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Últimos sete anos podem ser os mais quentes da história

31 dezembro 2021

Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam que os últimos sete anos registraram temperaturas recordes. Dos Estados Unidos à Europa, os padrões da mudança climática pelo globo se tornam cada vez mais incontestáveis. 

A identificação de extremos climáticos não se limita ao aumento de temperaturas, e é facilmente reconhecida em cheias recordes no Rio Negro, em Manaus, secas na América do Sul, enchentes na Europa, e muitos outros eventos climáticos catastróficos, todos registrados em 2021. 

O ano foi marcado por ondas recordes de calor, chuvas, inundações e incêndios que devastaram áreas extensas. O impacto econômico e humano dos desastres naturais vai continuar por 2022. Nesses eventos, milhares de vidas são perdidas.

A solução mais eficaz indicada pela OMM é investimento no monitoramento dos gases de efeito estufa e em infraestrutura hídrica, além do gerenciamento de desastres naturais com urgência.

Legenda: Bairro afetado por enchentes em Jacarta, Indonésia
Foto: © Arimacs Wilander/UNICEF

Segundo a Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas (OMM), os últimos sete anos devem ser registrados como os mais quentes da história. Temperaturas recordes foram registradas no Vale da Morte, nos Estados Unidos, e na Europa, e são sinais dos padrões da mudança climática. 

Outros acontecimentos e extremos interconectados também são alarmantes, como cheias recordes no Rio Negro, em Manaus, secas na América do Sul e enchentes na Europa. Como estratégia de prevenção de desastres, a agência meteorológica da ONU pede por mais sistemas de alerta em países em desenvolvimento. 

Ano emblemático - O ano foi marcado por ondas recordes de calor, chuvas, inundações e incêndios que devastaram áreas extensas. Os meteorologistas contaram com tecnologia de satélite para melhor prever e monitorar eventos extremos e as mudanças do clima em todo o globo. Contudo, o impacto econômico e humano dos desastres naturais vai superar o deste ano e deve continuar por 2022. Nesses eventos, milhares de vidas são perdidas.

No momento, os monitores da OMM acompanham o super tufão Rai ou Odete, que atravessou as Filipinas em 16 de dezembro na categoria 5. Centenas de pessoas ficaram feridas ou morreram num país que é constantemente atingido por desastres naturais. Mas, em muitas partes do mundo, a situação tem se atenuado devido a sistemas de alertas que ajudam a reduzir bastante as taxas de mortalidade. Mesmo assim, nos países menos desenvolvidos e pequenos Estados-ilhas ainda existem lacunas que precisam de atenção urgente.

Grandes extremos  - Uma onda de calor no Canadá e em partes vizinhas do noroeste dos Estados Unidos elevou as temperaturas a quase 50°C em junho, na British Columbia, causando centenas de mortes e incêndios arrasadores. A mesma região foi alvo de chuvas fortes e cheias em novembro.

Um outro exemplo foi o Vale da Morte, na Califórnia, onde os termômetros chegaram a 54.4 °C durante várias ondas de calor extremo no sudoeste dos Estados Unidos, em julho.

O mesmo ocorreu em partes do Mediterrâneo em agosto. Na Itália, a região da Sicília marcou 48.8 °C. E alguns incêndios florestais foram registrados na Argélia, no sul da Turquia e na Grécia. Outros eventos climáticos em 2021 ocorreram na China com enchentes na província de Henan, um recorde na região. Em meados de julho, Alemanha e Bélgica receberam muita chuva com deslizamentos de terra, enchentes e mais de 200 mortes. Já no Chifre da África, a seca agravou a crise humanitária incluindo na Somália e no sul de Madagascar.

Em Manaus, no Brasil, o Rio Negro atingiu seu ponto máximo com enchentes que começaram no norte da América do Sul. Uma estiagem no sul do Brasil, no Paraguai, Uruguai e no norte da Argentina preocupa as autoridades e afetou plantações e colheitas.

Perspectivas - Para a Organização Meteorológica Mundial, os orçamentos nacionais devem incluir mais investimentos no monitoramento dos gases de efeito estufa e em infraestrutura hídrica e de gerenciamento de desastres naturais com urgência. Muitos eventos climáticos extremos são causados pela má gestão climática e de recursos naturais.

No próximo ano, a agência espera continuar atuando com Países-membros e parceiros para fortalecer sistemas de alerta de desastres e ajudar a fechar as lacunas de temperatura e de redes de observação hidrológica em países em desenvolvimento para assim salvar vidas e subsistências.

Últimos sete anos podem ser os mais quentes da história

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

OMM
Organização Mundial de Meteorologia

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