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Cúpula das Américas: Guterres idealiza sociedades prósperas, democráticas e igualitárias

10 junho 2022

Durante a cúpula das Américas, que contou com 24 líderes ao longo de três dias de reunião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pontuou a importância de aproximar os países das Américas e ajudar a construir sociedades prósperas, democráticas e igualitárias.

No entanto, ele aponta para os diversos desafios que as nações estão enfrentando atualmente, pois há "países que continuam sendo oprimidos por uma mistura tóxica de desigualdade, pobreza, crime, insegurança, corrupção e desconfiança".

Além disso, os impactos da pandemia de COVID-19, das mudanças climáticas, dos efeitos da guerra da Rússia na Ucrânia e dos altos níveis de pobreza e desigualdade refletem a violência e a insegurança que as pessoas estão vivendo.

Jovens indígenas dançando na zona rural da Bolívia.
Legenda: Jovens indígenas dançando na zona rural da Bolívia.
Foto: © Juan Manuel Rada/IFAD Bolivia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, se pronunciou na Cúpula das Américas deste ano, convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, em Los Angeles, na Califórnia.

Cerca de 24 líderes participaram da reunião de três dias, que começou na terça-feira (7), embora vários deles tenham ficado de fora para protestar contra a decisão de não convidar Cuba, Nicarágua e Venezuela.

Guterres começou sua fala comparando a cidade anfitriã à região das Américas, pois ambas incorporam e celebram a diversidade. "Hoje, o mais importante é aproximar os países das Américas e ajudar a construir sociedades prósperas, democráticas e igualitárias que as pessoas esperam".

O secretário-geral da ONU enumerou os diversos desafios que as nações estão enfrentando. "Em toda a região, vemos países que continuam sendo oprimidos por uma mistura tóxica de desigualdade, pobreza, crime, insegurança, corrupção e desconfiança", disse.

Além disso, a pandemia de COVID-19 reverteu os ganhos de desenvolvimento arduamente conquistados. Os países também estão enfrentando as mudanças climáticas, os efeitos da guerra da Rússia na Ucrânia e os altos níveis de pobreza e desigualdade. A inflação está crescendo, a dívida está se acentuando e muitos países não têm espaço fiscal e apoio financeiro para investir na sua reestruturação. No entanto, os países de renda média que estão em grande necessidade são considerados inelegíveis para o apoio de instituições financeiras internacionais.

Perdendo a confiança no governo – A violência e a insegurança estão levando as pessoas a fugirem de suas casas e de suas terras natais. Mais especificamente, as pessoas estão perdendo a confiança nos governos e nas instituições, disse o chefe da ONU aos participantes da cúpula.

"As pessoas veem o crime e a corrupção impunes frequentemente. Elas veem um sistema financeiro global quebrado que beneficia os ricos e pune os pobres. Elas veem mentiras, desinformação e discurso de ódio se tornando comuns, disseminando divisões, desconfiança e ódio".

Ele acrescentou: "elas ouvem as vozes da democracia sendo abafadas por sentimentos autoritários e nacionalistas cada vez mais constantes, dando falsas promessas de segurança e prosperidade".

Investimento e apoio – O chefe da ONU disse que a cúpula oferece uma oportunidade para abordar esses desafios. Isso envolve resgatar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), investindo em saúde, trabalho decente, proteção social e garantir vacina para todos.

Guterres também pediu investimentos em educação de qualidade, reformas no sistema financeiro global, "fim do nosso vício em combustíveis fósseis", proteção à biodiversidade e aumento do apoio financeiro aos países em desenvolvimento.

"Isso inclui um novo olhar sobre a migração e a garantia de que as pessoas sejam bem-vindas e protegidas, e recebam a segurança, dignidade e o apoio que elas merecem, em concordância com o Pacto Global para Migração", disse.

"Precisamos de uma maior cooperação entre os países de origem, trânsito e destino, tendo os direitos humanos como essência".

Enfrentar os desafios nas Américas também inclui sistemas de justiça imparciais e imunes à corrupção, novos esforços para combater o crime e a violência e sistemas democráticos que protejam os defensores dos direitos humanos e reflitam a voz do povo.

O secretário-geral concluiu sua fala destacando o constante apoio da ONU aos países da região: "vamos trabalhar juntos para apoiar as pessoas de todo o hemisfério. Vamos cumprir todas as promessas e atingir o potencial das Américas".

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