Acabar com a fome e a desnutrição são prioridades, afirma o brasileiro Graziano da Silva, chefe da FAO

Crianças fazem refeição, na comunidade de Bel Air, em Porto Príncipe, no Haiti. Foto: MINUSTAH
Crianças fazem refeição, na comunidade de Bel Air, em Porto Príncipe, no Haiti. Foto: MINUSTAH
Dois dias depois de sua reeleição como chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) por mais quatro anos, José Graziano da Silva, anunciou, nesta segunda-feira (08) que erradicar a fome, elevar os níveis de nutrição e combater as alterações climáticas estão entre as principais prioridades da agência durante seu segundo mandato. No domingo, uma cerimônia de premiação na Conferência bienal da FAO, que acontece até o próximo sábado (13), em Roma (Itália), reconheceu o grande esforço feito pelos países ao redor do mundo, o que levou a implementação em vários lugares do planeta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas (ODM) de reduzir para metade a proporção de pessoas com fome até 2015, ou trazê-lo abaixo do limiar de 5%. “A maioria - 72 de 129 - dos países monitorados pela FAO alcançou a meta, com as regiões em desenvolvimento como um todo não conseguindo por uma pequena margem”, disse a FAO em comunicado. “Do total de 72 países, 29 também cumpriram a meta mais rigorosa de reduzir pela metade o número de pessoas com fome, como previsto pelos governos quando eles se encontraram em Roma, na Cúpula Mundial da Alimentação, em 1996”. Segundo Graziano, a erradicação completa da subnutrição crônica foi incluída nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que serão aprovadas em setembro para definir a agenda de desenvolvimento global para as próximas décadas.  
Entidades da ONU envolvidas nesta atividade
FAO
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura