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UNESCO promove evento global sobre água em megacidades

13 janeiro 2022

A UNESCO estima que, até 2030, mais de 1 bilhão de pessoas devem viver em aproximadamente 100 grandes cidades e 60% da população mundial viverá em áreas urbanas. Nessas áreas, o acesso à agua segura para todos é um desafio, principalmente em um contexto de mudanças climáticas.

Buscando reunir diversidade de conhecimento e de recursos técnicos e financeiros existentes nas megacidades para criar soluções inovadoras, a UNESCO realiza uma conferência global esta semana sobre o tema.

O evento, online e gratuito, reúne mais de 2 mil participantes na busca por soluções para o acesso global à água. No último dia, uma assembleia de prefeitos e governadores vai debater algumas das propostas apresentadas ao longo da semana.

Legenda: As megacidades enfrentam desafios relacionados à água, especialmente com as mudanças climáticas e a pandemia
Foto: © UNESCO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) promove até sexta-feira (14) a segunda Conferência Internacional sobre Água, Megacidades e Mudança Global. O evento online é gratuito e reúne mais de 2 mil participantes na busca por soluções para o acesso global à água, que se torna preocupante, especialmente nas zonas urbanas.

Desafios - Todas as megacidades – centros urbanos que acomodam mais de 10 milhões de habitantes – enfrentam “mega” desafios relacionados ao fornecimento de serviços de água para seus habitantes, ao mesmo tempo em que administram suas ambiente. Cidades como Paris, Nova Iorque, São Paulo, Pequim, Mumbai, Tóquio, Buenos Aires, México e Lagos enfrentam os efeitos das mudanças climáticas de magnitude intensificada e desafios globais, como o aumento do nível do mar, o aumento das temperaturas ou a urbanização, que ameaçam as cidades.

Por outro lado, a UNESCO acredita que a diversidade de conhecimento e de recursos técnicos e financeiros existentes nas megacidades são uma oportunidade para criar soluções inovadoras e garantir o acesso à água e ao saneamento para todas as populações.

De acordo com o secretário do Programa Hidrológico Intergovernamental da agência, Abou Amani, o encontro desta semana reuniu atores do setor para construir soluções aos desafios relacionados à água que as megacidades enfrentam, especialmente com as mudanças climáticas e a pandemia. 

Amani reforça que o trabalho realizado nesta conferência ecoa a principal prioridade da Divisão de Ciências da Água da UNESCO: usar a ciência para alcançar um mundo com água segura para todos.

Colaboração - O evento busca uma solução transversal e multidimensional, baseada na colaboração entre cientistas que fazer o conhecimento avançar, operadores e autoridades de bacias hidrográficas (nos setores público e privado) que inovam técnica e sociopoliticamente, e políticos locais que podem apoiar modelos novos, mais justos e eficientes de governança da água, em constante interação com a sociedade civil.

No último dia do evento, uma premiação reconhecerá a inovação jovem sobre o tema e uma assembleia de prefeitos e governadores vai debater algumas das propostas apresentadas ao longo da semana.

Crescimento - A UNESCO estima que, até 2030, mais de 1 bilhão de pessoas devem viver em aproximadamente 100 grandes cidades e 60% da população mundial viverá em áreas urbanas.  

Atualmente, a proporção da população urbana em algumas regiões já ultrapassa 70% e a projeção é que o crescimento populacional nas próximas décadas seja maior nesses locais, particularmente nas regiões com mais de 10 milhões de habitantes.  

As megacidades são encontradas em todos os continentes, exceto na Oceania. Elas cobrem diversas áreas geográficas com uma ampla gama de climas e geralmente estão localizados perto de rios, lagos ou mares. 

Clique aqui para saber mais sobre o evento.

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Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

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Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

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