e como levar esse os conhecimentos para outras pessoas. Minha avó me contou das histórias Warao dos costumes que temos na comunidade. Meu avô explicou como era o deslocamento do povo Warao navegando em rios, a responsabilidade da pesca, colheita de frutas e do trabalho do dia a dia. Eu não sabia nadar muito bem e ele me ensinou também”, conta emocionado. Hoje em dia, Gabriel mora com parte de sua família e faz questão de se comunicar no dialeto Warao. Além da língua, ele preserva a cultura do artesanato, que também aprendeu ainda pequeno.“O artesanato é algo que vem passando por anos e gerações. Esse conhecimento vem perseverando. O que mais guardo da minha cultura são essas manualidades. Ser Warao é ter essa responsabilidade de manter nossa cultura viva para quem vêm depois”.A vinda para o Brasil não foi fácil. Ele enfrentou discriminação, preconceito, dificuldades de adaptação. Mas hoje em dia, além de falar muito bem português, Gabriel tenta compartilhar com brasileiros os saberes Warao. O trabalho do ACNUR junto às populações indígenas“Pessoas refugiadas costumam chegar a um novo país bastante fragilizadas, com muitos medos e inseguranças. Mas há grupos que chegam em situações ainda mais vulneráveis, como é o caso de pessoas indígenas. É por isso que essas pessoas precisam de apoio específico, considerando suas necessidades e particularidades de suas culturas e tradições. Viabilizar a contratação de um mediador intercultural indígena com a parceria de SJMR é oferecer conforto e confiança a essas pessoas”, destaca o representante do ACNUR no Brasil, Davide Torzilli.Com o início do fluxo de pessoas refugiadas e em busca de proteção internacional da Venezuela para o Brasil, o ACNUR passou a desenvolver atividades voltadas à população indígena do país vizinho. Desde 2025, esse trabalho – incluindo a contratação de Gabriel como mediador intercultural – tem contado com o apoio do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, iniciativa das Nações Unidas, Governo do Brasil e Consórcio Amazônia Legal, com financiamento do Governo do Canadá.No ano passado, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o ACNUR e o Ministério dos Povos Indígenas, durante a COP30, que consolidou bases de cooperação voltadas ao fortalecimento de políticas públicas culturalmente adequadas, à ampliação da capacidade institucional de estados e municípios, à promoção da convivência pacífica entre comunidades indígenas anfitriãs e indígenas refugiada, e o apoio à liderança, participação e organização comunitária. Para saber mais, siga @acnurbrasil e visite a página do ACNUR sobre o trabalho com populações indígenas.
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História
15 junho 2026
“Sejam bem-vindos à rua mais bonita do mundo, onde a inclusão é o nosso gol de placa”
Em uma primeira reportagem, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) mostrou como moradores das ruas Capiberibe, Carlos de Vasconcelos e da comunidade Mata Machado, no Rio de Janeiro (RJ), estão revivendo a tradição de decorar as ruas para a Copa do Mundo 2026, e como essas iniciativas expressam, na prática, o ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis. Mas, para uma parcela significativa das pessoas com deficiência, eventos coletivos como as transmissões da Copa do Mundo, seguem sendo inacessíveis, seja por barreiras físicas, sensoriais ou pela simples ausência de um espaço pensado para recebê-las.Dados da PNAD Contínua 2023, realizada pelo IBGE, indicam que o Brasil possui aproximadamente 18,6 milhões de Pessoas com Deficiência (PcD) a partir dos 2 anos de idade, representando 8,9% da população.Na Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, a mobilização comunitária para a Copa gira em torno da inclusão, transformando a rua em um espaço que expressa, além do ODS 11, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10: Redução das Desigualdades.Para registrar essa mobilização, o UNIC Rio visitou a Pereira Nunes para entrevistar Celso Mendes, coordenador e guardião da tradição local, e a psicomotricista Amanda Mendes, uma das organizadoras responsáveis pelas atividades neste ano. Na Rua Pereira Nunes, na Zona Norte do Rio, os moradores se reuniram pela primeira vez em 1978 para pintar o chão. Celso, que organiza as pinturas desde 1994, assumiu a tarefa de evitar que a tradição desaparecesse. “Em 94, eles não iam fazer. Aí eu juntei os mais novos e falei: vamos pintar. Toda a dificuldade do mundo, a gente conseguiu. O Brasil foi campeão.” As atividades deste ano começaram em abril, no Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo. Cerca de 40 crianças com autismo e suas mães vieram à rua para pintar o primeiro desenho da temporada na rua relacionado ao tema de inclusão.“Vieram 40 crianças e elas puderam pintar o primeiro desenho da rua. Isso foi incrível para eles, para a família, para as mães atípicas verem os seus filhos participarem de um momento desses, que não acontece. Então foi muito gratificante poder trazer e ver esse trabalho feito por eles”, explica Celso Mendes, coordenador das mobilizações para a Copa na Pereira Nunes desde 1994.A escolha do tema vem de uma história pessoal. Amanda Mendes, que trabalhou por anos como psicomotricista com crianças autistas, viu na Copa uma oportunidade de unir duas lutas. Amanda conta:“Juntar esse tema com a Copa, foi de muita valia para promover o desenvolvimento motor. Porque eu, como psicomotricista, o meu trabalho é desenvolver realmente a parte cognitiva e motora das crianças. Então, por que não juntar os dois, o futebol e a luta pelo autismo?” “Aceitar a diversidade fortalece todos nós. Hoje e todos os dias, reafirmemos nossa humanidade comum e renovemos nosso compromisso com um mundo mais inclusivo para todas as pessoas.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, em mensagem para o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, assinalado em 2 de abril de 2026.O tema da inclusão na Pereira Nunes vai além das atividades de pintura. Celso conta que eles pretendem fazer uma área com acessibilidade para pessoas com deficiência e idosos durante a transmissão dos jogos. “Não sei se você viu lá na rua: "Seja bem-vindo à rua mais bonita do mundo, onde a inclusão é o nosso gol de placa". Então cada pessoa que a gente incluir de verdade, a gente tá fazendo um golaço (...) todo jogo do Brasil vai ter telão, vai ter pagode, vai ter uma área só para a inclusão lá na frente do palco”, enfatiza Celso Mendes. “Quando a inclusão é real, todas as pessoas se beneficiam. Juntas e juntos, podemos construir sociedades mais acessíveis e resilientes, onde todas as pessoas possam prosperar.” - António Guterres, secretário-geral da ONU, em mensagem para o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, assinalado em 3 de dezembro de 2025. ODS em açãoA mobilização da Rua Pereira Nunes, no Rio de Janeiro, é um exemplo do ODS 10 (Redução das Desigualdades) em ação: ao garantir que crianças neurodivergentes, pessoas com deficiência e idosos tenham um espaço real de participação na torcida. As metas do ODS 10 incluem garantir, até 2030, a igualdade de oportunidades e reduzir as desigualdades de resultados, inclusive por meio da eliminação de leis, políticas e práticas discriminatórias e da promoção de legislação, políticas e ações adequadas a este respeito. A iniciativa também dialoga com o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), fortalecendo os espaços públicos como lugar de convivência, pertencimento e cultura.“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nasceram no Brasil. Do Rio em 1992 à Rio +20, o Brasil sempre foi uma voz de liderança para um modelo de desenvolvimento que integra as dimensões social, econômica e ambiental.” - Amina J. Mohammed, vice-secretária-geral das Nações Unidas, 1º de agosto de 2023. Descubra mais e faça sua parte:Legislação brasileira:Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei Nº 13.146/15)Convenções e estratégias das Nações Unidas sobre pessoas com deficiência: Convenção sobre os Direitos das Pessoas com DeficiênciaEstratégia da ONU de Inclusão de Pessoas com Deficiência30 anos da Declaração de Salamanca sobre Educação InclusivaGuia “Incluir: o que é, como e por que fazer?"Página da OPAS/OMS sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA)
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História
10 junho 2026
“O saber tradicional mostra que cultivar guaraná é muito mais que produzir”
Em Maués, no estado do Amazonas, município conhecido como a Terra do Guaraná, o sítio Surucucu é exemplo da combinação sustentável entre conservação, inovação e produção agrícola. À frente dessa história, estão Claudomiro de Souza e seu filho, Cleberson de Souza, que dão continuidade a uma herança cultivada há gerações: o guaraná amazônico. Cleberson conta, com orgulho, que é a terceira geração de “guaranacultor”, como são chamados os produtores de guaraná. A história do sítio Surucucu, no entanto, não é isolada. Em Maués, cerca de mil famílias vivem direta ou indiretamente do guaraná. O fruto, considerado um dia moeda de troca entre povos indígenas, firma-se hoje como motor de uma bioeconomia em diálogo com a floresta e que sustenta as comunidades locais.As famílias que se dedicam à cultura do guaraná, como Claudomiro e Cleberson, ajudam a preservar o bioma amazônico. “O guaraná é um produto-prêmio da Amazônia. É a origem da nossa cidade, Maués, e é também o futuro para nós e para nossos filhos”, explica Cleberson. Por meio da marca Flor do Guaraná, criada pelo pai e filho, o produto chega a todo o Brasil e alcança mercados europeus e dos Estados Unidos. A produção do sítio Surucucu mantém a área de vegetação nativa da propriedade conservada e possui certificação orgânica e Indicação Geográfica (IG) – garantindo não apenas qualidade, mas também o reconhecimento e validação das técnicas tradicionais de cultivo utilizadas. Grande motor da economia local, o guaraná de Maués mantém vivas as práticas ancestrais de cultivo do pequeno produtor e mostra que é possível combinar conservação, saberes tradicionais e inovação.Floresta como sustento: ação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)A trajetória de Claudomiro e Cleberson ganhou um novo capítulo com a chegada do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), pela Modalidade Conservação do Projeto Floresta+ Amazônia. Por conservar áreas de floresta nativa e manter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em dia, a família passou a receber apoio financeiro que se reverte em melhorias diretas para a produção e a vida comunitária. “Com gratidão, lembro que não estamos sozinhos: o saber tradicional, aliado ao apoio de parceiros como o Projeto Floresta+ Amazônia, mostra que cultivar guaraná é muito mais que produzir. É manter viva uma tradição, gerar renda com dignidade e fortalecer a raiz cultural que sustenta nossa família”, afirma Cleberson. Com os recursos do Floresta+ Amazônia, foi possível investir em embalagens modernas e atrativas, desenvolvidas também em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/Amazonas), além de garantir presença em feiras que conectam produtores locais a compradores de todo o Brasil e do mundo. As técnicas de colheita seletiva dos frutos maduros, a torra das sementes e o beneficiamento artesanal resultam em pó e bastão de guaraná considerados entre os melhores do mundo. Hoje, os produtos da família chegam a mercados exigentes dos Estados Unidos e da Europa, conquistando espaço também nas feiras nacionais e internacionais, onde são apresentados sob a marca Flor do Guaraná.Recentemente, os agricultores expuseram seus produtos orgânicos na Amazon Tech, que reuniu empreendedores de toda a América Latina e do Brasil. “O Pagamento por Serviços Ambientais nos permitiu melhorar os tratos culturais, as embalagens e levar o nosso guaraná para competir de forma justa e valorizada. Estamos felizes e agradecidos pela parceria”, ressalta Claudomiro.Para saber mais, siga @pnud_brasil e @florestamaisamazonia e visite a página do Projeto Floresta+ Amazônia do PNUD Brasil.
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História
10 junho 2026
“Pintar a rua sempre representou muito mais do que futebol”
Com a aproximação da Copa do Mundo 2026 da FIFA, pessoas em todo o Brasil seguem uma antiga prática coletiva de preparação da torcida: a decoração das ruas. Muito além do futebol, as iniciativas de pintura de rua são exemplos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis, promovendo os espaços públicos como lugar de convivência e conexão.A união de comunidades e vizinhanças na decoração de ruas é uma tradição que fortalece os laços de pertencimento de uma comunidade com sua região. Em um mundo cada vez mais digital, mobilizar a população mais jovem para participar em atividades de rua vem se tornando um desafio. Em muitos lugares essa tradição perdeu força, e até chegou a ser descontinuada. Na cidade do Rio de Janeiro, moradores das ruas Carlos de Vasconcelos, Capiberibe e na comunidade Mata Machado estão se organizando para reviver e dar continuidade à essa tradição. Em entrevistas concedidas ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), lideranças comunitárias compartilham suas experiências de reunir vizinhanças e visitantes para a Copa do Mundo 2026. Na Rua Capiberibe, em Santo Cristo, as atividades foram organizadas pelo Centro Cultural Capiberibe 27, e patrocinadas por comerciantes do bairro — uma loja de tintas, um supermercado e um depósito de bebidas. Uma moradora doou cem picolés para o almoço coletivo da pintura. Isabela Boechat, do Centro Cultural Capiberibe 27 conta:“Pintar a rua sempre representou muito mais do que futebol. É um símbolo de convivência, identidade e orgulho do lugar onde a gente vive. Quando a rua ganha cor, as pessoas também voltam a se encontrar, conversar e ocupar o espaço público de forma positiva.”“Mais do que preparar a rua para a Copa, a iniciativa busca resgatar um sentimento que parecia adormecido: o prazer de viver a rua, de conviver, de celebrar juntos. É uma forma de reforçar o sentimento de pertencimento, mostrar a força da comunidade e lembrar que pequenos movimentos coletivos ainda conseguem transformar o ambiente e aproximar as pessoas.” Na comunidade Mata Machado, no Alto da Boa Vista, o Instituto Casa Favela trouxe as crianças para misturar as tintas e decidir os desenhos. Guilherme Moraes, um dos idealizadores do programa, conta: “(essa iniciativa) representa uma identidade ao território. Podemos dizer que pintando a rua a comunidade fica mais feliz, todo mundo torcendo, em prol do Brasil, pela Copa, e deixa a comunidade mais verde, deixa a comunidade mais colorida.”“As crianças participaram de todo o processo, desde o início até o final. Elas que misturaram as tintas, foram elas que estavam pintando, a gente brincou, a gente riu, elas que deram ideias sobre o desenho, o que que ficaria melhor, o que que ficaria pior. Então, elas foram totalmente ativas, e foi muito interessante todo esse processo que a gente conseguiu realizar.” Na Rua Carlos de Vasconcelos, na Tijuca, Pedro Bottoni conta que apesar de a tradição existir na rua desde 1986, não acontece há alguns anos por falta de mobilização e recursos: “A Carlos Vasconcelos, ela começou em 86, a gente não era nem nascido, já tinha a Copa do Mundo. E depois de um tempo, foi parando, aquela coisa toda, e hoje a gente tentou resgatar. Hoje em dia são os nossos filhos que estão aqui. Então, esse resgate de fazer toda essa tradição foi mais por conta disso, entendeu?”Em todas as entrevistas coletadas os idealizadores das atividades ressaltaram a importância de envolver as crianças em atividades fora de casa e de ter uma melhor integração dos moradores com o espaço comunitário.“Na última Copa não teve, né, por dificuldades, mas esse ano, pegando nossos filhos para aprender, tá ali como você tá vendo: brincando, rindo…”, diz Bruno Oliveira, idealizador da atividade na Carlos de Vasconcelos.Apesar de limitações financeiras e logísticas, uma das grandes motivações para continuarem se mobilizando é essa esperança de transmitir uma antiga tradição para as novas gerações. ODS em ação As iniciativas de decoração das ruas do Rio de Janeiro são ações práticas de promoção do ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis, fortalecendo os espaços públicos como lugar de convivência, pertencimento e cultura.“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nasceram no Brasil. Do Rio em 1992 à Rio +20, o Brasil sempre foi uma voz de liderança para um modelo de desenvolvimento que integra as dimensões social, econômica e ambiental. Um modelo de desenvolvimento que coloca a transformação econômica no centro.” - Amina J. Mohammed, vice-secretária-geral das Nações Unidas, 1º de agosto de 2023 Para saber mais, siga @onubrasil e @onuhabitatbrasil nas redes e visite a página da ONU Brasil sobre os ODS.
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26 junho 2026
Estados-membros da ONU adotam declaração política para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030
Em um momento marcado por crescentes pressões e obstáculos à cooperação internacional, a Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre HIV/AIDS foi concluída na última terça-feira (23/06) com a adoção, por uma expressiva maioria dos Estados-membros, de uma ousada Declaração Política sobre HIV e AIDS.O documento reafirma o compromisso global de acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 e estabelece novas metas específicas e ambiciosas. O resultado é fruto de semanas de negociações entre todos os Estados-Membros, além de consultas com comunidades, organizações da sociedade civil e demais parcerias, demonstrando que, mesmo em um contexto de redução do financiamento internacional e do multilateralismo, os países continuam reconhecendo a urgência de tornar sustentáveis os avanços na resposta ao HIV.A declaração servirá como um importante roteiro para impulsionar novos progressos na resposta global ao HIV nos próximos cinco anos, orientando os esforços internacionais para acelerar resultados, apesar da redução dos recursos destinados ao HIV e do avanço de movimentos contrários aos direitos.De forma significativa, a Declaração Política de 2026 incorpora as metas ambiciosas da nova Estratégia Global de AIDS 2026–2031 e estabelece o compromisso de convocar uma nova Reunião de Alto Nível em 2031 para avaliar os avanços alcançados após o marco de 2030. Ao definir uma agenda para adaptar a resposta global à AIDS às transformações da epidemia, a declaração inclui metas e compromissos importantes para ampliar de forma equitativa a cobertura de testagem, tratamento e prevenção do HIV; enfrentar lacunas de financiamento; proteger os direitos humanos e a equidade de gênero; ampliar o acesso a medicamentos e outras tecnologias relacionadas ao HIV por meio do compartilhamento de tecnologias e do fortalecimento da produção local para garantir sustentabilidade; e ampliar o espaço de atuação das comunidades e da sociedade civil na resposta à AIDS.“Esta Declaração Política envia uma mensagem clara: o HIV continua sendo um dos maiores desafios de saúde e desenvolvimento do nosso tempo, e o mundo não pode se dar ao luxo da complacência. Saímos de Nova York com um compromisso político renovado e uma compreensão compartilhada de que o progresso é possível quando os países lideram, as comunidades são fortalecidas e a solidariedade é mantida. A África do Sul permanece firmemente comprometida em acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública e em garantir que ninguém fique para trás na próxima fase da resposta”, afirmou o ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi. O secretário de Estado da Saúde da Espanha, Javier Padilla, declarou: “Este é um avanço positivo em um momento em que a cooperação multilateral está sendo colocada à prova. Os países enviaram um sinal importante. Apesar das diferenças e de um contexto político mais complexo, permanece forte o apoio à continuidade dos avanços e à aceleração das ações para acabar com a AIDS.”“Este resultado demonstra que, mesmo em um ambiente global extremamente desafiador, os países continuam comprometidos com a ação coletiva para responder à pandemia de AIDS. O desafio agora é tornar sustentáveis os investimentos, fortalecer as parcerias e gerar resultados concretos para as pessoas”, afirmou a ministra da Saúde do Malawi, Madalitso Baloyi. A Reunião de Alto Nível sobre HIV/AIDS foi convocada pela presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Annalena Baerbock, com autoridades cofacilitadoras — o representante permanente da República de Botsuana, Embaixador David Masole, e o representante permanente da Geórgia, Embaixador David Bakradze — liderando as negociações da declaração política.“O fato de tantos Estados-membros terem votado a favor desta declaração política neste momento demonstra o reconhecimento de que os avanços conquistados merecem ser protegidos e de que existe disposição para manter as ações necessárias para alcançar a meta de 2030”, afirmou a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima.“O forte apoio demonstrado a esta Declaração Política sobre HIV reflete nosso reconhecimento compartilhado dos avanços alcançados até o momento, ao mesmo tempo em que reconhece que desafios importantes ainda permanecem”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde do Brasil, Mariangela Simão. A Reunião de Alto Nível reuniu pessoas vivendo com HIV, comunidades, organizações da sociedade civil, setor privado, cientistas e lideranças para refletir sobre os avanços na resposta à AIDS, os riscos para sua sustentabilidade e as prioridades para os próximos cinco anos. Os Estados-membros enfatizaram que a mobilização de recursos domésticos e a solidariedade internacional devem se fortalecer mutuamente, e não atuar como substitutos. Também destacaram que as transições de financiamento devem apoiar respostas nacionais sustentáveis.As delegações ressaltaram as oportunidades geradas pela integração e pela inovação, bem como a importância de garantir acesso equitativo a novas abordagens de prevenção e tratamento.A importância da liderança comunitária foi destacada ao longo de todas as discussões e está refletida na própria declaração. Houve também a reafirmação de que as comunidades continuam desempenhando um papel indispensável na prestação de serviços, na promoção da responsabilização e no alcance das populações deixadas para trás. Tanto os participantes quanto a declaração enfatizaram que as comunidades devem permanecer no centro da implementação e da governança da resposta ao HIV.“No contexto político atual, esta declaração política representa uma grande vitória. As comunidades lutaram por cada conquista alcançada na resposta ao HIV; nada nos foi dado. Esta declaração demonstra que o compromisso com o fim da AIDS permanece forte, e as comunidades continuarão mobilizadas até que a AIDS deixe de ser uma ameaça à saúde pública”, afirmou a diretora executiva da GNP+, Florence Anam. As delegações também destacaram o papel contínuo das Nações Unidas e a importância de fortalecer o modelo único de coordenação multissetorial do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).“Os governos do mundo, apoiados pelas comunidades, se uniram para afirmar que o multilateralismo segue vivo e forte. A maioria dos países adotou uma declaração robusta, que estabelece metas ambiciosas para acelerar a resposta rumo ao objetivo de acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030. Eles mantiveram a promessa feita há 25 anos”, concluiu Winnie Byanyima.Para saber mais, siga @unaidsbrasil nas redes!Contato para a imprensa: Thainá Kedzierski, Advocacy and Communication Officer, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS): KedzierskiTH@unaids.org, brazil@unaids.org
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26 junho 2026
UNODC: Relatório Mundial sobre Drogas 2026 mostra mercados em rápida transformação
Os traficantes de drogas têm explorado novas tecnologias e a instabilidade global para introduzir novas substâncias, testar rotas e métodos de tráfico distintos e expandir de forma cada vez mais agressiva para novos mercados, afirma o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no seu Relatório Mundial sobre Drogas 2026, publicado nesta sexta-feira (26)."Observamos um aumento sem precedentes no surgimento de novos tipos de drogas no mercado e, de forma preocupante, algumas delas são mais potentes e perigosas do que as anteriores", afirmou a diretora executiva do UNODC, Monica Juma. "E já estamos enfrentando as consequências: milhões de mortes prematuras e anos de vida saudável perdidos; redes de tráfico de droga que afetam economias; a destruição de vidas, comunidades e meios de subsistência; e o agravamento da insegurança e da violência. A necessidade de concentrar esforços em desmantelar os grupos do crime organizado nunca foi tão urgente. Precisamos intensificar as ações de dissuasão, reforçar o compartilhamento de informações e coordenar operações conjuntas, ao mesmo tempo que investimos mais na prevenção e no tratamento".Estima-se que 331 milhões de pessoas consumiram alguma droga em 2024, ou seja, 6,2 por cento da população mundial com idades entre os 15 e os 64 anos, em comparação com 5,2 por cento em 2014. A cannabis continua a ser de longe a droga mais consumida, com 256 milhões de utilizadores em 2024, seguida dos opióides (63 milhões), das anfetaminas (32 milhões), da cocaína (25 milhões) e do ecstasy (21 milhões).Traficantes de drogas continuam a inovarOs fabricantes de drogas ilícitas continuam a desenvolver novas drogas sintéticas para contornar regulamentações e evitar a deteção; em 2024, foram identificados nas apreensões cinco vezes mais tipos de drogas do que antes de 2000. O número de novas substâncias psicoativas (NSP) reportadas nos mercados de drogas atingiu, por exemplo, 755 em 2024, sendo 118 destas substâncias reportadas pela primeira vez.Uma virada no mercado global de opióidesA proibição de drogas no Afeganistão em 2022 reduziu significativamente a produção ilícita de ópio e heroína. Embora a produção em Myanmar tenha aumentado de 420 toneladas em 2021 para mais de 1.000 em 2025, o aumento nesse país (juntamente com as quantidades produzidas em outros países monitorados pelo UNODC, nomeadamente o Laos e o México) não compensa as quebras registadas no Afeganistão, que em 2022 produziu mais de 6.000 toneladas de ópio.A crescente disponibilidade no mercado de novos opióides sintéticos, como os fentanilos, os nitazenos e as orfinas, sugere que os traficantes estão em busca de alternativas à heroína. Uma mudança dos opiáceos de origem vegetal para substâncias sintéticas pode representar uma transformação estrutural no mercado global de opióides, com implicações para os padrões de consumo e para os danos associados a essas drogas.O mercado da metanfetamina é agora globalNovas rotas de tráfico e a expansão gradual da produção de metanfetamina vêm criando novos mercados para esta droga, nomeadamente no Oriente Médio, na África e em partes da Europa. As apreensões aumentaram, em média, 12% ao ano, crescimento impulsionado em grande parte pelas quantidades registadas na Ásia Oriental e no Sudeste Asiático. Embora Myanmar continue sendo o principal país de origem da metanfetamina, a forte demanda também tem atraído fornecedores da América do Norte, da África Ocidental e Austral e do Sudoeste Asiático.A metanfetamina proveniente da América do Norte também está atravessando o Oceano Pacífico em direção aos países da costa ocidental do Pacífico, contribuindo para o aumento do tráfico e do consumo nas ilhas do Pacífico. No Oriente Médio, as disrupções no mercado do "captagon" decorrente da queda do regime de Assad na Síria e da consequente duplicação do preço de um comprimido em algumas localidades podem levar consumidores dessa substância a migrar para a metanfetamina, cujo consumo tem aumentado na região.A evolução de perceções sobre a cannabis impulsiona mudanças no número de usuários e nos padrões de tráficoA produção, o tráfico e o consumo de cannabis estão em evolução, provavelmente em parte devido às mudanças em curso nas percepções desta droga, em um cenário em que diversas jurisdições, nomeadamente na América do Norte, adotaram políticas de legalização e/ou descriminalização.O número de pessoas que consomem cannabis cresceu 40% na última década, enquanto a prevalência do seu consumo aumentou de 3,8% da população com idades entre os 15 e os 64 anos em 2014 para 4,8% em 2024. As apreensões de cannabis atingiram também níveis historicamente elevados em 2024.Historicamente, a maior parte do tráfico de cannabis tem ocorrido no âmbito intrarregional, em grande medida devido ao fato de que a cannabis pode ser cultivada em praticamente qualquer lugar. No entanto, o comércio inter-regional, com oferta proveniente da América do Norte, está em crescimento: entre 2015 e 2024, 57 países ou territórios fora da América do Norte identificaram essa como região como origem nas apreensões de cannabis, em comparação com apenas 11 na década anterior.O aumento da oferta de cocaína pode, em breve, exceder a demandaA produção de cocaína continuou a crescer em 2024, tendo mais do que quadruplicado nos últimos dez anos atingindo uma estimativa superior a 4.000 toneladas (em forma pura), impulsionada principalmente pelo aumento da produtividade e da área cultivada.Grupos do crime organizado seguem direcionando volumes crescentes de cocaína para mercados tradicionais e emergentes, buscando maximizar lucros e expandir sua base de consumidores para além dos mercados mais importantes e consolidados na Europa Ocidental e Central, na América do Norte e na Oceania.Evidências dessa expansão podem ser observadas na África e na Ásia, onde, apesar das quantidades relativamente baixas de apreensões, alguns países registaram as maiores taxas de crescimento de apreensões de cocaína a nível mundial durante o período 2020-2024.Impacto do consumo de drogas na segurançaO consumo de drogas pode estar associado a crimes de natureza aquisitiva, violência no âmbito familiar e dentro de grupos sociais, bem como à vitimização de - e por parte de - pessoas que fazem uso de drogas. Contudo, estes resultados também são influenciados por fatores mais amplos, como o contexto do consumo de drogas, e as trajetórias pessoais das pessoas envolvidas - incluindo pobreza, situação de rua e problema de saúde mental, além de fatores no nível comunitários, como possível acesso limitado ao tratamento de dependências e a serviços sociais. Estes fatores representam pontos de entrada para esforços de intervenção e prevenção.Leia o Relatório Mundial sobre Drogas 2026 na íntegra.Contato para imprensa:
Sonya Yee, chefe da seção de advocacy do UNODC: +43-6991459-4990 / unodc-press@un.org
Sonya Yee, chefe da seção de advocacy do UNODC: +43-6991459-4990 / unodc-press@un.org
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26 junho 2026
Prêmio Nexus Rural 2026: Iniciativa apoia jovens rurais que transformam tecnologia em impacto
O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), organismo especializado das Nações Unidas, abriu as inscrições para o Prêmio Nexus Rural 2026, iniciativa que vai selecionar e apoiar dez soluções digitais lideradas por jovens rurais da América Latina e do Caribe.A terceira edição do Prêmio de Inovação da Juventude Rural tem como objetivo fortalecer o papel das pessoas jovens como agentes de transformação no campo, promovendo o uso de tecnologias para aumentar a produtividade, ampliar oportunidades econômicas e contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.Podem participar jovens de 18 a 35 anos dos 33 países da América Latina e do Caribe que comprovem vínculo com áreas rurais, seja por residência, origem familiar ou atividade produtiva. As propostas podem utilizar tecnologias como inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), big data, blockchain, automação e plataformas digitais para responder a desafios enfrentados pela agricultura familiar.Entre os temas prioritários estão o acesso a serviços financeiros, assistência técnica, gestão de riscos climáticos, comercialização de produtos, agregação de valor e melhoria da produtividade rural.Realizado em parceria com a organização PROCASUR e com financiamento estratégico da República Popular da China, o prêmio busca ampliar o acesso à inovação tecnológica no campo e conectar jovens empreendedores a oportunidades de capacitação e investimento.As iniciativas selecionadas receberão capital inicial para aquisição de equipamentos e recursos técnicos, além de mentorias especializadas e participação em uma formação presencial voltada ao desenvolvimento de negócios para agricultura inteligente. O programa também prevê um reconhecimento especial para propostas que contribuam para atender demandas de mulheres, povos indígenas e pessoas com deficiência.Além dos benefícios destinados às iniciativas vencedoras, participantes terão acesso a um curso virtual sobre inteligência artificial e blockchain, bem como a uma rede de conexões com empresas privadas, universidades e instituições públicas que atuam no ecossistema AgriTech da região.O lançamento oficial do prêmio ocorreu em 19 de junho durante um evento virtual que reuniu representantes do FIDA, da PROCASUR e especialistas em inovação rural. A programação incluiu o painel “A inovação digital começa na juventude”, que apresentou experiências de transformação digital no meio rural do Brasil, da Colômbia e de Belize.A iniciativa integra os esforços do FIDA para promover oportunidades econômicas para jovens rurais, ampliar a inclusão digital e fortalecer sistemas alimentares mais sustentáveis e resilientes. Atualmente, cerca de um quarto da população rural da América Latina e do Caribe é composta por jovens, muitos dos quais enfrentam desafios relacionados ao acesso a emprego, crédito, capacitação e tecnologias. As inscrições para o Prêmio Nexus Rural 2026 estão abertas até 29 de julho de 2026 e podem ser realizadas pelo site www.nexusrural.org.Contato para a imprensa: Justina Tellechea, FIDA no Brasil: j.tellechea@ifad.orgNOTA PARA EDITORESO Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.Siga o FIDA no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok, X, YouTube Siga o FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).
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25 junho 2026
ONU-Habitat lança análises temáticas para fortalecer saúde, cultura e segurança em São Gonçalo
Saúde, cultura e segurança urbana são o foco de três publicações lançadas nesta quarta-feira (24) pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) no âmbito da iniciativa Fortalece São Gonçalo, parceria com a Prefeitura de São Gonçalo (RJ). As publicações oferecem uma análise temática com diagnósticos, evidências e recomendações para fortalecer políticas públicas municipais de forma alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e promover maior qualidade de vida à população.As publicações foram apresentadas durante o Fórum Municipal da Cidade de São Gonçalo, que reuniu mais de 60 participantes, entre autoridades municipais e representantes da sociedade civil, universidades e instituições parceiras.As análises temáticas foram desenvolvidas com informações do Observatório Fortalece São Gonçalo, plataforma pública de dados que permite que a sociedade acompanhe dados e monitore políticas públicas do município com transparência. Desenvolvidas em parceria com a Prefeitura Municipal de São Gonçalo, as publicações temáticas apoiam uma gestão pública baseada em evidências e no planejamento urbano sustentável. Durante o evento, também foi apresentado um relatório com os mais de 130 indicadores disponíveis na plataforma bem como sua integração à Rede para Desenvolvimento Urbano Sustentável (ReDUS), ampliando o intercâmbio de conhecimentos e boas práticas entre governos locais. “O observatório fortalece a capacidade do município de transformar dados em conhecimento para orientar a tomada de decisão. Os Cadernos Temáticos ampliam esse esforço ao reunir evidências, diagnósticos e recomendações sobre as áreas de cultura, saúde e segurança, contribuindo para políticas públicas mais efetivas, transparentes e alinhadas ao desenvolvimento urbano sustentável”, disse a chefe do escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes. “O conhecimento produzido em conjunto com a parceria e apoio técnico do ONU-Habitat fortalece a capacidade do município de planejar o futuro com base em evidências e deixa um legado importante para a gestão pública do município”, afirma a secretária de Gestão Integrada e Projetos Especiais de São Gonçalo, Rafaela de Santana. Cadernos TemáticosAs novas publicações têm como objetivo apoiar o fortalecimento das políticas públicas municipais de saúde, cultura e segurança. Isso acontece por meio da análise dos indicadores de cada tema, aliados a recomendações estratégicas para seu aprimoramento. Saiba mais sobre cada uma:Gestão em Saúde Pública: analisa a organização da Rede de Atenção à Saúde de São Gonçalo, considerando a Atenção Primária e a Atenção Especializada. Elaborado a partir de indicadores oficiais, referências técnicas e entrevistas com profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, o estudo apresenta um diagnóstico da política municipal de saúde e recomendações para fortalecer a rede de atendimento, ampliar o acesso equitativo aos serviços e qualificar a gestão baseada em evidências.Sistemas de Segurança Urbana: reúne evidências sobre a organização, os processos e a produção de dados da política municipal de segurança urbana, apresentando recomendações para fortalecer a governança da segurança, promover maior integração entre órgãos municipais, padronizar registros de ocorrências e ampliar o uso estratégico das informações produzidas pelo município. Além disso, a análise propõe uma matriz de indicadores alinhada aos ODS, contribuindo para o monitoramento contínuo.Políticas Culturais: oferece um panorama da gestão cultural do município, identificando avanços, desafios e oportunidades para fortalecer o acesso à cultura nos diferentes territórios de São Gonçalo. Entre as recomendações apresentadas estão a descentralização das ações culturais, o fortalecimento da comunicação pública, a ampliação da participação social, a realização de um censo de fazedores de cultura, a oferta de capacitações para agentes culturais e a incorporação de indicadores ao Observatório, fortalecendo o monitoramento contínuo das políticas públicas do setor.As análises temáticas de saúde pública e segurança urbana já estão disponíveis na biblioteca do observatório. A publicação de políticas culturais será disponibilizada em breve.Fortalece São GonçaloA parceria entre o ONU-Habitat e a Prefeitura de São Gonçalo fortalece a gestão do município para planejar e implementar políticas públicas baseadas em dados, reduzindo as desigualdades e beneficiando ainda mais a população. A iniciativa já implementou metodologias como o Laboratório Urbano Sustentável, que promove um espaço colaborativo para cocriação e avaliação de políticas públicas; as oficinas Cidade Mulher, que promovem o protagonismo feminino no planejamento urbano, contribuindo para o desenho de uma cidade mais segura, sustentável e acolhedora; a Capacitação em Gestão Pública Baseada em Dados, que ofereceu sete módulos e 18 encontros para treinamentos em monitoramento e avaliação de políticas públicas, planejamento baseado em evidências, gestão estratégica de recursos, participação cidadã, gestão de riscos, e projetos para a redução de desigualdades.Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes! Contato para imprensa: Aléxia Saraiva, ONU-Habitat Brasil: alexia.saraiva@un.orgDavid Morais, ONU-Habitat Brasil: david.moraisdasilva@un.org
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24 junho 2026
Iniciativas brasileiras recebem Prêmio de Serviço Público da ONU
Doze iniciativas do Azerbaijão, Brasil, Camboja, República Dominicana, Indonésia, Filipinas, Arábia Saudita e Tailândia serão premiadas pelas Nações Unidas nesta quinta-feira (25/06), em Tbilisi, Geórgia, onde está sendo realizada a edição de 2026 do Fórum de Serviço Público da ONU. Entre mais de 700 candidaturas de 62 países, o Prêmio das Nações Unidas para o Serviço Público de 2026 destaca 12 iniciativas inovadoras. Os premiados deste ano implementaram novas soluções para a prestação de serviços públicos à população em nível nacional ou subnacional, respondendo a múltiplos desafios, fortalecendo as capacidades das administrações públicas e avançando nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Algumas das iniciativas vencedoras fizeram uso inovador das tecnologias de informação e comunicação, inteligência artificial e de governo digital.A Cerimônia de Premiação do Serviço Público da ONU de 2026 será presidida pelo subsecretário-geral para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua, em comemoração ao Dia das Nações Unidas para o Serviço Público, que foi assinalado em 23 de junho. Vencedores do Prêmio do Serviço Público da ONU de 2026:Categoria “Participação e engajamento público para a tomada de decisões inclusivas”:Acordos de Pesca: Gestão Participativa de Territórios na Amazônia Paraense, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, Brasil Map4All: Mapeamento Inclusivo para um Futuro Sustentável, Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Terras Altas, TailândiaCategoria “Prestação de serviços inclusivos e equitativos para não deixar ninguém para trás”:“Identifique-se”: Iniciativa de documentação civil para pessoas privadas de liberdade, da Secretaria da Justiça do Estado do Espírito Santo, BrasilServiços de Segurança Social Inclusivos e Iguais para Todos, Fundo Estatal de Proteção Social, AzerbaijãoEstrutura Holística para Governança Inclusiva da Deficiência (“Kalingyakap”), Governo Municipal de Carmona, Filipinas Educação infantil para crianças apátridas, sem documentos e pertences a minorias étnicas, Organização Administrativa do Subdistrito de Pang Mu, Tailândia Aplicativo Multiplataforma para Mitigação e Avaliação de Riscos Geológicos (“MAGMA”), Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos, Ministério de Energia e Recursos Minerais, IndonésiaCategoria “Serviços públicos sensíveis ao gênero”:Uma Abordagem Cultural na Melhoria da Economia das Mulheres Costeiras (“Berdaya Srikandi”), Secretaria de Agricultura, Marinha e Pesca da Cidade de Parepare, IndonésiaCategoria “Instituições públicas transparentes e responsáveis para alcançar os ODS”:Verify.gov.kh, Ministério dos Correios e Telecomunicações, Camboja Sistema de Alerta Preventivo e Reativo, Direção-Geral de Contratações Públicas, República Dominicana Banco Nacional de Dados & Estishraf, Autoridade de Dados e Inteligência Artificial Saudita, Arábia Saudita Sistema Financeiro de Aldeias (“SISKEUDES”), Agência de Supervisão Financeira e de Desenvolvimento, Indonésia Sobre o PrêmioO Prêmio de Serviço Público da ONU reconhece a excelência na prestação de serviços públicos e valoriza as conquistas e contribuições criativas das administrações públicas em todo o mundo. Desde a primeira edição em 2003, mais de 300 iniciativas de todo o mundo receberam o Prêmio.Mais informações sobre o Prêmio estão disponíveis na página global das Nações Unidas.Contatos para a imprensa:Melanie Prud’homme, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU: prudhommem@un.org Sharon Birch, Departamento de Comunicação Global da ONU: birchs@un.org
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