UNICEF realiza oficinas sobre saúde de crianças refugiadas venezuelanas
06 outubro 2022
Começa hoje (6), em Belém, no Pará, uma série de quatro oficinas sobre a Estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância para ações comunitárias, promovida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
A atividade formativa faz parte das ações de fortalecimentos dos serviços e equipamentos de saúde pública para a atenção da população refugiada, sobretudo os indígenas waraos que fazem parte do fluxo migratório da Venezuela.
Os municípios de Ananindeua e Santarém também receberão a oficina na qual os agentes comunitários dialogarão sobre as medidas que devem e podem ser tomadas no domicílio, em conjunto com as famílias: de prevenção e promoção à consulta, até o cumprimento das recomendações de tratamento para as crianças indígenas e migrantes e refugiadas.

Nos próximos dois meses, agentes comunitários de saúde de Belém, Ananindeua e Santarém, no Pará, que trabalham com atenção a famílias refugiadas e migrantes participam de ciclos de capacitação em saúde de meninos e meninas em deslocamento. Nesse período, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) realizará quatro oficinas sobre a Estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância para ações comunitárias. A primeira delas começa hoje (6), em Belém.
A atividade formativa faz parte das ações de fortalecimentos dos serviços e equipamentos de saúde pública para a atenção dessa população, sobretudo dos indígenas waraos, etnia da Venezuela que hoje vive em várias partes do Brasil, inclusive no Pará, e que integram o fluxo migratório.
Na oficina, os agentes comunitários dialogarão sobre as medidas que devem e podem ser tomadas no domicílio, em conjunto com as famílias: de prevenção e promoção à consulta, quando necessária, e o cumprimento das recomendações de tratamento para as crianças indígenas e migrantes e refugiadas.
A ação é realizada em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde de Belém, Ananindeua e Santarém. Durante os eventos em Belém e Ananindeua, será feito o lançamento da Cartilha de Acesso aos Serviços de Saúde de Belém e Ananindeua, documento elaborado em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra Norte).
Fortalecimento – Desde 2020, o UNICEF desenvolve atividades de fortalecimento dos serviços de saúde para a população refugiada e migrante nos três municípios. Por dois anos, o projeto “Ori Kuare Nakakitane – Estamos Unidos”, em parceria com a Adra Norte, complementou serviços com avaliações de saúde, avaliação nutricional, atividades de educação em saúde, elaboração de materiais educativos sobre prevenção e cuidados, rodas de conversa, entrega de kits de higiene e entrega de equipamentos para abrigos.
Em 2022, a estratégia tem foco na ampliação das capacidades das UBSs para o atendimento, por meio da entrega de equipamentos e da capacitação sobre “Cosmovisão Warao e os Direitos da População Indígena de Acesso a Serviços de Saúde”, que busca a adaptação dos serviços a esse público diferenciado.
Comunicação - Também no Pará, a Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) e o UNICEF realizam em Belém o “Encontro de Jovens Indígenas Comunicadores”, como parte do projeto de prevenção e cuidados à COVID-19 no estado. O objetivo é fortalecer a rede de comunicadores indígenas, promovendo intercâmbio de dois dias entre os 16 participantes, estimulando a reflexão e a prática.
Além de promover intercâmbio e atividade formativa entre os comunicadores indígenas da Fepipa, serão produzidos materiais audiovisuais e gráficos para promover as atividades realizadas no âmbito do projeto, que também conta com o apoio da União Europeia. Ao longo do encontro, será definido um cronograma para difusão dos materiais produzidos e será realizado mapeamento sobre comunicadores e canais de comunicação ligados à organização indígena.