Seminário do WFP apresenta caminhos possíveis para o enfrentamento da desnutrição nas crianças do Brasil, Colômbia e Peru
18 dezembro 2020
- Nos dias 14 e 15 de dezembro, o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas no Brasil (WFP) organizou o primeiro Seminário Internacional como parte do Projeto de Cooperação Sul-Sul para enfrentar a múltipla carga da desnutrição nas crianças em idade escolar através do projeto 'Nutrir o Futuro'.
- O objetivo do seminário foi apresentar e discutir as políticas de alimentação e nutrição voltadas para o setor saúde nos três países, a fim de fornecer insumos para o desenvolvimento das próximas entregas.
- O evento foi organizado em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que são parceiros do WFP neste projeto, e também contou com a participação de equipes técnicas do Brasil, Colômbia e Peru.
Nos dias 14 e 15 de dezembro, o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas no Brasil (WFP) organizou o primeiro Seminário Internacional como parte do Projeto de Cooperação Sul-Sul para enfrentar a múltipla carga da desnutrição nas crianças em idade escolar através do projeto 'Nutrir o Futuro'. O evento foi organizado em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que são parceiros do WFP neste projeto, e também contou com a participação de equipes técnicas do Brasil, Colômbia e Peru.
O objetivo do seminário foi apresentar e discutir as políticas de alimentação e nutrição voltadas para o setor saúde nos três países, a fim de fornecer insumos para o desenvolvimento das próximas entregas. Elas incluirão a elaboração de análises comparativas sobre como as políticas se estruturam nos temas discutidos em cada país, trazendo perspectivas de como melhorar as condições de alimentação, nutrição e saúde de suas populações.
Em sua apresentação, a equipe brasileira destacou que entre os maiores desafios relacionados à múltipla carga da desnutrição - ou seja, a coexistência de desnutrição e deficiências de micronutrientes combinadas com sobrepeso e obesidade - estão os crescentes índices de obesidade no país. Porém, o Brasil já desenvolve ações de vigilância alimentar e nutricional para o enfrentamento desses problemas há décadas e, no próximo ano, o governo lançará o Plano Nacional de Combate à Obesidade Infantil, que visa diminuir esses números e promover ambientes acolhedores à saúde por meio de ações de educação alimentar e nutricional, incentivo à atividade física, entre outros.
As taxas de sobrepeso na Colômbia também estão aumentando, especialmente entre as crianças e a população rural. Em sua apresentação, o país também destacou a deficiência de vitamina D na população. Por outro lado, a Colômbia avançou nas ações de regulamentação dos alimentos e apresentou uma estratégia para reduzir o consumo de sal e sódio, que traz uma abordagem multissetorial para combater o problema com ações efetivas para melhorar a qualidade alimentar e nutricional nacional.
O Ministério da Saúde do Peru mencionou que, além de apresentar números indesejáveis de sobrepeso e obesidade, seu maior desafio ainda é a alta prevalência de anemia, um grande problema de saúde pública no país. Desde 2013, o país conta com a Lei de Promoção da Alimentação Saudável para enfrentar esses desafios de forma coordenada e eficaz. É também um exemplo regional de regulamentação do rótulo frontal. Esta iniciativa nacional apresenta resultados concretos como a diminuição nacional do consumo de bebidas açucaradas.
Apesar da pandemia da COVID-19 e de seus impactos sem precedentes com profundas consequências sociais e econômicas, incluindo o comprometimento da segurança alimentar e nutricional em todo o mundo e especialmente na América Latina e no Caribe, o projeto ‘Nutrir o Futuro’ se propõe a desenvolver evidências e promover a troca de experiências bem-sucedidas entre o Brasil e outros países que também enfrentam o crescente problema da múltipla carga da desnutrição.
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