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Varíola dos macacos ou monkeypox: tudo o que você precisa saber

26 julho 2022

A varíola dos macacos, provocada pelo vírus monkeypox, não é uma doença nova: em alguns países da África, ela é endêmica. O surto internacional que começou em maio deste ano levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declará-la uma emergência de saúde pública internacional.

O vírus foi descoberto em macacos em 1958 e infectou humanos em 1970. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm risco de sintomas mais graves e de morte pela doença.

A seguir, veja algumas informações importantes que você precisa saber.

O vírus monkeypox foi descoberto em macacos em 1958 e infectou humanos em 1970
Legenda: O vírus monkeypox foi descoberto em macacos em 1958 e infectou humanos em 1970
Foto: © CDC

 

A Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) organizou este guia  com as principais perguntas e respostas sobre a doença.

O que é a varíola dos macacos?

É uma doença causada pelo monkeypox, vírus da varíola dos macacos. É uma zoonose viral, o que significa que pode ser transmitida de animais para seres humanos. Também pode se propagar entre as pessoas.

Por que ela é chamada de varíola dos macacos?

Porque foi identificada pela primeira vez em colônias de macacos mantidas para pesquisa em 1958. Só mais tarde foi detectada em humanos, em 1970.

Onde ela é endêmica?

A varíola dos macacos é endêmica na África Central e Ocidental, onde existem florestas tropicais e vivem os animais que podem portar o vírus. Pessoas com varíola dos macacos são ocasionalmente identificadas em países fora da África Central e Ocidental após voltarem de regiões onde a doença é endêmica.

Quais são os sintomas da doença?

Os sintomas normalmente são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, fraqueza, gânglios linfáticos inchados e erupção ou lesões cutâneas. A erupção cutânea (exantema) geralmente começa dentro de um a três dias após o início da febre. As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, e depois evoluem para crostas, secam e caem. O número de lesões em uma pessoa pode variar de poucos a milhares. A erupção cutânea tende a se concentrar no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés. Também podem ser encontradas na boca, genitais e olhos.

Os sintomas normalmente duram entre duas e quatro semanas e desaparecem sem tratamento. Se você acha que tem sintomas que podem ser varíola dos macacos, busque a orientação de um profissional de saúde. Avise-o se você teve contato próximo com alguém com varíola dos macacos confirmada ou com suspeita da doença.

As pessoas podem morrer de varíola dos macacos?

Na maioria dos casos, os sintomas da varíola dos macacos desaparecem sozinhos em poucas semanas, mas em algumas pessoas podem provocar complicações médicas e até mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm risco de sintomas mais graves e de morte por varíola dos macacos.

As possíveis complicações de casos graves de varíola dos macacos são infecções de pele, pneumonia, confusão mental e infecções oculares que podem levar à perda da visão. Recentemente, cerca de 3% a 6% dos casos notificados provocaram morte em países endêmicos, frequentemente entre crianças ou pessoas com alguma condição crônica de saúde. É importante levar em conta que essa porcentagem pode estar subestimada, pois a vigilância em países endêmicos é limitada.

Como a doença passa dos animais para humanos?

A varíola dos macacos pode ser transmitida de animais para as pessoas quando entram em contato físico com um animal infectado. Os hospedeiros animais são principalmente roedores e primatas. O risco de contrair a varíola dos macacos através de animais pode ser reduzido evitando o contato sem proteção com animais selvagens (incluindo sua carne e sangue), especialmente aqueles que estão doentes ou mortos. Em países endêmicos onde os animais portam o vírus, quaisquer alimentos que contenham carne ou partes de animais devem ser cuidadosamente cozidos antes do consumo.

Como o vírus passa de uma pessoa para outra?

As pessoas com varíola dos macacos podem transmitir a doença enquanto apresentam sintomas (normalmente entre duas e quatro semanas). Essa doença pode ser contraída através do contato físico próximo com alguém que tenha sintomas. A erupção cutânea (exantema), os fluidos corporais (tais como fluido, pus ou sangue de lesões cutâneas) e as crostas são particularmente infecciosos. Roupas, roupas de cama, toalhas ou objetos como utensílios/pratos contaminados com o vírus por contato com uma pessoa infectada também podem infectar outras pessoas.

Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem transmitir a doença, o que significa que o vírus pode se propagar através da saliva. Por isso, as pessoas que têm contato próximo com alguém doente, incluindo profissionais da saúde, membros do domicílio e parceiros sexuais estão em maior risco de infecção.

O vírus também pode ser transmitido da mãe para o feto a partir da placenta, ou de um pai infectado para seu filho após o nascimento através do contato da pele.

Não está claro se as pessoas que não têm sintomas podem propagar a doença.

Quem corre o risco de contrair a varíola dos macacos?

Qualquer pessoa que tenha contato físico próximo com alguém com sintomas da varíola dos macacos ou com um animal infectado corre risco de infecção. É provável que as pessoas vacinadas contra a varíola tenham uma certa proteção contra a varíola dos macacos. Entretanto, é pouco provável que pessoas mais jovens tenham sido vacinadas contra a varíola humana, pois a vacinação contra a varíola parou de ser realizada em todo o mundo depois que ela se tornou a primeira doença humana a ser erradicada, em 1980. Apesar de as pessoas vacinadas terem uma certa proteção contra a varíola dos macacos, também devem adotar medidas para se proteger e proteger os demais.

Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm o risco de sintomas mais graves e de morte por varíola dos macacos. Profissionais de saúde também estão em maior risco devido à maior exposição ao vírus.

Como posso me proteger e proteger os outros da doença?

Você pode reduzir o risco limitando o contato com pessoas que estão sob suspeita ou que confirmaram a varíola dos macacos.

Quando você precisar se aproximar fisicamente de alguém que tenha varíola dos macacos, a pessoa doente deve utilizar uma máscara médica (ou cirúrgica), principalmente se tiver lesões na boca ou estiverem tossindo. Você deve usar máscara também. Evite o contato pele a pele sempre que possível e use luvas descartáveis se tiver qualquer contato direto com lesões. Use máscara ao manusear roupas ou roupas de cama caso a pessoa infectada não possa fazê-lo sozinha.

Lave regularmente as mãos com água e sabão ou friccione-as com gel à base de álcool, especialmente após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que tenham sido tocados ou que possam ter entrado em contato com as erupções cutâneas ou secreções respiratórias (utensílios e pratos, por exemplo).  Lave as roupas, toalhas, lençóis e utensílios de alimentação da pessoa infectada com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (curativos, por exemplo) de forma adequada.

As crianças podem contrair a varíola dos macacos?

As crianças geralmente são mais propensas a ter sintomas graves do que adolescentes e adultos. O vírus também pode ser transmitido ao feto ou a um recém-nascido durante o nascimento ou por contato físico precoce.

O que devo fazer se achar que estou com a doença?

Se você acha que tem sintomas ou teve contato próximo com alguém infectado com a varíola dos macacos, entre em contato com seu profissional de saúde para aconselhamento, avaliação e assistência médica. Se possível, isole-se e evite o contato próximo com outras pessoas. Lave as mãos regularmente e adote as medidas listadas acima para proteger os outros da infecção. O profissional de saúde coletará uma amostra e a analisará para oferecer a atenção que você precisa.

Existe tratamento para a varíola dos macacos?

Os sintomas da varíola dos macacos muitas vezes desaparecem por conta própria, sem a necessidade de tratamento. É importante cuidar da pele com erupção deixando-a secar ou, se possível, cobrindo-a com um curativo úmido para proteger a área, se necessário. Evite tocar em qualquer ferida na boca ou nos olhos. Pode-se utilizar enxaguantes bucais e colírios desde que se evitem os produtos com cortisona. Pode-se também recomendar a imunoglobulina vaccinia (VIG) para casos graves. Um antiviral que foi desenvolvido para tratar a varíola humana (tecovirimat, comercializado como TPOXX) também foi aprovado para o tratamento da varíola macaco em janeiro de 2022.

Em quais partes do mundo existe risco de contrair a doença?

Desde 1970, foram notificados casos humanos de varíola dos macacos em 11 países africanos: Benin, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo, Serra Leoa e Sudão do Sul.

Casos em países não endêmicos ocorrem esporadicamente. Em geral, são notificados em pessoas que viajaram para países endêmicos. Um dos surtos foi causado pelo contato com animais que haviam sido infectados por outros pequenos mamíferos importados.

Em maio de 2022, vários casos de varíola dos macacos estão sendo identificados em vários países não endêmicos. Isso não é típico das características da varíola dos macacos. A OMS está trabalhando com todos os países afetados para melhorar a vigilância e fornecer orientação sobre como deter a propagação e atender as pessoas infectadas.

O que se sabe sobre o surto identificado em maio de 2022?

Vários países onde a varíola dos macacos não é endêmica notificaram casos em maio de 2022. Desde 19 de maio de 2022, estão sendo notificados casos em mais de 10 países em áreas não endêmicas. Além disso, outros casos estão sendo investigados. 

Com exceção dos casos notificados esporadicamente em viajantes que retornam de países endêmicos, os casos em áreas não endêmicas que não estão vinculados a viagens de países endêmicos não são frequentes. Atualmente (desde maio de 2022) não há um vínculo claro entre os casos notificados e as viagens de países endêmicos e nem com animais infectados.

Entendemos que este surto é preocupante para muitos, especialmente para as pessoas cujos entes queridos foram afetados. O mais importante neste momento é conscientizar as pessoas com maior risco de infecção sobre a varíola dos macacos e oferecer orientação sobre como limitar a propagação entre pessoas. Também é importante que os profissionais da saúde pública sejam capazes de identificar e atender os pacientes. É essencial que não se estigmatize pessoas afetadas por esta doença. A OMS está trabalhando para apoiar os Estados-membros com atividades de vigilância, preparação e resposta a surtos de varíola dos macacos nos países afetados. 

Estão em andamento estudos nos países afetados para determinar a fonte de infecção em cada caso identificado e ações para fornecer atenção médica e evitar uma maior propagação.

Existe risco do surto adquirir maiores dimensões?

Em geral, a varíola dos macacos não é considerada muito contagiosa porque a propagação entre pessoas requer contato físico próximo (pele a pele, por exemplo) com alguém infectado. O risco para o público em geral é baixo. A resposta da OMS a este surto é de alta prioridade para evitar uma maior propagação; durante muitos anos considera a varíola dos macacos um patógeno prioritário. Identificar como o vírus está se propagando e proteger mais pessoas de serem infectadas é uma prioridade para a OMS. Aumentar a conscientização sobre esta nova situação ajudará a deter a transmissão.

Exemplos de erupções na pele provocadas pelo vírus monkeypox ou varíola dos macacos
Legenda: Exemplos de erupções na pele provocadas pelo vírus monkeypox ou varíola dos macacos
Foto: © CDC

A varíola dos macacos é sexualmente transmissível?

A varíola dos macacos pode se propagar de uma pessoa para outra através de contato físico próximo, incluindo o contato sexual. Atualmente não se sabe se a varíola dos macacos é transmitida por vias de transmissão sexual (sêmen ou fluidos vaginais, por exemplo), mas o contato direto da pele com a pele com lesões durante a atividade sexual pode propagar o vírus.

Às vezes, a erupção da varíola dos macacos se manifesta nos órgãos genitais e na boca, o que provavelmente contribui para a transmissão durante o contato sexual. O contato boca com pele pode, portanto, causar transmissão onde há lesões cutâneas ou bucais.

As erupções causadas pela varíola dos macacos podem se assemelhar a algumas infecções sexualmente transmissíveis, como herpes e sífilis. Isso pode explicar por que vários dos casos do surto atual foram identificados entre homens que buscam atenção em clínicas de saúde sexual.

O risco de contrair a varíola dos macacos não se limita a pessoas sexualmente ativas ou homens que fazem sexo com homens. Qualquer pessoa que tenha contato físico próximo com alguém doente está em risco. Qualquer pessoa que tenha sintomas de varíola dos macacos deve procurar imediatamente um profissional de saúde.

Homens que fazem sexo com homens correm maior risco de contrair a doença?

A varíola dos macacos é transmitida de pessoa para pessoa através de contato físico próximo. O risco de contrair a varíola dos macacos não está limitado a pessoas sexualmente ativas ou homens que fazem sexo com homens. Qualquer pessoa que tenha contato físico próximo com alguém doente está em risco. Qualquer pessoa que tenha sintomas de varíola dos macacos deve procurar imediatamente um profissional de saúde. Isso inclui pessoas que tenham conexões com comunidades onde casos foram notificados.

Vários dos casos notificados em países não endêmicos foram identificados em homens que fazem sexo com homens. Esses casos foram identificados em clínicas de saúde sexual. A razão pela qual se divulga atualmente mais relatos de casos de varíola dos macacos em comunidades de homens que fazem sexo com homens pode estar relacionado ao comportamento positivo na busca de saúde neste grupo demográfico. A erupção causada pela varíola dos macacos pode se assemelhar a algumas infecções sexualmente transmissíveis, incluindo herpes e sífilis, o que pode explicar porque esses casos estão sendo detectados em clínicas de saúde sexual. É provável que, à medida que nossos conhecimentos a respeito sejam ampliados, possamos identificar casos na comunidade em geral.

Qual a resposta da OMS às mensagens estigmatizantes que circulam relacionadas à varíola dos macacos?

Temos visto mensagens estigmatizando grupos de pessoas em relação a este surto de varíola dos macacos. Queremos deixar claro que isto não é correto. Em primeiro lugar, qualquer pessoa que tenha contato físico próximo de qualquer tipo com alguém que tenha varíola dos macacos está em risco, independente de quem seja, do que faça, com quem tenha relações sexuais ou qualquer outro fator. Em segundo lugar, estigmatizar as pessoas por causa de uma doença é inaceitável. É provável que o estigma só piore as coisas e nos impeça de acabar com este surto o mais rápido possível. Precisamos nos unir para apoiar qualquer pessoa que tenha sido infectada ou que esteja ajudando a cuidar de pessoas doentes. Sabemos como deter esta doença e como todos nós podemos nos proteger e proteger os outros. O estigma e a discriminação não são aceitáveis, inclusive em relação a este surto. Estamos todos juntos nisso.

Existe uma vacina contra a doença?

As vacinas produzidas para a varíola podem proteger contra a varíola macaco. Estas vacinas incluem a) Dryvax, uma vacina licenciada na década de 1930 pela Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA); b) ACAM2000, licenciada em 2007; e c) uma vacina mais recente, desenvolvida para a varíola (MVA-BN, também conhecida como Imvanex, Imvamune, ou Jynneos) aprovada pelas Autoridades Reguladoras Nacionais da União Europeia, Canadá e Estados Unidos para prevenir a varíola e a varíola de macaco.

Desde que a varíola foi erradicada em 1980, a maioria destas vacinas não está amplamente disponível e não há certeza de quando estarão disponíveis para o público. Em alguns países, as vacinas podem estar disponíveis em quantidades limitadas e para uso de acordo com as orientações nacionais.

Alguns estudos mostraram que as pessoas vacinadas contra a varíola poderiam ter alguma proteção contra a varíola macaco. Essas pessoas podem precisar de uma única dose de reforço. 

Quem deve ser vacinado contra a varíola dos macacos?

Na situação epidemiológica atual de surtos de varíola de macaco fora dos países endêmicos, a OPAS e a OMS recomendam que somente contatos próximos de um caso de varíola de macaco devem ser oferecidos para vacinação.

A OPAS e a OMS não recomendam a vacinação em massa. Independentemente do fornecimento de vacinas, a vacinação em massa da população não é necessária nem recomendada para a varíola macaco.  Todos os esforços devem ser feitos para controlar a disseminação da varíola entre humanos através da detecção e diagnóstico precoce de casos, isolamento e rastreamento de contato.

Quem é considerado contato próximo?

Um contato próximo é uma pessoa que foi exposta a alguém que é um caso confirmado ou provável de varíola de macaco, a partir de quando os sintomas apareceram pela primeira vez até quando todas as crostas caíram, sob as seguintes circunstâncias:

  • Exposição presencial (incluindo trabalhadores da saúde sem equipamento de proteção pessoal apropriado [EPI]).
  • Contato físico direto (incluindo trabalhadores da saúde sem EPI apropriado), incluindo contato sexual.
  • Contato com materiais contaminados, tais como roupas ou roupas de cama (incluindo trabalhadores da saúde sem EPI apropriados).

As vacinas contra a varíola dos macacos são seguras?

Todas as vacinas disponíveis contra a varíola dos macaco podem gerar eventos adversos. Ao oferecer vacinação a um contato próximo de um caso confirmado, é importante informar a pessoa sobre os possíveis efeitos colaterais da vacina e oferecer medidas alternativas de controle de infecção, se possível, para garantir que as decisões de imunização sejam tomadas equilibrando os riscos e benefícios.

O que a OPAS/OMS está fazendo para ajudar os países a ter acesso à vacina contra a doença?

Através de seu Fundo Rotativo de Acesso à Vacina, a OPAS iniciou conversações e negociações com os dois fabricantes de vacinas contra a varíola dos macacos para ajudar os países das Américas a acessá-las.

Existe alguma relação entre a vacina contra a COVID-19 e a varíola dos macacos?

Não há evidência de uma ligação causal entre as vacinas COVID-19 e a recente disseminação da varíola dos macacos na Europa e nas Américas. A varíola dos macacos tem circulado na África central e ocidental desde sua primeira detecção em animais em 1958 na República Democrática do Congo, muito antes da descoberta do vírus COVID-19. 

Acesse aqui o guia da Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS).

Varíola dos macacos ou monkeypox: tudo o que você precisa saber

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade

OPAS/OMS
Organização Pan-Americana da Saúde
OMS
Organização Mundial da Saúde

Objetivos que apoiamos através desta iniciativa