Pandemia custa US$375 bilhões por mês à economia global

  • Para a ONU, a pandemia mostrou a importância de uma Cobertura Universal de Saúde, enquanto sistemas de saúde públicos fortes e atendimento de emergência são essenciais para as comunidades, para as economias e para todos.  
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que essa meta exige que os governos aumentem os investimentos em bens comuns para a saúde, incluindo vigilância e comunicação de risco, para que o mundo nunca mais enfrente tal situação”. 
  • Documento inclui a necessidade de se controlar a transmissão da COVID-19 através de medidas comprovadas de saúde pública e uma resposta global coordenada. 

O custo da pandemia à economia global é de 375 bilhões de dólares por mês, revelam as Nações Unidas. A organização lançou nesta quarta-feira (7) o Documento Político Covid-19 e Cobertura Universal de Saúde

Em mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que cerca de 500 milhões de empregos foram perdidos até o momento devido à pandemia. Ele acrescentou que o desenvolvimento humano está em regressão, pela primeira vez desde que esta medição foi iniciada, em 1990. 

Primeiros relatos 

O chefe da ONU afirmou que nove meses depois dos primeiros relatos da COVID-19, a pandemia já ceifou mais de 1 milhão de vidas e infetou mais de 30 milhões de pessoas em 190 países.  

Guterres destacou ainda que as infeções aumentam e há sinais preocupantes de novos focos. O chefe da ONU disse haver muito sobre o vírus que permanece desconhecido e um fato básico claro: o mundo não estava preparado para a crise de saúde. 

A ONU revelou que a situação expôs sistemas de saúde totalmente inadequados, grandes lacunas na proteção social e fortes desigualdades estruturais dentro e entre os países. 

Em relação às lições aprendidas com a pandemia, Guterres destacou que o subinvestimento em saúde pode ter um impacto arrasador nas sociedades e nas economias. 

Prontidão  

Para a ONU, a pandemia mostrou a importância de uma Cobertura Universal de Saúde, enquanto “sistemas de saúde públicos fortes e prontidão para emergências são essenciais para as comunidades, para as economias e para todos”. 

Guterres destacou que essa meta exige que os governos aumentem os investimentos em bens comuns para a saúde, incluindo vigilância e comunicação de risco, “para que o mundo nunca mais enfrente tal situação”. 

As recomendações principais do documento incluem a necessidade de se controlar a transmissão da COVID-19 através de medidas comprovadas de saúde pública e uma resposta global coordenada. 

Ação  

Outras sugestões da ONU são proteger a prestação de outros serviços de saúde durante a pandemia, garantir que em qualquer lugar todos tenham acesso às futuras vacinas, aos testes e ao tratamento da COVID-19, além de se fortalecer a preparação.  

Para Guterres, a preparação e a resposta à pandemia "são bens públicos globais que precisam de investimentos em grande escala".  O chefe da ONU pediu ação imediata em favor do aumento da cobertura universal em sistemas de saúde mais fortes.