OPAS: trabalho para vacina contra COVID-19 é mais rápido do que nunca, mas processos de segurança e eficácia não mudam 

  • A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne,  declarou nesta quarta-feira (21) que o organismo internacional só apoiará a distribuição de vacinas que provarem ser seguras e eficazes em ensaios clínicos, revisadas pelas autoridades reguladoras nacionais e recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 
  • “É importante enfatizar que, embora estejamos trabalhando para desenvolver uma vacina mais rápido do que nunca, o processo para garantir sua segurança e eficácia permanece o mesmo”, disse a dirigente em coletiva de imprensa.
  • A diretora da OPAS observou que há mais de 180 vacinas candidatas em estudo, com 11 em ensaios clínicos na fase III.
A comunidade científica estuda 180 vacinas contra a COVID-19, sendo que 11 delas estão com ensaios clínicos na fase III.
A comunidade científica estuda 180 vacinas contra a COVID-19, sendo que 11 delas estão com ensaios clínicos na fase III.

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, declarou nesta quarta-feira (21) que o organismo internacional só apoiará a distribuição de vacinas que provarem ser seguras e eficazes em ensaios clínicos, revisadas pelas autoridades reguladoras nacionais e recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“É importante enfatizar que, embora estejamos trabalhando para desenvolver uma vacina mais rápido do que nunca, o processo para garantir sua segurança e eficácia permanece o mesmo”, disse a dirigente em coletiva de imprensa. A diretora da OPAS observou que há mais de 180 vacinas candidatas em estudo, com 11 em ensaios clínicos na fase III.

Carissa Etienne explicou que o que mudou foi a atenção sem precedentes no processo de desenvolvimento de vacinas. E destacou: “A abundância de informações de várias fontes, algumas menos confiáveis do que outras e sem base científica, gerou confusão e desinformação em torno da segurança da vacina”.

A diretora da OPAS enfatizou que as vacinas são elaboradas e fabricadas tendo a segurança em mente. Quando uma vacina contra a COVID-19 se mostra segura e eficaz em um ensaio clínico, as agências regulatórias avaliam completamente os dados antes de conceder as aprovações. A OMS também supervisionará um processo de revisão independente antes de conceder sua própria recomendação.

“A forma como nos comunicamos sobre a COVID-19 vai garantir ou quebrar nossa capacidade de controlar a pandemia”, disse a diretora, chamando os países, a mídia, as autoridades reguladoras, o setor privado e a comunidade científica a se unirem para fornecer ao público “informações claras e concisas e informações baseadas na ciência sobre uma futura vacina contra a COVID-19. ”

Acesso a vacinas - Um fator importante para estabelecer a confiança nas novas vacinas é garantir seu acesso a todos os países, e a OPAS os está apoiando  por meio do mecanismo COVAX.

“Praticamente todos os países da América Latina e do Caribe aderiram ou estão em processo de adesão ao mecanismo”, disse a diretora da OPAS, e os países estão tomando as medidas legais e orçamentárias necessárias para participar dessa parceria global inovadora. “Estamos colaborando ativamente com instituições financeiras, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento, para ajudar os países da nossa região a terem acesso ao financiamento necessário para comprar vacinas por meio do COVAX, quando disponíveis, acrescentou Etienne.

O Fundo Rotatório da OPAS, com mais de 40 anos de experiência no fornecimento de vacinas de qualidade e acessíveis a países da América Latina e do Caribe, será, junto com o UNICEF, o mecanismo de compra para o COVAX. No Caribe, 11 países receberão apoio financeiro para pagamentos iniciais para ingressar no mecanismo COVAX, em colaboração com a Agência de Saúde Pública do Caribe e a União Europeia.

COVID-19 nas Américas - A diretora da OPAS observou que houve mais de 40 milhões de casos e mais de 1,1 milhão de mortes em todo o mundo devido à COVID-19, com 18,9 milhões de casos e mais de 610 mil mortes nas Américas até 20 de outubro. “Em nossa região, cerca de 100 mil pessoas continuam testando positivo para COVID-19 todos os dias”, alertou.

As tendências mostram que os casos estão aumentando nos Estados Unidos e no Canadá e se estabilizando na América Central, enquanto a maioria dos novos casos no Caribe está relacionada a viagens internacionais não essenciais. Para Etienne, esses picos mostram que, embora a região esteja “trabalhando arduamente na preparação para uma vacina, também devemos manter um curso forte e constante para continuar lutando contra o vírus sem ela”. 

Ela pediu que todos os países priorizarem uma abordagem de comunicação transparente e proativa para COVID-19. "O povo de nossa região anseia por uma orientação clara. A comunicação eficaz e consistente sobre o que as pessoas podem fazer para se proteger e evitar infecções continua vital”, recomendou.

“Testar, tratar e isolar casos, bem como rastrear contatos, são parte de uma boa estratégia de vigilância e poucos países estão fazendo isso bem em nossa região. É tão importante agora quanto era em abril. E será ainda mais importante quando tivermos uma vacina”, advertiu a diretora da OPAS.

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade
PAHO
The Pan American Health Organization