OIM lança relatório sobre crise climática e deslocamentos forçados
08 novembro 2022
Na ocasião da 27ª Conferência do Clima da ONU (COP27) no Egito, a Agência da ONU para as Migrações (OIM) publicou nesta terça-feira (8), o relatório “Pessoas em movimento sob um clima em mudança: unindo políticas, evidências e ação”.
O documento oferece a comunidades, parceiros, governos e outras agências da ONU diretrizes para ampliar a implementação de ações de adaptação às mudanças climáticas.
Segundo o Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos, desastres relacionados a riscos ambientais levaram a 23,7 milhões de deslocamentos internos.

As mudanças climáticas estão reformulando os padrões de migração em todas as partes do mundo. Na ocasião da 27ª Conferência do Clima da ONU (COP27) no Egito, a Agência da ONU para as Migrações (OIM) pede por uma ação urgente sobre a mobilidade humana em contextos de mudança do clima, degradação ambiental e desastres.
É hora de colocar em prática a densa rede de acordos feitos no contexto das negociações climáticas, redução do risco de desastres, governança migratória e outros processos relevantes. É de grande urgência que esses acordos sejam combinados com ações em campo em contextos nacionais e locais.
Para apoiar os Estados e a comunidade internacional de forma mais ampla nesta fase de implementação, a OIM lançou seu novo relatório-chave. De acordo com o Relatório Global sobre Deslocamentos Internos de 2022 do Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos (IDMC, na sigla em inglês), desastres relacionados a riscos ambientais levaram a 23,7 milhões de deslocamentos internos.
“Este relatório traça um caminho a seguir para dar às pessoas o direito de escolher e definir a mobilidade sob um clima em mudança”, afirma o diretor-geral da OIM, António Vitorino. “Não temos tempo a perder. Devemos acelerar a implementação destas soluções em nível local com as comunidades.”
O relatório, intitulado “Pessoas em movimento sob um clima em mudança: unindo políticas, evidências e ação” (em tradução livre), disponível em inglês, oferece a comunidades, parceiros, governos e outras agências da ONU diretrizes para ampliar a implementação de ações adaptativas.
As três recomendações incluem:
- Fornecer soluções para as pessoas ficarem: evitar e minimizar o deslocamento por meio da redução dos riscos de desastres e adaptações no local;
- Fornecer soluções para pessoas em movimento: minimizar e abordar melhor perdas e danos, incluindo deslocamentos por meio de ação antecipatória; e
- Fornecer soluções para que as pessoas se movam: promover uma migração segura e regular.
Exemplos - Tendo esses mesmos objetivos já definidos na Estratégia Institucional da OIM sobre Migração, Meio Ambiente e Mudança do Clima 2021–2030, o novo relatório também destaca soluções práticas implementadas pela OIM e parceiros globais para inspirar formuladores de políticas a identificar e replicar boas práticas.
Por exemplo, o engajamento com a comunidade em Burundi reduziu os riscos a assentamentos e moradias ligados a desastres naturais, além de movimentos populacionais. No Tajiquistão, a oferta de treinamento sobre adaptação às mudanças climáticas e sobre alfabetização e gestão financeira para mulheres que optaram por ficar as ajudou a canalizar suas remessas para a adaptação às mudanças climáticas e construção de resiliência.
A OIM continua totalmente comprometida em se unir à comunidade internacional e tomar medidas urgentes para desenhar e implementar soluções sustentáveis para ajudar e proteger aqueles que são mais afetados pelos impactos adversos das mudanças climáticas, degradação ambiental e desastres, incluindo migrantes e pessoas deslocadas internamente.
Por meio de sua Divisão de Migração, Meio Ambiente e Mudanças do Clima, a OIM supervisiona, apoia e coordena o desenvolvimento de diretrizes políticas para atividades com uma perspectiva de migração, meio ambiente e mudanças climáticas.