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'A pandemia ainda não acabou', alerta chefe da OMS

24 maio 2022

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse aos ministros da saúde neste domingo (21), durante a abertura da Assembleia Mundial da Saúde, que, embora os casos e mortes por COVID-19 tenham diminuído significativamente, ainda não é hora de nenhum país baixar a guarda.

O chefe da OMS lembrou que as restrições foram suspensas em muitos locais, mas os casos de COVID-19 estão aumentando em cerca de 70 países. Tedros alertou que as mortes relatadas também estão aumentando na África, o continente com a menor cobertura vacinal.

Segundo ele, o foco principal da OMS agora é apoiar os países a transformar vacinas em vacinação o mais rápido possível.

Com o tema 'Saúde pela paz, paz pela saúde', a 75ª Assembleia Mundial da Saúde está sendo realizada em Genebra, Suíça, de 22 a 28 de maio de 2022. É a primeira Assembleia da Saúde presencial desde o início da pandemia.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, discursou na abertura da 75ª Assembleia Mundial da Saúde.
Legenda: O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, discursou na abertura da 75ª Assembleia Mundial da Saúde.
Foto: © OMS

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse aos ministros da saúde neste domingo (21), durante a abertura da Assembleia Mundial da Saúde, que, embora os casos e mortes por COVID-19 tenham diminuído significativamente, ainda não é hora de nenhum país baixar a guarda.

A 75ª Assembleia Mundial da Saúde está sendo realizada em Genebra, Suíça, de 22 a 28 de maio de 2022. É a primeira Assembleia da Saúde presencial desde o início da pandemia de COVID-19.

“Então, a COVID-19 acabou? Não, certamente não acabou. Eu sei que não é a mensagem que vocês querem ouvir, e definitivamente não é a mensagem que eu quero passar”, destacou.

Ele acrescentou que, embora em muitos países todas as restrições tenham sido suspensas e a vida se pareça muito com antes da pandemia, os casos relatados estão aumentando em quase 70 países em todas as regiões.

“E isso em um mundo em que as taxas de testes despencaram”, acrescentou.

Tedros alertou que as mortes relatadas também estão aumentando na África, o continente com a menor cobertura vacinal.

“Este vírus nos surpreende a cada volta”, enfatizou.

Lacunas globais na resposta à COVID-19 – Apesar dos progressos, com 60% da população mundial já vacinada, Tedros lembrou que quase um bilhão de pessoas em países de baixa renda permanecem não vacinadas.

“Não acaba em nenhum lugar até que termine em todos os lugares. Apenas 57 países vacinaram 70% de sua população – quase todos eles países de alta renda”, disse.

O chefe da OMS também alertou que o aumento da transmissão significa mais mortes e mais risco de surgimento de uma nova variante, e o atual declínio de testes e sequenciamento significa que “estamos nos cegando para a evolução do vírus”.

Ele ressaltou também que em alguns países ainda há um compromisso político insuficiente para lançar vacinas, e ainda há lacunas na capacidade operacional e financeira.

“Além disso, ainda vemos a hesitação vacinal impulsionada pela disseminação de notícias falsas e pela desinformação”, acrescentou.

É possível acabar com a pandemia - Tedros disse que o foco principal da OMS agora é apoiar os países a transformar vacinas em vacinação o mais rápido possível, mas ainda há pouca oferta de testes e terapias com acesso insuficientes.

“A pandemia não desaparecerá magicamente. Mas podemos acabar com isso. Nós temos o conhecimento. Nós temos as ferramentas. Temos a ciência a nosso favor”, disse ele, pedindo aos países que trabalhem juntos para alcançar 70% de cobertura vacinal.

Outras prioridades – Durante a Assembleia Mundial da Saúde, os delegados dos países tomam decisões sobre metas e estratégias de saúde que orientarão o trabalho de saúde pública e da OMS para mover o mundo na direção de uma melhor saúde e bem-estar para todos.

O tema da Assembleia deste ano é Saúde pela paz, paz pela saúde.

“Enquanto falamos, nossos colegas em todo o mundo estão respondendo a surtos de Ebola na RDC, varíola dos macacos e hepatite de causa desconhecida, além de crises humanitárias complexas no Afeganistão, Etiópia, Somália, Sudão do Sul, República Árabe, Síria, Ucrânia e Iêmen.

“Enfrentamos uma  imensa  convergência de doenças, seca, fome e guerra, alimentada pelas mudanças climáticas, desigualdade e rivalidade geopolítica”, disse Tedros aos Ministros.

Prêmios Líderes Globais de Saúde - O diretor-geral da OMS também anunciou no domingo (22) seis prêmios para reconhecer a notável contribuição para o avanço da saúde global, liderança demonstrada e compromisso com questões regionais de saúde.

Os vencedores incluem o psiquiatra anglo-libanês Dr Ahmed Hankir, a defensora do esporte juvenil Ludmila Sofia Oliveira Varela e trabalhadores da pólio no Afeganistão.

Você pode encontrar mais informações sobre os vencedores deste ano aqui.

'A pandemia ainda não acabou', alerta chefe da OMS

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