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OIM apoia formação para profissionais da saúde sobre população indígena Warao

24 janeiro 2022

No Distrito Federal, 25 servidores públicos da área de saúde participaram de um treinamento sobre a população indígena Warao, de origem venezuelana.  

O treinamento “Saúde, Migração e População Indígena Venezuelana Warao” foi uma iniciativa da secretaria de saúde do estado, com o apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Associação Brasileira de Antropologia (ABA).

Dentre os pontos centrais abordados estavam as características culturais, os desafios no acolhimento de indígenas refugiados e migrantes venezuelanos e os aspectos jurídicos.

Legenda: O objetivo da formação foi trabalhar na construção de uma rede de atendimento intersetorial de saúde para povos indígenas
Foto: © OIM

Servidores públicos da área de saúde do Distrito Federal receberam um treinamento, na terça-feira (18), sobre os Warao, população indígena de origem venezuelana. Ao todo, 25 servidores participaram da capacitação que tinha como principal objetivo construir uma rede intersetorial de saúde para povos indígenas, através de ações de qualificação dos profissionais que trabalham  diretamente com migrantes oriundos do país vizinho. 

O treinamento “Saúde, Migração e População Indígena Venezuelana Warao” foi uma iniciativa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, por meio da Gerência de Atenção à Saúde às Populações em Situação Vulnerável. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) apoiaram o treinamento. 

“A comunicação intercultural é fundamental no processo de humanização do cuidado em saúde da pessoa indígena refugiada e migrante, pois possibilita a construção de estratégias para um lugar comum de diálogo”, destacou a assistente de projetos da OIM, Jennifer Alvarez.

Dentre os pontos centrais abordados durante a formação estavam as características culturais, os desafios no acolhimento de indígenas refugiados e migrantes venezuelanos e os aspectos jurídicos, bem como estratégias para soluções duradouras. Especificidades da cultura indígena Warao e um panorama sobre a situação dos migrantes no Brasil e no mundo também foram apresentados.

Diversidade - “A cultura não deve ser encarada como um obstáculo, mas sim como um aliado. Deve ser a ponte para promoção da saúde”, destacou a professora na Universidade de Brasília e integrante da Comissão de Assuntos Indígenas da ABA Elaine Moreira.

A gerente de Atenção à Saúde às Populações em Situação Vulnerável, Denise Ocampos, também destacou a estratégia de trabalho conjunto e intersetorial como uma forma de oferecer à população indígena refugiada e migrante um serviço de qualidade. “E também que respeite as especificidades étnicas, conforme já trabalhamos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) com outras populações”, complementou. 

Durante o evento foram ainda compartilhadas boas práticas e apontadas questões e dúvidas sobre a temática. A possibilidade de novas parcerias e intercâmbios também está em discussão, de modo a estruturar abordagens e cuidados mais eficazes referentes à saúde indígena com a participação da população Warao do Distrito Federal.

OIM apoia formação para profissionais da saúde sobre população indígena Warao

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

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Organização Internacional para as Migrações

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