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UNICEF condena morte de crianças em zonas de conflitos

13 janeiro 2022

Oito crianças foram vítimas fatais e quatro foram feridas no Afeganistão após resquícios de explosivos de guerra detonarem próximo a uma escola. Em Mianmar, devido à escalada de conflito no país, quatro crianças foram mutiladas em ataques aéreos e de artilharia pesada.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pede ação urgente para garantir uma investigação independente sobre as ocorrências nos países e medidas necessárias para que as crianças sejam mantidas longe dos combates.

A agência pede ainda que as escolas e seus arredores sejam convertidos em espaços seguros para todas as crianças por meio da limpeza de antigos territórios de guerra.

crianças afegãs caminham na neve
Legenda: No Afeganistão, o uso de armas explosivas, principalmente em áreas povoadas, é uma ameaça persistente e crescente para as crianças e suas famílias
Foto: © Andrew McConnell/ACNUDH

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lamentou e condenou na terça-feira (11) a morte de crianças em explosões e ataques no Afeganistão e em Mianmar. Oito crianças perderam a vida e quatro ficaram feridas em ataques no Afeganistão, outras quatro foram vítimas fatais de atos de violência em Mianmar. Os ataques ocorreram nas últimas semanas e os representantes da agência pediram investigações e colaboração internacional para garantir segurança aos menores. 

As oito crianças afegãs foram mortas após explosões causadas por munições remanescentes de guerra próximas a uma escola na província de Nangarhar. Quatro outras crianças, que frequentavam as aulas, também ficaram feridas. Em Mianmar as crianças foram vítimas de  ataques aéreos e de artilharia pesada resultantes de uma escalada de conflito na nação no decorrer da semana passada.

Afeganistão - A representante do UNICEF no Afeganistão, Alice Akunga, declarou que o incidente destaca a importância em apoiar o país para limpar as áreas de guerra. Ela acrescentou que também é fundamental educar as crianças e suas comunidades sobre riscos e medidas preventivas.

De acordo com Akunga, o uso de armas explosivas, principalmente em áreas povoadas, é uma ameaça persistente e crescente para as crianças e suas famílias. Apenas em 2020, explosivos, incluindo resquícios de guerra, foram responsáveis ​​por quase 50% de todas as mortes de crianças em conflitos no mundo, resultando em mais de 3,9 mil menores mortos e mutilados. 

A chefe do UNICEF no país reforçou que as escolas e seus arredores devem ser espaços seguros para todas as crianças aprenderem e prosperarem. 

Mianmar - Em nota sobre Mianmar, a diretora regional do UNICEF, Debora Comini, destacou o efeito da escalada dos conflitos na vida das crianças. De acordo com a representante, pelo menos quatro crianças foram mortas e diversas foram mutiladas em ataques. 

Comini argumentou que as partes em conflito devem tratar a proteção das crianças como a principal prioridade e devem tomar todas as medidas necessárias para garantir que as crianças sejam mantidas longe dos combates e que as comunidades não sejam alvos.  

A diretora regional também reforçou que isso é exigido pelo Direito Internacional Humanitário e pela Convenção sobre os Direitos da Criança, da qual Mianmar é signatária. Ela concluiu afirmando que, como no caso de outros incidentes recentes, o UNICEF pede ação urgente para garantir uma investigação independente dos episódios.

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