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Empresas se juntam à ONU para acelerarem ações pela sustentabilidade

20 outubro 2021

A Aliança Global de Investidores para o Desenvolvimento Sustentável trabalha com as Nações Unidas e outros parceiros para desenvolverem diretrizes e resultados a fim de engajar o mundo de finanças e de investimentos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os objetivos da Aliança são construir um mundo sustentável, com neutralidade de carbono, resiliente e igualitário. Para isso, ela busca alinhar melhor os investimentos para tornar a sustentabilidade o centro de todos os modelos políticos e empresariais.

A Aliança também visa estimular mais investimentos nos países em desenvolvimento. O grupo, formado por líderes de 30 grandes empresas que juntas valem por volta de 16 trilhões de dólares, anunciou um fundo para emissão zero de carbono cotado em bolsa, que será criado nos próximos meses.

painéis de energia solar em uma residência rural em bangladesh
Legenda: Um dos objetivo da Aliança é estimular investimentos sustentáveis em países em desenvolvimento
Foto: © Badre Bahaji/WFP

No encontro anual da Aliança Global de Investidores para o Desenvolvimento Sustentável (GISD), que ocorreu na terça-feira (19), gestores de negócios e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se reuniram para expandir os investimentos na busca de um mundo sustentável e justo. O evento reuniu 30 grandes empresas, que juntas valem por volta de 16 trilhões de dólares, e António Guterres, em Nova Iorque, para traçarem ações concretas para o futuro.

Desde outubro de 2019, quando o chefe da ONU criou a Aliança GISD, os CEOs e outros executivos vêm trabalhando com as Nações Unidas e outros parceiros para desenvolverem diretrizes e resultados a fim de engajar o mundo de finanças e de investimentos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Maior responsabilidade - Guterres afirmou que é responsabilidade do setor privado “construir um mundo sustentável, com zero emissão líquida de carbono (net zero), resiliente e igualitário". Para isso, ele precisa alinhar melhor os investimentos para o desenvolvimento sustentável e atuar em seus compromissos com cronogramas, objetivos e planos confiáveis.

Desde sua criação, a Aliança GISD criou padrões e ferramentas que visam movimentar trilhões de dólares para contornar as lacunas no financiamento sustentável e, assim, realizar a Agenda de 2030 da ONU.

O grupo procura aumentar a oferta de investimentos de longo prazo no desenvolvimento sustentável. Dessa forma, há mais oportunidades de investimentos nos ODS em países em desenvolvimento, e o impacto do investimento privado no desenvolvimento sustentável é reforçado.

Neutralidade do carbono e sustentabilidade - O secretário-geral declarou que acredita na capacidade dos membros da Aliando GISD para estimular mais investimentos nos países em desenvolvimento e para tornar a meta de neutralidade de carbono e a sustentabilidade o centro de todos os modelos políticos e empresariais.

Legenda: O secretário-geral da ONU destacou a responsabilidade do setor privado em construir um mundo sustentável e apoiar o cumprimento da Agenda 2030
Foto: © Eskinder Debebe/ONU

O GISD também resultou em ações para enfrentar crises, como a de 2020, através do desenvolvimento da Chamada para a Ação para COVID-19. O chamado estimulou o uso inovador das responsabilidades sociais das empresas e governos para responder à pandemia, contribuindo para uma recuperação econômica sustentável.

Medindo o impacto - Esse ano, o GISD publicou sua mais recente ferramenta de investimento feita para alinhar o financiamento dos ODS. Por meio de uma série de métricas, a proposta é medir o impacto das empresas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e fornecer aos investidores percepções chaves.

Isso é um passo importante, já que o relatório anterior focava somente na medida do impacto das operações empresariais sustentáveis em relação a setores inteiros.

“Indicadores de desempenho das indústrias não especializadas, mesmo que úteis, tendem a falhar no registro do impacto total de setores específicos de produtos e serviços que as empresas fornecem”, explica a co-presidente da GISD e CEO do grupo da Bolsa de Valores de Joanesburgo, Leila Fourie.

Próximos passos - O co-presidente da GISD e CEO da Allianz,  Oliver Bäte, contou que, nos próximos meses, GISD vai lançar um fundo de índice (ETF) para emissão líquida zero (net zero) e um fundo de financiamento combinado, ajudando a “avançar na criação de oportunidades reais para o financiamento dos ODS”.

A GISD também está trabalhando com o grupo de trabalho do G20 para o financiamento sustentável, com o escritório da Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP26) e com as lideranças econômicas do G7. Além disso, está engajada com os bancos de desenvolvimento multilaterais a fim de criar recomendações para incentivar o investimento privado no desenvolvimento sustentável.

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Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

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