UNICEF e Acelen se unem pelo retorno seguro às aulas presenciais
13 junho 2022
Para apoiar na prevenção da COVID-19 nesta volta às aulas presenciais, o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) e Acelen se uniram para que crianças e adolescentes de três municípios baianos pudessem ir para a escola mais seguros e protegidos da COVID-19 e de outras doenças.
Por meio desta parceria, 32 escolas de Candeias, São Francisco do Conde e Madre de Deus, no Recôncavo Baiano, foram beneficiadas com 32 estruturas de lavagem de mãos, itens de higiene e formação para suas equipes escolares em temas de saúde, beneficiando mais de 4.700 estudantes.

Tainara Pereira, de 10 anos, retornou às aulas recentemente depois de quase dois anos estudando em casa. Ela estuda na Escola Municipal Dom Pedro I, no município de Candeias, na Bahia. Com a COVID-19, a escola precisou se adaptar à nova realidade do ensino remoto e, para Tainara, esse período foi muito complicado. “Eu prefiro estudar na escola, porque em casa a internet travava muito e não dava para ouvir a professora direito, tinha muito barulho na rua”, contou. “Eu sentia muita saudade da professora e dos meus amigos”, disse. Agora, voltando para o ensino presencial, a menina relata estar aprendendo mais, pois consegue acompanhar melhor as aulas.
Para apoiar na prevenção da COVID-19 nesta volta às aulas presenciais, o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) e Acelen se uniram para que crianças e adolescentes de três municípios baianos pudessem ir para a escola mais seguros e protegidos da COVID-19 e de outras doenças. Por meio desta parceria, 32 escolas de Candeias, São Francisco do Conde e Madre de Deus, no Recôncavo Baiano, foram beneficiadas com 32 estruturas de lavagem de mãos, itens de higiene e formação para suas equipes escolares em temas de saúde, beneficiando mais de 4.700 estudantes.
“É importante se prevenir da COVID-19, porque muita gente está morrendo”, disse Tainara. Com o retorno presencial, “é importante lavar as mãos, passar álcool em gel, não pode ficar abraçando o tempo todo e nem tirar máscara”, afirmou a menina.
O retorno às aulas presenciais foi resultado de vários esforços para garantir a continuidade da aprendizagem e um ambiente escolar seguro. Para a coordenadora pedagógica da Escola Municipal Inês Gomes dos Santos, Letícia Maurício Cerqueira, o período de pandemia trouxe muitos desafios, além de a dificuldade de aprendizagem, o sentimento de vulnerabilidade.
“Muitas crianças não tinham acesso à internet e isso dificultava que as atividades online chegassem a elas. Então, criamos um mecanismo de atividades impressas para que pudéssemos atingir todas as crianças da unidade escolar”, explicou. Em relação ao retorno, a essas iniciativas agora somam-se também as estações de lavagem de mãos. “Muitas crianças estavam acostumadas a ficar em casa, então há um estranhamento, saindo do seio familiar e vindo para o ambiente escolar. Muitas ainda não estavam acostumadas a utilizar máscaras, temos que fazer um trabalho de formiguinha todos os dias para conscientizar os pequenos e os pais”, disse a coordenadora pedagógica.
Aos poucos, a escola e as crianças têm se adaptado. O responsável pelo protocolo de biossegurança e saúde nas escolas no município de Candeias, Edno do Nascimento, reforçou a importância desse apoio familiar com a nova rotina. “Não existe aluno sem professor e vice e versa”, disse. “A comunidade já estava precisando das aulas presenciais, do calor da escola, dos colegas, dos professores, além de a parceria contínua da família com a escola”.
Outras escolas também enfrentaram dificuldades para a volta às aulas durante a pandemia. Para um retorno seguro e prevenção da COVID-19, as escolas receberam as estações de lavagem de mãos entregues pelo UNICEF e Acelen.
“O projeto veio contribuir e ajudar ainda mais na implementação dos protocolos de biossegurança”, afirmou o responsável pela biossegurança das escolas de Candeias. “As estações de lavagem de mãos são importantes, principalmente o modelo móvel, pois nem sempre vamos precisar do encanamento da água para o abastecimento. Vamos encher a estação e as crianças vão poder lavar as mãos, ela pode ficar em qualquer local e o descarte da água pode ser reaproveitado para regar o jardim, para vasos sanitários e até para lavar a própria escola”, explicou.