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No ritmo atual, desigualdade salarial entre homens e mulheres só acabará em 257 anos

18 setembro 2020

  • Mesmo após décadas de ativismo e das dezenas de leis sobre igualdade salarial, as mulheres ainda ganham menos de 80 centavos para cada dólar recebido por homens. E, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, no ritmo atual, o mundo precisará de 257 anos para superar esta desigualdade de gênero no trabalho.
  • O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que marcou em uma mensagem em vídeo nesta sexta-feira (18) o primeiro Dia Internacional da Igualdade Salarial, declarado pela Assembleia Geral em 2019.
  • Para mulheres com filhos, mulheres negras, refugiadas e migrantes, bem como mulheres com deficiência, esse número é ainda mais baixo, acrescentou o secretário-geral; confira a mensagem.

Mesmo após décadas de ativismo e das dezenas de leis sobre igualdade salarial, as mulheres ainda ganham menos de 80 centavos para cada dólar recebido por homens. E, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, no ritmo atual, o mundo precisará de 257 anos para superar esta desigualdade de gênero no trabalho.

alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que marcou em uma mensagem em vídeo nesta sexta-feira (18) o primeiro Dia Internacional da Igualdade Salarial, declarado pela Assembleia Geral em 2019.

Para mulheres com filhos, mulheres negras, refugiadas e migrantes, bem como mulheres com deficiência, esse número é ainda mais baixo, acrescentou o secretário-geral.

A ONU destacou ainda que os primeiros sinais mostram que o impacto econômico da pandemia da COVID-19 tornará a disparidade salarial de gênero ainda maior, em parte porque muitas mulheres trabalham nas indústrias de serviços, hotelaria e no setor informal, que foram os mais atingidos.

“O estatuto desigual das mulheres no trabalho alimenta a desigualdade em outras áreas das suas vidas. Os empregos delas têm menos probabilidade de incluir benefícios como seguro-saúde e folgas remuneradas. Mesmo quando as mulheres têm direito a uma pensão, salários mais baixos se traduzem em pagamentos mais baixos quando se tornam idosas”, alertou Guterres.

Segundo a ONU, as atuais leis de igualdade salarial, quando existentes, não conseguiram corrigir esse quadro. “Precisamos ir mais além e trabalhar mais para encontrar soluções”, disse.

Ele destacou que o Dia Internacional da Igualdade Salarial é um “passo importante” para dar visibilidade às disparidades salariais entre homens e mulheres.

“Precisamos perguntar por que são as mulheres relegadas a empregos com salários baixos; por que as profissões dominadas por mulheres têm salários mais baixos, incluindo empregos no setor da prestação de cuidados; por que tantas mulheres trabalham a meio tempo; por que as mulheres veem os seus salários diminuir com a maternidade, enquanto os homens com filhos muitas vezes desfrutam de um aumento salarial; e, finalmente, por que as mulheres esbarram no acesso a profissões com salários mais elevados.”

António Guterres destacou algumas das soluções: acabar com os estereótipos de gênero prejudiciais; remover barreiras institucionais; e compartilhar responsabilidades familiares de forma igual.

“Precisamos reconhecer, redistribuir e valorizar o trabalho de prestação de cuidados não remunerado que é feito de forma desproporcional pelas mulheres”, acrescentou.

A ONU destacou que a pandemia de COVID-19 expôs desigualdades de todos os tipos, incluindo a desigualdade de gênero. “Ao investirmos na recuperação, devemos aproveitar a oportunidade para acabar com a discriminação salarial contra as mulheres. A igualdade salarial é essencial não apenas para as mulheres, mas para construir um mundo de dignidade e de justiça para todos”, concluiu.

No ritmo atual, desigualdade salarial entre homens e mulheres só acabará em 257 anos

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