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UNICEF pede investigação sobre morte de crianças yanomamis

03 maio 2022

Denúncias do estupro e o assassinato de uma menina de 12 anos, além do desaparecimento de uma criança de 3 anos na comunidade Arakaçá, na Terra Indígena Yanomami (Roraima), levaram o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) a emitir uma nota pedindo a continuidade das investigações pela Polícia Federal.

A agência da ONU lamentou a violência sofrida pelas crianças e pela comunidade, e apelou para que as autoridades competentes apurem e identifiquem urgentemente os responsáveis, para devida responsabilização. 

 

Foto: © UNICEF Brasil

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) tomou conhecimento com extrema preocupação e tristeza de mais uma denúncia de um grave caso de violência contra crianças e adolescentes yanomamis, por parte de garimpeiros ilegais na comunidade Arakaçá, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. As denúncias incluem o estupro e o assassinato de uma menina de 12 anos, e o desaparecimento de uma criança de 3 anos.

O UNICEF reforça a importância de que a Polícia Federal siga com as investigações já iniciadas, e pede urgência e prioridade às autoridades competentes na apuração das graves denúncias para identificação e responsabilização dos envolvidos.

O UNICEF lamenta cada vida interrompida e expressa a sua solidariedade com o povo yanomami. O presente relato soma-se a uma série de outros atos de violência contra crianças e adolescentes indígenas, incluindo a violência sexual, cometidos por garimpeiros que atuam de forma ilegal em Terra Yanomami. É necessário assegurar a proteção e a prevenção de todos os tipos de violência contra as crianças e os adolescentes indígenas, além da adoção imediata de medidas de proteção dos direitos territoriais dos povos indígenas.

 

UNICEF pede investigação sobre morte de crianças yanomamis

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